quinta-feira, junho 26, 2014

Oi, fala comigo!

Nesse chama que eu tenho para “pessoas excêntricas”, deixo a porta de casa aberta por alguns minutos, enquanto pego as últimas coisas para sair para trabalho, e pronto!
Clap, clap, clap
-Opa, diga...
*Um rapaz que fala depressa e um poodle branco que queria continuar o passeio
-Você sabe se essa casa aqui do lado tá pra alugar?
- Sei não, ó... (como boa acreana que fala ao contrário)
-E a do lado dela?
-Também não sei.
-Não sabe onde tem casa pra alugar?
-Aqui na rua acho que não tem...
-E no condomínio?
-Não sei...

GENTE! Estrelinha dourada pra mim, né?


terça-feira, junho 03, 2014

Abre parêntese



Eu não acreditava quando alguém chegava e dizia “Não tá fácil”. Claro que ta fácil, gente! Como não estaria fácil?
Até o dia que você estaciona na sorveteria e o rapaz que olha carro diz “Boa tarde, linda! Não vai sair do carro, princesa?”
(até aí, tudo bem. É tão difícil alguém feliz e bem humorado no domingo...)
 “Vou sim. Estou esperando uma amiga”...
Minutos depois, lá vem ele. “Tua amiga chegou. É uma loira, né? Pensa que eu não sei? Conheço vocês!”
Quer dizer, não ta fácil mesmo!

quarta-feira, abril 30, 2014

Diário de Bordo - Peru Trip



Finalmente consegui visitar o Peru. Depois de tanto planejar, de me sentir culpada por  morar “do ladinho” e não ter ido até então, e, principalmente, por até minha mãe já ter ido e eu nada. Logo, chegar lá era uma questão de honra.
Como tudo comigo é um pouco mais enrolado, o plano inicial não deu certo: ir de carro a Puerto Maldonado (PE) e de lá pegar um avião para Cusco. Tentei comprar a passagem pela internet por uns 3 dias. Dava problema na finalização da compra. Fui ao banco, tentei resolver, mas nada. Comprei as passagens de ônibus. Eu, marido e dois amigos. Íamos por terra!
Um dia antes da partida fomos informados que mineiros peruanos haviam bloqueado a estrada por insatisfação com o governo. Murchamos. Não havia certeza da chegada, mas já tínhamos a passagem, então partimos. Quarta-feira, 9h30, rodoviária de Rio Branco.
Depois de algumas horas de viagem soubemos que os mineiros haviam desbloqueado a passagem, já que era Semana Santa e Deus é pai! Seguimos.
O tempo total de percurso era de 20h, mas imprevistos sempre podem acontecer. O asfalto do Peru é perfeito, mas o relevo não é nada confiável.
Paramos na estrada a 1h da manhã. Um deslizamento, com pedras enormes, bloqueava o caminho. Foram 4h de trabalho e uns 20 homens para conseguir afastar um pouco as pedras.



Conforme o destino se aproximava, a altitude aumentada e os efeitos colaterais também. A estrada é cheia de curvas e meu estômago veio parar na minha garganta. Haja Dramin pra aguentar. Além disso, tudo começou a inflar, inclusive eu (se é que vocês me entendem).
Chegamos por volta das 11h da manhã. Cansados e acabados.  Ficamos hospedados em um hostal super charmosinho e de nome difícil, que fica atrás da Plaza de Armas. Paucartambo Wasichay.
Como tínhamos poucos dias, otimizamos o tempo. Nada de descanso. Um chá de coca na chegada, um banho, um agasalho e  #partiualmoço!
Saímos à procura de um restaurante bacana pra quem está com fome, ou seja, o segundo que encontramos.  Nesse momento senti a primeira dificuldade em não dominar a língua do país. O que eu tinha era um portunhol de quem mora na fronteira, aliado a um espanhol de mais ou menos oito anos, aprendido em duas disciplinas da faculdade. E foi isso que levei comigo.
Como tenho algumas (muitas) restrições alimentares, saber o que eu ia comer era deveras importante. Então a gente perguntava “de que és hecho?” e a moca explicava com os ingredientes que eu também não fazia idéia do que eram. Era preciso arriscar.
A alimentação deles é muito baseada em milho (maíz) , porque eles cultivam 39 tipos dele. Então tem suco, sopa, bebida alcoólica, molho...Tudo!
De entrada, Papa a la Huancaína (batata a um molho amarelo, que me lembrava algo preparado com óleo de dendê, mas era mais fraquinho), como prato principal, frango (pollo) com arroz, batatas frita e legumes.  Para beber, sucos de papaya e chicha morada (um tipo de maíz).
Tudo saboroso, mas cheguei à conclusão de que é bom dar uma pesquisada nos termos e ingredientes da culinária local antes de se aventurar em um país. A gente fica meio perdido, sem saber o que pedir.




