domingo, janeiro 31, 2010

2º Festival do Júri Popular


Esta semana acontece o 2º Festival do Júri Popular. Não sabe o que é? Explico. Ou melhor, o realase explica:


Curtas-metragens de vários lugares do Brasil serão avaliados pelo público em mostra competitiva

Já pensou em ser o jurado de festival de cinema? Pois se você respondeu que não, vá se preparando por que isso é possível no 2º Festival do Júri Popular, onde quem analisa e julga as produções audiovisuais é a própria platéia. Entre os dias 01 e 07 de fevereiro, às 19h, a Filmoteca Acreana, localizada em anexo com a Biblioteca Pública, recebe filmes de diversas partes do Brasil através de Mostras Competitiva e Hors-Concours de curtas-metragens. A entrada é franca.
Com mais de 40 filmes concorrendo, além dos participantes "hors-concours", o evento será realizado simultaneamente em 21 cidades espalhadas pelo país. Esta edição do Festival marca a primeira participação de Rio Branco entre as sedes da mostra. Entre as demais sedes estão as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Goiânia, Aracaju, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Teresina, Maceió, Belém, entre outras.

É a platéia que avalia os filmes

Durante as sessões, o público ganhará cédulas com todas as categorias de todos os filmes exibidos. Ao término da exibição, o espectador depositará seu voto com sua avaliação, que pode variar entre ruim, regular, bom ou ótimo, para as produções apresentadas. A apuração dos votos acontece na sede do Festival do Júri Popular, no Rio de Janeiro. O anúncio será feito com o prazo máximo de 30 dias após a última sessão no site do festival.

As categorias que serão premiadas no Festival do Júri Popular são: Grande Prêmio, Melhor Ficção, Melhor Animação, Melhor Documentário, Melhor Experimental, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Trilha Sonora.

A realização do 2º Festival do Júri Popular é de Sobre Tudo Produção e a produção local é de Samaúma Cinema e Vídeo. Para maiores informações, basta acessar o site www.festivaldojuripopular.com.br ou www.twitter.com/samaumacine


* E aí, bora?

terça-feira, janeiro 19, 2010

¡Hola! ¿Qué tal?

Para sobreviver, um escritor, mesmo que decadente, precisa de inspiração. É por isso que quando estou sem ideias para textos sugestíveis, falto o trabalho à tarde e durmo.
Não pensem vocês que é coisa de gente folgada e preguiçosa, é pura estratégia.
Meus melhores sonhos acontecem no bendito sono da tarde. Aqueles sonhos mais improváveis, com riquezas de detalhes e bizarrices a rodo.
Hoje, por exemplo, sonhei que meu vizinho e amigo de infância, Júnior, também conhecido como JotaÉrre, me ligava às 14h para irmos à Bolívia fazer umas compras.
Imaginem vocês que eu aceitava a proposta, mesmo correndo o risco do comércio já estar fechado quando chegássemos lá.
No sonho, a viagem durou menos que as 2 horas e meia habituais. Fomos num pulo.
Chegando lá, o cenário era outro. Não havia aquela ponte de Brasiléia ou aquela entrada por Epitaciolância.
De repente era inverno, e a entrada ficava em um morro absurdamente alto, que me lembrou umas boas ladeiras de Cruzeiro do Sul. O tempo também não era o mesmo. Havia neve e usávamos casacos chiqueterésimos.
Para entrar na cidade, a burocraria era parecida. Vocês sabem que quando os patrícios querem encrencar, eles conseguem. Mas nessa minha história, entrar era muito mais difícil.
Meu amigo desceu do carro, numa tremenda nevasca e deu nomes falsos pra gente. Não lembro exatamente quais, mas os nomes eram brasileiros, com sobrenomes russos e ele dizia à moça que éramos italianos, tudo isso falando português. Coerência pura.
Após muita conversa, a moça libera nossa entrada. A moça, a propósito, era Lidiane, vizinha da outra rua. Não sei mesmo porque ela dificultou tanto as coisas. Nos conhece desde crianças.
Depois que entramos na cidade, não lembro mais o que aconteceu. Aliás, eu nunca achei que seria tão difícil comprar muamba em Cobija.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Vai dar certo!

