sexta-feira, abril 03, 2009

Relátorio final de bordo

Se eu tivesse levado a oficina de blogs a sério, teria consciência da minha falta de consideração com os fiéis leitores (eu gosto de pensar que eles existem). Se tivesse um pingo de vergonha na cara também chegaria a essa conclusão.

Já faz um mês que cheguei de viagem e ainda não terminei de contar como foi. Não que interesse, mas já que comecei, é bom terminar, né? (ou não)

Aí vai um resumão:



O mar de rico


Na quarta-feira, uma quarta–feira do mês passado, fomos a Porto de Galinhas – PE. Já tinha ido lá ano passado, mas fiz questão de voltar, porque o lugar é lindo demais, gente.
Sabe aquele mar de rico? Aquela coisa azul que parece uma piscina grande para poucos? Então, é lá.
Dessa vez tivemos sorte e fomos de van com outros dois casais: Lara e Michel, de Brasília, e Diana e Daniel de Manaus.

A van era dirigia por Vítor, um guia argentino que mora do Brasil há 13 anos e acha que sabe falar português. “Vocês sabem porque és Porto Galina?”
E assim ele ia contando a história dos lugares onde passávamos.
Vítor foi o melhor guia que já conheci. Cara discreto, prestativo e super bem humorado.
Chegou ao Brasil em 1994 e escolheu João Pessoa pra fixar morada. Já foi dono de restaurante, teve buggy e agora tem uma van.
Morou seis anos nos Estados Unidos, mas precisou voltar para o sossego da Paraíba.

Quando chegamos a Porto de Galinhas a maré estava baixa. Dava pra ir andando até os corais. Decidimos ir a pé, mas sem levar a câmera, porque não dava pra confiar na maré desse jeito. Sábia escolha. Na hora de voltar quem disse que tinha chão pra pisar?
Eu e meu pulmão de não-nadadora quase pedimos arrego ao salva-vidas, mas com esforço chegamos à praia.
Depois da graça, pagamos R$ 10 e fomos de jangada mesmo.

Porto de Galinhas tem um centro comercial de deixar qualquer mulher falida, mas como tínhamos que voltar cedo, só me deram 20 minutinhos para andar nas lojas e ainda me sobraram uns trocados.
Comprei umas camisetas com galinhas simpáticas estampadas, mais um chaveiros de galinhas e pronto.

Na quinta-feira fizemos o litoral sul de João Pessoa. Era pra irmos com um casal, mas eles desistiram de última hora e fomos só nós e o Vítor. A primeira parada foi na Barra de
Gramame. Um encontro do rio com o mar que dá um visual incrível. Nesse dia também teve sol e fomos felizes.


Barra do Gramame

Depois fomos à Praia de Coqueirinho, umas das mais gostosas. Pensa naquele conceito de sombra e água fresca! Era Coqueirinho. Ao contrário do ano passado, que me deixou com uma má impressão do lugar, esse ano Coqueirinho mostrou tudo o que tem de melhor.

Passamos três horas relaxando e depois fomos à famosa Praia de Tambaba, uma das primeiras praias naturistas do Brasil.
É claro que EU NÃO TIREI A ROUPA. Eu fingi que tirei.




O velho truque do jornal...

Tiramos mais algumas fotos e terminamos o dia no pôr-do-sol da Praia do Jacaré. É lá que o cara toca o Bolero de Ravel, todo fim de tarde, há pelo menos 317 anos. Lá também tem uma feirinha interessantíssima rs.

Na sexta fomos para o litoral norte da João Pessoa, também com o Vitor. Dessa vez quem nos acompanhou foi um trio de portugueses. Um casal aposentado e uma amiga.

Acho que conhecer pessoas é umas das melhores coisas das viagens. Por mais que a probabilidade de reencontrá-las seja remota, elas sempre deixam um pouco de si elevam algo da gente.

O sol realmente caprichou nesse dia e tivemos a oportunidade de voltar à Ilha da Areia Vemelha. Aí sim conseguimos nos divertir. Conversamos sobre as culturas dos países e aproveitei pra perguntar o que eles achavam do novo acordo ortográfico.

“Olha, minha filha, eu sinceramente já estou muito velho pra me preocupar com isso. Agora quem é professora ou trabalha escrevendo, vai ter que se preocupar”

“Pois então...”

No meio da conversa, quem me aparece? Quem? Ele mesmo: o guia mala. Chegou como quem não quer nada, sentou na mesa e não quis mais sair de jeito nenhum. Tinha levado outro casal pra passear, mas enquanto eles se divertiam, ele alugava a gente.
“Amor, vamos dar uma volta?” diz estrategicamente o namorado. “Bora”. E lá vem o mala também. Tirou umas fotos nossa e uma que tirei especialmente pra vocês:

Ele, "O Guia"

Depois fomos para outras praias que eu já não lembro o nome ( faz um mês, né? Paciência...) e o dia acabou feliz.

Um dia na companhia dos portugueses me rendeu duas novas palavras ao vocabulário, dessas que eles usam lá e a gente não faz idéia do que seja aqui. A primeira é ‘alforrelcas’, pronunciada com aquele ‘L’ que só eles sabem como faz e que significa água-viva. A segunda é ‘keka’, que equivale a ‘uma transa’. (apesar de descontextualizadas, garanto que surgiram em uma conversa informal e despretensiosa).

