quarta-feira, março 12, 2008

Diário de Bordo - "Ad eternum"

A ilha perfeita

Durante a viagem pra Porto de Galinhas descobrimos que a agência também fazia um passeio pra João Pessoa, na Paraíba, e que só eram duas horas de viagem. Beleza. Contabilizamos os gastos, negociamos com o sr. Alexandre, dono da agência e fechamos. “Sete da manhã a gente passa aqui pra pegar vocês”
Acordamos às 5:30 pra dar tempo de todas se vestirem e tomarem café. Edson chegou 8:30h, daí vocês imaginam nosso humor: putas da vida! (só no humor, claro)
Edson tava no paredão.
Tínhamos desistido de ir!
(Muita) conversa vai, (muita) conversa vem, decidimos fazer outro passeio pra não perder o dia.
- Então vamos pra onde?
- Praia dos Carneiros.
- É boa?
- É sim!
-Tá bom então...

Fomos seis. Raquel ficou no hotel dormindo. A viagem foi longa e desanimadora.
Durante o trajeto, Lombinho, medrosa que só ela, ficava perguntando ‘Ô mana, onde fica isso, hein? Ainda não vi nenhuma placa com esse nome...’.
‘Sei não...’
De repente, não mais que de repente e sem aviso prévio a van pára.
Parecia cena de filme. Imaginem comigo:
Uma van com seis mulheres lindas e simpáticas, dois caras desconhecidos, parados em uma estrada sem fim com uma ponte interditada.
Eles saem do carro sem falar nada.
Começamos a olhar umas para as outras. Lombinho já tava morrendo no meu lado –“Mana, onde é que a gente ta?” “Ai meu Deus, mana, pra onde eles trouxeram a gente?”
“Sei não...” (com olhos do tamanho do mundo)
- Edson, pra onde a gente vai?
Silêncio
Então surgem mais dois caras e vão rodeando a van.
“Meu Deus, vão matar a gente e é agora!” - pensei

A porta abre.

- Pra onde a gente vai?
- Pra praia...( Edson)

Descemos apreensivas, até que descobrimos que os dois novos ‘guys’ eram os que faziam a travessia para praia.



- Mas a gente já chegou?
- Chegamos, mas pra ir pra praia a gente tem que pegar um barco que cobra R$ 20,00 por pessoa.

*iradas
- Mais 20 reais? Ninguém falou nada pra gente...
Lá ficamos nós 20 reais mais pobres.

O passeio de barco dava direito a um maravilhoso banho rejuvenescedor de argila. (mulherada iludida, se sujando toda de barro branco).
Depois seguimos para a “Ilha Perfeita”, que era um banco de areia, um tiozinho e um carrinho da Kibon. Pra quê mais? (eu dispensaria o tiozinho, claro)
Finalmente chegamos à Praia dos Carneiros, mas não havia carneiros lá.
Infelizmente o cara do barco teve que explicar isso milhões de vezes, porque volta e meia uma das meninas perguntava “Mas por que se chama Praia dos Carneiros?”. Ele até explicou pra mim, mas eu já esqueci.
Lá em Carneiros eu não queria saber de sol. Tratei logo de arrumar uma mesa na sombra e passei o dia lá. Isso me custou muito. Foi quase um teste de paciência, porque o sr. Alexandre (dono da agência) também não quis saber de sol e passou o dia inteiro me contando toda a história de Pernambuco e investigando minha vida. Eu até gosto de ouvir, mas também cansa. Sr. Alexandre era aquele tipo de pessoa que nunca ia aprender meu nome, então ele percebeu que as meninas me chamavam de Deda e passou a me chamar assim também. No meio da conversa (em que ele falava e eu ouvia), ele sempre soltava:
“Deda, Deda...”
“Deda – a jornalista do Acre”
E eu lá com meu sorrisinho amarelo...
Mas o dia foi bom. Eu juro!

terça-feira, março 04, 2008

Da série "coisas que só acontecem comigo"

Hoje fui a uma loja fazer uma entrevista com uns deficientes auditivos para uma matéria sobre inclusão social. O que eu não reparei foi que o meu uniforme era da mesma cor do pessoal da loja, logo, fui confundida.
- Ei, vc sabe onde estão aquelas lâmpadas assim e assado?
- Moço, eu não tabalho aqui, mas o rapaz que está me atendendo já volta e ele atende o senhor.

Chega o rapaz com os outros dois que eu queria entrevistar. Infelizmente a moça que iria nos ajudar ficou de férias e eu não sei falar em libras. Aliás, eu nunca quis tanto saber falar em libras como hoje. Você se sente totalmente limitado.
A solução foi explicar tudo no papel e tentar fazer a entrevista com um questionário.
De repente, o cara, aquele da lâmpada, se aproxima e começa...

- Você é o colírio dos meus olhos
- O_o
- Você é a Helen Ganzarolli! ( Eu já falei que ele é doido? Pois então...Ele é!)
- Ham?
- Você é a Helen Ganzarolli e aquela outra ali ( apontando pra fotógrafa e minha colega de trabalho) é a Ana Hickmann.

Continuei a escrever e ele do lado...

- Ela é canhota. Toda canhota é boa de matemática. Faz a soma aí: 3+6+4...

*Escrevendo...

-Eu gostei dessa pinta. Me dá essa pinta pra mim?

* Escrevendo...

- Gata, eu já vou indo...Vou indo...Smack! Não gostou, devolve, hein?
Smack! Não gostou devolve...

Na hora que a gente quer se concentrar, sempre aparece um abençoado pra atrapalhar. Eu querendo me comunicar com outro e me aparece esse doido falando à toa...Que mundo injusto!

Diário de Bordo - Alceu!!!

Depois da praia na chuva, resolvemos desfrutar das estruturas modernas de uma cidade grande: o shopping.
Como éramos muitas, fomos em dois táxis.
Lanchamos no Bob’s, babamos nas vitrines com promoções e compramos (besteiras, claro)
Passeio vai, passeio vem, eis que as meninas avistam um cara famoso na loja d’O Boticário.

-Olha ali, é o Alceu! (prima)

- Onde? (outra prima)

- Ali, menina! (prima)

-Tem certeza? (eu)

- Tenho, menina! Absoluta! É ele!

- Acho que não é não... (eu)

- É sim, menina. É que ele pintou o cabelo de preto e tá diferente...(prima)

- Vamos lá falar com ele? (uma das meninas. Eu lá lembro quem era)

Enquanto isso, Katy e Lombinho cantavam todo o repertório de Alceu “Eu digo e ela não acredita, ela é bonitaaa demaaaais”

- Gente, eu acho que é alguém famoso, mas não é o Alceu. Prima, é ele mesmo?

- Agora que tu falou eu já não tenho mais certeza...

Da manga rosa quero o gosto e o sumo... (elas continuavam cantando)

- É melhor a gente ir embora...

- Melhor mesmo... (eu)


À noite, na hora de dormir, a lâmpada acende:

MORAES MOREIRA! ERA O MORAES MOREIRA!

No outro dia, na hora do café, contei a todas e evitei o maior mico da história de Pernambuco.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Como eu ia dizendo...

Agora que faço parte da classe proletária, não tenho tanta resistência para atualizar o blog.
Trabalhar cansa, gente! Eu juro!
Assim que me adaptar à nova rotina, continuo o que comecei: o bendito diário de bordo que não acaba nunca mais...
:D

domingo, fevereiro 24, 2008

Diário de Bordo - Chegamos, Recife!

Navegantes...

O esquema era o seguinte: passar 12 dias em Fortaleza, seguir pra Recife, encontrar minha irmã, primas, mais uma amiga e fechar o circuito férias.
30 de janeiro, 9:00. Chegamos em Recife.
Depois de tantas horas de estrada, estávamos acabadas.
Paramos em um lugar que não era a rodoviária e pegamos um táxi pro hotel. Logo na calçada, rostos conhecidos: Cláudia e Katiuscia, que já estavam ‘locais’ e sabiam onde ficava tudo.
A manhã mais cansativa, mas, certamente, sinceramente, a melhor. Não vou esquecer.
Depois de ‘alojadas’, tomamos banho e dormimos pra sempre.
Lombinho e minha prima chegaram algumas horas mais tarde. Fomos acordadas e obrigadas a enfrentar Boa Viagem na chuva.
Agora a turma estava completa: sete acreanas loucas, soltas em Recife. Ai, papai!
À noite fomos dar uma voltinha pela orla e contar as novidades. Nem imaginávamos que iríamos conhecer Edson, o guia sedutor!
Edson trabalhava em uma agência que fazia passeios turísticos. Fechamos com ele e no outro dia fomos pra * Porto de Galinhas
Edson merece um capítulo a parte, mas condensarei em um parágrafo, porque eu já tô com preguiça de contar os detalhes. Vamos às características físicas: moreno, 1,80 ( eu acho), musculoso, sarado, simpático e atencioso com as clientes (até demais, eu diria).
Era um cara super gente boa, mas tinha um defeito: se envolvia demais na trama. No final das contas ninguém sabia em quem ele estava interessado. Quase uma novela.

*No próximo post eu conto como foi a viagem.

Diário de Bordo - Resumindo Fortaleza

Isaaaaano!

Na capital do Ceará ainda conhecemos Morro Branco, com suas falésias de areias coloridas e Praia das Fontes, um lugar lindo de viver para sempre e que nos rendeu as melhores fotos.
Fomos também ao Beach Park, claro, porque quem vai à Fortaleza e não dá uma passadinha no Beach Park, fica devendo...

Nesse dia eu estava dotada de uma coragem surpreendente e fui em quase todos os toboáguas assustadores, até no famigerado Insano (uma coisinha de 41m que dá um medo danado). Mas como eu estava ciente de que não ia voltar tão cedo ali e certificada de que ninguém thavia morrido, fui. Fui mermuuu.

No hotel de Fortaleza tinha um recepcionista que parecia estar super interessado na nossa viagem. Toda vez que chegávamos, ele fazia um comentário do tipo “Estão aproveitando bastante, hein? Nunca param no hotel...” “E aí, qual a programação de hoje?”

Os 12 dias estavam chegando ao fim e era hora de encarar as 12 horas de ônibus até a capital pernambucana.
Esse foi o momento mais estressante das férias.

Primeiro, porque tínhamos feito muitas compras e as malas já não estavam tão leves assim. Segundo porque não sabíamos que o primo da Patty não sabia o caminho pra rodoviária, entenderam?
Saímos às 18:30 do apartamento, com ônibus marcado para às 19:30 e às 19h ainda estávamos perdidinhos da silva. Patty teve logo um ataque de riso que não parou nunca mais e eu estava realmente com medo de perder o ônibus.