Parece que o pessimismo costumeiro deu lugar a uma sensação otimista de que as coisas vão dar certo, por mais redundante que isso seja.
O mérito não é meu, mas do mestre da Economia, que em suas sábias aulas dizia que tudo “Vai dar certo. Sempre dá”.
E foi assim que começou. Numa brincadeira despretensiosa de achar que tudo daria certo que elas pegaram gosto e resolveram atender meu pedido.
O poder das palavras.
Apostei as fichas em 2010 e acho que fiz o jogo certo. Coisas boas estão começando a acontecer e sinto que outras virão.
Na verdade, tudo se baseia na simples fórmula do “Vai dar certo. Sempre dá”. Você começa a repetir isso algumas vezes por dia, como um mantra indisciplinado e voilá, elas começam a caminhar para o lado certo.
O problema é o contágio. Depois de um tempo as pessoas que convivem contigo começam a repetir e vira uma zona (ou que os adolescentes chamariam de ‘vibe positiva’). Mas é bom. Né ruim não. É até engraçado.
E o bom também é que traz satisfação, alegria, realização e esperança. Aquele pacote de coisas banacas que foram desejadas no primeiro dia do ano e que estão aí, batendo à porta.

*Não poderia deixar de escrever esse ‘astigo’ e compartilhar a fase boa.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Pro dia nascer feliz!

Num dia de sol, de piscina, de amigas, de macarronada, de Seu Jorge, de 2010, um ensaio 'do brinca' com a xuxucona mais querida desse Brasil: Juliana Machado.
Tem mais aqui ó!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Agora vai!



Uma agenda 2010 e meus problemas 'se-acabaram-se'.
Eu sempre tive esse lance com agenda, mas esse ano resolvi assumir que é um caso de dependência crônica.
Preciso listar a atividades do dia, senão me perco no mundo.
Vamos ver até quando vai... (no começo do ano as coisas tendem a funcionar muito bem. Depois desandam).

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Então tá, 2009...


Não poderia encerrar o ano com um post mais original: uma retrospectiva deste ano. Não sei se lembram, mas eu já comecei 2009 esperando 2010 chegar. E desde então tem sido essa contagem regressiva pelo ano seguinte. Não que eu tenha maiores planos, mas iniciei 2009 com um baita pé esquerdo:doente e quase desempregada. Logo, tratei de apostar todas as fichas em 2010 e espero ter sorte no jogo desta vez.

Com o desemprego confirmado, começa a saga pela procura de uma ocupação. O primeiro semestre foi marcado por bicos, uma viagem cancelada e uma viagem feita. Aliás, no quesito viagem, não posso reclamar. Consegui viajar três vezes: uma pra João Pessoa e duas pra São Paulo (o que pode ser considerado um feito pra quem é pobre e mora no Acre).

No quesito trabalho, passei uma chuva rápida na redação do jornal a Tribuna, que, no fim das contas, me ensinou direitinho a saber onde pisar e me rendeu boas amizades.

O ano só foi começar mesmo depois do meu aniversário, em junho. Foi nessa época que consegui o trabalho na OAB-AC e que me permitiu fazer compras com mais de três parcelas.

A fotografia também ganhou maior dedicação investimento. É algo que gosto, me faz bem e que pode render.

2009 tá acabando e o que vem chegando pode ser muito bom. Depende de nós (ou não).

segunda-feira, dezembro 07, 2009

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Das agruras profissionais


Existem pelo menos três verdades pouco questionáveis para o profissional que atua na área de Assessoria de Imprensa. Se houver uma crise na empresa em que você trabalha ou até mesmo no setor público, a primeira que ‘dança’ é a assessoria. As pessoas nunca entenderão o seu trabalho. Sempre acharão que você não faz nada e que ganha muito para ‘fazer isso’. Você nunca será contratado para ser somente um assessor (a não ser, é claro, que entre para fazer parte de uma equipe. Caso o contrário, você será a EUquipe – créditos ao #2).

