quinta-feira, junho 05, 2008

das novidades da TV

Segunda-feira assisti ao Custe o Que Custar (CQC) da Band. Primeiro marquei legal, porque vi no site que começava às 22h e fui pra TV às 20h, jurando que era só tirar a diferença do fuso-horário e tava tudo resolvido. Aí me dei conta daquele lance da idade indicativa, programas gravados e zaz zaz zaz
Voltei a lembrar depois do horário do início do programa, mas resolvi parar pra conferir o que o povo tanto comenta por ai e o que anda levantando a audiência da Band.
Não digo que gostei de tudo, mas eles têm uns quadros interessantes e alguns caras ali fazem o diferencial do programa.
Pena que não fui ver o show do Rafinha Bastos quando ele teve aqui. O quadro que ele apresenta é bem bacana, e, com aquele ritmo, se não se cuidar vai acabar como a equipe do jornal O Dia.

terça-feira, junho 03, 2008

da insatisfação

Ando tão insatisfeita com meu quarto...
Primeiro porque é um quarto dentro de um guarda-roupa maceta que a minha mãe comprou pra mim. Não tô reclamando dele. De fato, foi o móvel mais útil que ela comprou pra mim até hoje, mas chega uma hora que você diz: ou ele ou eu!
Segundo, porque o espaço é pequeno demais pra nós dois e ainda tem uma cama, a mesa do computador, uma pequena estante, uma mesinha, duas bancadinhas e eu!
Gostaria muito de ser organizada quando o assunto é casa, mas sou aquele tipo de pessoa que guarda a nota do supermercado dentro da gaveta, porque acha que algum dia vai precisar daquilo. Tenho dificuldade de me desfazer das coisas, porque as supervalorizo rs
Assim, meu quarto vai se enchendo de caixas, gavetas de papéis, pastas e entulhos, que, por conseguinte, acumulam poeira e alimentam minha rinite.
Aí vem o outro apego: as pelúcias!
Eu não quero doar meu ursinho azul e branco, escrito Feliz Aniversário, que ganhei na festinha de sete anos, simplesmente porque minha rinite não consegue conviver com isso.
É injusto demais ter que desabrigar famílias de ácaros e bactérias que moram no meu quarto há tanto tempo por puro capricho da rinite.
Mas pra quem nunca ia mudar a foto do orkut, sabe lá o que sou capaz de fazer.

da friagem

Assim como as pessoas mudam, eu também mudei. Agora sou uma pessoa que gosta de suco de laranja, bife, o rabinho da rabada e alguém que gosta de frio. Antes não suportava, porque nunca estava confortável, mas a friagem tem seu lado bom.
É gostoso sentir aquele ventinho gelado rachando seus lábios, deixando sua pele seca e a ponta do nariz congelante.
Também é bom pra tomar tacacá, rabada no tucupi, sopa e caldinhos quentinhos.
Além de ser uma ótima oportunidade pra namorar (alowww)
O bom da friagem (aquilo que chamam de fenômeno climático que acontece na Amazônia Ocidental de maio a agosto e que não passa de um resto do vento gelado que vem sul) é que dura pouco. Até porque, como comentou uma amiga do trabalho, nós só temos roupas para três dias de frio. Depois disso acaba jaqueta, moleton, tudo...
Então, frio, vazaaaaaa que a minha roupa limpa já acabou!

domingo, maio 25, 2008

da má influência

A idéia não foi minha, mas quiseram prestar uma homenagem à finada Tutti e eu que não ia me opor...
Mas olha aí no que deu:




Tutti II chegou lá na vó toda com cara de santinha, rostinho meigo e olhos azuis de anjinha, mas acabou seguindo os passos de sua antecessora. Mal entrou na puberdade e já tá aí com quatro gatinhos pra criar. O pai? Sabe lá Deus...
E olha a diversidade de cores que eles nasceram! Vai ser complicado comprovar a paternidade...

notas

Quase dez anos depois descobri que gosto do filme "Um lugar chamado Nothing Hill" ou apenas "Nothing Hill" mais do que imaginava...
Devo ter assistido umas quatro vezes esse mês e já decorei minhas partes favoritas ( lembrando que eu detesto filme dublado).
Aquela passagem de tempo com a música "Aint no sunshine" ao fundo é simplesmente genial.


Nessas profundas reflexões também notei que gosto de estudar inglês mais do que imaginava. O problema é me deslocar até a Wizard, mas quando tô lá, gosto de tentar entender pelo menos 30% do que o professor fala dentro de sala, já que ele é americano e tem um português péssimo. E agora fazendo essa pós graduação dois fins de semana por mês, tenho tido menos tempo ainda para me dedicar. O que é triste, levando em consideração que a segunda notinha está diretamente ligada à primeira, porque se eu não aprendo inglês, fica mais difícil decorar minhas cenas preferidas dos filmes.

E já que estou esvrevendo em notas e posso aproveitar a liberdade de mudar de assunto quando bem entender, devo mencionar que esse fim de semana tivemos o retorno dos eventos tchurísticos. Não foi lá um big almoço, pq o grupo estava desfalcado, mas tive a chance de mostrar minhas habilidades na cozinha e preparar um delicioso brigadeiro de panela (que até onde eu sei, NÃO SE FAZ EM UMA LEITEIRA!).

sábado, maio 24, 2008

das sensações

Ando sentido uma coisa esquisita, uma sensação entranha, inexplicável e uma idéia que jamais me passou pela cabeça: trocar a foto do perfil do orkut.
Desde o dia que começaram a insistir pra eu trocar, decidi deixá-la para sempre. Até alterei a cor da blusa, mas a foto é a mesma.
Meu cabelo já não é o mesmo há muito tempo e já não falo mais "Gerência de Comunicação, bom dia!", como falava naquela foto, mas ela continua lá.
E eu nem gosto tannnto assim. É só birra mesmo :D
Ah, e vou deixar a sensação passar. A foto fica até a eternidade infinita.




sexta-feira, maio 23, 2008

da justificativas

Há algum tempinho decidi não falar de (todos) os meus problemas no sugestível. Não digo as reclamações e críticas do mundo cruel, porque isso é que o mais faço e o que alimenta esse espaço, mas de problemas mesmo.
Eu poderia chegar aqui diariamente e contar que ando trabalhando muito, comparado ao que eu estava acostumada, que deveria ter escrito algumas matérias antes e agora estou atrasada por causa disso ou que não tenho o reconhecimento que espero. Poderia também listar meus problemas pessoais, neuras, mágoas, anseios e assumir o quanto ando amarga, (mais) chata, enjoada e impaciente, mas decidi que não o farei. Não aqui. Nem pra ninguém.
Desabafar em um diário eletrônico é esperar que alguém chegue e passe a mão na cabeça ou que diga que as coisas vão melhorar.
Quem me tem como amiga sabe que aconselhar não é o meu forte e que em momentos tristes eu preferia mil vezes ouvir tudo e falar pouco. Mas parece que as pessoas me procuram mesmo sabendo que eu não tenho esse dom.
De uns tempos pra cá eu andei treinando, pra não parecer tão egoísta e insensível, porém, fracassei. Eu realmente não levo jeito pra coisa, principalmente agora que estou tentando mudar meu comportamento ao lidar com determinadas situações.
Por isso prefiro conversar sobre filmes, clipes, comida a ficar batendo na tecla que não está me fazendo bem. Também tô tentando parar com essa porcaria de sofrer por antecipação e me tornando mais adepta ao “Don’t worry, be happy!”, mesmo amanhã não sendo mais feriado.


Foto: http://www.flickr.com/photos/jwlphotography/1349276106/

quinta-feira, maio 22, 2008

das reclamações

Ultimamente certas coisas andam me deixando extremamente irritada.
Coisas da vida que até então não me causavam nenhum aborrecimento, mas que me fazem pensar naquelas frases feitas do tipo "O mundo dá voltas, filho da mãe" (complemento meu)
Aquelas situações corriqueiras que antes não me afetavam, mas hoje chegaram ao limite da minha paciência e, quando isso acontece, sobra para o sugestível.
Dificilmente elas deixarão de acontecer. Na verdade, a tendência é piorar, porque quando a gente leva a tal vida de gente grande, passa a lidar com outras 'gentes grandes' que têm um cérebro do tamanho de um amendoim de saquinho e pensam que estupidez é sinônimo de superioridade.
Aí, a solução é decidir como esses acontecimentos diários irão afetar seu humor. (E eu geralmente escolho o mau humor).
Fica cada vez mais difícil engolir a indiferença e arrogância das pessoas que a gente encontra por aí e eu bem acho os velhos clichês deveriam funcionar como mantra para esse povo menor (adoro usar essa palavra, gente. acho o auge da inferioridade).
Então frases como "É hoje e não é amanhã" "Te pego na virada" e "Um dia tu ainda vai precisar de mim, bixinho " valeriam a pena.
* O restante do texto eu apaguei. Detesto conselhos mesmo...

domingo, maio 18, 2008

Da pós

Durante a aula...

