Ontem saímos pra almoçar em um desses self-services da vida...
Depois do almoço meu pai pegou um doce e o rapaz veio anotar em uma guia improvisada. Ele sai e meu pai fala:
- Não quero mais.
- Por que, pai?
Ele empurra o papel e eu leio "dosse"
- Tô me tremendo todo. Como é que pode o cara não saber escrever "doce"? Se ainda fosse uma palavra difícil, mas é "doce"! O rapaz é até bonitão, mas como é que vai arrumar uma namorada se não sabe nem escrever "doce"!
*Meu pai é professor de Português. E mesmo que não fosse, é doce, cara! Doce!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Acabou
Depois do feri- ado (quarta e sexta) bateu uma preguiiiça...Principalmente quando hoje também poderia ser feriado. Eu tenho uma consciência negra, mas ninguém respeita isso.
Esse fim de semana tive umas tarefinhas difíceis da faculdade. Antes eu reclamava das resenhas, seminários e textos, mas esse foi muito pior: pensar.
Pensar em coisas úteis é difícil pra caramba. Ter idéias para uma programa de rádio, um programa de TV, um formato para o jornal.
Pensar, pensar, pensar.
E pensar em tudo, porque não adianta ter "aquela" idéia sem ter condições de executar.
Por isso mesmo não saiu nada :D
Coluna (Social)
* Hoje é aniversário da Fabiana. Parabéns!
* Renata Ingrata irá escrever um ótima matéria para o jornal laboratório "Memórias Póstumas de Cantores Acreanos".
* Hermington detesta esperar na fila.
Esse fim de semana tive umas tarefinhas difíceis da faculdade. Antes eu reclamava das resenhas, seminários e textos, mas esse foi muito pior: pensar.
Pensar em coisas úteis é difícil pra caramba. Ter idéias para uma programa de rádio, um programa de TV, um formato para o jornal.
Pensar, pensar, pensar.
E pensar em tudo, porque não adianta ter "aquela" idéia sem ter condições de executar.
Por isso mesmo não saiu nada :D
Coluna (Social)
* Hoje é aniversário da Fabiana. Parabéns!
* Renata Ingrata irá escrever um ótima matéria para o jornal laboratório "Memórias Póstumas de Cantores Acreanos".
* Hermington detesta esperar na fila.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Da indignação
Agora estão com uma história de criar um curso de Jornalismo no Vale do Juruá. Um cursinho modular, sem laboratório mesmo, só pra atender a demanda. Aí reúnem-se a vice-reitora da Ufac, o presidente do Sindicato dos Jornalistas e um deputado do Juruá pra brincar de formar jornalista.
Não é bairrismo não, é apenas racionalidade. Afinal, alguém tem que pensar nessa história. Vejamos: eu estudo na sede. Estou no 7º período de Comunicação Social, prestes a me formar. Não tenho laboratório adequado e o quadro de professores ta melhorando agora. Já estivemos pior, admito, mas como criar uma “filial” se nem a matriz tem estrutura? Não faz sentido.
Suponhamos que essa idéia absurda se concretize. Quem serão os professores? Os meus!
Os professores que ministram cerca de três disciplinas por semestre, para atender quatro períodos, ficarão fora por no mínimo 15 dias pra dar uma disciplina em outro município.
Eu provavelmente ficarei sem aula esses dias e quando eles voltarem, retomarão a disciplina como se nada tivesse acontecido. Passarão trabalhos, atropelarão conteúdos, até que outra viagem chegue. Aí ficaremos eu e o Juruá sem qualidade de ensino.
A coordenação nos deve três disciplinas que não foram dadas até hoje por falta de professores.
O ensino superior tem que ser levado a sério pelo menos uma vez na vida. Os estudantes também não deveriam se contentar com uma formaçãozinha “barrela”, como se diz por essas bandas. Comunicação Social/Jornalismo não é aprender a tirar uma fotinha ali, filmar uma coisinha aqui e escrever um textinho para publicar no jornal. Não é pegar emprestado o laboratório de rádio e TV da emissora local, pra suprir a necessidade das aulas práticas. É coisa séria, rapá!
Não tiro crédito de quem aprendeu na prática. Existem bons jornalistas que não são formados. Agora o que não pode é criar um cursinho com cara de técnico, mas com ar superior e sair vendendo diploma por aí, só porque o mercado e legislação estão mais exigentes. Isso é desrespeito! Desrespeito a quem vai passar quatro anos na universidade pra obter o mesmo diploma. É injusto!
Eu só espero que bom senso prevaleça. Caso não, eles vão conhecer uma baixinha muito brava!
Não é bairrismo não, é apenas racionalidade. Afinal, alguém tem que pensar nessa história. Vejamos: eu estudo na sede. Estou no 7º período de Comunicação Social, prestes a me formar. Não tenho laboratório adequado e o quadro de professores ta melhorando agora. Já estivemos pior, admito, mas como criar uma “filial” se nem a matriz tem estrutura? Não faz sentido.
Suponhamos que essa idéia absurda se concretize. Quem serão os professores? Os meus!
Os professores que ministram cerca de três disciplinas por semestre, para atender quatro períodos, ficarão fora por no mínimo 15 dias pra dar uma disciplina em outro município.
Eu provavelmente ficarei sem aula esses dias e quando eles voltarem, retomarão a disciplina como se nada tivesse acontecido. Passarão trabalhos, atropelarão conteúdos, até que outra viagem chegue. Aí ficaremos eu e o Juruá sem qualidade de ensino.