Conseguimos chegar na rodoviária umas 19:15. Contratamos uns carinhas para carregarem nossas malas e saímos feito loucas procurando a plataforma do ônibus. Quando já estávamos embarcando a bagagem, descobrimos que era o ônibus errado. E lá fomos nós procurar o ônibus certo, conferir passagem, colocar bagagem e finalmente sentar na poltrona.

Foi a segunda pior noite!

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Diário de Bordo - Agora vai longe...

Os dias foram intercalados entre compras e praias seguras: um mergulho rápido pra tirar a areia do biquíni, um solzinho pra dourar a pele e pronto.
Pra melhorar, encontramos os parentes da Patty que estavam lá desde o primeiro dia do ano (como eu disse, a gente encontra acreano facim facim).
Formamos uma turma de 15 pessoas. Íamos às praias, lojas, shopping e todos esses fast foods da vida.
Só que um dia nóes três resolvemos ir um luau que ia ter na Praia do Futuro, de táxi. Na verdade, não era de fato um táxi, e sim um amigo das meninas que morou aqui em Rio Branco e hoje faz esses ‘trajetos turísticos’em Fortaleza.
Combinamos direitinho com ele, só que pensávamos que ele ia nos deixar e ficar lá com a gente. Que nada. Ele não ficou e ainda nos deixou lisas, porque cobrou a ‘corrida’ do dia anterior e que pensávamos que íamos acertar depois.
Pois bem, “Já que a gente chegou aqui, vamos entrar e depois damos um jeito de voltar pro hotel”.
Na entrada, 15 pilas sem direito a carteira de estudante. “Tudo bem, tudo bem. Alta temporada é assim mesmo...”
Quando entramos, um DJ do Rio de Janeiro comandava a festa. O homem tocada funk do verão de 2000, com direito a passar cerol na mão, tchuchuca e afins. Acho que ele pensou “Essa galera aqui do *Norte só deve ouvir forró. Vou apresentar o funk pra elex!”

*Geralmente o povo do Sudeste se refere ao Nordeste como Norte.O que está acima deles é norte e acabou. Esse lance de regiões do Brasil não importa.

O jeito era dançar e fazer valer os 15 reais.
De repente as luzes da boate se foram e o cara anunciou uma banda de pagode (para minha tristeza). Pelo que deu pra perceber, era a revelação do pagode em Fortaleza, porque a galera dançava e cantava junto messsmo. E eu só rindo da minha desgraça.
Finalmente resolvemos ir embora.

- Sim, quanto a gente tem?
- Doze reais.
- Moço, quanto o sr. cobra pra levar a gente ali na Mosenhor Tabosa?
- Uns 23 reais...

“Tâmo lascada. Vâmo dormir na praia haha”

- Senhor, é que de manhã um tiozinho trouxe a gente pra praia e cobrou dez reais...
- Então, minha filha, você saia gritando aí ‘Dez reais! Dez reais!’Quem sabe ele aparece...

Nessa ora eu quis abrir um buraco e me esconder para sempre. Que homem ridículo! Mas não é que funcionou?
Na hora que ele gritou isso, um tiozinho ia passando e chamou a gente.

- Quanto vocês tem aí?
- Doze reais
- Tem quinze não?
-Não, tio, só-dô-zê. O sr deixa a gente o mais próximo possível.
- Tem problema não. Deixo vocês lá.

“E o dia foi salvo pelo tiozinho do táxi!”


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Diário de Bordo - O Retorno!

Continuando...

OK, OK, já faz quase um mês que cheguei de viagem e não terminei de contar o que aconteceu por lá. Mas eu ainda lembro (lembro?)
No domingão foi dia de ir à praia. Três acreanas que não viam o mar há um bom tempo...Aí vocês imaginam ‘a fome’ e as gafes turísticas.
Fomos à Prainha. Uma praia distante e mais tranqüila de Fortaleza.
Nossa primeira experiência foi terrível. Era um entra, não entra, um vamo, não vamo, que acabou nos rendendo bons caldos.
Eu quis logo ser a doida e fui entrando como se fosse a ‘Garota do Mar’. Levei uma surra bonita, que quase não volto...
Patty e Raquel tiveram experiências mais infelizes, que eu, particularmente “Prefiro não comentar”.
O dia foi regado a peixinho, água de coco e protetor fator 40.
Não adiantou!
Juro que tomei todas as precauções de uma turista amarela nos seus primeiros dias de praia: muito protetor, água e nada de bronzeador.
Não adiantou!
À noite comecei a me sentir mal. Náuseas, dor de cabeça, tontura. Um inferno.
Fui dormir na esperança de ter uma ótima noite de sono. Ilusão. Todo mundo sabe que esses ‘piriris’ adoram a madrugada.
Foi uma noite infernal!
Febre, vômito, fraqueza e dor de cabeça.
Se dependesse das minhas colegas de quarto, eu teria morrido, pq elas não viram nada disso.
No outro dia acordei acabada para sempre.
Chegamos à conclusão que praia todos os dias não ia rolar, então fizemos o que mulheres fazem de melhor: compras!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

CONVITE

Usina de Arte João Donato

Apresenta:

As produções dos alunos do curso de Cinema e Vídeo (aquele curso de fiz, lembram?), nesta quarta-feira (20/02), às 18h45, no Theatro Hélio Melo, como parte do projeto Circuito Documentário, que é uma realização da ABDeC/ AC em parceria com o Governo do Estado/FEM. Entrada gratuita.

A sessão é gratuita.

A programação exibe:

Secos e Molhados (Curta-documentário)
Giras (Curta-documentário)

A segunda parte da exibição trata-se do projeto intitulado "TV Usina":

Senadinho (Curta-documentário)
Catraeiro (Curta-documentário)
Senadinho A lenda da Mulher do Jacaré (Curta-documentário)
Noossa (Réporter Interativo)
Camundogs (Vídeo Clip)
Yaconawas (Vídeo Clip)
Poesias Interpretadas
O Sono da Razão (Curta-ficção)

BORA?

do novo

Existe uma insegurança e um desconforto sempre que as coisas acontecem pela primeira vez.
É um friozinho na barriga que deixa a gente com vontade de se esconder.
Já fazia um tempinho que eu não me sentia assim, mas a vida é cheia de etapas e volta e meia a gente passa pela mesma situação.
Não chega a doer, mas é aquela sensação esquisita de não saber o quê e quando falar e, principalmente, de não ter com quem conversar. É como se você tivesse usando um sapato apertado, uma roupa curta ou um penteado feio, sei lá... É desconfortável!
Deve ser a única situação em que rotina faz falta. Você chegar em um lugar e não saber o que fazer e não ter intimidade com objetos e com o ambiente. É esquisito e chato.
Chato ter que provar sua competência e passar confiança diante de tantas comparações.
Mas passa.
Sempre passou e não vai ser agora, justamente agora, que vai mudar.
Eu só preciso esperar o sapato ceder e começar a pisar firme.

domingo, fevereiro 17, 2008

Vou-me embora pra Pasárgada

E não volto nunca mais.
Vou morar em Vênus, Marte, Plutão, sei lá, mas aqui tá impossível.
Nem todo aquele banho de sal resolveu a uruca que tá me perseguindo...
Ano passado o celular, depois a câmera e agora quebraram o vidro do carro do namorado de novo e levaram a mochila dele.
Ninguém pode mais sair casa, meu povo!
Fomos só ali comer uma pizza e quando voltamos tinham assaltado o carro.
Na mochila algumas apostilas, o pen-drive e o carregador do celular.
A preocupação do namorado é: e se o cara passar no concurso e ele não?

sábado, fevereiro 16, 2008

Dos males às novas

Nada como uma semana que começou com assalto e terminou com um emprego...
Alguma coisa boa tinha que acontecer, não? (não necessariamente, mas aconteceu, ora bolas!)
Principalmente agora que preciso de grana pra comprar outra câmera, uma ocupação remunerada vai ajudar bastante. Mas ainda existem pessoas bem intecionadas, que mandaram seus votos de solidariedade e estão ajudando como podem...
Lombinho, por exemplo, já se comprometeu a deixar o cabelo crescer até o joelho e a venda da juba será revestida para compra da minha nova máquina fotográfica.
Uma amiga irá realizar um leilão da sua coleção de papéis de carta...
Outro amigo criará um daqueles spams, no qual a AOL se compromete a me repassar R$ 0,05 centavos por mensagem...
E você?
Faça também a sua parte!
Não fiquei fora dessa!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

acordo


VOU MANDAR FAZER UMA DESSA E FICAR ESPERANDO O VAGABUNDINHO LÁ NA PASSARELA JOAQUIM MACEDO.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

...

Eu tenho o estranho reflexo de querer escrever sempre que as coisas acontecem. É como se a minha vida fosse uma eterna ficção e eu, como narradora, tivesse que contar tudo através da escrita. As coisas vão acontecendo e as palavras vão surgindo...
Então eu venho pra frente do computador contar que fui assaltada ao invés de morrer de chorar na cama.
Na verdade, eu ainda estou em estado de choque.
Às 21h dessa segunda-feira sem graça o cara apontou a faca pra mim e levou minha câmera Sony Alfa 100.
Saí com a Gilgi pra tirar umas fotos noturnas da cidade e participar de um concurso de fotografia e voltei de mãos vazias.
Fixamos as câmeras nos tripés e começamos a clicar. Gigli estava a uns dez passos de mim quando eu senti a bicicleta se aproximando. Em um segundo pensei: "Ele vai me assaltar"
Ele desce da bicicleta com uma faca digna de presídio e diz "Me dá a câmera e cala a boca!"
Segundos depois o instinto me faz correr feito louca até a pressão baixar o suficiente pra me deixar no chão.
Eles se foram.
Algumas pessoas se aproximam e me socorrem.
Chamam a polícia. Eles fazem um ronda no bairro Seis de Agosto, me aconselham a prestar queixa.
Eu volto pra casa sem reação e incapaz de derramar uma lágrima.
A noite será longa...

domingo, fevereiro 10, 2008

Diário de Bordo - Capítulo I


Uma viagem planejada desde janeiro de 2007. Decidi que ia tirar uma folga depois que terminasse a faculdade, aproveitando também a situação de desempregada e a total disponibilidade de tempo. Fiz as malas e embarquei dia 18/01 rumo à Fortaleza, capital do Ceará e lugar onde você encontra um acreano a cada metro quadrado. Você se sente praticamente em casa.
Comigo iam ainda duas amigas: Patrizzia e Raquel. Eu e Patty (chamarei-a assim daqui pra frente) fomos de Gol. Um vôo cheio de escalas, barras de cereais de castanha, banana e chocolate e muuuito suco de manga e caju diet.
A viagem foi longa, principalmente depois que o cara do nosso lado começou a contar as férias dele. Frank passou dois meses em Cruzeiro do Sul, terra da esposa, e estava voltando pra Manaus. Puxou logo conversa e contou toda sua vida. Entre o trecho Porto Velho/Manaus ele fez um apanhado geral, desde como os pais deles se conheceram, passando pelo 'aí eu nasci', a infância, os irmãos, as namoradas da adolecência, o emprego, a esposa e o filho que estava a caminho. Como eu disse, foi uma lonnnga viagem. A história era até interessante, acontece que lá pelas tantas a altitude falou mais alto (ficou ótimo isso) e eu já não conseguia entender o que Frank dizia. Nem leitura labial dava jeito, então a solução foi fingir. Como eu não ouvia nem compreendia nada, mas estava ciente de que a história era emocionante, a cada espanto da Patty, que estava ao lado dele e ouvia melhor, eu completava com um "Nossa!!!". E assim a viagem seguiu e ninguém ficou magoado.