Compreendidos estes preceitos, o desafio agora será aceitá-los. Por mais que você esteja ciente disso, é difícil topar com certas situações na prática. É duro lidar com pessoas que acham que, porque você se formou em ComunicaçãoSocialbarraJornalismo, tem predisposição para Fátima Bernardes, sabe elaborar convites, fotografar, diagramar, vender, negociar, desenrolar, articular e mais uma série de verbos no infinitivo.

Não me refiro aqui ao que alguns chamam de ‘jornalista multimídia’. Este eu reconheço o esforço e a necessidade no mercado de trabalho. Profissionais que dominam diversas áreas devem sim se destacar e serem recompensados por isso, mas as chances de serem explorados também aumentam.

É comum ver um profissional executar todo o produto e não receber nada além do que já é combinado. Ao invés disso, poderia ter dividido o serviço com outros, que certamente seriam pagos por fora, e poupado o trabalho gratuito.

Nem por isso ele deve se privar de aprender coisas novas, mas deve ter a malícia de só usar se for reconhecido por isso. E quando falo em reconhecimento, me refiro ao dinheiro que cai na conta no fim do mês. Trabalho reconhecido é trabalho bem pago, porque ninguém contrata um encanador, eletricista, marceneiro e dá um tapinha nas costas e um ‘parabéns’ no final do serviço. Tudo isso é trabalho e deve ser remunerado.

Acredito que o próprio desconhecimento da atividade contribui para esse comportamento. Mesmo quem contrata os serviços de uma assessoria, raramente sabe quais a reais competências do setor e sempre encara a atividade como um serviço muito simples de ser feito. É tudo muito fácil. Tirar uma fotinha ali, escrever um textinho aqui. Qualquer um pode fazer, por isso mesmo não há mais obrigatoriedade do diploma. E com isso os ‘mimimi’ vão aumentando e a gente vai empurrando com a barriga a falta de noção alheia.

terça-feira, novembro 24, 2009

Inventando nus


Este foi o tema da última palestra do Estúdio Brasil 2009 - um congresso de fotografia que reúne alguns dos bons fotógrafos que existem por aí. O evento aconteceu nos dias 10, 11 e 12 de novembro e foi o principal motivo de eu ter ido a São Paulo.

Invertar nus. É isso que o Klaus Mitteldorf faz. Pra fugir da mesmice do nu artístico, ele pendura as mulheres e sai clicando pra ver no que dá.

De longe, parecia que a modelo era contorcionista e tinha intimidade com a coisa, mas depois ele falou que ela tinha feito apenas um teste no equipamento, antes do ensaio.

O resultado é magnífico. Movimento, formas, composição e arte.

Porém, ele recomenda: "Crianças, não tentem fazer isso em casa".

domingo, novembro 22, 2009

De cara nova

Quer dizer...Não tão nova assim, porque o layout é meio retrô.
Já estava querendo mudar há algum tempo, mas me faltava coragem (já que a ideia não é nada original).
Sugestível trocou de roupa, mas a temática 'meu querido diário' continua.
Espero que gostem.
Bjunãomeliga.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Estou confusa...