A coordenação nos deve três disciplinas que não foram dadas até hoje por falta de professores.
O ensino superior tem que ser levado a sério pelo menos uma vez na vida. Os estudantes também não deveriam se contentar com uma formaçãozinha “barrela”, como se diz por essas bandas. Comunicação Social/Jornalismo não é aprender a tirar uma fotinha ali, filmar uma coisinha aqui e escrever um textinho para publicar no jornal. Não é pegar emprestado o laboratório de rádio e TV da emissora local, pra suprir a necessidade das aulas práticas. É coisa séria, rapá!
Não tiro crédito de quem aprendeu na prática. Existem bons jornalistas que não são formados. Agora o que não pode é criar um cursinho com cara de técnico, mas com ar superior e sair vendendo diploma por aí, só porque o mercado e legislação estão mais exigentes. Isso é desrespeito! Desrespeito a quem vai passar quatro anos na universidade pra obter o mesmo diploma. É injusto!
Eu só espero que bom senso prevaleça. Caso não, eles vão conhecer uma baixinha muito brava!
segunda-feira, novembro 13, 2006
Dos sentidos às sensações
Certos perfumes, gostos e músicas funcionam como máquina do tempo pra mim. Geralmente eles estão ligados a viagens, quando estas (que não são muitas, porque eu moro longe pra caramba) faziam algum sentido pra mim.
Marro, por exemplo...Marro é Fortaleza! Lembro que meu pai usava esse perfume quando viajamos pra lá em 1994. É só eu sentir o cheiro que volto automaticamente para a Pousada dos Turistas, próxima a Praia de Iracema.
Outra coisa que me faz voltar ao Ceará é Catedral, da Zélia Duncan. Nessa época a música estourou nas rádios e eu me vejo sentada na barraca América do Sol, comendo carne de sol com baião de dois, ao som de Catedral e contemplando a maravilhosa Praia do Futuro.
De perfumes e viagens, o próximo da lista é Ops!, d’ O Boticário. Ganhei um estojo com a miniatura dos três, no natal de 1997 e levei pra Florianópolis no verão de 1998. Florianópolis com certeza lembra Ops! Mas também lembra Gabriel O Pensador. É só ouvir Cachimbo da Paz que eu tô lá na Barra da Lagoa, tomando café da manhã em uma birosquinha que tinha em frente da casa que alugamos e que vendia o nescau mais quente que eu já tomei na vida.
E Claudinho e Buchecha? "Quero te encontrar, quero te amarr". Nessa hora eu tava no ônibus, vindo do Beto Carreiro World, pegando no sono depois de um dia perfeito, mas foi só ouvir a música na rádio que eu e meu primo despertamos. Era um sucesso!
Depois disso veio Guarapari. Praia do Morro, verão de 2001, eu e o Bruno, do Biquini Cavadão, cantando "Vento, Ventania, me leve sem destinoooo"
Infelizmente a qualidade de lembranças musicais foi baixando o nível, pois Guarapari também me lembra "Morto Muito Louco", mais um desses funks que invadiram o verão e que eu fiz questão de aprender a coreografia durante um agradável dia em um parque aquático de Guarapari.
Nesse mesmo verão segui viagem rumo ao Sul. Fui rever a paradisíaca Florianópolis, porém, depois da última desilusão musical, não quis nenhuma lembrança.
Aí veio Manaus, mas só o que eu consigo lembrar é o forró que tocava no carro da minha prima "Você não vale nada, mas eu gosto de você", vez ou outra trocado pelas músicas da Jovem Pan.
De Brasília, a música que eu mais lembro é a da abertura da novela Cobras&Lagartos, que eu vivia cantarolando não sei porquê diabos, já que música é nojentinha. Outra música que virou quase um hino foi "We are the Champions", do Queen. Era lembrava toda vez que a eu a Rafaela conseguíamos pegar o ônibus certo pra ir pra casa da tia dela.
Das viagens, acaba aqui, mas sobrou o gosto. Essa é a lembrança mais forte e a que vai mais longe. Sprite! (ispraite mesmo, não isplaite). Basta um gole do Sprite de garrafa que eu volto lá pra Escola Abelhinha, da Tia Toinha, onde fui alfabetizada. Volto na melhor hora: a hora do recreio. Lá tô eu, possivelmente com um daqueles modelitos vergonhosos dos anos 80, tomando Sprite e comendo bolo de milho que nunca encontrei igual. Por isso, resta apenas o Sprite.
Marro, por exemplo...Marro é Fortaleza! Lembro que meu pai usava esse perfume quando viajamos pra lá em 1994. É só eu sentir o cheiro que volto automaticamente para a Pousada dos Turistas, próxima a Praia de Iracema.
Outra coisa que me faz voltar ao Ceará é Catedral, da Zélia Duncan. Nessa época a música estourou nas rádios e eu me vejo sentada na barraca América do Sol, comendo carne de sol com baião de dois, ao som de Catedral e contemplando a maravilhosa Praia do Futuro.
De perfumes e viagens, o próximo da lista é Ops!, d’ O Boticário. Ganhei um estojo com a miniatura dos três, no natal de 1997 e levei pra Florianópolis no verão de 1998. Florianópolis com certeza lembra Ops! Mas também lembra Gabriel O Pensador. É só ouvir Cachimbo da Paz que eu tô lá na Barra da Lagoa, tomando café da manhã em uma birosquinha que tinha em frente da casa que alugamos e que vendia o nescau mais quente que eu já tomei na vida.