- Deda.. (sussurrando)
- Dedaaa (sussurrando)
- Oi... (sussurrando)
- Não quero mais fazer essa pós-graduação! Esse negócio de estudar não adianta...Eu quero ir pra academia, namorar um cara sarado e ter muito amor e sexo tórrido com ele!
- haha

terça-feira, maio 13, 2008

da ausência

Preciso de uma agenda para anotar todos os compromissos do mundo inteirio, inclusive, atualizar o blog.
A ausência pode ser dividida em 23,7% de desculpa esfarrapada, 36,2% de preguiça, 15,8% de problemas pessoais e 24,3% de trabalho duro.
Falta de assunto nem é, porque eu sempre tenho bobagem pra comentar e reflexões absurdas pra compartilhar, mas agora não tá dando, entende?
Não dá pra postar todo dia. É um compromisso muito sério pra eu aceitar assim, de cara. Não tô preparada pra arrumir essa responsabilidade agora. Quem sabe no futuro...
Um beijo e me liga!

domingo, maio 04, 2008

das ironias

Mulher morre atropelada pelo próprio carro no interior de SP

da Folha Online

Uma dona de casa de 49 anos morreu no final da tarde de sexta-feira ao ficar presa debaixo de seu próprio carro, na garagem de casa, em São José dos Campos (97 km de São Paulo).
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas disseram que a mulher tirou seu carro --um Gol cinza-- da garagem de casa para que a filha pudesse tirar o carro que estava atrás. Segundo os relatos, depois da saída da filha, a mulher estacionou o Gol na garagem novamente e foi fechar o portão. Naquele momento, o carro se soltou e a atingiu.
Os gritos da mulher chamaram a atenção da filha e de testemunhas, que acionaram o resgate. Quando os socorristas chegaram, porém, ela já estava morta.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e será investigado.

Er...Complicado...


quarta-feira, abril 30, 2008

Saiba como transformar seu blog em um sucesso da Internet

por Lilian Ferreira UOL Tecnologia

Em meio a mais de 110 milhões de blogs no mundo inteiro e novas tecnologias surgindo a cada momento, você pensa em como se destacar na multidão. O UOL Tecnologia buscou a opinião de blogueiros famosos —que ensinam as táticas que deram certo, intencionalmente ou não— e também de especialistas que explicam como aumentar a visibilidade de seu blog nos sites de busca.

Conteúdo sempre novo: "Post e pão, tem que ser quentinho". Eis a primeira dica de Rosana Hermann, que toca o blog Querido Leitor. Os internautas querem sempre novidades para voltar ao blog. Se eles entram uma, duas vezes e está sempre o mesmo post, o interesse acaba. (Já perdi pontos aqui)

Juca Kfouri conta que virou escravo de seu blog. Ele posta até oito vezes por dia para "dar conta" de toda a audiência e passar para os leitores o que eles esperam de seu blog. "Os internautas aguardam meus comentários após os jogos". (Mas esse é o segundo post do dia. Avance uma casa)

Uma saída é deixar claro que os posts seguem uma periodicidade —de preferência, no máximo, semanal— para que as pessoas saibam quando voltar e encontrar novidades.

Linguagem fácil e rápida: "Escrever textos curtos é o ideal. Se forem muito longos, que sejam divididos em parágrafos curtos e com subtítulos", ensina a blogueira Liliane Prata. Ela destaca ainda que "ninguém tem paciência de ler um texto mal escrito", então, preocupe-se com gramática, coesão e didatismo. "Se você escreve um texto sobre como o Evandro é legal, o leitor não é obrigado a saber que o Evandro é seu namorado", completa. (E lá se vão mais alguns pontos, porque tô deixando o texto mais longo com esses comentários 'abéis'. Mas eu não poderia deixar de compartilhar essa fórmula de sucesso com meus amigos blogueiros. Não quero ser famosa sozinha, né?)

"A audiência do blog foi a maior surpresa da minha vida", diz Juca Kfouri. Ele começou a blogar para ter uma "coluna" no UOL e quando viu o sucesso não soube explicar a razão. A linguagem ligeira, em frases curtas e espaçadas, é apontada como um dos diferenciais.

Permanente interação com os visitantes: "O ponto principal do blog é interagir com o público", afirma Fernando Meligeni, o Fininho, ex-jogador de tênis, que tem há nove meses o Blog do Fininho. Ele diz que sua principal intenção no blog é colocar as pessoas para discutir temas —e não dar uma opinião final sobre o assunto. "Tento mostrar que não sou o dono da verdade e gosto que os leitores escolham o que querem ouvir. Vou de acordo com o comentário". Assim, ele aproveita os comentários no blog como sugestão para novos posts.

O relacionamento com o internauta tornou-se pessoal para Juca. Ele explica que o principal do blog é a troca de idéias e aproximação entre autor e leitor. "Semana passada, até disse que não poderia postar porque estava com um problema particular e acabei preocupando vários fãs e amigos. A gente escreve o que não deveria por causa dessa proximidade".

Rosana Hermann ensina que tratar bem todos os leitores é essencial: "eles são o seu patrimônio", diz. Ela completa lembrando que se algum "verme" começar a atrapalhar o bom andamento do blog, ele deve ser eliminado. (Boa, boa...)

Uma outra dica, dada por Liliane Prata, é sempre visitar outros blogs e deixar comentários. Assim, você cria uma rede entre blogueiros que ajudam a popularizar o seu blog. (Eu já não tenho leitores fiéis e a reciprocidade de visitas pode ser comparada à periodicidade dos posts. Volte 15 casas)

Usar todas as tecnologias possíveis: Atualmente a tecnologia vem contribuindo com mais e mais ferramentas que podem ser usadas nos blogs, como vídeos, áudio, enquetes, imagens etc. Rosana Hermann destaca que todos os recursos devem ser utilizados, como postar pelo celular e até enviar uma foto com um bilhete para o blog (o que ela já fez). (Ela já, eu não. Aliás, nem sei como faz isso)

Já Fernando Meligeni apostou em uma nova modalidade. Em vez de colocar fotos e vídeos relacionados ao tema, ele gravou um vídeo com seu comentário, publicou no Videolog e postou no blog. "A repercussão foi incrível, em poucas horas já tinha mais de 100 comentários", conta, entusiasmado com as novas possibilidades. (ô lôco, meu!)

Responsabilidade: O blog é responsabilidade do dono, por isso, ele deve monitorar os comentários deixados pelos visitantes. Além disso, criar reputação é muito importante. "Se errar, conserte. Se o post for patrocinado, diga. Respeito é algo que se conquista ao longo dos anos", diz Rosana Hermann.

"Se o internauta vai até o blog é um sinal de respeito pelo seu trabalho, então você deve respeitá-lo sempre para manter um diferencial", afirma Meligeni.

Identidade - "O site deve ter uma linha editorial, mesmo que flexível", esclarece Liliane Prata. Isso é importante para criar um público fiel que tem interesse no assunto e sempre volta ao blog para se atualizar.

Fernando Meligeni sabe bem como é isso. Seu blog é voltado especialmente para o tênis, modalidade que praticava, e sabe que seu público além de se interessar por ele, também gosta do esporte. "Quem visita meu blog entende de tênis e quer saber como o Nadal deve se sair no próximo torneio", conta. (Quem visita o meu entende de coisas sugestíveis, ora bolas! Pra quê linha editorial mais definida?)
Eu incluiria ainda 'postar textos alheios sobre temas polêmicos e populares'. Isso aumenta mesmo a audiência...

das quartas de mudança

Esquadrão da moda


Agora inventei um compromisso inadiável para o meio da semana: as quartas de mudança do Discovery Home & Heatlh (por isso não me liguem entre 18h e 22h!)
Vejamos a programação:

Modelo por um dia
Eles escolhem uma mulher com auto-estima lá no fundo do poço, levam-na para um estúdio, deixam-na experimentar 317 roupas de marcas famosas que ela nunca vai poder ter, convidam um daqueles maquiadores milagrosos, que já maquiou famosas como Mariah Carey e Beyoncé, escolhem um cenário e fazem uma sessão de fotos com um fotógrafo super empolgado que deixa a mulher se sentindo a própria Gisele Bündchen. Dias depois levam a...er... ‘modelo’ para Times Square e ta lá a foto dela estampada numa das avenidas mais famosas de Nova York. Simples assim.

10 anos mais jovem
Esse é o seguinte: o programa escolhe um homem ou uma mulher com aparência descuidada, arrasada, desleixada e o (a) colocam em uma cabine transparente, à prova de som, em um lugar movimentado. Aí o apresentador entrevista umas 100 pessoas e pergunta qual a idade que a pessoa da cabine tem. Depois disso eles vão pro estúdio e o programa faz a média de idade que deram pra pobrezinha. Aí, meu amigo, é lutar pra fazer a mulher 10 anos mais jovem. Vale tudo: uma aplicação de botox ali, uma limpeza de pele aqui, colocam uns dentes que estão faltando, clareiam os que sobraram, cortam cabelo, compram roupas novas e voilà! A quarentona se transforma em uma trintona novinha em folha. Aí volta pra cabine, entrevistam mais 100 pessoas, fazem uma nova média e pronto: 10 anos mais jovem! (pelo menos naquele dia)

Esquadrão da moda
Esse eu acho meio sacanagem, mas as pessoas indicadas realmente precisam mudar. Um amigo, irmão, vizinho, primo distante indica uma pessoa que se vista mal, esteja fora de moda ou fora de qualquer padrão aceitável pela sociedade, como usar meias compridas com listras coloridas para ir trabalhar.
Então eles fazem um vídeo secreto por uma semana pra mostrar como ela se veste no dia-a-dia e mandam para o programa.
Aí a dupla dinâmica Stacy e Clinton entra em ação e aborda a vítima no trabalho, por exemplo. Eles avisam que ela foi indicada a participar do programa porque se veste mal e a obrigam a uma sessão tortura com a exibição do vídeo secreto. Depois perguntam se ela aceita participar da transformação e oferecem um cartão de crédito com US$ 5.000 para ela gastar em roupas, mas, em troca, ela tem que entregar seu atual guarda-roupas. Tem gente que fica puta da vida com a ‘brincadeira’, mas com uma câmera na cara e um cartão com cinco mil, elas acabam aceitando.
Aí ela recebe regras de roupas mais adequadas para cada ocasião e para o tipo de corpo que tem e vai às compras. Depois passa por uma reforma de cabelo e maquiagem e ta prontinha. Os parentes organizam uma festa e ela chega toda de visual novo pra comprovar o sucesso da experiência.