Dia desses, lendo o blog do Xico Sá (que não é lá meu gênero, mas funciona como um bom manual para entender canalhas) vi um texto resmungão sobre as mulheres tomarem o papel dos homens no que diz respeito a desculpas esfarrapadas.
Ele reclama que a classe feminina se apropriou de algumas desculpas genuinamente deles, como a clássica “Você merece algo melhor” e a mais atual “Estou confusa”.
A argumentação é boa, como sempre, mas os plágios não são só nossos.
Eu mesma fico confusa em ver que hoje eles adotam as novas mídias para copiar nossas táticas mais conhecidas. E pior, com eles dá certo.
Aquela velha história de colocar um trecho significativo da música no MSN ou Twitter que seja, na esperança de que ele entenda que é sim recadinho disfarçado, eles já fazem.
A gente usa essa desde os 15 anos e, raramente dá certo, porque todo mundo percebe, menos ELE.
Já quando eles utilizam esse artifício, a coisa se transforma até em enquete feminina. “Olha só, amiga, no MSN dele tem essa frase...Você acha que é pra mim?”
Se esta foi a intenção, eles acertam em cheio. Se não foi, é claro que nos deixam confusas. Também pudera...

terça-feira, novembro 17, 2009

O improvável sempre acontece comigo - Parte II

Fechando minhas bisonhices em série, no último dia na cidade resolvi chegar ao aeroporto em cima da hora. Não de propósito. Na verdade, eu consegui errar o horário do voo nas 317 vezes que olhei a passagem. Jurava que era às 19, mas ele partia às 18 horas.
Então, às 17:55 eu fui pra fila do check-in, achando que estava abafando por chegar cedo e o check-in já tava era fechando.

Fui a última a embarcar.

De São Paulo ao Rio fui na poltrona do meio, ladeada por um carioca marombado, com um bafo de cachaça maior do mundo, e por um senhor que não sei a procedência, mas que usava pochete. Preferi me manter calada. Graças a Deus o voo durou seus 40 minutos.
Saí do avião à procura do portão para pegar outro avião direto da Brasília.Não tinha ninguém pra dar informação e eu fui seguindo aquele povo com cara de que sabia onde estava indo. Quando passei pelo detector de metais...”Senhora Nattércia Damasceno, última chamada para o voo...”

Saí correndo. Fui a última a embarcar (de novo).

Já acomodada (também na poltrona do meio), jurava que ia direto para Brasília. Engano meu. O voo fazia escala em Vitória e quase ninguém sabia. A Gol fez tudo caladinha.
Neste voo fui ladeada por Cristina e Dona Julia. Esta, uma senhora calma, sensata e super gentil. Aquela sofria algum distúrbio.

Assim que sentei ela logo me perguntou se eu tinha medo e avião. Respondi que não e ela já foi pedindo desculpas caso chorasse durante o voo, pois estava indo ao velório de uma tia.
Passados alguns minutinhos elas começam a puxar conversa. Cristina perguntou se estava correndo tudo bem no voo e segurou a minha mão. “Olha como eu to gelada”. Daí em diante perdi a mão. A mulher alugou a coitada e apertava a bichihna com toda força. Até entendi. Ela estava nervosa, abalada, mas eu tenho ums certa difuculdade pra lidar com esse tipo de situação. Não sei confortar as pessoas.

Durante a viagem ela contou que já viajou várias vezes, que tinha tomado um rivrotil, que fez medicina e que ganhou um carro blindado. Aliás, ela sempre falava nesse carro blindado que ganhou de presente da mãe. Disse que a irmã mora nos Estado Unidos e que o padastro ou sei lá quem da família é dono de 48 prédios no Rio de Janeiro. Logo, ela queria dizer que a família dela tinha dinheiro, muuuuito dinheiro.

Enquanto essa novela se desenrolava, Dona Júlia tentava confortá-la com revistas do Seicho-no-ie. Pegou até o endereço da moça pra mandar vááários números.
Quando eu já tinha esquecido da minha mão, Cristina diz “Olha, eu não sou sapatão não, viu?! É que hoje em dia todo mundo é outra coisa, né?”
Ri amareladamente.

Aa duas continuaram a conversa de doença, remédios e problemas espirituais e eu literalmente no meio daquilo tudo. De vez em quando uma delas lembrava de mim e dizia “Mas essa ainda tem muita coisa pela frente...”. Eu ria.