E Claudinho e Buchecha? "Quero te encontrar, quero te amarr". Nessa hora eu tava no ônibus, vindo do Beto Carreiro World, pegando no sono depois de um dia perfeito, mas foi só ouvir a música na rádio que eu e meu primo despertamos. Era um sucesso!
Depois disso veio Guarapari. Praia do Morro, verão de 2001, eu e o Bruno, do Biquini Cavadão, cantando "Vento, Ventania, me leve sem destinoooo"
Infelizmente a qualidade de lembranças musicais foi baixando o nível, pois Guarapari também me lembra "Morto Muito Louco", mais um desses funks que invadiram o verão e que eu fiz questão de aprender a coreografia durante um agradável dia em um parque aquático de Guarapari.
Nesse mesmo verão segui viagem rumo ao Sul. Fui rever a paradisíaca Florianópolis, porém, depois da última desilusão musical, não quis nenhuma lembrança.
Aí veio Manaus, mas só o que eu consigo lembrar é o forró que tocava no carro da minha prima "Você não vale nada, mas eu gosto de você", vez ou outra trocado pelas músicas da Jovem Pan.
De Brasília, a música que eu mais lembro é a da abertura da novela Cobras&Lagartos, que eu vivia cantarolando não sei porquê diabos, já que música é nojentinha. Outra música que virou quase um hino foi "We are the Champions", do Queen. Era lembrava toda vez que a eu a Rafaela conseguíamos pegar o ônibus certo pra ir pra casa da tia dela.
Das viagens, acaba aqui, mas sobrou o gosto. Essa é a lembrança mais forte e a que vai mais longe. Sprite! (ispraite mesmo, não isplaite). Basta um gole do Sprite de garrafa que eu volto lá pra Escola Abelhinha, da Tia Toinha, onde fui alfabetizada. Volto na melhor hora: a hora do recreio. Lá tô eu, possivelmente com um daqueles modelitos vergonhosos dos anos 80, tomando Sprite e comendo bolo de milho que nunca encontrei igual. Por isso, resta apenas o Sprite.
sexta-feira, novembro 10, 2006
Eu definitivamente não me dou bem com sistemas. Nenhum deles.
Saí do trabalho apressada pra ir à Marisa trocar uma roupa. Depois de hooooras procurando outra coisa, minuuuutos esperando na fila...
"Desculpe, mas os sistema está fora do ar"
Espera-se o tal sistema voltar e nada. Pego a peça inútil de volta e agora só segunda-feira.
Bom, pelo menos vou pegar minhas fotos...
"Ah, moça, a rede tava fora e as fotos só ficam prontas amanhã. Me desculpe!"
"Ahhh, meu ovo!" (eu só pensei)
E pra completar a sexta-feira maravilhosa, meu sistema imunológico também tava fora e a rinite atacou pesada.
Pior que isso, só se fosse segunda...
*Se alguém já me falou alguma dessas frases, sinta-se totalmente creditado.
Saí do trabalho apressada pra ir à Marisa trocar uma roupa. Depois de hooooras procurando outra coisa, minuuuutos esperando na fila...
"Desculpe, mas os sistema está fora do ar"
Espera-se o tal sistema voltar e nada. Pego a peça inútil de volta e agora só segunda-feira.
Bom, pelo menos vou pegar minhas fotos...
"Ah, moça, a rede tava fora e as fotos só ficam prontas amanhã. Me desculpe!"
"Ahhh, meu ovo!" (eu só pensei)
E pra completar a sexta-feira maravilhosa, meu sistema imunológico também tava fora e a rinite atacou pesada.
Pior que isso, só se fosse segunda...
*Se alguém já me falou alguma dessas frases, sinta-se totalmente creditado.
quinta-feira, novembro 09, 2006
fuc fuc
Ontem e hoje dei uma passada no anfiteatro pra conferir o Festival Universitário da Canção (FUC). Da saída do estanionamento do nosso bloco até o anfiteatro, já entramos no clima do Festival. Isso porque a rádio livre Filha da Muda (105,7 FM) tá transmitindo o evento ao vivo. Chegamos e não tinha mais nenhum lugar vago. Anfiteatro Garibaldi Brasil lotado de estudantes, parentes e amigos. Os amigos são muito importante nessas horas.
Começa a primeira das 15 canções da noite. Uma música meio tropicália, que me lembrou logo Morena Tropicana, do Alceu Valença.
A noite foi seguindo...Vários estilos, performances e exageros. Algumas canções meio forçadas, com cara de dissertação com um arranjo mais ou menos e uma rima pobre. Aquelas com letras óbvias, falando das desigualdades sociais, lamentações do mundo moderno e indignação.
A maioria do compositores executavam sua obra e quem quisesse podia cantar junto, pois em cada cadeira estava a programação e a letra de todas as músicas concorrentes.
Foi aí que eu comecei a prestar a atenção no público. Há aqueles que lêem a letra como poesia mesmo, interpretando, dando uma boa analisada. Há os que acompanham o som com a cabeça, fazendo um ar de aprovação ou reprovação a cada estrofe, e existem aqueles, a maioria, que aplaudem tudo. Tudo mesmo.
O público universitário é o público - desculpe a expressão - mais sacana que eu já vi. Ele empolga e ilude o cantor, aplaude com fervor, mesmo estando na cara que é só chacota. E não é falta de senso musical ou uma aceitação mútua, é apenas solidariedade. Afinal, não é qualquer um que tem coragem de subir em um palco, soltar a voz e se expor dessa maneira à comunidade acadêmica.