Não gosto dos reality show do tipo BBB, mas passo horas em frente à TV assistindo esses ‘antes e depois’ que os americanos idolatram.
No Brasil esse tipo de programa também tem dado resultado. O Lar Doce Lar do Caldeirão do Huck não passa de uma cópia modesta do Extreme Makeover do People & Arts e o Troca de Família é igual que o Troca de Esposas do mesmo canal.
Se daqui uns dias vcs virem algum programa novo no formato de algum desses descritos ali em cima, não será mera coincidência, mas a fórmula do sucesso.

sexta-feira, abril 25, 2008

dos mistérios

Se eu acreditasse em seres do outro mundo e entidades do além, certamente não viveria mais na minha casa. Não chega a ser um lar mal assombrado, mas coisas estranhas andam acontecendo. Na verdade, uma só coisa estranha anda acontecendo, mas é o suficiente para espantar os mais crédulos.
O aparelho de som lá de casa nunca foi essas coisas, mas sempre deu conta do mínimo: tocar música.
Ultimamente nem isso ele tava fazendo, então aposentamos o pobre. Ele continua lá em cima da TV, mas ninguém liga o bixinho.
Talvez essa seja a razão dele ter ligado sozinho às 4:43 da manhã, tocando Smile da Lily Allen em alto e bom volume.
Demorou pra entender a mensagem, mas acho que ele só quer atenção. É apenas um apelo de quem foi deixado de lado...
Por isso mesmo anda repetindo a cena com freqüência, principalmente quando estamos assistindo televisão.
Dramático.

terça-feira, abril 22, 2008

da volta às aulas

Voltei a estudar. Depois de quatro meses longe da sala de aula, voltei ao status de aluna. Não era um sonho, já que não morro de amores pela vida acadêmica e não me importaria em continuar à toa nos fins de semana, mas o tal mercado pede atualização e não espera muito tempo por isso.
A pior parte do retorno é continuar de onde parou. Então eu passei mais de dois meses parindo uma monografia, depois quatro meses de resguardo e quando volto ta lá o TCC de novo e as benditas normas da ABNT. Não há cristão que tenha paciência.
Pra completar, eu ‘crente’ que as aulas seriam dadas em um fim de semana por mês, mas descobri que a tortura é de 15 em 15 dias.
O que me consola é ver o Hermington escondendo a bolsa da Fabiana como se nós estivéssemos no segundo período de jornalismo, na velha Ufac.

sexta-feira, abril 18, 2008

Eu não disse?

Caso Isabella faz audiência de telejornais crescer até 46%
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da Folha Online

Com a cobertura da morte da menina Isabella Nardoni, 5, a audiência dos telejornais cresceu até 46% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de março --é o caso do "Brasil Urgente", da Band. A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
A audiência do "Balanço Geral", da Record, cresceu 25%. Ontem, o programa tinha em seu cenário uma cama, como se fosse a de Isabella. Já o "Fala que Eu Te Escuto", da Igreja Universal, "reconstituiu" o crime com atores.
Ao caso Isabella também são atribuídas as consecutivas lideranças da Record no período matutino.
No "Jornal Nacional", a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos na edição da última terça-feira (15), o equivalente a 37% do telejornal. A Globo mobilizou 18 repórteres, oito produtores e 20 cinegrafistas para cobrir o caso. Eles fazem plantões permanentes em casas de parentes de Isabella e em delegacias.

terça-feira, abril 15, 2008

Façanha

Sugestível alcançou a inédita marca dos 27 comentários em um único post. Nossa central de visitas registrou a alta participação do anonimato, o que alavancou o ibope do blog.
Agora vejamos: em dois anos e quatro meses de existência, Sugestível só teve resultado parecido no post de 9 de junho de 2006, quando arrebatou 15 comentários por um histórinha besta na faculdade, mas que quase me rendeu um processo. Daí o interesse do público.
Outro valor parecido foi no post de 11 de fevereiro, com o famigerado roubo da minha câmera fotógráfica. Polêmica.
Depois disso, nada!
Então eu resolvo publicar um texto alheio e acontece isso. Foram uns dez comentários num intervalo de meia hora. Vocês imaginam o significado disso? Não, vocês não imaginam.
É mais ou menos o acontece com a mídia. Ela se aproveita de uma fatalidade ou qualquer assunto que, à primeira vista, possa parecer desinteressante e transforma no que ela quiser.
O caso em especial já dava ares de grande matéria. Bastou explorar um pouco, conseguir arquivos pessoais, entrevistar meio mundo e a novela estava pronta.
Foi assim que mais de 20 pessoas que nunca tinham lido esse blog, mas que assistem ou assistiram ao Jornal Nacional uma vez na vida, tiveram opinião suficiente para comentar nesse post.
É claro que há ainda o problema da interpretação. Algumas pessoas não lêem antes de comentar e, quando o fazem, não entendem o que está escrito...Acabam escrevendo o oposto do que está no texto. Porém, a essa altura, nem os mestres da Teoria da Cultura de Massa dariam conta do recado.
No mais, não importa se são Isabellas, Carolines, Marianas ou quem quer que seja. A mídia é formada por empresas e empresas visam lucros. A mídia não está interessada em fazer justiça, mas em vender notícia. E, enquanto isso render, a história estará no ar.
Se eu soubesse, teria publicado o texto antes. A diferença é que eu só ganho comentários.

segunda-feira, abril 14, 2008

“Caso Isabella virou novela doentia”

Claudio Leal

A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina.

Há indícios de que ela tenha sido assassinada. Esse é o enredo central. O resto, segundo o antropólogo Roberto Albergaria, é a construção de uma novela “trágica” e “doentia”.
Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris VII e professor da Universidade Federal da Bahia, Albergaria critica os exageros da cobertura midiática e aponta uma abordagem “classista” e “racialista” do crime. “Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética”, afirma.

- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.
O surgimento de reviravoltas, vídeos da menina, sangue nas camisas, testemunhas surpreendentes (o garçom do bar em que a tia de Isabella estava no dia da morte), os parentes, os vizinhos (personagens fatais na obra de Nelson Rodrigues), compõem o painel da novela. Para Albergaria, a mídia transformou o crime “em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas”.

- O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo… E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
O antropólogo exerga outra distorção: ajudada pelo mistério, a novela em que se transformou o caso Isabella vale mais do que os fatos, e tira do debate público temas mais relevantes.

- A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato - analisa Albergaria.
A seguir, a íntegra da entrevista.

Terra Magazine - Como o senhor analisa a cobertura do caso Isabella na mídia? Os vizinhos, a tia, a roupa, o sangue, os vídeos… Há um lado doentio nesse interesse minimalista?
Roberto Albergaria - Há, sim. Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana. É você transformar um fato, evidentemente grave, em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas. Até que apareça outro. Não é uma questão puramente brasileira. É como aconteceu na Europa com o caso Madeleine. Por que essa menina foi escolhida como a bola da vez, a coitadinha da vez? Primeiro, porque já havia o modelo europeu. O caso Madeleine é alimentado por jornais sensacionalistas ingleses. Houve até recompensas. Segundo, ela é, digamos assim, “a vítima ideal”. Porque há um viés classista.
Por que classista?
Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética. Se ela fosse muito feia, se ela fosse um pequeno “canhão”, não daria. As revistas semanais escolheram as fotos mais fotogênicas pra ressaltar isso.
E não é um caso, aparentemente, para um Sherlock Holmes…
É isso. Não existe mais muita diferença entre o jornalismo e a ficção, entre a novela e o jornal das 20h. O tratamento dado a um fato verdadeiro é o mesmo dado a um fato novelesco. Vão fazer render esta novela com todos os ingredientes possíveis. Aí entra o que eu chamei de viés classista. Ela é uma menina de classe média, branquinha. Na maioria dos Estados brasileiros, sobretudo aqui na Bahia, onde você tem uma maioria negro-mestiça, uma menina branca vale mais do que uma menina negra. Do ponto de vista dos Estados nordestinos, há esse lado racialista. A mídia dá um centímetro para as meninas negras que morrem.
Há muitas mortes de crianças na epidemia de dengue no Rio.
São geralmente crianças pobres. A mídia pega um caso de pobre e dois de ricos. Mas, no Rio de Janeiro, não há o elemento do mistério. Há a política. O que as pessoas querem é o filtro do mistério, da novela, da descoberta… Pra você entender esse caso, há um concurso de causas e circunstâncias. É um infanticídio. Na sociedade ocidental, o infanticídio é um pecado, uma falta muito forte. A possibilidade de ela ter sido morta por um dos pais é também um elemento de grande emoção para o público telespectador caseiro. Hoje se dá muito valor às crianças. Antigamente ela não era importante.
Quando é que nasce a valorização da infância?
Nasce no século XVIII, com o mundo burguês. A criança se tornou o menino-rei, o núcleo simbólico da família nuclear burguesa. Antes, nas famílias aristocráticas, nas famílias pobres, você tinha unidades familiares com vários filhos. A perda de um filho era a perda de um único filho, não fazia tanta falta quanto iria fazer no mundo burguês, que tem no filho o futuro daquela unidade familiar. Além disso, eram poucos os filhos. Agora, há o filho único. Então, há esse viés infantilista, ou juvenicista, que tem a ver com a própria cultura contemporânea. O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo - e o medo, o assombro, a tragédia do infanticídio. E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
Qual é o grau de envolvimento dos jornalistas com essas tragédias?
O jornalismo passa a se envolver, no Brasil ainda pouco. Os jornais sensacionalistas ingleses chegaram a oferecer recompensas milionárias no caso Madeleine. É como se o jornalismo fosse parte dessa novela, parte integrante das investigações, das denúncias. Sobretudo na definição do que é importante para o telespectador, o ouvinte ou leitor, ter como elemento de reflexão. A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato.

domingo, abril 13, 2008

Natex

Semana passada foi inaugurada a fábrica de preservativos Natex, em Xapuri.