O sábado foi reservado para comprinhas de última hora e pra conhecer a Íris, amiga do #2 e jornalista também. Almoçamos ali pertinho do hotel, conversamos sobre a cidade, concursos, jornalismo, comidas típicas e outras dezenas de assuntos.

Domingo foi o dia de voltar pra casa. O melhor carnaval-sem-carnaval que já tivemos.

Até o próximo verão.

segunda-feira, março 30, 2009

Show (Meia) Boca de Mulher 2009


Pela primeira vez o Boca de Mulher me decepcionou. Claro que não acompanhei os 20 anos do espetáculo, mas já fui a alguns mais organizados e não pensei que justamente no aniversário eu ficaria com a má impressão.

Comprei a mesa de R$ 60 com as amigas, esperando a mesma tranqüilidade dos shows anteriores, mas foi isso que vimos (foto). O erro não foi a idéia de fazer um baile dançante pra comemorar (até achei legal), mas de não saber executar.

Havia mesas e ingressos à venda. Quem trabalha com eventos em qualquer parte do mundo sabe que essa é uma combinação perigosa se não há pessoal suficiente para supervisionar o local, porque o que mais tem é neguinho querendo se dar bem e foi aí que entramos na história.


Como houve uma falha na entrada, pessoas roubaram as mesas de outras pessoas e estas, por conseguinte, se sentiram no direito de ficar em pé justamente em frente a nossa mesa. Pedimos licença como pede a boa educação e elas se justificaram com o roubo. As outras que permaneceram em pé eram só mal educadas mesmo.

O problema dos eventos em Rio Branco é que quando organizadores percebem que falharam, se escoram naquela de que “a cidade é pequena, todo mundo é amigo e no final tudo vira festa”. Não é assim. Existe um público que precisa ser respeitado (e eu nem conhedia toda aquela gente). Quem compra a bosta de uma mesa espera, pelo menos, comodidade no começo do espetáculo.

Depois disso, tudo desandou. Achei a produção fraca, o local inadequado e o som ruim. Em algumas músicas mal se ouvia a voz da cantora, mas pra muita gente daqui o que vale é a intenção.

Moçada, o negócio é feito há vin-tê-â-nos. É claro que não se espera um show impecável, mas já dava pra ter aprendido alguma coisa, não?
Já que a intenção era fazer um baile, que só tivessem vendido ingresso. Assim povo se esbaldava no salão e quem quisesse manter a pose de sentar em mesa, que ficasse em casa, oraporra.

A noite foi salva pelo sábio DJ que desenterrou os melhores sucessos, incluindo “Meu amor, vamos lá, vamos tomar sol, na Praia do Amapá” de Jorge Cardoso. Não há quem resista!
* O título foi sugerido pela Carol, no auge de sua ira.

quinta-feira, março 26, 2009

Das mudanças

Após as *oficinas de jornalimo cultural do Rumos Itaú Cultural que participei nos últimos dois dias, devo admitir que minha vida agora se divide em 'antes das descobertas que mudaram minha vida' e 'depois das descobertas que mudaram minha vida'.

São elas:

Crepe de chocolate da Tia do Crepe lá da *Praça dos
Tocos/Praça Antônio Júlio Maia de Queiroz/Praça da Catedral que me foi aprensentado nos áureos
tempos da Ascom do TJAC e mudou meu conceito de crepes doces e minha visão
de mundo.


Caneta ecologicamente correta da Unimed, presenteada
forçadamente pelo meu amigo André Cajarana. Ela tem um azul diferente das Bics
habituais e uma escrita macia que deixa a minha letra uma gracinha. Posso
dominar o mundo com essa caneta.


Óculos da Carol. A mudança mais significativa, eu diria. Foi através deles que eu descobri que estou ficando cega, mas como não assumo, ele só muda a minha vida por poucos segundos. Só quando encontro a Carol e consigo ler anúncios distantes.

* Foi durante as oficinas que tiva a idéia do post, mas eu aprendi coisas úteis lá. Juro.

* Descobrir que a praça tem três nomes foi interessante, mas nada que mudasse a minha vida. Na verdade, mudou a vida de uma moça que marcou um encontro na Praça da Catedral e o moço nunca chegou, porque pensou que aquela fosse a Praça dos Tocos.

terça-feira, março 24, 2009

das ocupações diversas


Elmar Weisser penteia a sua barba em formato de bicicleta em barbearia de Brigachtal, na Alemanha (Sasha Schuermann/AFP)
E eu achando que não tinha o que fazer da vida...

terça-feira, março 17, 2009

Diário de bordo - Parte III


Na terça-feira as coisas melhoraram. O céu azul e o sol brilhante recuperaram meu humor e fui à Praia do Bessa. Seguindo instruções da experiente família que já havia passado por lá, pegamos o ônibus e pedimos para o cobrador nos avisar quando chegássemos ao Bar do Golfinho, que era o point da praia. O que a minha família esqueceu de avisar é que havia dois “Golfinhos” e claro que nós descemos no primeiro que vimos. Bar sem movimento, tudo quieto, presumi que não era ali.
‘Vamos caminhando pela praia, deve estar perto’

Foi uma pernada de pelo menos 20 minutos até avistar aquele aglomerado de bares e pessoas na praia. Eu já tava tão cansada que não quis nem saber de golfinho. Sentei na primeira barraca que avistei.