Finalmente chega a hora do lanchinho. Aí meu estômago se deu conta que já eram 19 horas e ele só tinha sido abastecido às 9 horas, com um chocolate gelado e um croissant da Paulista. A moça serve um copo de guaraná quente com duas pedras macetas de gelo e um cookie.

Quando olhava para aquele único cookie com as bordas queimadas só conseguia lembrar da cena de um filme típico de sessão da tarde: “Melhor amigo”. Não lembro o nome original, mas era a história de um garoto que se tornava super amigo de um labrador chamado Amarelo. Em um acidente no barco do pai, eles caem no mar e ficam perdidos em uam ilha e a única coisa que tinha para o menino comer eram uns cookies queimados feitos pela paquerinha dele. Mas, para sobreviver, ele tinha que comer. Pensando nisso, encarei a refeição da mesma forma.

Pra quebrar o clima doentio da conversa, contei toda a minha saga até chegar ao avião e falei que estava com fome. A partir daí Dona Júlia se sensibilizou de um jeito que não mediu esforços para me alimentar.

Na hora do outro lanche ela cedeu gentilmente suas quatro bolachas salgadas, recheadas com ervas finas para que eu matasse minha fome. Até as balinhas que a bichinha pegava e me dava.
O voo chegou à Vitória e Cristina desceu. Agradeceu muito nossa companhia e saiu com aquele jeito desconcertante.

Dona Júlia seguiu comigo até Brasília. Fomos conversando sobre a família dela e lamentando a situação da moça que deixara o avião. “Tadinha dessa moça”, dizia ela.

Chegamos à Brasília. Encontrei Sabrina e Fabiana que já estavam lá há séculos e contei toda a aventura.
Na vinda para Rio Branco estávamos em lugares separados. Como o voo estava vazio, conseguimos três poltronas livre e viemos fazendo um balanço da viagem, até que um flatulento filho da mãe soltou um gás destruidor e tirou nossa concentração.

O infeliz que fez isso estava oficialmente morto. Não tinha explicação pra tanto fedor...
Fizemos diversos xingamentos à altura do mau cheiro e continuamos a viagem. Ele ainda soltou outro antes de chegarmos.

Pra fechar, consegui soltar a base do meu aparelho, tentando mastigar uma balinha vagabunda de maçã verde. Com isso, o fio ficou solto o fim de semana inteiro, espetando minha bochecha esquerda até hoje de manhã, hora que consegui ir ao dentista pra consertar.

domingo, novembro 15, 2009

O improvável sempre acontece comigo...

Eu diria que esta foi a viagem mais atrapalhada da minha vida. Refletindo um pouco, concluí que tudo se deveu ao fato de eu ter teimado com meu chefe, que, a princípio, não tinha deixado eu ir, mas aperriei tanto o coitado que ele cedeu. Com isso, a coisa desandou.

Depois do fatídico episódio da mala, colecionei nesses seis dias em São Paulo várias situações improváveis para qualquer ser humano comum (menos para mim).

É ca-la-ro que a minha falta de atenção e esquecimento crônicos colaboraram, porque longe de casa parece que estes meus problemas se acentuam. Mas é tanta coisa maluca para uma só pessoa, que eu acho mesmo que o problema é pessoal.

No último dia do congresso de fotografia, eu e Sabrina resolvemos pegar um cineminha no shopping perto do hotel. Coisa leve, comédia romântica pra fechar a quinta-feira sem estresse.
Sabrina se realizou comprando um sacão de pipoca e eu nem comi nada, pois já tinha me acabado nos fast food da vida.

Com cinco minutos de filme, Sabrina faz um sinal me mostrando a pipoca e eu digo, “Não quero, tô cheia!”. Ela faz de novo o sinal e eu “Não gosto, mulher! Come...”. Depois de ver que não tinha jeito, ela disse no meu ouvido “Vamos sair daqui agora!”.