Nada sugestível esse nome!

sexta-feira, abril 04, 2008

Diário de Bordo - Lembra?

Olinda, quero cantar a ti?

Eu já estou querendo viajar de novo, mas preciso terminar de contar as minhas férias do verão de 1958, lembra?
Depois de Porto de Galinhas e Praia dos Carneiros era hora de conhecer o famoso carnaval de Recife. Sempre que me perguntam se eu gosto de carnaval eu me declaro como não muito fã da festa, mas que participa pra não perder o feriado. Porém, depois dessa última experiência, mudei meu status para ‘não gosto mesmo de carnaval’.
Acho que a primeira noite que fomos ao Recife Antigo foi na sexta-feira. Eu já não estava muito animada, porque o Edson, como de costume, atrasou um monte e o cansaço da praia só pedia cama. Mas, pra não ser a mais chata da turma, fui.
Não tava lotaaaado, mas tava cheio. E pra quem está acostumada ao aperto do Folia na Gameleira, deu pra encarar na boa.
Muita gente bonita, animada e fantasiada. Sim, ao contrário do que acontece aqui, em Recife todo mundo se fantasia. Criança, adulto, velho, qualquer um, de qualquer jeito e em qualquer dia...Não tem esse negócio de sair o Bloco dos Sujos no domingo e os homens se vestirem de mulher. O povo tá fantasiado toda hora.
O ritmo é o mesmo: é frevo, é frevo, é frevo. Pra quem não conhecia foi até interessante no começo, mas depois fica chato quando a gente vê todo mundo cantando as músicas e não sabe a letra. Senti saudades de “Aiiii, morenaaaa, deixa eu gostar de vocêêê”, na voz de Carlinhos Bahia.
Pra mim, era só uma chance de conhecer o carnaval de outra cidade, mas para as seis mulheres solteiras que estavam comigo era uma oportunidade e tanto. Minha prima ficava indignada com a falta de atenção masculina. “Meu Deus, a gente ta tão fácil aqui, tão disponível...Como é que ninguém percebe?”. O saldo da noite tão foi tão bom quanto elas esperavam, mas alguns representantes da classe masculina se manifestaram para a satisfação feminina.
Pra mimm, a noite foi salva por Paulo Miklos. Quando tudo parecia perdido, olho pro telão e vejo um rosto conhecido...Corro lá pra frente do palco e tá lá o Paulinho cantando Bichos Escrotos, bixo! Pulei e gritei até não querer mais. Isso foi, certamente, o melhor do carnaval em Recife.
No sábado era dia do Galo da Madrugada, o famigerado galo carnavalesco. Nesse dia, chegamos ao sábio consenso de não enfrentarmos a muvuca e ficamos no hotel acompanhando tudo pela TV. Patty, que não queria ficar atrás, ligou pra prima dela aqui em Rio Branco e disse pra ela ficar acompanhando na Band pra ver se conseguia nos ver no meio da multidão...Enquanto isso, eu e as meninas ficávamos gritando perto do telefone e utilizando expressões carnavalescas para tornar tudo o mais real possível: “Uhuuuuu...Voltei Recifeeee, foi a saudade que me trouxe pelo braço...” “Ta muito bom aqui, olha aquele gato passando!!!”
Depois da farsa, voltamos a ver TV.
Ainda na expedição “Carnaval em Recife”, resolvemos conhecer Olinda. Combinamos de ir no domingo, cedo, mas o dia foi passando, o sol esquentando, e chegamos lá no fim da tarde.
Olinda é o seguinte: aquele monte de gente indo e vindo o tempo todo, aqueles bonecos gigantes e simpáticos e uma ladeira maceeeta.
Quando pensávamos que o pior era subir a ladeira, encontramos o inferno lá em cima. Não sei quem diabos teve a idéia de me colocar à frente da expedição, só sei que quando eu percebi já estava sendo esmagada, esmurrada, pisoteada e asfixiada tudo em um intervalo de 3,5seg. O esquema ali é complicado e eu quase não escapo...
Quando consegui chegar a um lugar seguro, não quis sair de lá nunca mais, mas saí. Demos umas voltinhas, ouvimos mais frevo, tiramos umas fotos (eu com uma cara nada simpática) e resolvemos descer a ladeira e voltar para o hotel de onde nunca deveríamos ter saído.
Na volta, veio o problema do ônibus. Havia 317 mil pessoas no ponto e eu me vi não conseguindo entrar no ônibus.
De repente aparece um moço milagroso oferecendo um microônibus pra Boa Viagem e cobrando só R$1,00 a mais que a passagem. Corremos lá e garantimos nosso lugar no fundão.
Seis mulheres (Raquel não foi de novo. Ficou dormindo no hotel) bem sentadas e voltando felizes para ‘casa’. Aí entrou uma galera super animada no ônibus falando que era aniversário da Raquel (que não era a nossa, porque, como eu disse, ela ficou no hotel dormindo). Então a Patty, pafrente que só ela, puxou o “Parabéns pra você” e todo mundo cantou. Aí começou uma cantoria no ônibus liderada pela Patty. Era só ela dar uma palhinha que o pessoal continuava e “É tome, tome, tome, tome, tome, tome”. Na metade da viagem Patty já era identificada como Joelma da Banda Calypso. Pelo menos ele sentiu que éramos da Reigão Norte. Chegamos a salvo e fomos dormir.
A segunda-feira foi uma chatice.
As fichas estavam todas apostadas na terça-feira, meu penúltimo dia na cidade e que nem na cidade foi, porque fomos pra Paraíba.
Essas poucas distâncias entre os municípios do Nordeste me fazem pensar que eu seria uma pessoa bem feliz se morasse na região, porque se aqui, que as cidades do interior não têm muito atrativo (a não ser uma zona franca pra comprar muamba), a gente enfrenta duas, três horas de viagem pra se distrair, imagina eu tendo a possibilidade de estar em outro Estado em duas, cinco, dez horas! Eu ia mesmo!
Pois então...Em duas horas chegamos na Paraíba. A primeira parada foi na Praia Bela: mar brabo e onde ganhei a prova do líder pela resistência ao sol. A próxima foi a de Tambaba, famosa por ter uma área naturista, mas essa parte melhor deixar quieto. Sem dúvida uma das praias mais bonitas que vi. Fiquei encantada com o visual.
A última foi a Praia de Coqueiros, que tinha uma descida monstra de terra batida e a gente teve que ir a pé, porque a van até descia, mas não garantia a volta. Lá também é bonito, mas foi só pra descansar e se despedir do mar.
Não sei se cheguei a comentar aqui nossa filosofia turística, mas no final da viagem ela foi se tornando cada vez mais presente. “Um dia de pobre e um dia de rico”, essa era filosofia. Então um dia nós almoçávamos filé de peixe e camarão ao molho e no outro, cachorro quente da barraquinha na praia. E foi assim até o fim...
Por falar em fim, enfim, a viagem está acabando, mas as considerações finais eu deixo pro último post do diário. Juro!




quinta-feira, abril 03, 2008

lombinho

Quando eu não almoço em casa:

- Manaaaaaaaa, cadê você?
- No trabalho, ora.
- E eu nunca mais vou te ver?
- Só 18h.
- E tu vai viajar amanhã pra Brasiléia é?
- Vou...
- Por que, mana?
- Porque vai ter uma evento lá e eu tenho que escrever uma matéria.
- E tu vai poder me levar?
- Não.
- Ahhhh :(. Então volta logo
- Tá.
- Beijos!
- Beijos

* Ela parece ter 6 anos, mas tem 16.

quarta-feira, abril 02, 2008

amiúde

A frase mais certa da vida é que pensar enloquece. Quando não enlouquece, rende reflexões absurdas e bestas, como por exemplo:

“Eu desço dessa solidão
espalho coisas sobre um chão de giz
há meros devaneios tolos a me torturar
fotografias recortadas em jornais de folhas,
amiúde”

Chão de Giz – Zé Ramalho

Nunca na vida ouvi outra pessoa falar ‘amiúde’. Eu só canto 'amiúde' com o Zé e nunca saberia que significa ‘repetidas vezes’ se não fosse olhar no dicionário.

Outra:

“Aqui nesse mundinho fechado ela é incrível
Com seu vestidinho preto indefectível”

Garota Nacional – Skank

Eu sempre cantei ‘indefectível’, mas não lembro de ter usado a palavra em outra ocasião, muito menos de saber que é o mesmo que ‘infalível’.
Deve ter uma penca de outras palavras solitárias que quase ninguém fala e que estão perdidas por ai, mas lembrar que é bom...


sim, nós juramos!

Finalmente o grau está colado.

sexta-feira, março 28, 2008

assaltar pode, pichar não!