O dia seguiu lindo e feliz. Água de coco, camarão, peixinho...Tudo como deveria ser. À tarde decidimos ir ao shopping. Eu até que não faço muita questão de ir ao shopping, mas quem mora no Acre sabe a diferença que uma Americanas ou um Bob’s faz na vida da pessoa. E faz justamente porque não temos, senão perderia logo a graça.

Ainda naquela minha sina de montar minha dvdoteca, cheguei a uma prateleira cheinha deles. Todos em promoção e doidinhos para pular na minha cestinha. Não resisti, trouxe 16 filhinhos pra casa.

Outra coisa que torna o shopping assaz atrativo é um bom cinema e lá também tinha. Por mim, teria ido todos os dias e assistido sessões seguidas, mas a vida não funciona do jeito que a gente quer. Mesmo assim, ainda consegui ver dois: Sim Senhor, com o Jim Carrey, que eu morri de rir para sempre, e Operação Valkiria, que eu fui mais pelo Tom, afinal o cara veio ao Brasil, trouxe a família e fez toda aquela campanha...Fiquei curiosa, né?

Aliás, ir ao shopping era uma das coisas mais prazerosas, porque nós sabíamos exatamente qual ônibus pegar, onde parar e como voltar, e em uma cidade desconhecida isso conta muitos pontos na vida do turista.

Da curiosidade que matou o gato

Voltaram as especulações sobre quando irei casar.
As pessoas já nem me cumprimentam mais, vão logo perguntando "E ai, menina, quando tu casa?"
Por um lado eu até entendo a preocupação desse pessoal. Afinal, eles irão me ajudar a comprar a casa, os móveis, pagar as contas...Precisam estar preparados para a decisão, né?
Ontem mesmo uma vizinha me contou que a outra contou pra ela (tá acompanhando, né?) que eu 'abri o jogo' e revelei que me caso ano que vem.
Na verdade, foi uma tática para me manter sossegada por mais um tempo, mas pelo visto ainda é pouco.
Da próxima vez digo que será em 2317 e que ela não será convidada!

domingo, março 15, 2009

Das festas

Semana passada participei de uma maratona de formaturas. Uma do meu vizinho e amigo de infância, Júnior, e outra da minha amiga Nayara.
Confesso que não sou muito chegada a esse tipo de festas. Na verdade, na minha atual condição de pessoa desempregada e deprimida, não estou para nenhum tipo de festa, mas em nome da boa e velha amizade, fui.
Dois dias de colação e dois dias de baile.
O sacrifício vale a pena quando você vê a felicidade estampada no rosto de quem se forma. Aquele alívio de finalmente ter superado os cinco ou seis incansáveis anos de academia. Não tive tudo isso. Minha colação foi na sala de reuniões do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia da Ufac, na companhia do secretário da Coordenação de Jornalismo, alguns professores (inclusive um que briguei em sala de aula) e mais três amigas. Não teve toda a pompa que imaginávamos no começo do curso, mas a sensação foi a mesma.
Acho que o saldo maior desses dias de festa foi ter ganhando um super cartão de 'disk-garçom' de um tiozinho que nos serviu durante a festa.
"Meninas, adorei vocês! Aqui está um 'disk-garçom' pra quando vocês precisarem...Obrigado, baby!"

quarta-feira, março 11, 2009

recortes (2)

- Menina, eu te vi na TV...
- Ah, foi? Quando?
- Naquele dia que mataram aquele cara...Te vi no meio da confusão.
- Não era eu...
- Era sim...
- Não era eu...
- Era sim, eu vi.
-Não-era-eu!
-Ah, nera não, era a Neide, menina! Confundi...

______ * * * * ______


- Boa tarde, linda, vamos tomar uma Kaiser comigo?


*Não é todo dia que se é convidada pra tomar uma Kaiser, né gente? Mas não, não fui...Eu não curto Kaisers nem convites de tiozinhos desconhecidos.

Do zodíaco


Dos signos do zodíaco, este é um dos mais sensíveis a atual onda astral
turbulenta. Por isso, é bom que você se mantenha saudavelmente otimista,
confiante no futuro e disposto a encarar cada desafio com flexibilidade.
Pode
ser que ainda não seja possível se realizar o quanto gostaria.

Ahhh, meu ovo!

terça-feira, março 10, 2009

Diário de bordo - Parte II

Vâmo embora que vai chover, rapaziada


Quando chegamos ao hotel resolvi definir a programação com o guia e, mesmo sentindo que eu não seria feliz ao lado dele, acertei ir à Ilha da Areia Vermelha no dia seguinte.