Depois de 317h de vôo, eis que chegamos ao nosso destino. Quase duas da manhã do sábado e a gente esperando o amigo da Patty para nos levar ao hotel. A essa hora acontecia no Castelão um showzaço. Ivete Sangalo, Titãs, Aviões do Forró, Ara Ketu e Fatboy Slim numa só noite, num só lugar, com um só ingresso, mas não fomos!

*A Raquel? Bom, a Raquel já tinha ido de Tam, num vôo mais cedo e estava muito bem, obrigada.

Não fomos porque já tava rolando e estávamos esgotadas. Eu só queria cama.
No hotel, que fica em uma avenida bastante conhecida de lá, nos deparamos com o quarto 305, no terceiro andar de um prédio sem elevador. Ou seja, seis lances de escadas que seriam enfrentadas diariamente. Quase voltei pra casa.
Chegando no quarto desabamos na cama. Mentira. Eu desabei. Patty inventou uma fome na madruga e ainda queria sair pra comer alguma coisa. O rapaz da recepção disse que havia um lanche bem pertinho de lá e que ficava aberto até às 3 da manhã. Felizmente a fome da Patty foi sensata e resolveu ir dormir.
Na hora de dormir cometi o maior erro da minha vida: escolhi a cama encostada no canto da parede.

*A escolha da cama deve ser cautelosa. É necessário observar a simetria do ambiente e, principalmente, se o ar-condicionado não bate direto lá. Foi aí que eu marquei.


Passei a noite sentindo um frio desgraçado, mas não tinha coragem de levantar pra desligar o ar. Primeiro porque eu não sabia de onde vinha esse frio. Era tanto cansaço e sono profundo que a impressão era que eu estava no Pólo Sul. Só conseguia lembrar da taxa do cobertor extra, cobrada pelo hotel, das mantinhas quentinhas da Bolívia (aquelas tipo flanela, com estampa infantil) e do meu edredom das Meninas Superpodedoras. Foi minha primeira pior noite.
De manhã, quase congelada e sem sangue, corro na janela pra ver o solzão cearense. Quem disse que encontro? Deparei-me com um pau d'água digno do verão amazônico e que me deixou totalmente arrasada.

Com chuva, nada de praia. A solução era explorar o local. Nos arrumamos (as três), tomamos café e fomos ver o mar. Dar um alô sem compromisso.

Andamos, andamos, andamos e na hora de voltar nos perdemos, claro!

Não lembrávamos a direção do hotel, muito menos o nome da rua que descemos. A única referência era um prédio de nome legal que até decoramos, mas quem disse que encontramos de novo?

Depois de muito andar achamos o caminho de volta e fomos dormir, né?

Vocês queriam o quê?



To be continued


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Presentinho

Cheguei das férias e já ganhei presentinho. Uma edição lindona que minha amiga Gigli fez.

Ó que linda:





Próximo post: diário de bordo!

terça-feira, janeiro 15, 2008

das novas

A novidade mais nova de todas as novidades novas do mundo inteiro relacionadas a minha pessoa é que viajo na sexta-feira.
Depois de quatro anos sem férias de faculdade e trabalho, eis que surgiu a oportunidade de rever o mar. E que saudades...
O destino? Nordeste do meu Brasil varonil.
Sol, praia e água ( de coco) fresca.
Volto logo...Não vão embora!

poesia


segunda-feira, janeiro 14, 2008

então...

Devo confessar que me encontro num total estado de preguiça virtual. Sem coragem nem vontade de escrever e à espera, não de um milagre, mas à espera de sossego.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Os anjos já não são os mesmos

Quando eu penso que nada mais me surpreende nesse mundão de meu Deus, acontece uma dessas:

Azrael: Eu estaria falando com a srta. Nattércia Damasceno ?

dedinha: sim

Azrael: Eu sou Azrael, anjo do Departamento de Mensagens e Recados. Tenho uma mensagem Dele para você. Posso estar passando agora ?

dedinha:vou logo avisando que não tenho dinheiro pra pagar a tal mensagem.

Azrael: As mensagens do Departamento de Mensagens e Recados Celestiais são gratuitas, srta. Nattércia

dedinha: ótimo.

Azrael: Posso estar passando a mensagem então ?

dedinha: pode.

Azrael:
"O seu plano não está dando certo. É melhor desistir."

Azrael:Para uma correta interpretação da mensagem, sugerimos que você procure um padre, pastor, ancião, guru ou xamã qualificado.

Azrael:
O Departamento de Mensagens e Recados agradece a sua paciência. Tenha um bom dia.

É, meus amigos, até as mensagens divinas entraram para era digital. Um anjo virtual, também conhecido como Anjo da Morte ou 'aquele a quem Deus ajuda' (segundo o oráculo Wikipédia) surgiu de repente no meu msn, vindo sabe-se lá de onde, usando uma linguagem de telemarketing, com uma mensagem inspirada na 'sorte de hoje' do orkut e ainda quer que eu acredite!
Um anjo ecumênico, eu diria, porque ainda me aconselhou a procurar 'interpretadores' de várias religiões.
Seu anjo, essa mensagem é facinha de entender. Meus planos não estão dando certo simplesmente porque EU NÃO TENHO DINHEIRO para concretizá-los. Viagens pelo mundo e cursos profissionalizantes infelizmente não caem do céu, muito menos de um virtual.
Agora vá arrumar um emprego de vergonha e deixe de aperriar o sossego alheio!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

dos anúncios


Às vezes eu acho que vou abrir o jornal e encontrar o seguinte anúncio:

Não seria perfeito?

sábado, dezembro 29, 2007

do seu, do meu e do nosso reveillon

Algumas vezes eu penso que blogs não têm finalidade nenhuma...
E outras eu tenho certeza:

http://seureveillon.zip.net/index.html

Esse povo exagera na dose de 'interatividade'

O amor pode dar certo, mas o filme não...

A maneira como as pessoas são afetadas por certas coisas ainda me intriga. Na verdade, começo a achar que o ambiente, a temperatura, a luz, as companhias, o silencio, tudo influência na recepção da mensagem. A reação nunca será coletiva.
Ontem fiz um programinha básico, daqueles que nunca saem da moda: cinema em casa. Um grupo de amigas, pipoquinha, refrigerante, brigadeiro de panela e um filme, que antes era alugado por R$6,00 e hoje é seu pra vida inteira por R$ 5,00 em qualquer banquinha de camelô da esquina.
A escolha do filme, nesse caso, não é muito importante. Quando se reúnem, mulheres gostam mesmo é de conversar e a melhor pedida é um filme leve e, de preferência (não, de preferência não), e, obrigatoriamente le-gen-da-do.
Começamos com Déjà vu, filme do ano passado, com Denzel Washington e que eu ainda não vi. Uma boa escolha ao meu ver, mas, como o mercado pirata ainda apresenta imperfeições, não tinha legenda em português. Ainda me propus a fazer a tradução simultânea do espanhol, mas não me deram ouvidos.
Passamos então para um romance meio água com açúcar que parecia responder às expectativas. Eu disse 'parecia'.
O Amor Pode Dar Certo é um filme de 2006, com roteiro de John Hill e direção de Ed Stone (não os conheço, mas eu precisava culpar alguém nesse post). Os espertinhos usaram *Amanda Peet e Dermont Mulroney como protagonistas de uma história sem sal e sem açúcar, com clichês mais gritantes que qualquer outro romance, um trilha sonora besta e um drama patético (os dois Têm câncer)

*atores ligeiramente conhecidos e que fazem toda garota lembrar dela em De Repente É Amor e dele (charmosíssimo, por sinal) em Muito Bem Acompanhada, dois filmes do gênero “Romance Meloso, Suspirantemente Simpáticos para Meninas”

É aquele tipo de filme que te deixa pensando na fome que esses pobres atores estavam passando, a ponto de aceitarem tais atuações. E é aquele tipo de filme em que você se pergunta “Por que sua amiga consegue chorar vendo isso?”
Esse é o ponto, meus caros! Como pode uma pessoa conseguir chorar com um desastre cinematográfico desse tipo?
Nem eu, uma das maiores choronas de filmes Românticos Melosos, Suspirantemente Simpáticos para Meninas, consegui me comover e ela se desmanchou em lágrimas e ainda disse que nçaoo tínhamos coração.
Creio que tudo depende do estado de espírito da pessoa e meu medo é pensar que eu poderia ter gostado se estivesse com TPM, sozinha em casa e com a luz apagada. Seria o fim do bom senso.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

a grinch

Sabe a pior coisa do Natal?
Os presentes de última hora!
O centro da cidade lotado de pessoas cheias da grana, esbarrando em você e sem nenhuma intenção de pedir desculpa e desejar um natal feliz.
Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma pessoa desempregada e pessoas desempregadas não dão presentes ( mas fazem favores).
Então sempre aparece uma oportunidade de enfrentar o caos do dia 24/12 só pra fazer uma pessoa feliz e eu já fiz minha boa ação do ano.
Espero que sso seja devidamente considerado.
FELIZ NATAL.

domingo, dezembro 23, 2007

então é natal...