Ainda sobre assaltos e coisas que fazem falta, descobri que outra moça foi assaltada no mesmo lugar. Levaram a câmera digital também, mas não sei se o cara foi tão gentil com ela quanto foi comigo.
Soube, ainda, que um amigo dela tentou protestar contra a falta de segurança do local, tentando pichar os muros e acabou preso.
Essa versão chegou por terceiros, mas os jornais impressos traziam apenas o vândalo de 24 anos que queria destruir o espaço público.
Tô esperando chegar a um saldo de cinco assaltos para criar uma associação de vítimas, mas a solução para isso é bem simples: basta todo mundo andar com uma lata de spray e fingir que vai pichar as lindas paredes do Mercado Velho que a polícia aparece rapidinho.
:D

segunda-feira, março 24, 2008

da falta que faz


Às vezes eu até penso que me conformei, mas quando chega o domingo bate aquela saudade danada. É aquela dor de perder uma filha querida...
Eu já não tenho mais esperanças de encontrá-la, mas penso nela quase toda noite. Se está sendo bem cuidada, alimentada, tratada com carinho...E nessa hora eu sonho. Imagino uma bela tarde de domingo no Mercado Velho e de repente aparece alguém com a minha filha. Fico observando de longe para ter certeza se é ela. Chego como quem não quer nada e peço pra ver de perto, fingindo interesse em comprar uma igual. Quando ela vem para os meus braços, tenho certeza: “É minha filha!”. Toda mãe sente essas coisas...
Não mais que de repente saio correndo com ela. Não olho pra trás e nem desmaio com pressão baixa. Só corro.
Ele manifesta populares que me param. Eu digo:
“Eu tô roubando ela de volta pra mim, seu babaca”.
Ele tenta recuperar a força.
Como em um bom sonho, internalizo um super-herói. Com a força de Uma Thurman em Kill Bill, misturada com a delicadeza do Cap. Nascimento em Tropa de Elite, dou uma voadeira que ele cai no chão. Enquanto ele tenta se levantar eu começo a dar chutes e pontapés, acompanhados de expressões de apoio:
“E agora, seu merda? Quem é que vai levar a câmera da menininha, quem? Seu viado, maconheiro, traficantezinho de merda, você que financia o tráfico! Seu bosta! Seu viado!”
E vou embora feliz da vida.
Infelizmente a real é que ontem soube que ela está em um novo lar. Alguém a ‘adotou’ por míseros cinquentinha. Não sei quem são os novos pais, nem como estão cuidando da minha filha, mas espero, sinceramente, que ela fique com depressão por não ser tratada da forma que deseja, perca as forças por não ver explorado todo o seu potencial e morra para sempre. Amém!

domingo, março 23, 2008

da folga

Para uma semana santa (que nem é de fato uma semana, já que, oficialmente, o feriado é só sexta-feira, por isso mesmo trabalhei até às 19h de quinta; o sábado é dado de presente às vezes, e o domingo é, tecnicamente, o primeiro dia de uma nova semana. Tudo isso não passa de uma ilusão para enganar pessoas desesperadas por um descanso) sem expectativas, eu diria que foi agradável.
O plano - que nem era plano, e sim uma vontade tremenda - era de ver filmes atééé o infinito! Ver todos os filmes da vida inteira que eu tenho vontade de assistir e não tive oportunidade, mas, como eu imaginava, a oportunidade também não apareceu no feriado. Os filmes que eu quero nunca têm na locadora e eu não sei baixar essas porcariazinhas na internet (e não venham me dizer que é fácil. Eu simplesmente não sei e não quero aprender. Eu quero o filme pronto pra dar o play)
Então, recorri ao cinema. Fui ver Juno que, milagrosamente, chegou aqui em pouco tempo. Juno é aquele filminho basiquinho e simpático que concorreu ao Oscar sabe-se lá por quê. Os caras do Oscar sempre inventam essas coisas de última hora, mas é bonzinho sim.


No sábado surgiu um convite de cinema em casa e fui ver Caçador de Pipas. Já tava querendo assistir desde que viajei, mas no dia que decidimos ia ao cinema, a terra do frevo resolveu fechar as portas do cinema.

O irmão da Patty baixou o filme e fomos assistir na casa da Manu. Loading...loading...e nada. Não funcionou. Descobrimos que estava em uma formato divx, e que não era qualquer dvd de 90 reais da Bolívia que conseguia ler. Então fomos todos pro quarto do Edu ver no computador. Assim como todo filme de livro, Caçador de Pipas é incompleto. Você fica lembrando de todos os detalhes e cenas minuciosamente descritas no livro e que o filme não deu conta de repassar. É aquela frustração de não ver os personagens da forma que você imaginou e nem ouvir as falas mais emocionantes. Não me orgulha dizer que li o livro, porque metade do mundo leu também, mas, certamente, quem chora no filme não conhece a história. E olha que eu sou chorona...

quinta-feira, março 13, 2008

luz-câmera-ação

Existe um aperto no coração de uma saudade já anunciada. Eu passo a noite revendo as fotos e relembrando as cenas e os sorrisos.
A sala quase sempre escura e gelada. A hora do lanche na cantina improvisada. Os prédios coloridos...
No último dia de março recomeçam as aulas do curso de cinema na Usina de Arte João Donato e eu, infelizmente, não estarei lá.
Comecei o curso por uma questão de honra: havia passado no processo seletivo e se eu não pegasse a vaga, outros aproveitariam.
Hoje posso dizer que foi a coisa mais útil que eu fiz o ano passado e que viveria tudo de novo pela sétima arte, seja lá quais forem as outras seis.
Os filmes que vi, professores que tive, amigos que fiz, festa que organizamos e trabalhos que executamos estão devidamente guardados nas fotos e no coração. Mesmo assim, eu queria mais...Queria poder dar continuidade ao processo e aprimorar o que aprendi, mas, infelizmente, eu não estarei lá.
Não por falta de vontade, mas por uma questão de escolha. Eu já previa que seria assim, mas a gente nunca está preparado, mesmo com planos.
Resolvi levar uma vida de gente grande e gente grande trabalha muito e o dia todo. Quase não sobra tempo pra se divertir e não sobrou tempo pra fazer cinema.

quarta-feira, março 12, 2008

Diário de Bordo - "Ad eternum"

A ilha perfeita

Durante a viagem pra Porto de Galinhas descobrimos que a agência também fazia um passeio pra João Pessoa, na Paraíba, e que só eram duas horas de viagem. Beleza. Contabilizamos os gastos, negociamos com o sr. Alexandre, dono da agência e fechamos. “Sete da manhã a gente passa aqui pra pegar vocês”
Acordamos às 5:30 pra dar tempo de todas se vestirem e tomarem café. Edson chegou 8:30h, daí vocês imaginam nosso humor: putas da vida! (só no humor, claro)
Edson tava no paredão.
Tínhamos desistido de ir!
(Muita) conversa vai, (muita) conversa vem, decidimos fazer outro passeio pra não perder o dia.
- Então vamos pra onde?
- Praia dos Carneiros.
- É boa?
- É sim!
-Tá bom então...

Fomos seis. Raquel ficou no hotel dormindo. A viagem foi longa e desanimadora.
Durante o trajeto, Lombinho, medrosa que só ela, ficava perguntando ‘Ô mana, onde fica isso, hein? Ainda não vi nenhuma placa com esse nome...’.
‘Sei não...’
De repente, não mais que de repente e sem aviso prévio a van pára.
Parecia cena de filme. Imaginem comigo:
Uma van com seis mulheres lindas e simpáticas, dois caras desconhecidos, parados em uma estrada sem fim com uma ponte interditada.
Eles saem do carro sem falar nada.
Começamos a olhar umas para as outras. Lombinho já tava morrendo no meu lado –“Mana, onde é que a gente ta?” “Ai meu Deus, mana, pra onde eles trouxeram a gente?”
“Sei não...” (com olhos do tamanho do mundo)
- Edson, pra onde a gente vai?
Silêncio
Então surgem mais dois caras e vão rodeando a van.
“Meu Deus, vão matar a gente e é agora!” - pensei

A porta abre.

- Pra onde a gente vai?
- Pra praia...( Edson)

Descemos apreensivas, até que descobrimos que os dois novos ‘guys’ eram os que faziam a travessia para praia.



- Mas a gente já chegou?
- Chegamos, mas pra ir pra praia a gente tem que pegar um barco que cobra R$ 20,00 por pessoa.

*iradas
- Mais 20 reais? Ninguém falou nada pra gente...
Lá ficamos nós 20 reais mais pobres.

O passeio de barco dava direito a um maravilhoso banho rejuvenescedor de argila. (mulherada iludida, se sujando toda de barro branco).
Depois seguimos para a “Ilha Perfeita”, que era um banco de areia, um tiozinho e um carrinho da Kibon. Pra quê mais? (eu dispensaria o tiozinho, claro)
Finalmente chegamos à Praia dos Carneiros, mas não havia carneiros lá.
Infelizmente o cara do barco teve que explicar isso milhões de vezes, porque volta e meia uma das meninas perguntava “Mas por que se chama Praia dos Carneiros?”. Ele até explicou pra mim, mas eu já esqueci.
Lá em Carneiros eu não queria saber de sol. Tratei logo de arrumar uma mesa na sombra e passei o dia lá. Isso me custou muito. Foi quase um teste de paciência, porque o sr. Alexandre (dono da agência) também não quis saber de sol e passou o dia inteiro me contando toda a história de Pernambuco e investigando minha vida. Eu até gosto de ouvir, mas também cansa. Sr. Alexandre era aquele tipo de pessoa que nunca ia aprender meu nome, então ele percebeu que as meninas me chamavam de Deda e passou a me chamar assim também. No meio da conversa (em que ele falava e eu ouvia), ele sempre soltava:
“Deda, Deda...”
“Deda – a jornalista do Acre”
E eu lá com meu sorrisinho amarelo...
Mas o dia foi bom. Eu juro!

terça-feira, março 04, 2008

Da série "coisas que só acontecem comigo"

Hoje fui a uma loja fazer uma entrevista com uns deficientes auditivos para uma matéria sobre inclusão social. O que eu não reparei foi que o meu uniforme era da mesma cor do pessoal da loja, logo, fui confundida.
- Ei, vc sabe onde estão aquelas lâmpadas assim e assado?
- Moço, eu não tabalho aqui, mas o rapaz que está me atendendo já volta e ele atende o senhor.

Chega o rapaz com os outros dois que eu queria entrevistar. Infelizmente a moça que iria nos ajudar ficou de férias e eu não sei falar em libras. Aliás, eu nunca quis tanto saber falar em libras como hoje. Você se sente totalmente limitado.
A solução foi explicar tudo no papel e tentar fazer a entrevista com um questionário.
De repente, o cara, aquele da lâmpada, se aproxima e começa...