 Continua...



quarta-feira, abril 23, 2014

Apenas repassando

Eu vou falar uma coisa pra vocês...Que mundo comunicativo difícil esse.
Um mundo inteiro de informações, de canais, de formas de compartilhar e as pessoas continuam caindo na besteira de espalhar notícias sem consultar fontes.
“Ah, porque lá no grupo tal estavam falando disso. Todos comentando..” MEU OVO.
CHEQUEM A INFORMAÇÃO! CHEQUEM A INFORMAÇÃO! CHEQUEM A INFORMAÇÃO!

Que tamanha irresponsabilidade a de quem faz isso sem reservas. Deveria ter dor de barriga como castigo!

sexta-feira, abril 11, 2014

Alô você!

Desde que ela falou que eu atendo o telefone de forma muito séria, tenho me policiado. Um treinamento intensivo de “como ser feliz ao telefone”.
Minha relação com ele não é boa.  É algo maior que eu. Algum trauma telefônico, talvez.
O fato é que não combino com telefone (seja ele fixo ou móvel).
 Não consigo passar muito tempo conversando, não consigo desenvolver um assunto por mais de 5 minutos e, o pior de tudo, não consigo disfarçar. Não sou feliz ao telefone. Meu alô é sombrio e xoxo.
E não pensem que é algo pessoal. Atendo a todos da mesma forma.  Do meio para o fim ainda relaxo e a despedida é mais calorosa “um beijo!”
É algo que precisa ser trabalho e superado.

Beijo me liga (mas não agora)

domingo, março 16, 2014

Fino trato



Preguiça eu tenho é de lidar com gente amarga. Gente do time do “nada tá bom”, do “tudo que é barato não presta”, do “não freqüento aquele lugar porque é uma porcaria”.

Valei-me, que preguiça! Preguiça no trato mesmo. Dá vontade de ficar calada e só ouvir, para ver se uma hora a pessoa reconhece que está falando sem pensar. Ou oferecer um bombom de banana pra adoçar a vida, sei lá.

Sorte eu tenho é de conhecer poucas dessas. E, mais ainda, de encontrá-las raramente.

terça-feira, março 11, 2014

Das teorias

Entre as teorias que constarão no meu futuro livro de sucesso, está aquela triste de que “se você não aprendeu a diferença entre 'mais' e 'mas' no ensino fundamental, carregará este fardo pelo resto da vida". Isto também serve para erros de grafia, acentuação e pontuação de palavras.
É uma espécie de estigma da vida escolar, muito difícil de romper. Salvo raras exceções, infelizmente isso  irá te acompanhar em diversos textos, cartas, bilhetes românticos e mensagens no Whatsapp.
É uma deficiência sem cura. E cai por terra aquela outra teoria (bem difundida, inclusive) de que “quem lê muito, escreve melhor”.
É como se você tivesse perdido um encontro marcado com o futuro da sua escrita. Como se tivesse ficado doente bem no dia “daquela aula”. E aí, pronto, só resta lamentar.
E não se iluda. Fazer faculdade de letras ou jornalismo para aprender a escrever não vai adiantar. Ou você já chega lá com essa bagagem pronta, ou passa pela graduação só com a roupa do corpo mesmo.
A língua é perversa e rancorosa. Não aceita decoreba. Tem que colar no cérebro de uma vez, para nunca mais sair.