Eu, sem entender nada, perguntei porque. Aí ela aponta pro lado e eu vejo o cara meio deitado na cadeira ao lado dela, com o pinto para fora. Juro.

Levantei com tudo, tremendo mais que vara verde e saí puxando ela. Saímos do cinema super nervosas e assustadas, porque tínhamos visto o cara antes de entrarmos. Era um típico cinquentão com cara de que não freqüenta cinema. Avisamos ao lanterninha e à administração do cinema e fomos embora com medo dele nos reconhecer.
É claro que nós poderíamos ter gritado “Seu tarado filho da puta”, ter dado uma bolsada nele e feito um escândalo na sala, mas sabe lá se o cara tava armado de outro jeito!
Nessa cidade maluca, os doidos são mais doidos e não dá pra fazer barraco assim sem ter certeza do perigo.

No caminho de volta para o hotel veio a raiva e a revolta. Passar por uma dessas é de emputecer qualquer mulher. A classe feminina há de concordar comigo que ver um pinto sem o seu consentimento é uma violação, independente do tamanho, raça e cor deste membro. É um desrespeito e um filhadaputismo sem igual.

Não entro nem na causa desse tipo de tara, porque homens como estes existem em todos os lugares, mas o desgraçado tinha que sentar justamente do nosso lado?
Ô zica, viu...


quarta-feira, novembro 11, 2009

Tudo é uma questão de caldo


Eu definitivamente consigo ser a pessoa mais esquecida de todas as pessoas esquecidas do mundo inteiro. É uma questão de se superar a cada dia, sabe? Principalmente em terras alheias (a da garoa, especificamente).
Fora o fato de eu ter perdido o prazo pra comprar a passagem para São Paulo, com destino ao aeroporto de Congonhas, e ter seguido para Garulhos, eu consegui mais!
Desembarquei às 10:45, saí correndinho para pegar o ônibus das 11 e perdi. Cheguei quando o último passageiro entrou. O próximo ônibus só às 12:30 e eu fiquei lá esperando...Na hora de embarcar, um quarteto de mineiros fez uma confusão sem tamanho e impediu a entrada da galera que tinha ingresso, o que me incluída.
Passado o barraco, resolvida a confusão, sai o ônibus às 13h, com todos famintos.
Mais de uma hora depois, chega-se à Congonhas. O que a doida faz? Sai do ônibus como se tivesse chegado ao ponto final do Tucumã e segue livrem leve e solta. A verdade e que eu tava super apertada e precisava mesmo fazer um xixi, então saí, fui ao banheiro, tomei um táxi, peguei a Fabiana no apartamento da amiga dela e seguimos para o hotel. Já na altura da Av, Paulista... “Putz, esqueci minha mala!”
Juro que só dei falta da mala tamanho família já chegando no hotel. Há quatro meses estive aqui e brinquei de esquecer a carteira com todos os meus documentos dentro. Ainda bem que esqueci na Escola de Fotografia e isso só me rendeu uma noite em claro, até que eu tivesse certeza do esquecimento. Mas dessa vez eu confesso que caprichei e paguei caro por isso.
Liguei pro aeroporto e pela misericórdia divina a mala já estava lá esperando para ser resgata.
Contei com a solidariedade das amigas Fabiana e Sabrina, que racharam o táxi e o aperreio comigo. Foi nessa situação que topamos com Márcio, o taxista mais maluco que já conhecemos e que nos explicou esse lance do ‘caldo’.
Primeiro ele lançou um desafio tentador: se a Sabrina acertasse a idade dele, a corrida sairia de graça.
Ela não acertou.
Depois contei que estava indo resgatar a mala no aeroporto e fui chamada de ‘mala’ a viagem inteira, que teve direito a trilha sonora de Hugo Pena e Gabriel e dicas de relacionamento...
*Foto que a Fabiana tirou quando o moço gentil da Gol me entregou a mala.