As festas estão aí, bem aí mesmo, batendo à porta, e eu não dou a mínima. Não tenho paciência para encontrar pessoas na rua e comentar sobre como o ano passou voando, mesmo sabendo que todos os 365 dias tiveram suas 24h.
O espírito natalino não me pegou esse ano e se eu pudesse pular os dias, o faria sem arrependimentos. O desânimo nunca foi tão grande... Nem comparado ao fracasso das ceias de natal da família no começo da adolescência, quando eu passava a noite sozinha porque os primos iam pra casa de outros amigos.
Além da discrepância no horário, que faz a gente querer estar em Copacabana às 21h desejando Feliz Ano Novo ao restante do mundo, mesmo ainda estando no ano velho.
Esse ano eu não comprei presentes e nem espero ganhá-los. Não tive amigo oculto e nem estou ansiosa pra comer o peitinho do chester.
Poderiam pssar despercebidas, como festas que deixei de ir porque não estava afim. Sem fotos, roupas novas e sorrisos encomendados.
Desse ano eu salvaria poucas coisas. Cosinhas mesmo, pra guardar na lembrança, o resto poderia excluir sem passar pela lixeira.
As festas estão aí, bem aí mesmo e pouco me importa.

da revelação

Depois de seis anos e dez meses de uma relação estável, a revelação: ele gosta de charges.com.br
Ela simplesmente odeia esse site e tem verdadeira ojeriza àquelas vozes antipáticas.
E agora?

do-dia-a-dia

A rotina mudou e agora eu levo uma vida de morcego. Um morcego de férias, diga-se de passagem.
Não ter todos aqueles compromissos, ou melhor, não ter nenhum compromisso me deixou meio perdida.
Eu 'trabalho' desde os 17 anos e a faculdade começou por aí também... Desde então fiquei acostumada a estar fazendo alguma coisa. Eu nunca mais havia tido 'férias-férias', me entendem?
Então agora eu vou dormir uma hora da manhã, totalmente sem sono e acordo às 11, como se tivesse ido para melhor balada do ano. Pulo o café-da-manhã, umas das minhas refeições preferidas, e vou direto pro almoço. A tarde passa voando e eu reveso minha total disponibidade entre a internet e a sky.
Passo à noite no msn e quando os amigos se vão, revejo fotos antigas ao som de músicas deprimentes.
E assim os dias vão passando, beibê.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

do alivío.


Sim, apresentei a monografia. Foi às 16h do dia 17/12, aniversário da minha mãe. Tirei 10, mas o que importa é o alívio.

abel.

Helder Júnior:
tu só tem um problema

dedinha:
quero ser a doida?

Helder Júnior:
não

Helder Júnior:
tira 10 na mono

Helder Júnior:
:D

Helder Júnior:
minha garotinha...

dedinha:
hahahaha

Helder Júnior:
parece que foi ontem que te vi correndo atrás de papagaio na rua...

domingo, dezembro 16, 2007

a culpa é do blog

A questão era: “Quem sou eu e porque escolhi o jornalismo como profissão”. Deveria ser respondida em até 4.000 caracteres, com o currículo anexado. Essas eram as exigências para se fazer a inscrição no Curso Abril de Jornalismo desse ano.
Ouço falar nesse curso desde que comecei a faculdade. A Fabiana sempre comentava e eu acabei roubando o sonho dela pra mim.
Escrevi o texto com a inspiração de alguém verdadeiramente apaixonado. Contei a história desde o comecinho até os últimos dias desperançosos no fim do curso.
A resposta sairia dia 15/11 e os alunos que não fossem informados até essa data poderiam se considerar desclassificados.
O dia 15/11 passou e o sonho acabou.
Então, numa quarta-feira à tarde, uma quarta-feira à tarde qualquer eu recebo um telefonena:

-Boa tarde, é Nattércia Lima Damasceno?
- Sim...
-Aqui é schefh4whoac do CURSO ABRIL, eu poderia fazer uma entrevista com você agora?
- Cla-cla-claro!

Foi aí que tudo aconteceu. Eu esqueci que numa entrevista o que você responde pode gerar outra pergunta e foi numa dessas que eu marquei. O cara perguntou alguma coisa sobre a formação intelectual e eu disse que a leitura era importante. Então ele perguntou o que leio. Então eu respondi: sites de notícias, blogs, tenho um, inclusive e alguns livros da área de jornalismo.

-Ah, você tem um blog? Qual o endereço pra eu acessar aqui?

Lá se foi minha chance...Juro que eu pensei em dar o endereço de muitos blogs que eu leio ( menos o do Helder), mas agora não tinha mais jeito. Disse.

(silêncio)

- Então...Eu queria deixar claro que é uma linguagem informal e que não reflete diretamente o que eu aprendi nesses quatro anos de faculdade..

- OK.

(silêncio)

- Mas então, você pratica esportes? O que gosta de fazer pra se divertir? Gosta de alguma revista da Editora Abril? Qual?....

E lá fui eu respondendo tudinho...

Quando pensei que já tinha terminado...

-Ah, você poderia ler um post em voz alta pra mim, por favor?
- Oi?

- O texto ‘da vida dura’. Você poderia ler?

*Pronto, o cara vai pensar que eu sou à toa e odeio trabalhar. Foi-se

-OK

E li, né, amigos? Fazer o quê...

A resposta da segunda fase saiu do dia 10. Não passei. Não havia contado pra quase ninguém sobre essa entrevista, porque não quis alimentar minhas expectativas nem criá-las em outras pessoas, que, acreditem, torcem por mim.
Enfim, não consegui, mas fiquei com o gostinho do segundo lugar...Não aquele amargo segundo lugar, mas o da máxima “O importante é participar”. Eu aqui, nesse longínquo e esquecido Estado, fui lembrada e tive uma chance. Já fico feliz com isso e, pelo menos, me rendeu um post :D

*Quem me ligou foi o sr. Edward Pimenta, editor do Curso Abril de Jornalismo. Na hora fiquei tão nervosa que nem ouvi o nome do homem.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

postão

Pari

Ela nasceu ontem, às 15h, pesando 64 (folhas), dentro das normas da ABNT. Chama-se "A transição da fotografia analógica para fotografia digital: estudo de caso do jornal Página 20", mas podem chamá-la de monografia. Mãe e filha passam bem.


Do atraso

Dia 6 foi o aniversário de uma pessoa muito especial: meu Tio Manel. Eu tenho essa mania possessiva de tratar as pessoas como se elas fossem só minhas.
Meu Tio Manel é o caçula da família do meu pai. Completou 4.0 na semana passada e eu fui lá comer torta de abacaxi, tomar coca-cola gelada e conversar.
Ele contou uma das histórias que eu mais gosto de ouvir: que quando eu era bebê, ele tava brincando de me rodar, mas fez tanto que eu fiquei com os olhinhos embaralhados e ele me jogou nos braços da minha tia e saiu atordoado. (talvez isso explique minha loucura).
E lembramos também do dia em que eu disse com a maior sinceridade do mundo que daria minhas pernas pra ele voltar a andar...
Conversas desse tipo fazem a gente se dar conta de que o tempo passou bem rápido e que o sentimento de admiração, carinho e amor veio junto com ele.
Parabéns, meu tio!



Das últimas

Minhas mulheres voltaram, ganhei presentes, minha dentista viajou e só volta em janeiro, não tenho epilepsia, segundo o resultado do exame, mas a médica passou mais alguns. Fico de férias do inglês no sábado. A programação do curso de cinema ficou pronta e eu verei amanhã. Encerrei minha conta no banco, mas a central continua ligando e fazendo uma cobrança que eu já paguei e eu continuo a esculhambar aqueles atendentes 'gerundistas'. Uma coisa legal quase aconteceu, mas essa fica pra outro post.

domingo, dezembro 09, 2007

Tô com nojinho

Cheguei naquela fase em que não aguento mais olhar pra monografia, nem que ela esteja banhada à ouro, com 317 diamantes por todo o corpo ( do texto, claro).
Passei o fim de semana mexendo aqui, atualizando ali e nada...Tá dando cria esse negócio!
O consolo é pensar que isso já já passa. É um sufoco necessário.
Aí postarei os textos atrasados e as homenagens prometidas.
Juro!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

da vida dura [nova versão]

As mulheres da minha vida me deixaram e eu descobri que a vida de uma desempregada solitária nao é tão boa assim.
Nunca pensei que uma mulher lisa e sempre compromissos de trabalho tivesse tantas coisas pra resolver.
De certa forma faz sentido, porque só agora resolvi cuidar da saúde e esse tipo de coisa quando a gente não cuida logo, acumula.
Então tenhos exames, protocolos, médico, dentista, conta de banco pra encerrar, migração do plano do celular pra fazer e finalizações da monografia.
Fora isso, o trivial: decidir onde 'filar' o almoço diariamente, porque uma mulher-desempregada-sozinha-e-solitária não irá cozinhar pra duas pessoas se ela tem uma família grande e acolhedora :D

segunda-feira, dezembro 03, 2007

fiel

Quando você vai a um consultório médico tem três opções: conversar com o paciente ao lado e compartilhar todas as suas mazelas, ler revistas antigas ou assistir televisão.
'Escolhi' a última opção.
Foi quando eu me vi presa à Record, sendo obrigada a assistir a um programa chamado "Balanço Geral", apresentado por uma figura do mesmo 'naipe' do Edvaldo Souza (Gazeta Alerta) que passou a manhã inteira falando sobre o mesmo assunto: o rebaixamento do Corinthians.
Quando eu pensava que vinha coisa nova, lá apareciam as mesmas imagens de corintianos deseperados, seguidas de um apelo do apresentador aos torcedores da fiel...
Fora a comoção geral, o dia de luto para o time, após 97 anos de fundação, é mesmo necessário passar a manhã inteira falando a mesma coisa?
E é ca-la-ro que eu não poderia nem sugerir que trocassem de canal, porque havia homens na sala. Então o jeito foi ficar ali refletindo em com um programa desse tipo consegue se manter no ar...Em como um apresentador desse tipo consegue sair para trabalhar todos os dias (o dinheiro, eu sei) e em como eu consegui ver até o final sem vomitar.

sábado, dezembro 01, 2007

então acabou...