Não digo aqui que o ser humano é incapaz de aprender. Claro que não. Estamos em constante evolução. Mas nesse caso aí, especificamente, tá quase sem jeito, irmão!

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Crônicas da vida moderna

Eu tinha impressão que essa coisa de superexposição tinha aumentado com as redes sociais, mas parece que agora todo mundo pode saber de tudo, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Hoje, na hora do almoço, as meninas da limpeza aqui da firma estavam conversando sobre a vida amorosa de uma delas. Mas não aquela coisa no cantinho, resguardada.
Uma no andar de cima, varrendo o corredor,e a outra embaixo, limpando o hall de entrada:
- Mas olha como tu fica. Tu não atende mais ele, mas tu sofre, porque fica imaginando como seria se atendesse.
-É, eu sei...Eu já disse pra ele não ligar mais pro  meu celular, para me deixar em paz.


Depois reclamam...

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Do fotografar

 “saber muita coisa também é uma prisão”. Não fui eu quem disse isso, mas quem disse tá muito certo (eu só não lembro o nome).
Passo o dia vendo e lendo fotografia. Vejo ensaios, trabalho de profissionais que admiro, vejo filmes, arte, percebo detalhes, colho informações e sugestões. No final, sou só mais uma confusa nesse mundo de desenhar com a luz.
Procuro inspiração, meu olhar, meu jeito. Procuro-me.
Trabalhar com algo artístico tem esse lado. Chega um momento em que você questiona a qualidade do seu trabalho, do seu olhar. Será isso mesmo?
E o desequilíbrio é seu pior inimigo. Ao contrário dos poetas, que produziam verdadeiras epopeias na fossa, o fotografo deve, pelo menos, estar em paz. Não digo nem feliz o tempo todo, porque isso ninguém é. Apenas de coração aberto e com olhar atento pra contar a história do outro.



terça-feira, fevereiro 04, 2014

É logo ali

Envio um e-mail perguntando quando será um workshop de fotografia q tenho interesse. Explico que preciso saber o local com certa antecedência, porque moro no Acre.

A resposta:
Estamos montando a agenda de workshops para este ano! Temos em vista uma edição lá em Recife, acho que fica mais perto pra você.

#SQN

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Help

Caí numa cilada, Bino. Dessas de palavras bonitas, encorajadoras, piegas e comuns. Dessas que te seduzem, te pegam pela fala e te iludem com dias melhores.
Castigo pra quem nunca gostou de leitura de autoajuda, mas de uns tempos pra cá tem precisado delas mais do que nunca.
Não é preconceito. É que meu tipo de leitura é outro.
Pelo menos consumo aos poucos, em pílulas facebookianas. Nada de comprar o livro todo.


terça-feira, janeiro 28, 2014

Quanto tempo será que demora um mês pra passar?

Segundo meus cálculos, um mês demora exatamente 217 dias e 6 horas quando você decide parar de tomar refrigerante.
A decisão não foi baseada em um capricho estético, mas em uma simples tentativa de me manter saudável nesse ano que só está começando.
Apesar de não ter conseguido a calcinha azul para o Reveillón (dizem que representa saúde), me vesti espiritualmente da cor e decidi que 2014 não ia ser tão enfermo quanto 2013.

Eu só não imaginava o quão doloroso seria dispensar a coca-cola no churrasco, no bolo de chocolate e no sanduba. E que os primeiros 30 dias se transformariam em uma eternidade.
Sigamos!