Fabiana: É aqui que entra a minha descrição do que foi o dia da chegada da Deda à terra da garoa. O combinado era sair de Táxi de Congonhas, me pegar em Moema e seguir direto para o hotel na Consolação. Plano simples que até deu certo, até chegarmos à Paulista. Ai, não! Nããããooo, nããããooo! O que foi?!! Fabiiii, esqueci minha mala! E foi aí que compreendi que minha viagem de férias definitivamente será tranqüila.


To be continued...

quarta-feira, novembro 04, 2009

Dos tiros na macaca

Depois de séculos sem dar as caras, Manga apareceu aqui em casa. Veio consertar um problema no chuveiro e justificou sua ausência com a nova lotérica que abriu perto da casa dele e do lado oposto da minha, logo, não havia mesmo razão pra aparecer.
Aproveitou pra perguntar como estão as coisas, os cachorros, quantas faculdades tenho e se casei, claro.
Quando disse não, ele perguntou a minha idade.
- 24 (respondi)
- Vixe, já deu quatro tiros na macaca!

Segundo a expressão, “Dar um tiro na macaca” é o mesmo que “Ficar pra titia”. Pesquisando por aí, vi que o primeiro tiro pode ser aos 20 ou aos 25. Não há muita precisão quanto a isso, mas estudos revelam que o último é certamente aos 30. Em cidades mais generosas do Nordeste, a contagem é de cinco em cinco anos, mas por aqui parece que é anual. Ou seja, tenho mais seis anos para largar essa vida de caçadora.


terça-feira, novembro 03, 2009

finados


Fotografar o cemitério no Dia dos finados não era bem um programão para o feriado, mas já que eu ia ficar em casa sem fazer nada, decidi ir.
Fotografar o cemitério também não era tarefa fácil, já que pessoas estavam ali para lembrar da morte e a presença de uma câmera muda tudo.
No fim das contas, foi até engraçado.
A idéia inicial era uma saída fotográfica com um grupo e tal, mas na hora marcada só encontrei a Talita Oliveira. Diego Gurgel só encontramos pra contar histórias.
Entre os arranjos de flores, banners, tendas, coroas e litros da Verágua, os olhares curiosos e comentários inusitados.

- Olhaí, não tem nem tamanho...

*Alguém se referindo ao meu porte nada fotográfico. Se eu for esperar crescer pra poder ter uma câmera, estou lascada.

- Essa ai (câmera) é profissional mesmo! Olha o tamanho do bico da bicha!

- Vocês estão fazendo algum trabalho? Não são daqui não, né?

- Mas vocês não trabalham em nenhum lugar? É só porque gostam de fotografia mesmo?

Quanto às fotos, estão aqui e aqui.

domingo, outubro 25, 2009

Da série "Palavras que ninguém mais usa"

* Fulano é fominha de video-game.

* Lombinho foi azunhada pelo Wolverine

* Tinha outra, mas eu esqueci

arazãodetudo

O que acaba esse blog mais que tudo são os diálogos baratos aqui publicados. #prontofalei

Conversa de elevador

Quando a gente trabalha na cobertura do prédio mais alto da cidade, ouve cada coisa...

Eu, uma médica e uma mulher no elevador.

A médica pergunta pra moça:

_ Ah, é você que está querendo engravidar, né?
- É sim, doutora, mas já tô pensando nesse negócio de idade, né?
-Verdade...
- Se bem que hoje em dia, né, doutora...
- PERDE.

O elevador abre.

*Esse negócio de bater a cabeça é coisa séria, minha gente...

A vida com Lombinho - Parte II

Falta energia e ela grita:

-MANA, VEM AQUI AGORA!

No sábado de manhã, enquanto eu tomo banho:

- Olha aqui, mana, a Carol Jéssica acabou de chegar. Você vai colocar a toalha, ir recebê-la e dizer para ela ir embora, porque nós temos muitas coisas para resolver agora de manhã!

E a vida segue assim até às 14 horas do dia 28 de outubro. Mamãe chega!