A segunda-feira amanheceu nublada e eu não quis aceitar que o sol estava se escondendo de mim. Fomos assim mesmo. Chegando lá começa a chuva. A Praia da Areia Vermelha é um banco de areia que fica a uns 800m da praia. Pra chegar até lá tem que pegar uma espécie de balsa, chamada catamarã e curtir a viagem de 15 minutos até o montinho com areia avermelhada.

Após uma longa pressão, aceitamos ir. Assim que subi no catamarã me vem o guia mala com dois celulares, uma carteira e já enfiando na minha bolsa diz: “Guarda aí pra mim”. Ótimo, agora eu teria que comprar uma bolsa para guardar as nossas coisas e a do guia.

Tentei manter um semblante de turista satisfeita, mas o tempo não ajudava. Andamos pela areia molhada e sem graça, tiramos umas fotos com péssima luz, tomamos um refrigerante e chegou a hora de voltar. E foi justamente nesse momento que caiu o maior pau d´água do mundo inteiro. Eu de biquíni e tremendo de frio. Era inônico demais para o primeiro dia de viagem...


Mesmo com o mau tempo o guia sugeriu que fôssemos a outra praia e que era só R$ 10 a mais. Estrategicamente minha rinite entrou em ação e eu não parava de espirrar.
“Ihhh, será que vai gripar?”, perguntou ele.
“Pois então...Essa chuva é fogo. Melhor eu voltar pro hotel e tomar alguma coisa logo!”
“É verdade...”
E foi o caminho inteiro me ensinando receitas caseiras inéditas para curar o suposto resfriado.

No hotel, acertamos o passeio e me despedi sem muitas esperanças de vê-lo novamente. Infelizmente ele não tinha a mesma intenção. Sempre que chegávamos ao hotel havia um recado que eu propositalmente esquecia de retornar.
to be continued...

sábado, março 07, 2009

Da crise

Essa semana um mês que estou desempregada. Tenho a impressão de que faz mais tempo, assim como também me parece que trabalhei lá a vida toda, quando só foram sete meses.
Além da falta do salário, sinto falta das pessoas. Éramos dez em uma sala com ritmo acelerado todos os dias. Muito trabalho, mas muita alugação e lanchinhos à tarde.
Nossa despedida foi sem despedida, só um tchau como quem diz ‘até logo’.

Fora isso, o restante está superado. Durante a viagem pude pensar em muitas coisas e várias possibilidades de emprego:

* Dar aulas de fotografia para os guias turísticos do Nordeste e viver bronzeada.
* Tirar fotos de turistas fazendo passeios de jangada em Porto de Galinhas e cobrar R$ 9,99 por foto.
* Virar lambe-lambe e tirar fotos dos casamentos que acontecem todas as sextas no Fórum Barão do Rio Branco
* Ser a gostosinha do shortinho que irá lavar carros no futuro posto que meus primos irão abrir (por enquanto é a opção mais atraente).

Enquanto isso estou no chamado ‘trabalho de março’. Um freelancer que consegui na Coordenadoria Municipal da Mulher e irá pagar minhas contas do fim do mês (pelo menos desse mês).

quarta-feira, março 04, 2009

I love my pet

A novidade mais nova do mundo inteiro é que eu e o Rick Martin ganhamos a promoção "Eu amo meu pet" do site de camisetas Nonsense.


Ó só...
* A foto foi tirada na festinha de aniversário de 10 anos do Rick.

* O que eu ganho? Um blusa "Eu amo meu pet", ora bolas!

segunda-feira, março 02, 2009

A senhora aceita balas ou Diário de bordo

Sair do Acre não é nada fácil, a começar pelo preço das passagens. Se você pretende ir um pouco além da metade do país, tem que esperar no mínimo três horas por outro avião. E, assim o aeroporto de Brasília se torna o primeiro ponto turístico.

Depois de cansáveis horas de voo, chegamos a João Pessoa. Não sei o que aconteceu, mas desconfio que levei uma dose de chuva do Norte, porque tava o maior toró quando chegamos.

“Deve ser apenas uma grande nuvem”, pensei. Ledo engano. Os dias seguiram chuvosos, mas deram uma folga pra eu dar uma douradinha na pele. Não deu pra voltar da cor do pecado, como bem sugeriu a tchura Geisy, mas até que fez diferença.

Como minha família esteve na cidade recentemente, se encarregou de pegar todos os contatos e principais pontos turísticos que eu deveria visitar, ou seja: praia, shopping, praia e praia.

No aeroporto, um guia indicado por minha prima ficou de nos apanhar. Desembarcamos, nos apresentamos e seguimos para o hotel. Durante o trajeto ele foi me explicando que havia feito um roteiro ‘massa’ e que era bem a minha cara. A programação incluía praias, uma visita ao centro histórico, a uma aldeia indígena, ao centro de criação de peixes-boi e uma série de programas que, segundo ele, eram justamente o que eu estava procurando para este carnaval.

Apesar de ter 14 tribos indígenas morando aqui e não demonstrar nenhum interesse inicial por peixes-boi, eu não me importaria em fazer esses programas, mas isso se eu fosse passar pelo menos uns 20 dias na cidade.