Uma salva de palmas para eles.
Começa a primeira das 15 canções da noite. Uma música meio tropicália, que me lembrou logo Morena Tropicana, do Alceu Valença.
A noite foi seguindo...Vários estilos, performances e exageros. Algumas canções meio forçadas, com cara de dissertação com um arranjo mais ou menos e uma rima pobre. Aquelas com letras óbvias, falando das desigualdades sociais, lamentações do mundo moderno e indignação.
A maioria do compositores executavam sua obra e quem quisesse podia cantar junto, pois em cada cadeira estava a programação e a letra de todas as músicas concorrentes.
Foi aí que eu comecei a prestar a atenção no público. Há aqueles que lêem a letra como poesia mesmo, interpretando, dando uma boa analisada. Há os que acompanham o som com a cabeça, fazendo um ar de aprovação ou reprovação a cada estrofe, e existem aqueles, a maioria, que aplaudem tudo. Tudo mesmo.
O público universitário é o público - desculpe a expressão - mais sacana que eu já vi. Ele empolga e ilude o cantor, aplaude com fervor, mesmo estando na cara que é só chacota. E não é falta de senso musical ou uma aceitação mútua, é apenas solidariedade. Afinal, não é qualquer um que tem coragem de subir em um palco, soltar a voz e se expor dessa maneira à comunidade acadêmica.
Uma salva de palmas para eles.
Totalmente inoperante
Pode até ser mais um post melancólico de blog de adolescente, mas não dá pra ser. Primeiro porque eu não sou mais adolescente...er...sou jovem? Uma jovem com problemas de jovem, ora bolas.
Tô parada. Sedentária em todos os sentidos. Não produzo mais nada. Não leio coisas que gosto e preciso, não escrevo, não inovo, não experimento, não meto a cara.
Não quero mudar o mundo, só o meu mundo. Esse contidianozinho de meia tigela que que eu tenho. Essa rotina de trabalho/casa/universidade. Não quero sair pra balada, nem me embriagar por ai. Quero me divertir trabalhando!
...
...
...
* Bom, meu amigos, eu gostaria de terminar esse desabafo, mas minha irmã acabou de colocar o DVD "É o tchan - 10 anos" e não há cristão que consiga concluir um raciocínio.
Eu vou é dançar!
Tô parada. Sedentária em todos os sentidos. Não produzo mais nada. Não leio coisas que gosto e preciso, não escrevo, não inovo, não experimento, não meto a cara.
Não quero mudar o mundo, só o meu mundo. Esse contidianozinho de meia tigela que que eu tenho. Essa rotina de trabalho/casa/universidade. Não quero sair pra balada, nem me embriagar por ai. Quero me divertir trabalhando!
...
...
...
* Bom, meu amigos, eu gostaria de terminar esse desabafo, mas minha irmã acabou de colocar o DVD "É o tchan - 10 anos" e não há cristão que consiga concluir um raciocínio.
Eu vou é dançar!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Eu quero mudar!
Hoje acordei com o mantra "Não esqueça de tomar o remédio, não esqueceça de tomar o remédio, não esqueça de tomar o remédio".
Esqueci, claro!
E só lembrei quando a dor começou.
* Preciso mudar meus hábitos alimentares antes que eu morra pela boca (inédita essa).
Preciso parar de tomar refrigerante, café, suco de frutas cítricas, comer pizza, sanduíche, salgadinho...
É, vai ser difícil continuar vivendo.
Esqueci, claro!
E só lembrei quando a dor começou.
* Preciso mudar meus hábitos alimentares antes que eu morra pela boca (inédita essa).
Preciso parar de tomar refrigerante, café, suco de frutas cítricas, comer pizza, sanduíche, salgadinho...
É, vai ser difícil continuar vivendo.
segunda-feira, outubro 30, 2006
feliz período novo
Hoje começa um novo período, o penúltimo!
Que esse não venha cheio de emoções, que professores não abandonem as disciplinas e, principalmente, que eu não seja processada.
Amém!
Que esse não venha cheio de emoções, que professores não abandonem as disciplinas e, principalmente, que eu não seja processada.
Amém!
segunda-feira, outubro 23, 2006
história triste
Ôôiii
Ôôôiiiii
- Mas no programa de hoje eu vou contar uma história triste.
- Música triste, por favor!
*Toca My Immortal – Evanescence
Era uma vez uma gatinha. Era uma vez uma gatinha chamada Tutti. Não, não, ela ainda não se chamava Tutti. Ela era apenas uma gata.
Tudo isso começou quando a Xuxa, a gata siamesa da vizinha, se engraçou por um gato de rua. Do romance nasceram vários gatinhos, inclusive a que um dia viria a se chamar Tutti.
Dias depois do parto, Xuxa foi covardemente seqüestrada e nunca mais se soube dela. Seus filhotes tiveram uma vida difícil e um deles foi procurar abrigo lá em casa (aí sim ela se tornou Tutti). A Tutti é aquele tipo de gato que se apossa da casa da gente, sabe? Ninguém deu, não pegamos pra criar, ela apenas chegou e ficou. E já que estava ali, tinha que ter pelo menos um nome, não é?
Uma gata fria e calculista, que sempre teve a vida baseada em interesses. Nunca teve horário fixo em casa, chegava a saía a hora que bem entendia. Nunca nos deu nenhuma justificativa de seus romances, mas às vezes dava uma de boa moça e namorava em frente de casa, com a luz acesa. Depois veio o pico da juventude. Namorados, muitos namorados. Cada gatinho...
