terça-feira, julho 23, 2019

Lost


Tô perdida desde cedo. Sem concentração, zero foco, tempo livre, porém sem norte.
Esqueci minha agenda!
Minha agenda 2019, de papel, porque eu sou old school. Eu sou da vanguarda. Papel, caneta e uns compromissos pra cumprir.
Mas cadê que lembro?
Eu não sei lidar com essa tal liberdade...

quarta-feira, julho 17, 2019

Run, Forrest, Run!


O que acontece exatamente agora é que eu estou na dependência de um headphone ideal para iniciar minha mais nova carreira de sucesso: runner girl.
Eu tenho certeza que é só isso que tá faltando pra coisa acontecer,  pra eu deslanchar, os pés criarem asas...
Pra eu poder me unir às centenas de grupos de gente bacana que corre de madrugada, 8km, 20km, com ladeira, sem ladeira, na chuva, na rua, na fazenda, exibe medalhas, libera endorfina e é feliz.
Mas cadê que eu encontro essa fonte de energia musical? Eu sou movida à música, mas sou a tia da tecnologia.
Não quero correr usando o celular. Quero um fone discreto, sem bluetooth, no já clássico cartão de memória (que é pra dar bem trabalho de selecionar e baixar as músicas), mas ainda não encontrei. 
Ele existe, eu sei. A gente só não se topou ainda.
Em todas as lojas que vou, ele já acabou, e aí o plano vai ficando pra depois, sendo empurrado com a barriga.
Mas eu quero. Eu acho que vai dar certo. Eu quero passar daquela fase em que eu acho que meus pulmões vão parar de funcionar e minhas canelas vão quebrar ao meio pra por dizer “sim, eu corro”. Todo mundo corre. Correr é democrático, de graça, emagrece, alivia o stress. O Forrest corre.
Não é possível que eu não dê conta de correr (mas só quando comprar o fone ideal).

sexta-feira, junho 21, 2019

Pílula psicológica


“Primeiro a gente se cuida, depois se doa”, disse ela ao me cuidar.
Disse no momento certo, em que eu precisava ler para não me cobrar.
É preciso estar bem. Saudável, livre das cobranças.
Esses momentos nem sempre sincronizam e, quando acontece, é lembrar de colocar a máscara de oxigênio primeiro.


sexta-feira, março 08, 2019

#8M2019


O dia começou inquieto. Da inquietude comum a minha mente e do peso que o dia representa. É Dia Internacional da Mulher.
Que não é só um dia. É emblemático. É representativo. E não de hoje. Há 23 anos eu me tornava mulher. Minha menstruação veio pela primeira vez em um 8 de março que, até então, era comemorado apenas com rosas e felicitações. E, naquela idade, eu também não tinha a dimensão da data.
A realidade hoje é outra. Entre os parabéns e os chocolates - que eu até reconheço como delicadeza e boa intenção - temos os numerosos números,  mortes que gritam, estatísticas que pedem socorro.

Chocolates são bons. Adoçam a vida. A intenção foi homenagear, eu sei. Obrigada! Mas eu quero mais! E vocês sabem disso. Quero mais por mim, pra mim, pela minha filha, por todas. 

As flores deixam o ambiente mais bonito. Alegram o coração e também consigo ressignificá-las nesse contexto: vêm da nossa capacidade extraordinária de florescer em meio a tantas dores. 

Não dispenso nada. Busco o equilíbrio. Entretanto, porém, todavia, isso já não me satisfaz.
Eu quero mais. E vocês sabem disso!

Quero a consciência das piadas machistas semanalmente nos grupos de Whatsapp da família, do trabalho, dos amigos, que muitas vezes a gente finge não ver pra não se indispor com aquela pessoa querida. 
"Mas antes não tinha problema".  Agora tem. Muita coisa agora tem problema.  Devemos estar atentos e dispostos a evoluir enquanto pessoas. E se bater a dúvida se é ou não algo ofensivo, pergunte à mulher mais próxima de você. Sua mãe, irmã, prima, companheira. Elas certamente te responderão. 

Quero a união e o respeito mútuo. Mulheres: não desqualifiquem a luta da outra. Não meçam nível de feminismo. Olha a bagunça que isso já está. Encorajem e apóiem outras mulheres.

Mulheres empoderadas, sejam mais que um discurso! Não adianta assumir grandes cargos, mas criticar a colega que escolheu ficar em casa para cuidar da família e dos filhos. Tudo isso dá muito trabalho. 

Sociedade, seja mais gentil com mulheres em relacionamentos complicados. A herança do patriarcado é grande e tão longa que, por alguns momentos, custo a acreditar que algum dia colheremos frutos positivos disso tudo. 

Mulheres se veem presas em relações complicadas por diversas razões e, a maior delas, é porque sempre foi assim. Cresceram vendo suas mães e tias apanhando e não conseguem imaginar uma realidade diferente dessa. Quebrar esse estigma demora mais uma vida.

Eu, muito provavelmente, não verei essa mudança e, talvez, apenas meus netos consigam. É pelo futuro que lutamos.

#8M2019

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Um tempo de nada


Numa mente que gira como uma ventilador tubo silence 40 high performance, eu achei que seria quase impossível pensar em nada. Esvaziar a mente. Apenas o nada, ali, limpo. Autêntico.
Eu já passara por experiência próxima disso, em uma sessão de energização, mas pensei que nunca repetiria o feito que não de forma induzida.
Então estava lá eu, flutuando  no meio de um igarapé de águas mornas e escuras, com sereno no rosto e comigo apenas o nada. A paz e o silêncio do nada.