Eu me prometi não chorar, mas a verdade é que foi duro subir aqueles 32 degraus pela última vez.
Despedidas são sempre tristes e por mais que eu tenha a consciência de que é só mais uma fase que se foi e que coisas novas virão, deixar pessoas sempre me faz chorar.
Não será a primeira nem a última, mas valeu a pena ( pelas amizades).
Não vou esquecer o abraço apertado da Neide, do Roberto, Gigli, Raquel, Marcia, Jaque, Madson, Sandra, Luana, Edinaldo, Fernando e nem das pessoas que não pude me despedir.
Só perdôo a Dih, porque ela ficou doente e eu tenho certeza que isso foi uma estratégia pra eu deixar meu Papai Noel de presente pra ela.
Agora é hora de descansar (pelo menos por um tempo).

quinta-feira, novembro 29, 2007

filmografia

desse lado do mundo
dessas coisas que penso
que páro
e penso
tenho uma vontade de gritar
e grito
grito
(!)
a janela está escancarada
aberta
exposta
as cortinas balançam
o vento
o vento
não há ninguém na rua
ninguém na lua
só coisa comum
desse lado do mundo
as coisas
coisas
só coisas
se mudam
mudam
muda...
silêncio
* Poesia de Walkíria Raizer, interpretada por Juliano, para o projeto "Poesias Interpretadas" do Núcleo de Arte e Cultura do Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato.
* Fotografia minha (vídeo e câmera digital).

segunda-feira, novembro 26, 2007

Eu moro errado

Existe um problema sério de planejamento na minha cidade que faz com que travessas não tenham nome e que, numa mesma rua, existam centenas de milhares de casas com o mesmo número.
Eu moro na última entrada da rua principal e ela não tem nome. Reza a lenda (informações do meu pai) que era chamada de "Travessa do Desprezo", mas nunca foi revelado o motivo e não há registros disso na Prefeitura.
Outra história conta que o nome era "Rua Projetada", mas isso também é mito. No fim das contas, usamos o nome da rua principal para nos localizarem.
Eu já tentei fazer um revolução, ligando para Prefeitura e para os Correios e tentando estabelecer um Acordo de Paz entre as duas instituições para que entrassem em um bendito consenso e registrassem um nome oficial para rua, mas eles disseram que isso tudo será resolvido com o Plano Diretor da Cidade (que será executado sabe lá Deus quando).
Já que rua é a mesma, os números deveriam ser diferentes. Assim, ficaríamos sem identidade, mas com um número único.
No começo, o problema era com o 27. Era o número da minha casa e da vizinha da outra rua. Aí sempre tínhamos que ficar entregando a correspondência dela.
Depois chegou um prefeito querendo ser o doido e mudou todos os números. A intenção até que foi boa, mas eles não fizeram direito. Então o problema passou a ser o 24. É o novo número de casa e de uma outra lá no começo do bairro.
Essa semana chegou uma conta de telefone em nome do sr. Albani e resolvi subir a ladeira, entregar a cobrança e saber se não deixaram nada lá...
Cheguei na casa (que agora é um bar) e me sai um cara de short, com cara inchada, olho remelento e, pelo visto, com uma ressaca desgraçada.
- Eu gostaria de falar com o sr. Albani.
- Ele não mora mais aqui, agora sou eu...
*olhando o pro chão.
-Ah, é que entregaram uma correspondência e zaz zaz zaz...E eu queria saber se não entregaram nada nosso aqui.
-Pera aí.
Lá me vem o homem com a minha conta de telefone do mês de setembro toda rasgada, rajada suja e xexelenta.
-Err...É minha sim.
*olhando pro chão. sempre.
- Bom, então qual o nome do sr, pq caso entreguem sua correspondência lá em casa, a gente vem deixar...
- Agamelhança (falando baixo e pra dentro)
-Er...Então tá, sr. Obrigada.
Agora eu tenho que ligar para o Pedro, chefe dos carteiros, pra ele falar com o novo carteiro da minha região e apresentá-lo a toda a minha família, porque o sr. H não tem cara de que irá guardar minhas coisas.

sexta-feira, novembro 23, 2007

dos erros

A gente faz cada besteira nessa vida, né?
Tava aqui lembrando da festinha de encerramento da 5ª série na casa da Profª Maninha. Como de praxe, haveria o famoso amigo-oculto.
Eram tempos de vacas gordas em que a gente ainda davaThaty (perfume d'O Boticário) para presentear as professoras no Dia dos Professores, e, por isso, rolou uma listinha na sala e cada um "sugeriu" o que gostaria de ganhar do seu amigo.
Havia tirado a Celine, minha amigona, e comprei o que ela queria: o cd (original, claro) do Skank com o famoso single "Garota Nacional".
Hoje me pergunto: por que eu não pedi um desse também, Deus?
Uma banda legal, com uma baladinha da moda e que eu poderia ouvir até hoje sem maiores complicações...
Mas nãããooo, prefiri pedir o cd do "É o Tchan", incluindo o famoso sucesso "Dança da bundinha", presenteado pela minha amiga Nayara.
É foda.

da vida dura

Eu sonho com a preservação do Meio Ambiente, com a paz mundial (como toda miss) e com o bendito dia em que eu deixarei de ser badeca. Sim, porque estagiário é badeco. É aquele que tem que cumprir horário, fazer tudo que lhe pedem, sem férias nem décimo terceiro.
Aos 17 anos eu consegui meu primeiro estágio. A princício, a palavra soava bem: "a estagiária do Dep. de História da Ufac". Bonito, não?
Logo que cheguei fui recepcionada ironicamente pela estagiária que eu iria substituir, a Pitchula. Ela passou uns dias me ensinando o trabalho e onde íamos fazia questão de me apresentar: "Essa é a estagiária que vai me substituir", sempre seguido de uma resposta frustada de quem ouvia: "Poxa, Pitchula, você vai sair, é?"
Nos corredores me olhavam torto e eu me sentia a própria Profª. Suzana (substituta de Profª Helena, na novela Carrossel), mas continuei na minha.
Pitchula acabou sendo recontratada e viramos grandes amigas.
Depois chegou a Íris, outra estagiária. Passávamos por cada uma que dava vontade de morrer. Transcrevíamos fitas, formulávamos, digitávamos, entregávamos e arquivávamos documentos, atendiámos o telefone, cuidávamos do laboratório de informática, comprávamos lanche pro chefe (sempre tendo que pedir pra dona da lanchonete emprestar o copo de vidro, porque ele não tomava café em copo descartável), saíamos fora do horário, trabalhávamos na greve e até limpávamos a sala, quando ninguém mais fazia isso.
Isso tudo acontecia porque nós éramos apenas 'xerebréias'* naquele setor. Segundo o Prof. Bento, numa hierarquia, o xerebréu é aquele que enrola a linha e depois se humilha pro dono da pepeta (pipa) deixar ele brincar um pouco com ela. Um sem moral.
Depois da experiência, passei por mais dois estágios. E hoje posso afirmar com propriedade que o período máximo de dois anos para um estágio foi empiricamente comprovado. Após esse tempo, não há cristão que aguente acordar e ir trabalhar. Independente das condições de trabalho, do chefe, do salário, dos colegas, a paciência já não existe mais e a vontade de ir embora é constante.
Eu sonho com o dia em que deixarei de ser estagiária...E esse dia está próximo, meus caros.

*Não sei a grafia está correta, não sei de onde ele tirou isso, mas que eu ouvi, ouvi.

terça-feira, novembro 20, 2007

Nunca serão!

Eu quero saber, Sr. José Padilha, onde o sr. enfiou as frases que eu mais gostei na porra desse filme?
Como é que o sr. me corta um parte foda daquela, sr. Padilha?
O sr. ficou com medinho de ser repreendido, depois que meio mundo já viu o filme?
Ou o sr. só queria garantir seus 20 milhões em bilheteria e reeditou de qualquer jeito?

Viva o piratão!

domingo, novembro 18, 2007

daquela série...

Ele foi logo propondo:

- Quer namorar comigo?

*andando. sempre.

- Eu sou seu manicure, pedicure e ainda lavo suas calcinhas!

*Um homem (quase) perfeito, eu diria. Não sabia fazer escova nos meus cabelos. Não aceitei.

Sim, aconteceu na rua, como sempre. Espero que quem leia isso não imagine que eu sou de parar o trânsito. Eu só páro malucos.

quinta-feira, novembro 15, 2007

das uvas (ou quase isso)


Eu comia isso.
Comia mermu, não vou mentir.
Não morri nem engordei.
Essa semana, vindo do trabalho, achei essas ' uvinhas' plantadas no canto do muro de um terreno abandonado.
Quando eu era criança, lembro que elas eram as representantes legais das uvas na minha casinha.
Pode não parecer, mas brincar de casinha exige uma certa logística que crianças desses tempos modernos não entenderiam. Apesar de ser uma tentativa descarada de transformar meninas inocentes em Amélias, era bem mais prazeroso e mais interessante que qualquer The Sims da vida (virtual).
Todas as comidinhas, digo, alimentos, eram inspirados em alimentos reais e havia uma plantinha para cada mantimento. As mamães iam ao mercado (quintal, rua, terreno baldio), faziam suas compras (arrancavam as pobres plantas sossegadas) e voltavam pra fazer a sopa das suas filhinhas (uma boneca chamada Larissa). Depois era só cortar tudo com faca de plástico não cortante, despejar em uma panelinha do tamanho de uma tampa de remédio e cozinhar em fogo brando (mentira).
Quando estivesse pronto, fingia-se alimentar a filha (que tinha boca, mas não era aberta, senão enfiaríamos sopa 'goela' abaixo) e no final tinha a sobremesa: uvinhas!
Acho que minha nunca soube que eu comia, mas toda vez eu lembrava da cena do filme "Lagoa Azul" em que o filho deles comia aquelas frutinhas vermelhas proibidas e eles pensavam que ele ia morrer. Mesmo assim eu comia. E era bom.
A impressão que dá é que tudo desaparece quando a gente cresce (ou adquire idade, como queiram). Os lugares já não são os mesmos, as pessoas morrem e as plantas desaparecem. Parece que tudo conspira contra as suas lembranças e é preciso ter uma boa memória fotográfica para guardar tudo que viveu...