- Você é o colírio dos meus olhos
- O_o
- Você é a Helen Ganzarolli! ( Eu já falei que ele é doido? Pois então...Ele é!)
- Ham?
- Você é a Helen Ganzarolli e aquela outra ali ( apontando pra fotógrafa e minha colega de trabalho) é a Ana Hickmann.

Continuei a escrever e ele do lado...

- Ela é canhota. Toda canhota é boa de matemática. Faz a soma aí: 3+6+4...

*Escrevendo...

-Eu gostei dessa pinta. Me dá essa pinta pra mim?

* Escrevendo...

- Gata, eu já vou indo...Vou indo...Smack! Não gostou, devolve, hein?
Smack! Não gostou devolve...

Na hora que a gente quer se concentrar, sempre aparece um abençoado pra atrapalhar. Eu querendo me comunicar com outro e me aparece esse doido falando à toa...Que mundo injusto!

Diário de Bordo - Alceu!!!

Depois da praia na chuva, resolvemos desfrutar das estruturas modernas de uma cidade grande: o shopping.
Como éramos muitas, fomos em dois táxis.
Lanchamos no Bob’s, babamos nas vitrines com promoções e compramos (besteiras, claro)
Passeio vai, passeio vem, eis que as meninas avistam um cara famoso na loja d’O Boticário.

-Olha ali, é o Alceu! (prima)

- Onde? (outra prima)

- Ali, menina! (prima)

-Tem certeza? (eu)

- Tenho, menina! Absoluta! É ele!

- Acho que não é não... (eu)

- É sim, menina. É que ele pintou o cabelo de preto e tá diferente...(prima)

- Vamos lá falar com ele? (uma das meninas. Eu lá lembro quem era)

Enquanto isso, Katy e Lombinho cantavam todo o repertório de Alceu “Eu digo e ela não acredita, ela é bonitaaa demaaaais”

- Gente, eu acho que é alguém famoso, mas não é o Alceu. Prima, é ele mesmo?

- Agora que tu falou eu já não tenho mais certeza...

Da manga rosa quero o gosto e o sumo... (elas continuavam cantando)

- É melhor a gente ir embora...

- Melhor mesmo... (eu)


À noite, na hora de dormir, a lâmpada acende:

MORAES MOREIRA! ERA O MORAES MOREIRA!

No outro dia, na hora do café, contei a todas e evitei o maior mico da história de Pernambuco.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Como eu ia dizendo...

Agora que faço parte da classe proletária, não tenho tanta resistência para atualizar o blog.
Trabalhar cansa, gente! Eu juro!
Assim que me adaptar à nova rotina, continuo o que comecei: o bendito diário de bordo que não acaba nunca mais...
:D

domingo, fevereiro 24, 2008

Diário de Bordo - Chegamos, Recife!

Navegantes...

O esquema era o seguinte: passar 12 dias em Fortaleza, seguir pra Recife, encontrar minha irmã, primas, mais uma amiga e fechar o circuito férias.
30 de janeiro, 9:00. Chegamos em Recife.
Depois de tantas horas de estrada, estávamos acabadas.
Paramos em um lugar que não era a rodoviária e pegamos um táxi pro hotel. Logo na calçada, rostos conhecidos: Cláudia e Katiuscia, que já estavam ‘locais’ e sabiam onde ficava tudo.
A manhã mais cansativa, mas, certamente, sinceramente, a melhor. Não vou esquecer.
Depois de ‘alojadas’, tomamos banho e dormimos pra sempre.
Lombinho e minha prima chegaram algumas horas mais tarde. Fomos acordadas e obrigadas a enfrentar Boa Viagem na chuva.
Agora a turma estava completa: sete acreanas loucas, soltas em Recife. Ai, papai!
À noite fomos dar uma voltinha pela orla e contar as novidades. Nem imaginávamos que iríamos conhecer Edson, o guia sedutor!
Edson trabalhava em uma agência que fazia passeios turísticos. Fechamos com ele e no outro dia fomos pra * Porto de Galinhas
Edson merece um capítulo a parte, mas condensarei em um parágrafo, porque eu já tô com preguiça de contar os detalhes. Vamos às características físicas: moreno, 1,80 ( eu acho), musculoso, sarado, simpático e atencioso com as clientes (até demais, eu diria).
Era um cara super gente boa, mas tinha um defeito: se envolvia demais na trama. No final das contas ninguém sabia em quem ele estava interessado. Quase uma novela.

*No próximo post eu conto como foi a viagem.

Diário de Bordo - Resumindo Fortaleza

Isaaaaano!

Na capital do Ceará ainda conhecemos Morro Branco, com suas falésias de areias coloridas e Praia das Fontes, um lugar lindo de viver para sempre e que nos rendeu as melhores fotos.
Fomos também ao Beach Park, claro, porque quem vai à Fortaleza e não dá uma passadinha no Beach Park, fica devendo...

Nesse dia eu estava dotada de uma coragem surpreendente e fui em quase todos os toboáguas assustadores, até no famigerado Insano (uma coisinha de 41m que dá um medo danado). Mas como eu estava ciente de que não ia voltar tão cedo ali e certificada de que ninguém thavia morrido, fui. Fui mermuuu.

No hotel de Fortaleza tinha um recepcionista que parecia estar super interessado na nossa viagem. Toda vez que chegávamos, ele fazia um comentário do tipo “Estão aproveitando bastante, hein? Nunca param no hotel...” “E aí, qual a programação de hoje?”

Os 12 dias estavam chegando ao fim e era hora de encarar as 12 horas de ônibus até a capital pernambucana.
Esse foi o momento mais estressante das férias.

Primeiro, porque tínhamos feito muitas compras e as malas já não estavam tão leves assim. Segundo porque não sabíamos que o primo da Patty não sabia o caminho pra rodoviária, entenderam?
Saímos às 18:30 do apartamento, com ônibus marcado para às 19:30 e às 19h ainda estávamos perdidinhos da silva. Patty teve logo um ataque de riso que não parou nunca mais e eu estava realmente com medo de perder o ônibus.

Conseguimos chegar na rodoviária umas 19:15. Contratamos uns carinhas para carregarem nossas malas e saímos feito loucas procurando a plataforma do ônibus. Quando já estávamos embarcando a bagagem, descobrimos que era o ônibus errado. E lá fomos nós procurar o ônibus certo, conferir passagem, colocar bagagem e finalmente sentar na poltrona.

Foi a segunda pior noite!

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Diário de Bordo - Agora vai longe...

Os dias foram intercalados entre compras e praias seguras: um mergulho rápido pra tirar a areia do biquíni, um solzinho pra dourar a pele e pronto.
Pra melhorar, encontramos os parentes da Patty que estavam lá desde o primeiro dia do ano (como eu disse, a gente encontra acreano facim facim).
Formamos uma turma de 15 pessoas. Íamos às praias, lojas, shopping e todos esses fast foods da vida.
Só que um dia nóes três resolvemos ir um luau que ia ter na Praia do Futuro, de táxi. Na verdade, não era de fato um táxi, e sim um amigo das meninas que morou aqui em Rio Branco e hoje faz esses ‘trajetos turísticos’em Fortaleza.
Combinamos direitinho com ele, só que pensávamos que ele ia nos deixar e ficar lá com a gente. Que nada. Ele não ficou e ainda nos deixou lisas, porque cobrou a ‘corrida’ do dia anterior e que pensávamos que íamos acertar depois.
Pois bem, “Já que a gente chegou aqui, vamos entrar e depois damos um jeito de voltar pro hotel”.
Na entrada, 15 pilas sem direito a carteira de estudante. “Tudo bem, tudo bem. Alta temporada é assim mesmo...”
Quando entramos, um DJ do Rio de Janeiro comandava a festa. O homem tocada funk do verão de 2000, com direito a passar cerol na mão, tchuchuca e afins. Acho que ele pensou “Essa galera aqui do *Norte só deve ouvir forró. Vou apresentar o funk pra elex!”

*Geralmente o povo do Sudeste se refere ao Nordeste como Norte.O que está acima deles é norte e acabou. Esse lance de regiões do Brasil não importa.

O jeito era dançar e fazer valer os 15 reais.
De repente as luzes da boate se foram e o cara anunciou uma banda de pagode (para minha tristeza). Pelo que deu pra perceber, era a revelação do pagode em Fortaleza, porque a galera dançava e cantava junto messsmo. E eu só rindo da minha desgraça.
Finalmente resolvemos ir embora.

- Sim, quanto a gente tem?
- Doze reais.
- Moço, quanto o sr. cobra pra levar a gente ali na Mosenhor Tabosa?
- Uns 23 reais...

“Tâmo lascada. Vâmo dormir na praia haha”

- Senhor, é que de manhã um tiozinho trouxe a gente pra praia e cobrou dez reais...
- Então, minha filha, você saia gritando aí ‘Dez reais! Dez reais!’Quem sabe ele aparece...

Nessa ora eu quis abrir um buraco e me esconder para sempre. Que homem ridículo! Mas não é que funcionou?
Na hora que ele gritou isso, um tiozinho ia passando e chamou a gente.

- Quanto vocês tem aí?
- Doze reais
- Tem quinze não?
-Não, tio, só-dô-zê. O sr deixa a gente o mais próximo possível.
- Tem problema não. Deixo vocês lá.

“E o dia foi salvo pelo tiozinho do táxi!”


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Diário de Bordo - O Retorno!

Continuando...