Depois de apresentar todo o roteiro que ele fez pensando em mim, cheguei a um daqueles momentos cruciais da vida em que questionamentos sobre a existência humana e sobre o universo são inevitáveis, como “Afinal, que imagem eu passo?” e o mais importante de todos “Por que eu sempre atraio guias turísticos malas?”

Eu não sei o que diabos minhas primas falaram para aquele homem, mas ele já havia traçado um perfil de super-jornalista-fotógrafa-cult-e-podre-de-rica que eu não conseguiria derrubar por nada nesse mundo. Todos os programas que ele sugeria era bem ‘o que eu gosto’ e, talvez, se eu tivesse tentado provar o contrário, ele tentaria me convencer de que eu gosto mesmo do que ele havia sugerido. Ia criar um conflito de personalidade.

Em sete minutos e meio de conversa eu já percebi que não seria feliz no Carnaval se tivesse aquele guia por perto, então fui bolando uns planos para despistá-lo, mas essas são cenas do próximo capítulo, porque amanhã eu acordo cedo para ir ao meu ‘trabalho de março’.


sábado, fevereiro 21, 2009

A pipa do vovô não sobe mais


O Carnaval fica e eu vou...
Ao contrário do traumático feriado do ano passado (nas infernais ruas de Olinda), esse ano quem me vê é João Pessoa.

Juízo, crianças.

Hasta.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Qual é a melhor versão?

Adeus madeixas.


Pois é, eu passei uma química no cabelo que entrou em conflito com a anterior e ele caiu todinho... derreteu.

ou

Eu quis fazer um corte fashion, mas ignorei o fato de que tenho 230 rodamoinhos na cabeça, o que fez o resultado ficar uma droga e eu decidi cortar o mais que pudesse.

ou

Precisei tomar duas doses de quimio, daquelas bem legais, como prevenção contra a volta de um câncer de pele que tive há um ano e meu cabelo caiu.

ou

Cortei tudo pra variar um pouco e não precisar mais passar uma hora com secador e mais 30 min. na prancha para ficar apresentável. Troquei toda a parafernalha por lenços coloridos.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Das verdades sobre o Carnaval

Nestas datas tocantes que a sinceridade fica à flor da pele...

E lá vinha um casal super animado, cada um com sua blusa do bloco carnavalesco devidamente customizada e ambos prontos para cair na folia.
Atrás, um guarda-chuva preto, uma senhora com cara de vó e um garotinho vesgo de cabelos cacheados e sedento pela verdade.

-Pai...

(pausa. o pai olha...)

- Eu odeio Carnaval.

Foi o desabafo mais verdadeiro que eu já ouvi.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Das descobertas

Essa semana fiz duas descobertas extraordinárias, daquelas que a gente não pode morrer sem saber, entende?

1. Que cola de sapateiro gruda muito mais quando está seca. Levei um par de sapatilhas famintas para o sapateiro essa semana e, de repente, tudo ficou claro na minha mente. Ele arreganhou o solado das bixinhas, passou cola e saiu pra conversar. Achei aquilo tudo muito estranho, mas pra não perguntar de cara, comecei com uma pergunta bem mais idiota

- Er...Essa é aquela cola que os meninos cheiram, né? (Claro que eu sabia que era, mas precisava prepará-lo para a outra pergunta abel que viria em seguida)
- É...
-Hum...E...O senhor vai deixar isso aí secando assim mesmo?
- Vou. "Quanto mais seca, mais a cola de sapateiro gruda". E vê se usa mais esses sapatos, viu?

* Sábias palavras daquele homem que cuida de sapatos...

2. Que há mais de 12 mil satélites artificiais na órbita da Terra. Tá, eu sei que essa galera do espaço já pisou na Lua várias vezes, que as coisas estão mais fáceis, mas DÔZE MIL SATÉLITES? Não posso crer que eles tenham feito tudo isso nas minhas costas.


Vale a pena conferir a matéria:

Europeus fazem simulação de 'tráfego intenso' de satélites no espaço

Big Brother 9

*Aquinei Timóteo

Os não-lugares a que Marc Augé se refere, encontra porto seguro emorada inconteste na tevê. A tevê é um lugar e responde a uma esferapública mediada, não interacional; seu espetáculo atém-se a luxúria doolhar.
O Big Brother 9 é uma dessas searas que suscita o gozo dos olhos e ovoyerismo embasbacado. O mundo está sedento por heróis e apersonificação dessa vida mediada, confinada, cuja afabilidadeplástica constrói e reconstrói um ideal mítico, deixa o telespectadortonto sob o impacto de uma miríade de sensações cretinamente forjadas.
"Vivam por mim!" grita o telespectador em sua confortável poltrona decouro vagabundo e almofadas em forma de coração "vivam, vivam, vivam!"e lá se vai a terça-feira, com suas podres sensações e enjôoscotidianos...

Citando Lima Barreto: "O Brasil não tem povo, tem platéia!", aplausos,por favor!
* Jornalista e Docente do Centro de Filosofia e Ciências Sociais da Ufac

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

dos aperreios de uma vida comum

Quando eu penso que o meu problema de morar errado está remediado, ele volta a me atormentar. Agora nem as contas chegam mais em casa.