Plantarei uvinhas no meu quintal!

quinta-feira, novembro 08, 2007

ausente

Eu não quero aceitar o meu status de pessoa ligeiramente desesperada até o fim do mês, mas o fato é que eu realmente tenho muitas coisas para resolver antes que dezembro se anuncie.
Tem gente que vai achar que é draminha, porque eu sou campeã em aumentar meus problemas, mas dessa vez é sério. Juro!
Então, amigos-lindos-do-meu-brasil-varonil, estarei segestivelmente ausente deste blog enquanto as coisas se resolvem.
(a não ser que algo muito extraordinário aconteça na minha vida, como uma viagem inesperada para Nova York, um par de sapatos novos ou que eu ganhe o que eu quero)
Até lá, estou oficialmente ocupada!

terça-feira, novembro 06, 2007

Da série "coisas que só acontecem comigo"

Em pé, em frente ao trabalho, esperando meu pai...
Ele me olha e mostra sua dentadura sorridente.
Retribuo. (com meus dentes mesmo)

- Tu viu a mulher que tava conversando comigo?
- Vi sim. (tinha visto mesmo. eu reparo tudo)
- É doidinha por mim...
-Ah, é?
-É sim...Coroa enxuta, né?
- É sim...
- Marcou um encontro comigo amanhã aqui.
- Foi?
- Foi...
- E o senhor já a conhecia?
- Conheci um dia desses...Eu disse que era viúvo, ela disse que era tbm e que era bom a gente se casar. E amanhã eu venho, né? Eu sou sem-vergonha mesmo...rs
(pai chega)
- Boa sorte!
- Obrigado, minha filha!

quinta-feira, novembro 01, 2007

luz

Fotografia. Luz+Escrita. Aristóteles. Câmara escura. Giovanni Della Porta. Angelo Sala. Schulze. Thomas Wedgwood. Joseph Nicéphore Niépce. Jacques Mandé Daguerre. Daguerreótipo.Fox Talbot. Hercules Florence. George Eastman. Kodak. Analógico. Filme. Asa. Obturador. Diafragma. Composição. Exposição. Fotograma. Filtro. Objetivas. Zoom. Flash. Baterias. Pilhas. Digital. Pixels. Sensores. CCD. CMOS. Cartão de memória. Resolução. Fotojornalismo. Bresson. Manipulação. Monografia.

sábado, outubro 27, 2007

a língua do cara

Sabe cara, quando tu vai pra um show, cara, e nota que o cara tá super feliz, cara, que gostou de rever a cidade, cara, que trouxe um repertório bacana, cara, com uma produção foda, cara...
Aí tu pensa, cara, que gastou R$ 15,00 cara, no fim do mês, cara, já lisa pra cacete, cara, pra ficar em pé, cara, no aperto, cara, vendo um monte de gente que adora dar uma de vip, cara, mas que sabe lá como pagou R$ 250,00 por uma mesa, cara, aí vem a reflexão, cara: esses 'produtores de evento', cara, dessa cidade pequena, cara, sabe que a gente paga mesmo pra ter um pouco de diversão, cara, e fazem um show de rock, cara, de-ro-quê, com mil mesas no salão e cara de acústico, cara, é foda, cara.

*O vocabulário do Dinho do Capital Inicial é baseado na famosa línga do p, só que, pra personalizar, ele substituiu por "cara".

quinta-feira, outubro 25, 2007

varadouro (o post)


Varadouro é um caminho aberto na floresta, mas, nesse contexto, o caminho é musical e esse ano a abertura tornou-se maior. Foi aí que eu entrei.
A proposta era integrar as artes e lá estava eu, sem rótulos, com uma câmera na mão e querendo tirar fotos, só isso.
Passei de público a alguém com um crachá amarelo e passe livre para o backstage.
O Festival Varadouro 2007 contou com a participação de 18 bandas (9 da casa e 9 do Brasil afora). Aconteceu numa sexta de chuva (19) e num sábado de calor acreano (20), em um espaço grande e com boa estrutura física.
Tinha música, foto, blusa, CD, botton, grafitagem (ou intervenção), skate e tacacá. Tudo no mesmo lugar.
Limitei minha participação às fotos. Escrever sobre música não é tão fácil quanto parece e prefiri evitar conceitos estrambólicos e avaliações sem propriedade. Volta e meia gente acaba conceituando a banda em um estilo que não tem nada a ver com ela e, no final, a maior influência é a cerveja mesmo.
Dos sons novos que ouvi, os que me fizeram tocar a guitarra imaginária foram da Lord Crossroad e Mr.Jungle. O Quarto das Cinzas tem um som diferente e uma vocalista super performática. Gostei também.
E as bandas da casa, nem se fala...Tem muita gente boa por aqui. Nicles, Marlton, Blush Azul, Mapinguari Blues, Camundogs, Los Porongas...
E, enquanto a outra edição não chega, a cena se fortalece!

quarta-feira, outubro 24, 2007

Da série "coisas que só acontecem comigo"

Levar um chute, pratimente um coice, de um bucéfalo que estava no orelhão e ficar com lindo hematoma roxo na canela. Maravilha!

segunda-feira, outubro 22, 2007

estudar é preciso


Tive que tomar medidas drásticas pra poder estudar em casa e fazer a bendita monografia.

Não adiantou.


Mãe chega:


- Ah, pode ir tirando o cavalinho da chuva que eu vou perturbar mesmo...

- Mas mãe...

(sai do quarto)

* Toc toc toc na janela

- Que é mãe?

- hihihihi

(corre)

* Toc toc toc na porta

- Oi, mãe...

- Ah, Dedinha, não gostei disso não...Vamo conversar, vamo?


quinta-feira, outubro 18, 2007

fiu fiu

Eu posso não ser simpática sempre, mas procuro ser educada... E uma das coisas que eu ainda faço é responder quando cumprimentam, mesmo com segundas intenções...

-Boa tarde!
- Boa tarde. (séria e com olhar fixo pro chão)
- A gente pode se conhecer melhor?
(andando...)
- Dá só uma olhadinha, por favor!
(se distanciando...)
- Você tá com raiva de quê?
(lá longe...)

Se eu estivesse com tpm, até pararia pra perguntar:
"Ô meu filho, e a gente se conhece daonde? Foi só um 'Boa tarde'. Só-i-ssô!"
Mas é bom alimentar o ego de vez em quando, né?

quarta-feira, outubro 17, 2007

do medo

Ando com medo... (nos dois sentidos)
Não apontaram uma arma pra minha cabeça, não me ameaçaram, não roubaram minha bolsa, mas eu ando com medo.
Depois que você passa por uma dessas, a sensação de impotência é tão grande que você se sente alvo o tempo todo.
Só levaram o rosinha, mas parece que ele (o filho da puta de dois posts atrás) vai voltar pra levar o resto das coisas.
Aí eu ando que nem doida, sem dinheiro, sem cartão, sem bolsa grande e rápido. Sempre rápido.
Às vezes o medo é até bom, porque ajuda a previnir, mas essa insegurança acaba interferindo no cotidiano e daqui uns dias eu perco a coragem de voltar pra casa a pé.
E olha que eu tô falando de Rio Branco...

causos de White River




E mais uma:

Ex-presidiário ateia fogo em menina de 11 anos

Francisco Canisio Nascimento Santos, 20, ex-presidiário, na tarde do último domingo na companhia de um comparsa, tentou estuprar uma menina de 11 anos. O crime aconteceu no município de Senador Guiomard a 29 km de Rio Branco e causou revolta à população local.
Segundo informações da polícia, a criança conseguiu escapar das mãos dos acusados, mas não se livrou da tentativa de homicídio praticada por Francisco Canisio, que jogou gasolina no corpo da menina e ateou fogo. A criança coberta de chamas saiu correndo pela rua pedindo por socorro.A brutalidade teria sido testemunhada por várias pes-soas, mas somente duas te-riam contado à polícia por medo dos agressores. Queimada viva a criança agonizava no meio da rua após ter sido brutalmente atacada pelo acusado Francisco Canisio.
Conforme informações da polícia de Senador Guiomard, a vítima foi vista saindo de um matagal aos gritos e Francisco correndo atrás. Apurou-se ainda que o agressor sacou de um frasco, que trazia no bolso, derramou um líquido contido no recipiente sobre a menor e em ato contínuo a incendiou na frente de várias pessoas.
A vítima está no Pronto-Socorro de Rio Branco, onde se encontra internada com 60% do corpo queimado. No final da tarde de segunda-feira, uma equipe da Polícia Militar prendeu Francisco Canisio, que se encontrava embaixo de uma mangueira, localizada à Rua Manoel Julião, nas proximidades de uma escola pública.
Ao avistar os policiais ele tentou fugir, mas foi cercado e preso. Assim que a notícia da prisão do acusado se espalhou na cidade, populares ameaçaram invadir a delegacia para linchá-lo. Ele teve que ser removido para uma cela de segurança com a polícia cercando o local.
*Será que alguém pode contar essa história direito?

terça-feira, outubro 16, 2007

flanela

Engraçado pensar como algumas coisas passaram de 'vagabundagem' a 'apenas um trabalho' em tão pouco tempo.
De vez em quando eu vou de carro (que não é meu) para o trabalho e deixo-o estacionado no mesmo lugar. Eu sei que quando eu voltar o moço que olha carros estará lá, naquele mesmo cantinho, de boné e me avisando se posso sair. É sempre assim.
O que a gente não se deu conta é que esse passou a ser um serviço prestado, como outro qualquer, e não uma tentativa de proteger seu carro do próprio carinha que se dispôs a 'dar uma olhadinha'. A gente não paga pra ele olhar, e sim pra ele não riscar.
Só que nesse lugar é diferente. O rapaz está lá todos os dias, na mesma hora, e ainda tem carga horária a cumprir. Faz esse serviço há anos, no mesmo espaço e ainda ganhou a confiança do cliente. Há quem deixe a chave do carro com ele. Muitos, até.
Hoje, atrasada pra ir buscar a lombinho, não paguei o serviço. Horas depois, tive que voltar pra resolver um problema no banco.

Fi eu saindo do carro e ele:

"Nem me deu hoje, hein?" (desconsidere o duplo sentido da frase)

"Er...Por isso mesmo que eu voltei!" (desconsidere mesmo, viu?)

"Então faz assim, paga logo metade..."

* Tiro 5o centavos do bolso e pago.

Na volta, quito a dívida.



"Valeu gata...Mas o quê que aconteceu que tu tava sumida, hein? Não vem mais trabalhar não é?"

*E o cara ainda dá conta da minha vida, é mole?

sábado, outubro 13, 2007

ah, cacete!

Não vou conseguir dormir mesmo...
Não vou porque um filho da puta resolveu escolher justamente o carro do meu namorado pra quebrar o vidro, amassar a porta e roubar só o meu celular que eu tinha esquecido lá dentro.
Eu nunca saio à noite, quando resolvo, dá nisso!
Não sou a primeira nem a última, mas o trabalho que vai dar pra ir à delegacia prestar queixa, ligar pra empresa bloquear o número e ainda ficar sem celular já me deixa suficientemente irritada.
Que seja atropelado por um caminhão e seu corpo fique em pedaços assimétricos e irreconhecíveis!
Que morra de overdose hoje mesmo!
Que leve três tiros: um na cabeça, outro no ombro esquerdo e um no coração, pra não ter perigo...
Que seja pego em um acerto de contas, leve cinco facadas, o corpo seja jogado no rio Acre e seja enterrado como indigente.
Rogo praga mesmo!
E não me venham com má distribuição de renda, problemas sociais e direitos humanos!
É bandido e acabou!

quarta-feira, outubro 10, 2007

"A vida é cheia de som e fúria"

Hoje eu tô numa mistura de Michael Douglas em Um dia de Fúria com Matt Dillon em Um dia Perfeito e uma pitada do falecido Francisco Milani, o Saraiva do Zorra Total, com o seu famoso bordão "tolerância zero"
Pelo título dos filmes, essas crises parecem ter duração limitada: "um dia..."
Um dia sem saco, sem paciência, sem provicianismo de cidadezinha do interior, falso moralismo, precipitação, verdades inquestionáveis.
Um dia pra não ouvir perguntas bestas, porque, apesar de falar demais, eu tenho a consciência de que fazer intervenções utilizando o senso comum ou sempre se baseando nas falas dos professores não significa absolutamente nada, além de ser chatíssimo.
Um dia pra ler coisas extremamente irritantes e, mesmo assim, continuar lendo só pra se revoltar com as posições alheias.
E, finalmente, uma dia pra lembrar que o salário tá na conta e sair pra comprar um sapato novo.
Pronto. Passou.

terça-feira, outubro 09, 2007

notas

*Existem umas estratégias de comunicação que não funcionam, mas as pessoas insistem em utilizá-las.
Todo sabádo eu ouço o mesmo comercial na rádio:
"E você que está indo pra balada, antes dê uma passadinha na peixaria do meu amigo Roberto (nome fictício)"
Meus amigos, quem é que em sã consciência encara uma caldeirada de peixe às 23h, no calor insuportável de White River, e depois vai pra balada?