OK, OK, já faz quase um mês que cheguei de viagem e não terminei de contar o que aconteceu por lá. Mas eu ainda lembro (lembro?)
No domingão foi dia de ir à praia. Três acreanas que não viam o mar há um bom tempo...Aí vocês imaginam ‘a fome’ e as gafes turísticas.
Fomos à Prainha. Uma praia distante e mais tranqüila de Fortaleza.
Nossa primeira experiência foi terrível. Era um entra, não entra, um vamo, não vamo, que acabou nos rendendo bons caldos.
Eu quis logo ser a doida e fui entrando como se fosse a ‘Garota do Mar’. Levei uma surra bonita, que quase não volto...
Patty e Raquel tiveram experiências mais infelizes, que eu, particularmente “Prefiro não comentar”.
O dia foi regado a peixinho, água de coco e protetor fator 40.
Não adiantou!
Juro que tomei todas as precauções de uma turista amarela nos seus primeiros dias de praia: muito protetor, água e nada de bronzeador.
Não adiantou!
À noite comecei a me sentir mal. Náuseas, dor de cabeça, tontura. Um inferno.
Fui dormir na esperança de ter uma ótima noite de sono. Ilusão. Todo mundo sabe que esses ‘piriris’ adoram a madrugada.
Foi uma noite infernal!
Febre, vômito, fraqueza e dor de cabeça.
Se dependesse das minhas colegas de quarto, eu teria morrido, pq elas não viram nada disso.
No outro dia acordei acabada para sempre.
Chegamos à conclusão que praia todos os dias não ia rolar, então fizemos o que mulheres fazem de melhor: compras!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

CONVITE

Usina de Arte João Donato

Apresenta:

As produções dos alunos do curso de Cinema e Vídeo (aquele curso de fiz, lembram?), nesta quarta-feira (20/02), às 18h45, no Theatro Hélio Melo, como parte do projeto Circuito Documentário, que é uma realização da ABDeC/ AC em parceria com o Governo do Estado/FEM. Entrada gratuita.

A sessão é gratuita.

A programação exibe:

Secos e Molhados (Curta-documentário)
Giras (Curta-documentário)

A segunda parte da exibição trata-se do projeto intitulado "TV Usina":

Senadinho (Curta-documentário)
Catraeiro (Curta-documentário)
Senadinho A lenda da Mulher do Jacaré (Curta-documentário)
Noossa (Réporter Interativo)
Camundogs (Vídeo Clip)
Yaconawas (Vídeo Clip)
Poesias Interpretadas
O Sono da Razão (Curta-ficção)

BORA?

do novo

Existe uma insegurança e um desconforto sempre que as coisas acontecem pela primeira vez.
É um friozinho na barriga que deixa a gente com vontade de se esconder.
Já fazia um tempinho que eu não me sentia assim, mas a vida é cheia de etapas e volta e meia a gente passa pela mesma situação.
Não chega a doer, mas é aquela sensação esquisita de não saber o quê e quando falar e, principalmente, de não ter com quem conversar. É como se você tivesse usando um sapato apertado, uma roupa curta ou um penteado feio, sei lá... É desconfortável!
Deve ser a única situação em que rotina faz falta. Você chegar em um lugar e não saber o que fazer e não ter intimidade com objetos e com o ambiente. É esquisito e chato.
Chato ter que provar sua competência e passar confiança diante de tantas comparações.
Mas passa.
Sempre passou e não vai ser agora, justamente agora, que vai mudar.
Eu só preciso esperar o sapato ceder e começar a pisar firme.

domingo, fevereiro 17, 2008

Vou-me embora pra Pasárgada

E não volto nunca mais.
Vou morar em Vênus, Marte, Plutão, sei lá, mas aqui tá impossível.
Nem todo aquele banho de sal resolveu a uruca que tá me perseguindo...
Ano passado o celular, depois a câmera e agora quebraram o vidro do carro do namorado de novo e levaram a mochila dele.
Ninguém pode mais sair casa, meu povo!
Fomos só ali comer uma pizza e quando voltamos tinham assaltado o carro.
Na mochila algumas apostilas, o pen-drive e o carregador do celular.
A preocupação do namorado é: e se o cara passar no concurso e ele não?

sábado, fevereiro 16, 2008

Dos males às novas

Nada como uma semana que começou com assalto e terminou com um emprego...
Alguma coisa boa tinha que acontecer, não? (não necessariamente, mas aconteceu, ora bolas!)
Principalmente agora que preciso de grana pra comprar outra câmera, uma ocupação remunerada vai ajudar bastante. Mas ainda existem pessoas bem intecionadas, que mandaram seus votos de solidariedade e estão ajudando como podem...
Lombinho, por exemplo, já se comprometeu a deixar o cabelo crescer até o joelho e a venda da juba será revestida para compra da minha nova máquina fotográfica.
Uma amiga irá realizar um leilão da sua coleção de papéis de carta...
Outro amigo criará um daqueles spams, no qual a AOL se compromete a me repassar R$ 0,05 centavos por mensagem...
E você?
Faça também a sua parte!
Não fiquei fora dessa!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

acordo


VOU MANDAR FAZER UMA DESSA E FICAR ESPERANDO O VAGABUNDINHO LÁ NA PASSARELA JOAQUIM MACEDO.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

...

Eu tenho o estranho reflexo de querer escrever sempre que as coisas acontecem. É como se a minha vida fosse uma eterna ficção e eu, como narradora, tivesse que contar tudo através da escrita. As coisas vão acontecendo e as palavras vão surgindo...
Então eu venho pra frente do computador contar que fui assaltada ao invés de morrer de chorar na cama.
Na verdade, eu ainda estou em estado de choque.
Às 21h dessa segunda-feira sem graça o cara apontou a faca pra mim e levou minha câmera Sony Alfa 100.
Saí com a Gilgi pra tirar umas fotos noturnas da cidade e participar de um concurso de fotografia e voltei de mãos vazias.
Fixamos as câmeras nos tripés e começamos a clicar. Gigli estava a uns dez passos de mim quando eu senti a bicicleta se aproximando. Em um segundo pensei: "Ele vai me assaltar"
Ele desce da bicicleta com uma faca digna de presídio e diz "Me dá a câmera e cala a boca!"
Segundos depois o instinto me faz correr feito louca até a pressão baixar o suficiente pra me deixar no chão.
Eles se foram.
Algumas pessoas se aproximam e me socorrem.
Chamam a polícia. Eles fazem um ronda no bairro Seis de Agosto, me aconselham a prestar queixa.
Eu volto pra casa sem reação e incapaz de derramar uma lágrima.
A noite será longa...

domingo, fevereiro 10, 2008

Diário de Bordo - Capítulo I


Uma viagem planejada desde janeiro de 2007. Decidi que ia tirar uma folga depois que terminasse a faculdade, aproveitando também a situação de desempregada e a total disponibilidade de tempo. Fiz as malas e embarquei dia 18/01 rumo à Fortaleza, capital do Ceará e lugar onde você encontra um acreano a cada metro quadrado. Você se sente praticamente em casa.
Comigo iam ainda duas amigas: Patrizzia e Raquel. Eu e Patty (chamarei-a assim daqui pra frente) fomos de Gol. Um vôo cheio de escalas, barras de cereais de castanha, banana e chocolate e muuuito suco de manga e caju diet.
A viagem foi longa, principalmente depois que o cara do nosso lado começou a contar as férias dele. Frank passou dois meses em Cruzeiro do Sul, terra da esposa, e estava voltando pra Manaus. Puxou logo conversa e contou toda sua vida. Entre o trecho Porto Velho/Manaus ele fez um apanhado geral, desde como os pais deles se conheceram, passando pelo 'aí eu nasci', a infância, os irmãos, as namoradas da adolecência, o emprego, a esposa e o filho que estava a caminho. Como eu disse, foi uma lonnnga viagem. A história era até interessante, acontece que lá pelas tantas a altitude falou mais alto (ficou ótimo isso) e eu já não conseguia entender o que Frank dizia. Nem leitura labial dava jeito, então a solução foi fingir. Como eu não ouvia nem compreendia nada, mas estava ciente de que a história era emocionante, a cada espanto da Patty, que estava ao lado dele e ouvia melhor, eu completava com um "Nossa!!!". E assim a viagem seguiu e ninguém ficou magoado.

Depois de 317h de vôo, eis que chegamos ao nosso destino. Quase duas da manhã do sábado e a gente esperando o amigo da Patty para nos levar ao hotel. A essa hora acontecia no Castelão um showzaço. Ivete Sangalo, Titãs, Aviões do Forró, Ara Ketu e Fatboy Slim numa só noite, num só lugar, com um só ingresso, mas não fomos!

*A Raquel? Bom, a Raquel já tinha ido de Tam, num vôo mais cedo e estava muito bem, obrigada.

Não fomos porque já tava rolando e estávamos esgotadas. Eu só queria cama.
No hotel, que fica em uma avenida bastante conhecida de lá, nos deparamos com o quarto 305, no terceiro andar de um prédio sem elevador. Ou seja, seis lances de escadas que seriam enfrentadas diariamente. Quase voltei pra casa.
Chegando no quarto desabamos na cama. Mentira. Eu desabei. Patty inventou uma fome na madruga e ainda queria sair pra comer alguma coisa. O rapaz da recepção disse que havia um lanche bem pertinho de lá e que ficava aberto até às 3 da manhã. Felizmente a fome da Patty foi sensata e resolveu ir dormir.
Na hora de dormir cometi o maior erro da minha vida: escolhi a cama encostada no canto da parede.

*A escolha da cama deve ser cautelosa. É necessário observar a simetria do ambiente e, principalmente, se o ar-condicionado não bate direto lá. Foi aí que eu marquei.


Passei a noite sentindo um frio desgraçado, mas não tinha coragem de levantar pra desligar o ar. Primeiro porque eu não sabia de onde vinha esse frio. Era tanto cansaço e sono profundo que a impressão era que eu estava no Pólo Sul. Só conseguia lembrar da taxa do cobertor extra, cobrada pelo hotel, das mantinhas quentinhas da Bolívia (aquelas tipo flanela, com estampa infantil) e do meu edredom das Meninas Superpodedoras. Foi minha primeira pior noite.
De manhã, quase congelada e sem sangue, corro na janela pra ver o solzão cearense. Quem disse que encontro? Deparei-me com um pau d'água digno do verão amazônico e que me deixou totalmente arrasada.

