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quarta-feira, dezembro 02, 2009

Das agruras profissionais


Existem pelo menos três verdades pouco questionáveis para o profissional que atua na área de Assessoria de Imprensa. Se houver uma crise na empresa em que você trabalha ou até mesmo no setor público, a primeira que ‘dança’ é a assessoria. As pessoas nunca entenderão o seu trabalho. Sempre acharão que você não faz nada e que ganha muito para ‘fazer isso’. Você nunca será contratado para ser somente um assessor (a não ser, é claro, que entre para fazer parte de uma equipe. Caso o contrário, você será a EUquipe – créditos ao #2).

Compreendidos estes preceitos, o desafio agora será aceitá-los. Por mais que você esteja ciente disso, é difícil topar com certas situações na prática. É duro lidar com pessoas que acham que, porque você se formou em ComunicaçãoSocialbarraJornalismo, tem predisposição para Fátima Bernardes, sabe elaborar convites, fotografar, diagramar, vender, negociar, desenrolar, articular e mais uma série de verbos no infinitivo.

Não me refiro aqui ao que alguns chamam de ‘jornalista multimídia’. Este eu reconheço o esforço e a necessidade no mercado de trabalho. Profissionais que dominam diversas áreas devem sim se destacar e serem recompensados por isso, mas as chances de serem explorados também aumentam.

É comum ver um profissional executar todo o produto e não receber nada além do que já é combinado. Ao invés disso, poderia ter dividido o serviço com outros, que certamente seriam pagos por fora, e poupado o trabalho gratuito.

Nem por isso ele deve se privar de aprender coisas novas, mas deve ter a malícia de só usar se for reconhecido por isso. E quando falo em reconhecimento, me refiro ao dinheiro que cai na conta no fim do mês. Trabalho reconhecido é trabalho bem pago, porque ninguém contrata um encanador, eletricista, marceneiro e dá um tapinha nas costas e um ‘parabéns’ no final do serviço. Tudo isso é trabalho e deve ser remunerado.

Acredito que o próprio desconhecimento da atividade contribui para esse comportamento. Mesmo quem contrata os serviços de uma assessoria, raramente sabe quais a reais competências do setor e sempre encara a atividade como um serviço muito simples de ser feito. É tudo muito fácil. Tirar uma fotinha ali, escrever um textinho aqui. Qualquer um pode fazer, por isso mesmo não há mais obrigatoriedade do diploma. E com isso os ‘mimimi’ vão aumentando e a gente vai empurrando com a barriga a falta de noção alheia.

terça-feira, abril 14, 2009

Profissão repórter

Agora faço parte do submundo dos leads, das pautas e do 'jornalismo de verdade', como ouvi dizer por aí.
Estou fazendo uma experiência na redação de um jornal local para ver se me adapto.
Confesso que trocar meus releases pela correria das matérias jornalísticas não é tarefa fácil. O ritmo é outro, os assuntos diversos e a responsabilidade maior.
Ainda vou errar um bocaco até pegar a manha, mas nem adianta me justificar, porque quando a gente comete um deslize ninguém perdoa. Não dá pra andar com aquela plaquinha da auto escola: "Paciência. Estou aprendendo."
No mais, é aproveitar a oportunidade, os novos contatos e as piadas da redação, claro!

wish me luck!