*Esse negócio de ser simpática é a maior furada. A gente reencontra um conhecido, abre aquele sorriso, pergunta como anda a vida, a família e a criatura fica com cara de tacho. Não falo mais também.

* De repente eu virei fotógrafa. Assim, sem mais nem menos. E o termo que mais ouvi ontem foi "produção de conteúdo".

* Um dia eu posto alguma coisa séria. Ou não.

domingo, outubro 07, 2007

sábado, outubro 06, 2007

sobre crônicas e contos

Toda história tem várias versões. O problema é quando as pessoas esquecem disso e fazem de uma visão a verdade absoluta. Nessa tal profissão que eu espero exercer, ouvir os diversos lados da história é um mandamento.
Então às vezes as pessoas contam histórias a sua maneira, estilo, opinião e fazem disso a história dos outros.
E aí vem outro problema chamado 'coleguismo' e faz com que outras pessoas absorvam aquela informação sem questionamentos. É difícil manter a isenção quando se tem um amigo no meio.
Isso acontece e sempre vai acontecer (no jornalismo ou não).
A forma de interpretação pessoal nunca será a mesma, mas acredito que quando a mensagem é entendida pela maioria da mesma forma, houve comunicação.
Porém, isso é totalmente desconsiderado quando se trata de um amigo. Uma falha humana que complica tudo.
É como se numa sala de 168 alunos, o professor explicasse uma matéria, mas 16 entendessem de outra forma. Esses 16 são meus amigos, portanto, estão certos. Os 152 restantes não passam de 'ignorantes' alienados.
E assim cria-se um juízo de valor.
Isso é o que mais me assusta.
Criar opiniões baseadas em fatos não vistos, só porque existe uma relação próxima com o outro. Facilitar caminhos só porque existe uma relação próxima com outro.Fazer favores e passar por cima de outros, só porque existe uma relação próxima com outro.
E tudo o que se pode questinoar sobre ética começa a morrer aí mesmo, sem nem ao menos percerbemos.
E o que motivou a polêmica perde a autenticidade, afinal, torna-se também uma relação de interesses.
Acontece comigo e com você. Sempre.

quarta-feira, outubro 03, 2007

o golpe

Pra quem não sabe, eu trabalho numa empresa de telefonia.
O que eu faço, ao contrário do que muitos pensam, é ler os jornais e sites a procura do nome da empresa. Eu até poderia poderia falar o nome dessa empresa, pra não ficar repetindo 'empresa', mas isso se transformaria em clipping, geraria uma fonte de pesquisa no google, alguém que gostasse muito de mostrar serviço iria encontrar esse texto, descobrir minha real insatisfação, comunicar ao setor de relações com a mídia da matriz, que entraria em contato com o meu chefe, em outra filial, que entraria em contato com o RH e eu seria demitida. E, como eu ainda tenho quatro meses de estágio, prefiro ficar.
Como o meu setor é pequeno e eu sou sem moral, divido a sala com o jurídio, outro setor coitadinho que não tem sala própria e só tem uma estágiária, que é minha amiga. Tudo no lado dela é mais bonito. Ela tem escaner, um computador melhor, um telefone sem fio, fax, impressora e mais trabalho :D
As pessoas até falam mal nos jornais, mas o número de processos é bem maior.
Então de vez em quando vem alguém instisfeito, nevorsinho ou desesperado conversar com a minha amiga estagiária da mesa ao lado.
Os casos são sempre os mesmos: furto, clonagem, cobrança indevida...Mas hoje o caso era de vida ou morte.
A mulher não parava de repetir: "Meu marido vai me matar, meu Deus!"
Também pudera, ela foi mais uma vítima do golpe do celular. Alguém liga (a cobrar), dizendo que é da empresa (sim, a 'empresa' que eu trabalho) e que a pessoa foi sorteada em uma promoção e ganhou vários prêmios, mas, para desfrutar de todas as maravilhas, a criatura teria que comprar cartões de celulares pré-pagos das empresas concorrentes e passar o código por telefone.
Eu tento, de verdade, acreditar que o poder de persuação ultrapassa a sanidade.
Tento compreender que a 'inocência' faz com que pessoas caiam nesse papo.
E tento, tento mesmo, aceitar que a vontade de ganhar qualquer coisa nessa vida é tão grande que os pobrezinhos se rendem a tal golpe sem pensar muito antes.
Mas quando alguém chega aqui dizendo que atendeu a chamada a cobrar, viu pelo bina que o número era de um celular de Fortaleza, passa uma hora e meia nessa ligação e ainda gasta duzentos reais em créditos para celulares de outra operadora, aí até eu tenho vontade matar!

sábado, setembro 29, 2007

das frases que me inspiram

"O que fazer? O que fazer? O que fazer?"
Pumba, amigo do Timão
"Ô consciência, eu morri?"
Dory, em 'Procurando Nemo'
"Ele está zombando da gente, esse sol de rachar..."
Nigel, em 'Selvagem'
"Eu não conheci o meu pai"
Bruce, em 'Procurando Nemo'
"Continue a nadar, continue a nadar..."
Dory, em 'Procurando Nemo'
"Is he a greek man? No, he's not a greek"
Sr. Portokarlos, em 'Casamento Grego'

quinta-feira, setembro 27, 2007

Novela não é tudo, sabia?

Logo cedo me vi numa saia justa:
-E aí, quem matou Taís?
- Não sei ó...
- Nenhum palpite?
*Tentei lembrar o que havia no bendito comentário que a Fabiana deixou aqui quando eu fiz essa pergunta, mas minha memória fotogrática não permitiu. Então soltei:
- Er...não ó. Tô mais ansiosa em saber o final da Bebel e do Olavo! (sorriso amarelo)

Eu não vejo novelas, meus caros. Deixei essa vida há algum tempo e a desculpa de estar na faculdade na mesma hora da novela era a minha melhor justificativa. Mas agora que as aulas acabaram a minha situação se complica. As pessoas comentam e me pegam desprevinida.
E não, a solução não será voltar a assisti-las.
O que eu preciso é de um manual com expressões corriqueiras, incluindo alguns nomes de personagens bem comuns, tipo Helena, pra me sair bem nessas situações. Ou, em último, mas em último caso meeesmo, ver as chamadas da novela, que contam a história em 30s e sem dor.

*Título inspirado (ou imitado mesmo) no post do Deixa eu quieto.

quarta-feira, setembro 26, 2007

dos dias

Na sala mais simpática da Brt, ninguém tem noção do tempo.
Logo cedo:

-Que dia é hoje?
- 26
- Ah, tá.

Minutos depois...

- Hoje é 26?


Quase no fim do expediente...

- Hein, mas que dia é hoje mesmo?
-26
-Quarta?


E assim seguem os dias...Eu a Dih, perdidas no tempo, mesmo cada uma tendo um calendário maceta ao lado da mesa.

terça-feira, setembro 25, 2007

Twitter

A nova sensação do verão é o Twitter. Esse sitezinho curioso que quer sempre saber o que a gente tá fazendo e deve ser atualizado com bem mais frequência que o blog.
O problema é esse: frequência. Eu já esqueci a senha umas trocentas vezes e nunca acho que estou fazendo alguma coisa suficientemente interessante para ser compartilhada com meio mundo.

* Tem um link na palavra Twitter, mas essa porcariazinha aqui não tá destacando.

domingo, setembro 23, 2007

Foi-se

Foi capturada no fim da noite deste domingo, pela Polícia da Família (PF), Catita da Silva. Procurada por todos o membros da casa há dias, finalmente foi pega desprevinida entre a sala e a cozinha, o que a PF denominou de"Operação Catita".
"Foi difícil. Tivemos que observar seus hábitos e horários durantes vários dias, mas, enfim, obtivemos sucesso", comemora o sr pai.
Catita da Silva se sentia a dona proprietátria da casa e causava incômodo aos outros moradores. Além da ousadia de passear pelos cômodos, conseguiu bular todas as tentativas de aniquilação.
"Ela estava acabando com meu fogão", declara aliviada a sra. tchura mãe.
Infelizmente Catita da Silva não sobreviveu aos ferimentos e morreu às 23h49min. Seu corpo será velado em casa (não na nossa).

tempopassa...


*No meu tempo, a diversão era tentar adivinhar as letras do alfabeto e os bichinhos que vinham estampados nos biscoitos.


sábado, setembro 22, 2007

Um dia sem carro

Algumas pessoas se reuniram e tiveram a idéia bacana de fazer do dia 22 de setembro um dia sem carro.
Beleza...
A pergunta é:
Quem vai me dar uma carona pro inglês?
Porque eu já disse que não sei andar de bicicleta...
Eu poderia até ir de patins, mas, além de não tê-los, eu não sei se já superei o trauma de ter quebrado o braço andando com eles há alguns anos.
Patinete não rola e, na pernada, menos ainda, por que o sol tá quente pra cacete.
Acho que eu vou de carro mesmo.
Desculpaê, galera...