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Entre assobiar e chupar cana



Minha falta de foco geminiana é tamanha que chego a pensar que sou um robô. E em um suspiro de ansiedade e empolgação, acho que posso tratar fotos, fazer experimentos fotográficos, assistir a um curso online que comprei e executar um projeto artesanal. Assim, tudo agora.
Respiro, esqueço metade das coisas que planejei, ouço música e faço qualquer outra coisa que não estava nos planos.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Um novo começo pra 2014



Era um bom plano para 2014. Um plano grande, desses que mudam a vida da gente. Não sei se para melhor ou pior, mas que remexem tudo.
E, até então, tava tudo certo. Não chegava a ser um sonho, mas admito que era um bom plano.
Mas como tudo na vida é passageira e nem sempre acontece do jeito que a gente imagina, ele fracassou nas suas primeiras fases.
Agora é preciso parar, pensar, replanejar, colocar no papel e agir ( ainda que o coração dificulte um pouco).

domingo, dezembro 22, 2013

Entre morrer e perder a vida



"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia"


Esse Will sabe mesmo das coisas. Isso, ele mesmo, o Shakespeare. Ele que, de novo, me inspirou a escrever outro texto.
Esse mais cheio de dúvidas que qualquer outra coisa, mas como estou naquela de trabalhar a aceitação do outro, deixo minhas perguntas no pensamento. Mais seguro.
Minha vã filosofia da vez é aceitar que as pessoas realmente se importam com publicações de nota de pesar. Sim, há quem dê mais valor a elas que à própria perda.
Há quem se magoe, se doa, se decepcione, se revolte e me diga umas verdades por uma nota não publicada.
E há pessoas como eu, que, no fim das contas, só tentariam se recuperar da tristeza que é ver quem você ama partir.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Um dia você aprende...



"Aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam..."


E depois de muito tempo conhecendo esse texto, hei de admitir que o velho Will Shakespeare estava certo e que é hora de entender isso de uma vez por todas.

Um desafio para o ano que vem chegando e que eu já comecei a tentar desde agora. Não me importar tanto com coisas pequenas e com pessoas que simplesmente não dão o mesmo valor a coisas que julgo importantes.
É claro que encontrar seres humanos que priorizem as mesmas coisas e tenham os mesmos valores que eu seria muito ingênuo da minha parte.
Mas hoje me dei conta que cansei. E, a partir de agora, vou deixar a vida correr e, os que permanecerem ao meu lado, é porque quiseram ficar.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Lombinho - o retorno

Minha mãe diz:
-Estou gorda. Preciso emagrecer urgentemente!

Lombinho, hoje com 22 anos, e com toda a sua coerência de vida, abarca:
-É mesmo, tem que fazer uma dieta...Você quer um Milk Shake?

Ai ai...

Aquela sensação de pisar em ovos, medir as palavras, o tom, a força, o sentido e a provável má interpretação delas.
Sufocante ter que viver assim pra preservar a paz e a boa convivência de algo que já foi tão natural.
Difícil ter a constante preocupação de não falar mais que a boca e fingir interesse em coisas tão pequenas.
Mas não chega a ser saudade da intimidade de outrora. O momento passa e as pessoas mudam. É apenas um lamento e o incômodo constante de tentar evitar ruídos.


segunda-feira, outubro 14, 2013

Sem sensor

Meu marido sempre diz que meu sensor veio com defeito. Aquele que dá noção de espaço e faz a gente desviar dos obstáculos. Quando ele falha, é isso que acontece.


quinta-feira, outubro 10, 2013

Sem mistério



Sempre que possível tento me colocar no lugar outro pra tentar entender como a pessoa pensa e, quem sabe, poder aceitar certas atitudes. Algumas vezes consigo, outras nem tanto.
Acho que isso lembra um pouco a concepção de “alteridade”, conceito desconhecido por mim até poucos dias, mas que gerou tanta discussão em certa reunião que participei que não tive como esquecer.
Independente disso há algumas situações que julgo simplesmente impossíveis de me transformar no outro. Elas ultrapassam muito meus valores e conceitos aprendidos de longe.
São ações cotidianas, que pedem reações simples. Nada muito trabalhoso. Coisas do tipo: se peguei, devolvo, se abri, fecho, se comprei, pago.
Não tem mistério, mas me custa entender que algumas pessoas vêm sem esse aplicativo e me custa mais ainda sair da minha zona de conforto pra explicar pro outro como funciona a vida, o universo e tudo mais.
É chato e me irrita.
Um beijo.