Esses dias encontrei um carteiro no meio da rua e desabafei:

- Olha, moço, eu estou com um problema sério...
-Diga...
- As correspondências não estão chegando lá em casa, entende?
- Por que não?

Aí eu contei todo o meu drama de morar em uma travessa que não tem nome e por isso usamos o nome da rua principal, mas no começo dessa rua há uma casa com o mesmo número e sempre dá problema. Expliquei que nem os Correios e nem a Prefeitura estão interessados em resolver meu problema, porque eles não mantêm um diálogo amigável de nomes de ruas e querem mesmo é que as pessoas se lasquem em seus endereços incorretos.

- E qual o nome da tua rua?
-E a Manoel Cesário
- Ahh, sei qual é... Lá são dois carteiros.
- Um é o Júnior, né?
- O Júnior? Viiiixi, tu é do tempo do Júnior?
- Claro que eu sou do tempo do Júnior! Ele é meu amigo!
- O Júnior saiu dos Correios faz tempo...
- E como eu fico agora? O Júnior se manda, me deixa na mão e não dá nenhuma satisfação!
-O que eu sei é que naquela rua são dois carteiros agora...
- E isso muda freqüentemente?
- Sempre.
- Olha...Qual teu nome mesmo?
- Vieira
- Olha,Vieira, eu tô vendo a hora eu ter que dar uma big festa para todos os carteiros de Rio Branco, assim eu me apresento de uma vez só e acabo com essa palhaçada!
- É, né...Qual o teu nome?
- Nattércia.

*Escreve “NATT” na palma da mão direita

- Então eu vou ver isso pra ti, Natt...
- Tudo bem, Vieira, eu vou confiar em você.
-Agora eu tenho que ir.
- Eu tbm.
-Tchau.
- Tchau.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Ela voltou!

Após 15 dias na praia, Lombinho (vulgo irmã) está de volta. Chegou ontem à noite, no auge do meu sono. Acendeu a luz do quarto, me deu um beijinho na bochecha, uma bolsa, dois colares e um DVD do Cordel do Fogo Encantado. Até aí tudo bem (pra ganhar presente não importa a hora mesmo) e eu até que estava com saudades dela. Conversamos algumas coisas que eu já não lembro mais e voltei a dormir.
Hoje, às 09:37 ela me liga:

- Mana, eu posso comer essa torta de frango que tá aqui na geladeira?
- Rapaz, não sei há quanto tempo ela está por aí...
- E agora, o que eu vou comer?
- Bolacha, torrada, pão...
- O pão é de hoje?
- Não.
- Não tem nada de hoje?
- Não! Por acaso tu pensou que eu tava acordando cedinho todos os dias pra ir comprar pão?

Estou sentindo que terei problemas pela frente...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

dos projetos de vida

Chega um momento na vida de uma pessoa em que questionamentos fundamentais interferem no cotidiano e perturbam a consciência tranqüila de alguém com hábitos simples, como por que a torneira gelada do meu bebedouro sempre fica entupida depois de 18:23 ou por que sempre que escrevo ‘tô’ no meio das frases o T insiste em sair maiúsculo e até mesmo por que as pessoas formadas em jornalismo têm a mania de criar e-mails com ‘_jornalista’ e eu não.

Essa profunda reflexão me fez repensar todo o sentido da vida e renovou um antigo sonho de infância que estou disposta a realizar antes do 24 anos. Amanhã mesmo parto para Milão onde irei desenvolver uma famosa linha de sapatos de palhaço. Sempre tive essa preocupação com o look antiquado dos palhaços e percebi logo cedo este promissor mercado. Além do mais, aquele sapatão com bico redondo e cores desbotadas não combinam nadinha com ar despojado dos palhaços.

Pretendo levar em consideração as cores da estação, as estampas, texturas e os tipos de piadas, claro. A partir daí, ganharei o mundo, as passarelas e os picadeiros do mundo fashion divulgando a coleção.

Inventarei uma teoria comprovando que o palhaço Bozo não morreu, mas que estava fora dos circos por incompatibilidade de gênio com sua personal style e agora aposta nessa nova criação e ressurgiu só para ser meu palhaço-propaganda.

Em maio de 2034, minha invenção chegará ao Acre. Presentearei os palhaços Rufino e Tenorino com um sapato qualquer da coleção outono/inverno do ano anterior e procurarei fazer outra coisa vida.

terça-feira, janeiro 27, 2009

hoje vim assim


Casaquinho comprado na Vest Nort
Blusa que a minha costureira fez
Cabelo assanhado
Calça surrada do Camelô Modas
Pernas de saracura
Sandália Arezzo
Colar de alguma lojinha de bijú de Fortaleza
Relógio do camelô de Manaux

(foto de Alexandre Noronha)

Hoje eu não vim assim. Vim pior que isso. O post é só pra falar do blog "Hoje vou assim", da publicitária Cristiana Guerra, que se veste bem diariamente.

domingo, janeiro 25, 2009

aiai...


Com quase oito anos de estrada, um diálogo se deu:

- Tu lembra a roupa que eu usei no nosso primeiro encontro?
- Er...Lembra que até um dia desses eu lembrava?
- Não me interessa se tu lembrava até um dia desses, ora bolas, eu quero saber se tu lembra agora!
-Ah...
- E aí, lembrou?
- Não. Eu lembro da minha.
- Claro, né?

pausa...