* Eu não estou traindo o movimento, gente...White River não está participando da jornada, mas aqui você encontra todas as informações necessárias.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Sobre mim (ou não)

Eu tenho pintas que parecem mosquitos.
Tenho braços, dedos e pescoço compridos, que não gosto.
Não pinto o cabelo há quase um ano e a cor natural dele é preta, apesar de ninguém aceitar isso.
Sou baixinha, magrinha e 'braba'.
Eu sou as quatro pessoas do layout.
Tenho as canelas grossinhas, considerando minha estrutura corporal.
Meus olhos são pequenos e castanhos, mas deles eu gosto.
Minhas sobrancelhas só vivem assanhadas.
Eu tenho um pedaço de grafite de lápis preto nº 2 no meu joelho direito.
E tenho duas cicatrizes no joelho esquerdo, conquistadas na mesma semana.
Tenho menos quatro sisos e preciso usar uma placa nos dentes pra arrumar meu maxilar.
Eu não sei andar de bicicleta.
Eu sou amarela e fico vermelha quando todo muito sol.
Troquei as unhas à francesa por vermelho kenga.
Tenho uma cicatriz ridícula na barriga por causa de uma apendicite aos oito anos.
Falo muito (com as mãos também).
Choro fácil. Sempre.
Choro por filmes, séries e pelo Chaves.
Gosto fácil.
Sou geminiana (o que justifica algumas coisas).
Sofro por antecipação.
Esqueço coisas.
Me apego rápido.
Uso salto alto, mas prefiro meus sapatos baixinhos.
Só tenho os dois furinhos básicos nas orelhas. Sou careta.
Gosto de diminutivos.
Não uso perfume forte, por causa rinite.
Uso um anel 'solitário' e sem a pedrinha no vizinho do mindinho da mão esquerda e não o tiro nunca.
E quero ser a doida como a minha amiga Fabiana, que posta duas vezes no mesmo dia :D

despedida

A alegria deu uma rasteira da tristeza e eu fiquei feliz de novo. Foi por pouco tempo, mas o suficiente para não esquecer.
Terça-feira encontrei os amigos da faculdade. Como de costume, mandei e-mail pra todo mundo, convocando pra reuniãozinha (deixando claro que a brilhante idéia foi do Helder. Só dele)
Éramos dez e dois agregados. Um calor digno do inferno, pizza na promoção e sorvete ruim.
Aquela mesma brincadeira de todo grupo de amigos numa pizzaria: alguém faz aniversário e todos cantam parabéns de mentirinha.
O Helder ganhou sorvete ruim por isso (só que era maior que o nosso).
Tentamos lembrar os nomes dos falecidos da turma. Lembrei de poucos.
As meninas tiveram uma 'certa' dificuldade em interpretar o cardápio.
Eu anotei os sabores :D
A Rê tava com conjutivite.
Tiramos fotos.
Comemos três pizzas GG.
A Geisy foi embora cedo.
Conversamos.
Fomos embora.
"A gente se vê..."

segunda-feira, setembro 17, 2007

Das novas brincadeiras

Thárcila (a priminha telefonista) veio almoçar aqui em casa hoje. Como criança se contenta com pouco e, dizem que elas sempre se identificam com meu quarto, deixei-a brincando com umas miniaturas (pra não dizer bonecos de plástico que fazem barulho e são, notavelmente, para crianças).

Shrek diz:
Onde você estava, Fiona?
Fiona diz:
Estava na casa de uma amiga.
Shrek diz:
E por que você não me ligou?
Fiona diz:
Porque meu celular estava descarregado...
Shrek diz:
E por que não ligou de casa?
Fiona diz:
Meu pai não deixa mais eu ligar. Não posso nem chegar perto do telefone.
Ah, e hoje à noite eu vou sair de novo?
Shrek diz:
Com quem?
Fiona diz:
Sinto muito, mas...Eu vou sair!

*Acho que minhas Barbies não eram assim tão...independentes.

quinta-feira, setembro 13, 2007

complicado...

Saindo de casa, arrumando os bolsos da bermuda, puxando a blusa, dando um jeito no cabelo...

- Não precisa se arrumar que ninguém vai prestar atenção não, amarela.

*Isso é o que acontece quando você dá moral para o pedreiro mais mala do mundo: Chinha.

Eu amo um lombo pequeno

Eu tava esperando ela fazer alguma coisa bem legal por mim pra eu escrever alguma coisa pra ela, mas como todo dia ela diz que me ama e implora por atenção, aqui estou.
A lombinho, também conhecida como Rafaella (assim, com dois "l") vive lá em casa há 16 anos. Ela dorme no quarto ao lado, mas passa a maior parte do tempo no meu. Ela usa meu espelho, meus brincos, colares, pulseiras, perfumes, roupas, sapatos, pinça, esmalte e tudo mais que for meu. As minhas coisas são bem mais interessantes, apesar dela ter bastante coisa parecida. Mas, como é dela, não tem graça. O legal é pedir emprestado.
Os seis anos que nos separam já fizeram muita diferença. Hoje brigamos menos e conversamos mais (muitos mais, porque ela consegue falar mais que eu).
Somos diferentes. Ela é morena e eu sou amarela. Ela é vaidosa. Usa cremes e hidratantes, máscara para o rosto, rodelas de pepino no olhos, colher gelada contra olheiras e, se pudessse, ia à manicure todos os dias.
Ela não gosta de coca-cola e nunca almoça, mas come rúcula e tomates.
Não come peixe.
Adora picanha mal passada.
Ela tem força pra me bater, mas sempre deixa o chuveiro pingando.
Ela detesta minhas expressões faciais enquanto assisto tevê e joga almofadas em mim.
Ela gosta de hip hop, negões sarados e aprendeu inglês com os clipes da MTV.
A lombinho me chama de mana mesmo quando está irritada. Eu a chamo de lombinho porque era a sua palavra mais odiosa da vida inteira. Ela já acostumou.
Nós dançamos e cantamos juntas. Ela me maquia e ri das minhas piadas.
Aliás, ela adora contar piadas, mas nem sempre são boas.
Ela é minha fã e gosta de ler o que eu escrevo, mas sempre me chama de safadinha.
Ela faz muitas perguntas irritantes e consegue me tirar do sério facilmente sempre que pergunta "Quê???"
Ela não fala mal de mim e me empresta as coisas sem reclamar.
Arrota feito porco e pede desculpa mesmo sabendo que eu não vou desculpá-la, porque eu já expliquei que a gente só pede desculpa quando isso acontece sem querer.
Ela joga lixo na rua e tem medo de borboleta grande.
Ela é muito bonita, mas é "pensa" pra um lado.
Ela sonha com um corpo perfeito e já prometeu mil vezes que não ia mais usar chapinha. Ela nunca consegue cumprir.
Ela usa blush pra ir à escola e sempre senta à mesa com os pés esticados, invadindo a minha área.
Ela tem mil defeitos e qualidades, mas é minha irmã, fazer o quê...
*Ah, e ela tem a voz parecida com a minha ao telefone, mas não aceita isso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

acabou


Segundo o calendário acadêmico, hoje é o último dia do semestre. Isso significa que daqui duas ou três semanas eu não precisarei mais sair de casa às 18:30, me estressar com o trânsito, desviar(ou não) alguns buracos do campus, estacionar sempre no mesmo lugar, entrar na quarta sala, procurar minha cadeira canhota e colocá-la na segunda fileira, perto da janela.
Significa também que eu não vou mais comer lanche que me faz mal, tirar xerox a R$ 0,10 e sempre reclamar da máquina com o Garibaldi, enquanto ele canta alguma música da banda Calypso.
Eu também não precisarei mais me levantar durante a aula pra procurar minha bolsa dentro da mochila do Jefferson, que os meninos sempre insistem em esconder.
E não vou mais arrancar folhas do meu caderno pra bater um papo durante a aula.
Não brigarei mais com professores, nem os deixarei roxos de raiva. E também não organizarei mais festinhas surpresas ou de despedida.
Eu não serei mais a editora chata do jornal A Catraia.
Não verei as tchuras todos os dias.
E nem terei um grande público pra me ver encostar a boca no nariz.
Não comprarei o caderno das Meninas Superpoderoras da próxima coleção volta às aulas.
Não rirei das piadas dos meninos e nem escutarei os apelidos do pessoal da sala.
Não escreverei mais nenhum post legal, falando mal de alguém da sala. Não correrei o risco de ser processada por isso e, provavelmente, não receberei 15 comentários.
Os meninos não virão mais aqui em casa para conversamos duas horas antes de começar a resolver alguma coisa do trabalho e, quando resolvermos começar, passarmos mais uma hora discutindo o que comprar no supermercado para lanchar.
Eu não me estressarei mais com os trabalhos. E não rirei disso depois.
E nem poderei mais falar palavrão e dizer que foi influência dos meninos. Mas foi, porra, eu juro!
A faculdade foi muito boa. Boa mesmo.
Mas agora eu preciso dar outro sentido às minhas noites. E, confesso, vai ser difícil.
Saudades. Sempre.

terça-feira, setembro 11, 2007

aiai...(oficial)

Outra coisa que eu perdi foi a alegria. Anda sumida, como aquelas coisas que a gente perde, mas tem quase certeza que perdeu em casa. É só uma questão de procurar com cuidado.
E alegria faz falta pela manhã. Principalmente pela manhã, quando a gente precisa, pelo menos, de um sorrisinho de canto de boca pra começar o dia...Senão, fica difícil levantar (como tem sido todas as manhãs).
Talvez esteja nas caixas em cima das preteleiras brancas, mas lá tem poeira e a rinite não pode chegar.
Ao contrário da paciência, ela não deixou substitutos. Até o ânimo sumiu. E o que sobrou foram os suspiros diários...
Bom seria se ela voltasse por vontade própria, aí eu não teria que procurar.
Aí eu ficaria feliz de novo.

quinta-feira, agosto 30, 2007

:D

Helder Júnior diz:
faz um favor?

dedinha diz:
faço

Helder Júnior diz:
encosta a boca no nariz

dedinha diz:
hahahaha

*vou sentir saudades...

quarta-feira, agosto 29, 2007

Não é um filme de terror

Mas tem um 'quê' de mistério. A princípio, a proposta era apenas bendita e, no fim, é só um filme sobre uma pessoa.
Quando o grupo apresentou o tema "Benzedeiras", confesso que não me animei. Convivi com isso a minha infância inteira, então não me parecia nada mágico minha avó pegar uma folhinha de "peão roxo" e benzer a gente. Era comum demais.
A idéia amadureceu e acabou se modificando. Nem tudo dá filme.
Falamos sobre a Dona Maria. Sua infância, amores, filhos, sonhos e seu barracão de macumba. Simples assim. Do jeito que eu contei.
Nunca havia tido contato com esse tipo de religião e, é claro, tive medo. "O medo do desconhecido", como até a Dona Maria tem.
Depois passou.
Desmitificou.
E o que sobrou foi a pessoa.
Não sei quando o filme fica pronto, mas sexta-feira o trailer sai do forno. Se der, coloco aqui.
*Ah, eu fiz a fotografia (eu, a Juju e o Daniel).