Minha vizinha, a mais “observadora” da rua, diz que ela pegava todos, mas gostava mesmo era do preto. De fato ele era um gatão!
Foram intermináveis noites de gemidos no forro de casa. E não só no de casa. No outro dia os vizinhos comentavam que ela era audaciosa. Queria fazer em todos os lugares.
Devassa! Como se já não bastasse a ingratidão, agora sujava o nome da família.
Os anos foram passando e nada de Tutti ser mãe. Pensamos que quando isso acontecesse ela ficaria mais ajuizada e responsável, afinal, os filhos sempre mudam os hábitos de vida. Isso nunca aconteceu. Tutti era estéril, só podia ser.
Daí a fama e conquista de tantos namorados “Uma gatinha linda, branca com manchas pretas, e que nunca engravida não iria comprometer o futuro de nenhum gato. Não haveria responsabilidades, só um case”.
Tutti foi perdendo o seu vigor e a saúde já não era mesma. Começaram a aparecer uns caroços na barriga de Tutti. Uma espécie de tumor que crescia e diminuía constantemente. Ainda chegamos a falar com o veterinário, mas o tratamento era caro e ela não merecia. Nunca nos deu nenhuma demonstração de carinho, nenhuma carícia de leve, nenhum miado manhoso, nenhum motivo de orgulho - como caçar catitas - só sabia exigir! E exigia comida boa. Nada de rações desconhecidas, apenas Whiskas. E tinha que encher a tigela, pois era para ela para o macho. Cretina!
Mas não pensem que Tutti morreu. Não ainda. Isso é apenas um prenúncio de morte. Um óbvio pressentimento, mas não o fim de Tutti.
Hoje seu estado de saúde requer cuidado. Creio que Tutti adquiriu Hanseníase. Não seria difícil imaginar essa possibilidade. Foram anos de uma vida promíscua, sem critérios na escolha do parceiro.
Ela ainda aparece lá em casa pra comer, sempre acompanhada de seu novo namorado, Jack. Um simpático gato siamês estrábico. Vai ver descobriu o amor verdadeiro. Jack parece um gato sério, disposto a cuidar dela nesses últimos momentos de vida.
Enquanto isso, Chinha (o Super Pedreiro/Pintor/Encanador/Mala/Faz-Tudo) foi escalado para mais uma missão: dar um fim à pobre Tutti. Não sacrifício, apenas um novo lar. Apesar de tudo, é duro demais vê-la definhando. Adeus, querida Tutti!
Ôôôiiiii
- Mas no programa de hoje eu vou contar uma história triste.
- Música triste, por favor!
*Toca My Immortal – Evanescence
Era uma vez uma gatinha. Era uma vez uma gatinha chamada Tutti. Não, não, ela ainda não se chamava Tutti. Ela era apenas uma gata.
Tudo isso começou quando a Xuxa, a gata siamesa da vizinha, se engraçou por um gato de rua. Do romance nasceram vários gatinhos, inclusive a que um dia viria a se chamar Tutti.
Dias depois do parto, Xuxa foi covardemente seqüestrada e nunca mais se soube dela. Seus filhotes tiveram uma vida difícil e um deles foi procurar abrigo lá em casa (aí sim ela se tornou Tutti). A Tutti é aquele tipo de gato que se apossa da casa da gente, sabe? Ninguém deu, não pegamos pra criar, ela apenas chegou e ficou. E já que estava ali, tinha que ter pelo menos um nome, não é?
Uma gata fria e calculista, que sempre teve a vida baseada em interesses. Nunca teve horário fixo em casa, chegava a saía a hora que bem entendia. Nunca nos deu nenhuma justificativa de seus romances, mas às vezes dava uma de boa moça e namorava em frente de casa, com a luz acesa. Depois veio o pico da juventude. Namorados, muitos namorados. Cada gatinho...
Minha vizinha, a mais “observadora” da rua, diz que ela pegava todos, mas gostava mesmo era do preto. De fato ele era um gatão!
Foram intermináveis noites de gemidos no forro de casa. E não só no de casa. No outro dia os vizinhos comentavam que ela era audaciosa. Queria fazer em todos os lugares.
Devassa! Como se já não bastasse a ingratidão, agora sujava o nome da família.
Os anos foram passando e nada de Tutti ser mãe. Pensamos que quando isso acontecesse ela ficaria mais ajuizada e responsável, afinal, os filhos sempre mudam os hábitos de vida. Isso nunca aconteceu. Tutti era estéril, só podia ser.
Daí a fama e conquista de tantos namorados “Uma gatinha linda, branca com manchas pretas, e que nunca engravida não iria comprometer o futuro de nenhum gato. Não haveria responsabilidades, só um case”.
Tutti foi perdendo o seu vigor e a saúde já não era mesma. Começaram a aparecer uns caroços na barriga de Tutti. Uma espécie de tumor que crescia e diminuía constantemente. Ainda chegamos a falar com o veterinário, mas o tratamento era caro e ela não merecia. Nunca nos deu nenhuma demonstração de carinho, nenhuma carícia de leve, nenhum miado manhoso, nenhum motivo de orgulho - como caçar catitas - só sabia exigir! E exigia comida boa. Nada de rações desconhecidas, apenas Whiskas. E tinha que encher a tigela, pois era para ela para o macho. Cretina!
Mas não pensem que Tutti morreu. Não ainda. Isso é apenas um prenúncio de morte. Um óbvio pressentimento, mas não o fim de Tutti.
