quinta-feira, dezembro 14, 2017

Vem pra cá, 2018!

Apareci hoje aqui para revelar que o ano está acabando e fazer aquele balanço geral do que foi esse 2017.
Foi ano em que a licença maternidade acabou e eu voltei ao trabalho. Esse período foi bem difícil, porque Marina foi pra creche e, desde então, passa o dia todo fora e só a vejo no fim da tarde. Difícil também, porque ser “mãe de creche” requer muito mais paciência para lidar com comentários indesejados e completamente sem noção, que, infelizmente, parecem acompanhar a maternidade para o resto da vida. Mas...Sigamos!
Foi o ano  tambémmm que Marina completou seu primeiro aninho. Então veio toda aquela avaliação dos 365 dias enquanto mãe, dos desafios, os perrengues, o padecer no paraíso e tudo mais.
Para comemorar esse momento especial, decidimos fazer uma viagem à praia. E, acreditem, saiu tudo do jeito que planejamos. E até mais. Vivemos um sonho de descanso, orgia gastronômica e ostentação que a gente lembra até hoje.  Foi maravilhoso!
Foi o ano em que eu cortei o meu cabelo mais curto. Que tive festa de aniversário surpresa em ritmo de arraial, que engordei um pouquinho, que fiz apresentações no tecido acrobático, que participei das lutas em defesa do serviço público e da educação gratuita em um país em crise.
O ano em que passei de zero tatuagens para três tatuagens (porque eu quero ser gata de bairro). Ano em que dei um tempo no pilates e fui pra dança dar umas reboladas.
Ano de amizade, brodeiragem e muito companheirismo!
E 2018?
Olha, pra 2018 eu tenho poucas e simples resoluções. Entre elas: atualizar a playlist do pendrive do carro, porque não aguento mais as mesmas músicas da Galinha Pintadinha;
Ser ryca pra comprar mais filmes pra minha Polaroid Instax;
Alimentar-me melhor, porque essa parte realmente dá errado sempre quando eu piso fora da faixa;
Usar mais a expressão “pera lá”, que eu acho de um charme gramatical inigualável.

Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!

Até mais!



segunda-feira, agosto 28, 2017

Não para não para nao para, não!



Entre os arrependimentos diários, elejo o campeão: ter parado de estudar.
Sim, ter deixado isso pra lá, largado de mão, cansado de tudo. Ter só trabalho e estudado o que era do trabalho, não mais que isso.
Aí você tem um filho e as perspectivas mudam. O que, até então, era impensado, passa a ser uma nova meta de vida e ai, meus amigos, haja corrida pra recuperar o tempo perdido.
Um desafio doloroso, que precisa de muita garra pra dar certo. E pode nem dar agora, mas uma hora vai.
Simbora!

quarta-feira, maio 24, 2017

Mas quem foi que disse que a vida é fácil?



Numa escala de "Pessoas Realmente Difíceis de Conviver" existem dois tipos que eu, particularmente, tenho maior dificuldade de engolir. As características até se complementam, mas se manifestam de formas diferentes
A primeira criatura é aquela que faz o trabalho mais importante do universo todo. O mundo gira em torno desse serviço, logo, todo o restante deve parar o que está fazendo para venerar esta contribuição essencial.  Volta e meia a gente topa com gente assim e é bem desgastante ter que colocar cada um no seu lugar.
A outra também tem mania de grandeza, mas manifesta sempre querendo diminuir o outro. "Mas você só faz isso, né?". E olhar para o próprio umbigo ninguém quer, né?
Manter o equilíbrio é um desafio cada vez mais difícil. E olha que eu até tatuei essa palavra no meu próprio corpo pra ajudar...Não tem adiantado.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