- Não lembro mesmo.
- Então eu acho que vou chorar um pouco.
- hahahaha

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Alô, som!

O grande elenco de "A invasão"

A verdade é que eu fico revoltada depois de 01:24 p.m e, como em dias comuns costumo estar dormindo neste horário, hoje resolvi esperar só para poder atualizar o blog.
Essa semana estava lembrando daquele meu sonho de ser radioatriz e cheguei à conclusão de que tudo não passou de uma radionovela.
OK, OK, eu já havia admitido que não levava jeito para coisa, mas queria pelo menos o direito de poder divulgar o produto e me exibir por aqui, né?
Coincidentemente, nesta mesma semana em que estava disposta a escrever um texto reclamão daqueeeeles, recebi um e-mail da Lena, que ministrou a oficina na Usina, enviando o produto final realizado pelo grupo.
“A invasão” foi o programa gravado pelos alunos do curso em setembro de 2008 e ouvido pela primeira vez na mesma época. Na ocasião, foi anunciado que ele seria veiculado nas rádios Aldeia e Difusora Acreana, já que o objetivo maior do projeto era ressuscitar as tradições das radionovelas no Estado.
Apesar de já estar habituada com a falta de prazo das coisas por aqui, não consigo entender qual a dificuldade de se iniciar e finalizar uma atividade. Qualquer projeto meia boca que se faça exige um período de execução, mas parece que tudo é desconsiderado.
Estamos em janeiro de 2009 e só tive acesso ao áudio agora. A justificativa é que estão com dificuldades de encaixar o programa de meia hora na grade imutável das rádios.
Para quem banca, chama a TV e faz aquele auê pra divulgar o projeto, pode não significar nada segurar o produto por dois, quatro, seis meses que sejam, mas para quem fez parte disso, significa muito. Muita gente acreditou no projeto e achou mesmo que ele poderia render alguma coisa séria. O processo de produção e aprendizado deve ser contínuo.
Às vezes até quero acreditar nas boas iniciativas do governo estadual, mas logo desanimo porque sei que elas têm curto prazo de validade e entusiasmo.

Não sai na rádio, mas sai no Sugestível, ora bolas. Para quem tiver paciência e curiosidade de curtir a produção local, segue “A invasão”.




A quem interessar, toooodo o meu talento sonoro foi exposto em oito segundos de fama na voz da economista Diocélia Rocha, entre o 03:22 e 03:30.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

da língua


Etiqueta da chave do terraço da Assembléia Legislativa do Acre.

E eu me preocuprando com o Novo Acordo Ortográfico...

sábado, janeiro 17, 2009

recortes

- E o Will Smith não é conhecido não, fia?
- É...
- Então...Leva logo!

* O poder de persuação para se vender um DVD pirata.

*Adoro ouvir essas conversas pela metade.

Sede Verde

"Esse na verdade é um projeto do povo acreano". Foram as palavras do prefeito em exercício, Eduardo Farias, em relação à candidatura de Rio Branco à Copa do Mundo de 2014, em um programa de entrevista da Rádio Difusora Acreana.

Queria mesmo saber o que o povo acha disso, porque euzinha aqui não tenho nada a ver com essa conversa e pelo que me deixem fora dessa história de achar que o Acre tem condições de sediar uma Copa do Mundo. Não é um Campeonato Brasileiro, meu amigo, é uma Có-pa-do-Mun-dô!

Podem até me chamar de pessimista, agorourenta, já que ainda faltam anos para o tal evento, mas esse tempo é quase nada para uma cidade se desenvolver. Eu amo o Acre, sério mesmo, porém tenho bom senso para acreditar que ele ainda não está preparado para sediar um evento dessa grandiosidade. Temos probleminhas pequenos que nos impedem de ir para frente e, mesmo construindo hotéis, restaurantes e toda a estrutura necessária, não conseguimos pensar grande.

Mesmo a cidade se modificando, ganhando novas obras, parece que a gente não consegue se desprender daquele pensamento provinciano. Admito que o povo acreano é hospitaleiro, mas não há bom senso para atender a demanda. Quem mora aqui sabe as dificuldades de encontrar alguma coisa pra comer depois da meia-noite, comprar um presente depois que sai do trabalho, porque as lojas só ficam abertas até no máximo 19h, ou tomar uma injeção no domingo, pois encontra poucas farmácias abertas e a que funciona 24h, o rapaz que aplica injeções só trabalha até sábado. São coisinhas pequenas que dificultam o dia-a-dia. Quem mora aqui, se adapta, mas quem vem a passeio espera contar com todo o aparato de outras cidades.
Sou contra mesmo.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Eu queroooo!!


Olha que graça essa câmera digital que será lançada pela LEGO até julho! Como ela também vem MP3, rádio-relógios, walkie-talkies... são vários gadgets criados especilmente para atingir a meninada. Entretanto, como minha idade mental deve estar agora nos 9 anos e meio, vou tratar de garantir a minha! Os preços devem variar entre 20 e 60 dólares no site, mas por essa fofura vale a pena! Quem não teve infância?!!

fama disfarçada


Eu sou a mãe divorciada do Judiciário em Foco de Dezembro/2008

Bom dia!