Hoje seu estado de saúde requer cuidado. Creio que Tutti adquiriu Hanseníase. Não seria difícil imaginar essa possibilidade. Foram anos de uma vida promíscua, sem critérios na escolha do parceiro.
Ela ainda aparece lá em casa pra comer, sempre acompanhada de seu novo namorado, Jack. Um simpático gato siamês estrábico. Vai ver descobriu o amor verdadeiro. Jack parece um gato sério, disposto a cuidar dela nesses últimos momentos de vida.
Enquanto isso, Chinha (o Super Pedreiro/Pintor/Encanador/Mala/Faz-Tudo) foi escalado para mais uma missão: dar um fim à pobre Tutti. Não sacrifício, apenas um novo lar. Apesar de tudo, é duro demais vê-la definhando. Adeus, querida Tutti!
sexta-feira, outubro 20, 2006
+1sexta
Dia de ler crônicas, blônicas e tirinhas do Malvados.
Porque ninguém é de ferro, né?!
Dá licença...
Porque ninguém é de ferro, né?!
Dá licença...
quarta-feira, outubro 18, 2006
E aí, novidades?
Nada acontece nessa minha vida severina. Nenhuma viagem, nenhuma situação constrangedora, nenhum bêbado na rua. Nada.
Eu só trabalho, passo a tarde na internet e durmo. Agora que estou "meio de férias" o cotidiano se tornou ainda mais monótono. Não que eu esteja reclamando da folga, longe de mim, mas uma novidade cairia bem.
Ouço as mesmas músicas, vejo os mesmos programas e assisto a alguns filmes repetidos. Converso com as mesmas pessoas, conto as mesmas histórias e apago os mesmos scraps diários de como emagrecer dormindo.
Aí eu penso "Como eu vou alimentar meu filho?". Geralmente o que escrevo aqui é baseado no que vejo, leio ou passo. E se não acontece nada, como vai ser? (É só continuar postando esses diálogos bestas, pensa o leitor). É uma alternativa. Porém ando tão chata, que até pra conversar eu tô sem paciência. E eu também não sou de falar sobre a paz mundial, as mazelas da sociedade ou minhas impressões sobre sentimentos. Simplesmente não rola. É uma espécie de bloqueio. E já que eu não consigo me estender mais que isso, segue mais um diálogo super legal!
- Mana, deixa eu te mostrar o que eu aprendi a escrever na calculadora?
* Esperei ela pegar a máquina na bolsa, clicar no on com aquele ar de "coisa inédita" e soltei:
- BELOS SEIOS?
- Ahhhh, pôxa vida :/
* A criatura tem 15 anos e não sabia que esse maravilhoso truque surgiu lá pelo ano de 456 d.C
Eu só trabalho, passo a tarde na internet e durmo. Agora que estou "meio de férias" o cotidiano se tornou ainda mais monótono. Não que eu esteja reclamando da folga, longe de mim, mas uma novidade cairia bem.
Ouço as mesmas músicas, vejo os mesmos programas e assisto a alguns filmes repetidos. Converso com as mesmas pessoas, conto as mesmas histórias e apago os mesmos scraps diários de como emagrecer dormindo.
Aí eu penso "Como eu vou alimentar meu filho?". Geralmente o que escrevo aqui é baseado no que vejo, leio ou passo. E se não acontece nada, como vai ser? (É só continuar postando esses diálogos bestas, pensa o leitor). É uma alternativa. Porém ando tão chata, que até pra conversar eu tô sem paciência. E eu também não sou de falar sobre a paz mundial, as mazelas da sociedade ou minhas impressões sobre sentimentos. Simplesmente não rola. É uma espécie de bloqueio. E já que eu não consigo me estender mais que isso, segue mais um diálogo super legal!
- Mana, deixa eu te mostrar o que eu aprendi a escrever na calculadora?
* Esperei ela pegar a máquina na bolsa, clicar no on com aquele ar de "coisa inédita" e soltei:
- BELOS SEIOS?
- Ahhhh, pôxa vida :/
* A criatura tem 15 anos e não sabia que esse maravilhoso truque surgiu lá pelo ano de 456 d.C
terça-feira, outubro 17, 2006
Why?
Por que ninhuém nunca lembra o nome do filme que vai passar na Tela-Quente?
- Dedinha, vai passar um filme muito bom hj na Tela-Quente ó
-Ah, é? Qual o nome?
- Não lembro...
- E a história?
- Também não lembro...
- Com quem é, pelo menos?
- E com aquele cara que trabalhou naquele filme...Como é mesmo o nome dele, meu Deus?!
* Resta confiar...
- Dedinha, vai passar um filme muito bom hj na Tela-Quente ó
-Ah, é? Qual o nome?
- Não lembro...
- E a história?
- Também não lembro...
- Com quem é, pelo menos?
- E com aquele cara que trabalhou naquele filme...Como é mesmo o nome dele, meu Deus?!
* Resta confiar...
segunda-feira, outubro 16, 2006
Sempre pode piorar
O que pode ser pior que Rebelde?
R: Uma regravação de Rebelde na versão calypso.
* Eu já ouvi, mas felizmente esqueci qual era a música.
R: Uma regravação de Rebelde na versão calypso.