Com chuva, nada de praia. A solução era explorar o local. Nos arrumamos (as três), tomamos café e fomos ver o mar. Dar um alô sem compromisso.

Andamos, andamos, andamos e na hora de voltar nos perdemos, claro!

Não lembrávamos a direção do hotel, muito menos o nome da rua que descemos. A única referência era um prédio de nome legal que até decoramos, mas quem disse que encontramos de novo?

Depois de muito andar achamos o caminho de volta e fomos dormir, né?

Vocês queriam o quê?



To be continued


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Presentinho

Cheguei das férias e já ganhei presentinho. Uma edição lindona que minha amiga Gigli fez.

Ó que linda:





Próximo post: diário de bordo!

terça-feira, janeiro 15, 2008

das novas

A novidade mais nova de todas as novidades novas do mundo inteiro relacionadas a minha pessoa é que viajo na sexta-feira.
Depois de quatro anos sem férias de faculdade e trabalho, eis que surgiu a oportunidade de rever o mar. E que saudades...
O destino? Nordeste do meu Brasil varonil.
Sol, praia e água ( de coco) fresca.
Volto logo...Não vão embora!

poesia


segunda-feira, janeiro 14, 2008

então...

Devo confessar que me encontro num total estado de preguiça virtual. Sem coragem nem vontade de escrever e à espera, não de um milagre, mas à espera de sossego.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Os anjos já não são os mesmos

Quando eu penso que nada mais me surpreende nesse mundão de meu Deus, acontece uma dessas:

Azrael: Eu estaria falando com a srta. Nattércia Damasceno ?

dedinha: sim

Azrael: Eu sou Azrael, anjo do Departamento de Mensagens e Recados. Tenho uma mensagem Dele para você. Posso estar passando agora ?

dedinha:vou logo avisando que não tenho dinheiro pra pagar a tal mensagem.

Azrael: As mensagens do Departamento de Mensagens e Recados Celestiais são gratuitas, srta. Nattércia

dedinha: ótimo.

Azrael: Posso estar passando a mensagem então ?

dedinha: pode.

Azrael:
"O seu plano não está dando certo. É melhor desistir."

Azrael:Para uma correta interpretação da mensagem, sugerimos que você procure um padre, pastor, ancião, guru ou xamã qualificado.

Azrael:
O Departamento de Mensagens e Recados agradece a sua paciência. Tenha um bom dia.

É, meus amigos, até as mensagens divinas entraram para era digital. Um anjo virtual, também conhecido como Anjo da Morte ou 'aquele a quem Deus ajuda' (segundo o oráculo Wikipédia) surgiu de repente no meu msn, vindo sabe-se lá de onde, usando uma linguagem de telemarketing, com uma mensagem inspirada na 'sorte de hoje' do orkut e ainda quer que eu acredite!
Um anjo ecumênico, eu diria, porque ainda me aconselhou a procurar 'interpretadores' de várias religiões.
Seu anjo, essa mensagem é facinha de entender. Meus planos não estão dando certo simplesmente porque EU NÃO TENHO DINHEIRO para concretizá-los. Viagens pelo mundo e cursos profissionalizantes infelizmente não caem do céu, muito menos de um virtual.
Agora vá arrumar um emprego de vergonha e deixe de aperriar o sossego alheio!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

dos anúncios


Às vezes eu acho que vou abrir o jornal e encontrar o seguinte anúncio:

Não seria perfeito?

sábado, dezembro 29, 2007

do seu, do meu e do nosso reveillon

Algumas vezes eu penso que blogs não têm finalidade nenhuma...
E outras eu tenho certeza:

http://seureveillon.zip.net/index.html

Esse povo exagera na dose de 'interatividade'

O amor pode dar certo, mas o filme não...

A maneira como as pessoas são afetadas por certas coisas ainda me intriga. Na verdade, começo a achar que o ambiente, a temperatura, a luz, as companhias, o silencio, tudo influência na recepção da mensagem. A reação nunca será coletiva.
Ontem fiz um programinha básico, daqueles que nunca saem da moda: cinema em casa. Um grupo de amigas, pipoquinha, refrigerante, brigadeiro de panela e um filme, que antes era alugado por R$6,00 e hoje é seu pra vida inteira por R$ 5,00 em qualquer banquinha de camelô da esquina.
A escolha do filme, nesse caso, não é muito importante. Quando se reúnem, mulheres gostam mesmo é de conversar e a melhor pedida é um filme leve e, de preferência (não, de preferência não), e, obrigatoriamente le-gen-da-do.
Começamos com Déjà vu, filme do ano passado, com Denzel Washington e que eu ainda não vi. Uma boa escolha ao meu ver, mas, como o mercado pirata ainda apresenta imperfeições, não tinha legenda em português. Ainda me propus a fazer a tradução simultânea do espanhol, mas não me deram ouvidos.
Passamos então para um romance meio água com açúcar que parecia responder às expectativas. Eu disse 'parecia'.
O Amor Pode Dar Certo é um filme de 2006, com roteiro de John Hill e direção de Ed Stone (não os conheço, mas eu precisava culpar alguém nesse post). Os espertinhos usaram *Amanda Peet e Dermont Mulroney como protagonistas de uma história sem sal e sem açúcar, com clichês mais gritantes que qualquer outro romance, um trilha sonora besta e um drama patético (os dois Têm câncer)

*atores ligeiramente conhecidos e que fazem toda garota lembrar dela em De Repente É Amor e dele (charmosíssimo, por sinal) em Muito Bem Acompanhada, dois filmes do gênero “Romance Meloso, Suspirantemente Simpáticos para Meninas”

É aquele tipo de filme que te deixa pensando na fome que esses pobres atores estavam passando, a ponto de aceitarem tais atuações. E é aquele tipo de filme em que você se pergunta “Por que sua amiga consegue chorar vendo isso?”
Esse é o ponto, meus caros! Como pode uma pessoa conseguir chorar com um desastre cinematográfico desse tipo?
Nem eu, uma das maiores choronas de filmes Românticos Melosos, Suspirantemente Simpáticos para Meninas, consegui me comover e ela se desmanchou em lágrimas e ainda disse que nçaoo tínhamos coração.
Creio que tudo depende do estado de espírito da pessoa e meu medo é pensar que eu poderia ter gostado se estivesse com TPM, sozinha em casa e com a luz apagada. Seria o fim do bom senso.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

a grinch

Sabe a pior coisa do Natal?
Os presentes de última hora!
O centro da cidade lotado de pessoas cheias da grana, esbarrando em você e sem nenhuma intenção de pedir desculpa e desejar um natal feliz.
Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma pessoa desempregada e pessoas desempregadas não dão presentes ( mas fazem favores).
Então sempre aparece uma oportunidade de enfrentar o caos do dia 24/12 só pra fazer uma pessoa feliz e eu já fiz minha boa ação do ano.
Espero que sso seja devidamente considerado.
FELIZ NATAL.

domingo, dezembro 23, 2007

então é natal...

As festas estão aí, bem aí mesmo, batendo à porta, e eu não dou a mínima. Não tenho paciência para encontrar pessoas na rua e comentar sobre como o ano passou voando, mesmo sabendo que todos os 365 dias tiveram suas 24h.
O espírito natalino não me pegou esse ano e se eu pudesse pular os dias, o faria sem arrependimentos. O desânimo nunca foi tão grande... Nem comparado ao fracasso das ceias de natal da família no começo da adolescência, quando eu passava a noite sozinha porque os primos iam pra casa de outros amigos.
Além da discrepância no horário, que faz a gente querer estar em Copacabana às 21h desejando Feliz Ano Novo ao restante do mundo, mesmo ainda estando no ano velho.
Esse ano eu não comprei presentes e nem espero ganhá-los. Não tive amigo oculto e nem estou ansiosa pra comer o peitinho do chester.
Poderiam pssar despercebidas, como festas que deixei de ir porque não estava afim. Sem fotos, roupas novas e sorrisos encomendados.
Desse ano eu salvaria poucas coisas. Cosinhas mesmo, pra guardar na lembrança, o resto poderia excluir sem passar pela lixeira.
As festas estão aí, bem aí mesmo e pouco me importa.

da revelação

Depois de seis anos e dez meses de uma relação estável, a revelação: ele gosta de charges.com.br
Ela simplesmente odeia esse site e tem verdadeira ojeriza àquelas vozes antipáticas.
E agora?

do-dia-a-dia

A rotina mudou e agora eu levo uma vida de morcego. Um morcego de férias, diga-se de passagem.
Não ter todos aqueles compromissos, ou melhor, não ter nenhum compromisso me deixou meio perdida.
Eu 'trabalho' desde os 17 anos e a faculdade começou por aí também... Desde então fiquei acostumada a estar fazendo alguma coisa. Eu nunca mais havia tido 'férias-férias', me entendem?
Então agora eu vou dormir uma hora da manhã, totalmente sem sono e acordo às 11, como se tivesse ido para melhor balada do ano. Pulo o café-da-manhã, umas das minhas refeições preferidas, e vou direto pro almoço. A tarde passa voando e eu reveso minha total disponibidade entre a internet e a sky.
Passo à noite no msn e quando os amigos se vão, revejo fotos antigas ao som de músicas deprimentes.
E assim os dias vão passando, beibê.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

do alivío.


Sim, apresentei a monografia. Foi às 16h do dia 17/12, aniversário da minha mãe. Tirei 10, mas o que importa é o alívio.

abel.

Helder Júnior:
tu só tem um problema

dedinha:
quero ser a doida?

Helder Júnior:
não

Helder Júnior:
tira 10 na mono

Helder Júnior:
:D

Helder Júnior:
minha garotinha...

dedinha:
hahahaha

Helder Júnior:
parece que foi ontem que te vi correndo atrás de papagaio na rua...