I Love my Moleskine



Já contei pra você a história de como eu comprei meu Moleskine? Não, né?
Há uns dois anos eu fiz uma oficina de fotografia em São Paulo e vi que a fotógrafa usava um Moleskine pra escrever as ideias dela. Quando eu vi aquilo pensei "vixe, que coisa chique!". E, na minha cabeça,  ali tava o segredo de tudo. Eu precisava de um Moleskine. Pra mim, ter um Moleskine era cool, era cult e bastaria eu ter um que as ideias brotariam adoidado.
E, ai, na continuação dessa viagem (que fui pra fazer o workshop), comentei com meus amigos que precisaria comprar um e, que assim que a gente visse uma livraria Saraiva, eles me lembrassem de comprar.
Então, numa das idas ao shopping, já quase no fim de expediente da loja, nos demos conta de que estávamos em frente à livraria.
Entrei correndo, peguei o carderninho meio sem pensar (tipo, sem ver o valor, bem coisa de gente ryca mesmo) e corri pro caixa. Chegando lá. R$79.90. Engoli seco, meus irmãos.
Eu queria ser cult sendo lisa, sim senhores. Não imaginava, nem de longe, que aquele bicho poderia custar tão caro. E ai, o que se faz numa situação dessas? Fecha os olhos e passa o cartão, não é mesmo?
E até hoje tô aqui com meu Moleskine, quase emoldurado, porque eu morro de pena de usar. E, quando uso, escrevo a lápis, pois o planejamento é que ele dure, por baixo, uns 27 anos.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Das lições da vida marota



Se tem uma coisa que deixa a gente meio pra baixo é coisa relacionada ao trânsito,  né?
Não sei explicar, mas é algo que afeta diretamente nosso humor. Desde uma batida - que já estraga um dia inteiro ou até dias, dependendo do tamanho do prejuízo - até um xingamento corriqueiro em um cruzamento da vida.
É difícil abstrair...A gente tenta pensar em outras coisas, mas volta e meia tá com aquilo na cabeça.
Já fazia tempo que eu não passava por nenhum aborrecimento no trânsito, mas hoje quebrei o jejum e tô pensativa até agora.
O que aconteceu foi o seguinte: vinha eu em um rua de bairro, ligeiramente tranquila, porém, em determinado trecho, havia dois carros estacionados nos lados da pista, deixando um apenas um corredor pra passagem (lembrando que a rua tinha duplo sentido). Dava pra passar tranquilo, mas eu devo ter me distraído com alguma coisa e acabei jogando o carro mais pro lado esquerdo e encostei meu retrovisor em algum desses carros. Como ele vira com facilidade, eu só tomei um susto, mas segui. Erro meu: deveria ter dado mais atenção a isso. Ter parado e visto se não tinha acontecido nada, mas pelo barulho leve, achei que só que tinha encostado no outro retrovisor e, pelo pouco espaço, ele dobrou o meu.
Porém, entretanto, todavia, não foi somente isso que aconteceu. A parte ruim é que fui descobrir de uma forma meio escrota.
Saí da rua tranquila, contando que tinha sido um leve toque, sem prejuízo pra ninguém. Vem um cara de moto e me fecha. Assusto.
- Senhor, eu bati em você? (foi logo o que me ocorreu)
- Você quebrou o retrovisor da minha amiga!
- Nossa, eu não vi. Vou voltar lá!
Enquanto eu manobrava pra voltar, o cara ficou ali na moto, meio que me vigiando pra eu não fugir, até que baixei o vidro e disse:
- Não precisa me escoltar, que não sou bandida não! Eu vou voltar.
Chegando lá percebi que realmente tinha sido mais sério do que eu imaginava. Desencaixou uma parte do retrovisor do carro. Tava até no chão. Apanhei e encaixei novamente.
O rapaz, mais do que depressa, chama no interfone a dona do carro em tom de urgência.
Ela vem acompanhada do esposo, explico o que aconteceu. Ela verifica o retrovisor. Não houve dano.
De toda forma, me coloco à disposição para qualquer avaliação que ela queira fazer e deixo meus contatos.
De toda essa história tiro as seguintes lições:
  Puta merda, tenho que ter mais atenção no trânsito!;
  Sempre parar e avaliar a situação e nunca achar que "não foi nada";
3ª Ser mulher e andar sozinha é foda! Deixa a gente vulnerável pra qualquer ignorante achar que pode abordar a gente dessa forma intimidadora. Se eu estivesse acompanhar ou o marido tivesse feito isso, duvido que teria me/nos parado da mesma forma.
No fim do dia a gente fica ali remoendo a situação e imaginado o que poderia ter falado (típico).
Fica a lição! Essa eu não passo mais!