* Eu já ouvi, mas felizmente esqueci qual era a música.
sábado, outubro 14, 2006
quinta-feira, outubro 12, 2006
Dia das Crianças
Há alguns anos esse seria um dos dias mais esperados da minha vida. Era dia de ir bem arrumadinha pra escola, pois ia rolar uma big festa. Cada turma tinha a sua e havia um espécie de competição pra ver quem tinha a festa mais organizada e com fartura. Eu sempre levava pudim. Não que a minha mãe soubesse fazer pudim, mas era uma encomenda anual pra minha tia.
Depois da escola era hora de ganhar o presente dos pais. Lembro de uma vez que ganhei uma boneca e não gostei. Foi o maior desgosto da minha vida. Era a mesma coisa que ganhar uma roupa. A boneca que eu queria era aquele “Meu Bebê”, um bonecão bem grande, que eu mal poderia segurar, mesmo assim eu queria. Ao invés disso, ganhei uma boneca pequenininha, que tinha até o vestido bonitinho, mas era de plástico e não de borracha como a que eu queria.
Passei o dia emburrada e ouvindo o sermão da minha mãe, dizendo que muitas crianças não tinham condições de ganhar nem uma boneca daquelas e eu estava fazendo pouco do presente. Eu fingi que compreendi, mas ela ficou largada por um bom tempo em cima do guarda-roupa.
Mas não é só de traumas o meu Dia das Crianças. Eu já ganhei o presente mais legal do mundo, aquele que eu realmente queria: um pogobol. Passei um bom tempo pulando aqui na área de casa e apesar da limitada função dele, é um brinquedo que não se enjoa tão fácil. Prova disso é que o tenho até hoje. Pasmem:
Depois da escola era hora de ganhar o presente dos pais. Lembro de uma vez que ganhei uma boneca e não gostei. Foi o maior desgosto da minha vida. Era a mesma coisa que ganhar uma roupa. A boneca que eu queria era aquele “Meu Bebê”, um bonecão bem grande, que eu mal poderia segurar, mesmo assim eu queria. Ao invés disso, ganhei uma boneca pequenininha, que tinha até o vestido bonitinho, mas era de plástico e não de borracha como a que eu queria.
Passei o dia emburrada e ouvindo o sermão da minha mãe, dizendo que muitas crianças não tinham condições de ganhar nem uma boneca daquelas e eu estava fazendo pouco do presente. Eu fingi que compreendi, mas ela ficou largada por um bom tempo em cima do guarda-roupa.
Mas não é só de traumas o meu Dia das Crianças. Eu já ganhei o presente mais legal do mundo, aquele que eu realmente queria: um pogobol. Passei um bom tempo pulando aqui na área de casa e apesar da limitada função dele, é um brinquedo que não se enjoa tão fácil. Prova disso é que o tenho até hoje. Pasmem:
quarta-feira, outubro 11, 2006
Eles voltaram
Ontem Chinha- que foi dado como morto pelo moradores da rua- apareceu vivinho da silva pra mostrar as fotos do filho dele. Colocou defeito na pintura do Manga, comentou sobre a atual conjuntura política do país e foi embora em sua bicicleta podre.
Manga eu encontrei hj...Saindo de onde? Casa Lotérica, claro! Foi fazer a fézinha do meio-dia e disse que meu carro tá garantido.
Manga eu encontrei hj...Saindo de onde? Casa Lotérica, claro! Foi fazer a fézinha do meio-dia e disse que meu carro tá garantido.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Eleições no Acre
Falar de política no Acre é fácil. É um assunto inesgotável, presente nas rodas de amigos, nas salas de aula, nos bares e até na mesa de jantar “Isso tudo acontecendo e você ainda vai votar nele?!”
No Acre, quase toda discussão acaba envolvendo os candidatos a governo do Estado.
Meses antes das eleições os cabos eleitorais se articulam à procura do melhor candidato. Alguns já são conhecidos por terem ajudado a eleger muita gente e esses passam a ser disputados, e ganha quem apresentar a proposta mais, digamos, economicamente interessante... A partir daí começa a convocação de um verdadeiro exército de pessoas dispostas a trabalhar sem horário fixo, de sol a sol, defendendo sua bandeira nas esquinas, no interior do Estado e procurando faturar uma “graninha”.
Depois vem a mudança editorial dos jornais locais. Uns passam a funcionar como folhetins políticos e fica difícil encontrar outras notícias. As três primeiras páginas são destinadas à publicação dos releases dos candidatos e o restante fica com os comentários sobre a campanha de cada um, além do espaço reservado para publicação de santinhos.
Aí vem o horário eleitoral gratuito, garantido por lei. Aquela horinha antes do Jornal Nacional, dedicada aos candidatos e suas propostas e que muita gente só pára pra ver o desastroso desempenho de alguns candidatos frente às câmeras. Outros com mais recursos tecnológicos fazem aquele programa bonito de ser ver, com imagens em câmera lenta e uma música tão emotiva que faz o leitor apertar o “confirma” sem nem pensar muito.
Passada a novidade, chegam os resultados das pesquisas. Uma nova pauta para os jornais e o momento decisivo para a mudança de estratégias. É chegada a hora de reagir e mudar os números!
Enquanto isso, os campeões do marketing político fazem o seu papel: santinhos com foto, nome e número do candidato e aquela frase de efeito, geralmente usando a velha tática de alusão ao Acre. Sim, ACREdite! E, é claro, os famosos jingles, aquelas sonoras composições, fáceis de aprender e que não saem da cabeça do eleitor de jeito nenhum, compõem o arsenal de quem quer uma vaga na Assembléia, no Senado ou qualquer outro posto político.
Tá chegando a hora... Faltam três dias para eleição e esse é o último dia para fazer bandeiraço, comício, adesivagem e manifestações. É hora de usar tudo, o quase tudo que tem e consolidar alguns votos.
Um dia antes da votação, a novidade: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o que pode o que não pode ser feito. Broche, boné, camiseta, tudo liberado! Mas sem aglomeração! Só você pode se manifestar. Nada de boca de urna, de carregar eleitor e fazer campanha de última hora.
Chegou o grande dia! Os cabos eleitorais exaustos, mas confiantes, as seções lotadas e a fila anda devagar. Os idosos têm preferência, o que retarda o movimento, mas paciência! São cinco lugares importantes e que devem ser preenchidos com calma. Primeiro vem o Deputado Federal, depois Deputado Estadual, em seguida escolhe-se o Senador, Governador e finalmente o Presidente. Pronto, tudo confirmado e seja o que Deus quiser!
À noitinha começa a apuração. Alegria de alguns e tristeza de tantos outros. É muita gente para pouca vaga. Os números vão saindo e a balsa vai sendo ocupada. A Balsa? Uma grande brincadeira do povo acreano e conhecida em todo o Estado. Uma simbologia inventada há muitos anos e que abriga os candidatos que perderam, rumo ao município de Manacapuru, no Amazonas.Na segunda-feira é dia de ler o jornal, limpar a sujeira e a vida continua...
No Acre, quase toda discussão acaba envolvendo os candidatos a governo do Estado.
Meses antes das eleições os cabos eleitorais se articulam à procura do melhor candidato. Alguns já são conhecidos por terem ajudado a eleger muita gente e esses passam a ser disputados, e ganha quem apresentar a proposta mais, digamos, economicamente interessante... A partir daí começa a convocação de um verdadeiro exército de pessoas dispostas a trabalhar sem horário fixo, de sol a sol, defendendo sua bandeira nas esquinas, no interior do Estado e procurando faturar uma “graninha”.
Depois vem a mudança editorial dos jornais locais. Uns passam a funcionar como folhetins políticos e fica difícil encontrar outras notícias. As três primeiras páginas são destinadas à publicação dos releases dos candidatos e o restante fica com os comentários sobre a campanha de cada um, além do espaço reservado para publicação de santinhos.
Aí vem o horário eleitoral gratuito, garantido por lei. Aquela horinha antes do Jornal Nacional, dedicada aos candidatos e suas propostas e que muita gente só pára pra ver o desastroso desempenho de alguns candidatos frente às câmeras. Outros com mais recursos tecnológicos fazem aquele programa bonito de ser ver, com imagens em câmera lenta e uma música tão emotiva que faz o leitor apertar o “confirma” sem nem pensar muito.
Passada a novidade, chegam os resultados das pesquisas. Uma nova pauta para os jornais e o momento decisivo para a mudança de estratégias. É chegada a hora de reagir e mudar os números!
Enquanto isso, os campeões do marketing político fazem o seu papel: santinhos com foto, nome e número do candidato e aquela frase de efeito, geralmente usando a velha tática de alusão ao Acre. Sim, ACREdite! E, é claro, os famosos jingles, aquelas sonoras composições, fáceis de aprender e que não saem da cabeça do eleitor de jeito nenhum, compõem o arsenal de quem quer uma vaga na Assembléia, no Senado ou qualquer outro posto político.
Tá chegando a hora... Faltam três dias para eleição e esse é o último dia para fazer bandeiraço, comício, adesivagem e manifestações. É hora de usar tudo, o quase tudo que tem e consolidar alguns votos.
Um dia antes da votação, a novidade: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o que pode o que não pode ser feito. Broche, boné, camiseta, tudo liberado! Mas sem aglomeração! Só você pode se manifestar. Nada de boca de urna, de carregar eleitor e fazer campanha de última hora.
Chegou o grande dia! Os cabos eleitorais exaustos, mas confiantes, as seções lotadas e a fila anda devagar. Os idosos têm preferência, o que retarda o movimento, mas paciência! São cinco lugares importantes e que devem ser preenchidos com calma. Primeiro vem o Deputado Federal, depois Deputado Estadual, em seguida escolhe-se o Senador, Governador e finalmente o Presidente. Pronto, tudo confirmado e seja o que Deus quiser!
À noitinha começa a apuração. Alegria de alguns e tristeza de tantos outros. É muita gente para pouca vaga. Os números vão saindo e a balsa vai sendo ocupada. A Balsa? Uma grande brincadeira do povo acreano e conhecida em todo o Estado. Uma simbologia inventada há muitos anos e que abriga os candidatos que perderam, rumo ao município de Manacapuru, no Amazonas.Na segunda-feira é dia de ler o jornal, limpar a sujeira e a vida continua...
quarta-feira, outubro 04, 2006
Maracujina já!
Sistema Nervoso é uma coisa séria, né?
Teve um estrondo aqui no meu trabalho, o alarme de incêndio diparou, todo mundo saiu do prédio e descobriu-se que foi o ar-condicionado que deu um problema.
Todos já voltaram para as suas mesas, continuaram o trabalho, mas meu coração ainda tá pra sair pela boca.
Ai, papai!
Teve um estrondo aqui no meu trabalho, o alarme de incêndio diparou, todo mundo saiu do prédio e descobriu-se que foi o ar-condicionado que deu um problema.
Todos já voltaram para as suas mesas, continuaram o trabalho, mas meu coração ainda tá pra sair pela boca.
Ai, papai!
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