Todos os dias entra um senhorzinho aqui na sala e dá um caloroso “Bom dia pra vocês!”. Ela já ficou conhecido como “Sr. Feliz”, porque não há mais ninguém no mundo que acorde com tanta disposição. Chega a ser um insulto uma pessoa acordar feliz todas as manhãs e ainda repetir o bom dia com o mesmo entusiasmo de sempre.
Depois que ele sai eu até me obrigo a ser simpática para atrair boas energias e desejar pelo menos uma boa tarde.

Foto: http://www.flickr.com/photos/lemanz_r/264991295/

terça-feira, janeiro 13, 2009

Feliz 2009?

Eu quero mesmo acreditar que 2009 ainda poder ser um ano feliz, como as pessoas andam desejando por aí, mas tudo conspira contra.
Depois da maré de enfermidades que me pegou de jeito no final do ano e começou com uma simples virose que se transformou na pior crise de gastrite que um indivíduo poderia ter e abriu 2009 com uma gripe de tosse cachorrenta, fica difícil crer que a vida vá melhorar faltando somente 11 meses e 18 dias para 2010.

Antes de cada dia começar eu faço aquela escolha que os textos de auto-ajuda sempre aconselham: "Ao acordar, você decide como as coisas irão lhe afetar”. Sim, eu escolho não me irritar, mas o meio definitivamente não coopera.
Minha tosse chegou no dia 31 de dezembro de 2008 e acho que vai me acompanhar até a primavera de 2054, porque não há xarope sabor banana que dê jeito, muito menos lambedor com formiga.

Quando as coisas já não iam bem, elas pioraram (o que é lógico). 2009 também trouxe um infortúnio de não mais viajar em janeiro e tive que remarcar a passagem. Na hora de comprar passagens eles te vendem até por celular, mas para remarcar você tem que ir à loja da TAM que fica bem ali no aeroporto. Consegui uma tarifa razoável e me mandei para o aeroporto à noite. Enfrentei fila, expliquei a situação, consegui a tarifa que eu esperava, mas na hora de pagar a máquina do cartão não estava funcionando.

Deixei bem claro para a moça que a culpa não era minha e que ELA TINHA QUE DAR O JEITO DELA!
Ela me explicou com todo o seu sotaque sulista que ‘aguentaria’ a reserva pra mim até o dia seguinte e que era SÓ EU VOLTAR À LOJA E PAGAR A DIFERENÇA. Super simples.

Eu já deveria saber que aquilo não daria certo, pois não se pode confiar em mulheres que não sabem usar blush, mas fui contra meu instinto feminino e acreditei na moça.

Depois de enfrentar 18km da minha casa à loja do aeroporto, descubro que a anta, digo, moça, fez a reserva com a data errada e o prazo tinha expirado. A outra moça me explicou gentilmente que para o dia que eu queria eu teria que pagar agora uma diferença de somente R$ 1.300 (quantia que todo mundo levabolso).

Xinguei, chorei, berrei, contei até dez e disse: “E como nós vamos resolver isso agora?”
Eu poderia muito bem ter ido resolver o assunto com o gerente, mas como a viagem até o aeroporto é estressante e eu sou aquele tipo de brasileira que deixa as coisas passarem para evitar mais aborrecimentos, conscenti que a atendente conseguisse outra data com a mesma tarifa, paguei a diferença e fui pra casa com ódio no coração.

2009 promete...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O que ler? Vai a dica...

Está tarde para fazer uma retrospectiva, portanto, vou falar apenas dos livros mais interessantes que minha retina registrou em 2008:

"O Livro de Ouro da MPB" (Ricardo Cravo Albin, Rio de Janeiro: Ediouro, 2003).
Destinado a pesquisadores e amantes da música brasileira (Eu! Eu!), o livro relata a vida dos grandes nomes da MPB desde a sua origem até os dias de hoje. Não é ficção, apenas uma compilação do que foi registrado sobre esses artistas, sem complicar na linguagem e ricamente ilustrado com imagens dos arquivos da Funarte e Museu da Imagem e do Som. Destaque para a era do rádio, em que o autor busca mostrar como alguns nomes foram significativos para emplacar sucessos das marchinhas cariocas, tocadas no carnaval dos blocos até hoje.
Outra etapa importante destacada por Albin é o processo de redemotratização através das músicas engajadas de alguns cantores e bandas dos anos 1980 e 1990.
Vale a pena dar uma atenção para as sonoras 365 páginas desse livro.


"A Felicidade, Desesperadamente" (Editora Martins Fontes, 2001. 139 págs.).
Não é auto-ajuda, é filosofia. André Comte-Sponville, numa conferência-debate apresentada em 1999, nos diz que “a sabedoria é necessária por dois motivos: porque somos infelizes e porque somos mortais. Quando temos tudo para ser feliz e não somos, é porque nos falta sabedoria. E sabedoria é saber viver, aprender a viver”. A citação despertou meu interesse em ler o livro todo para de entender a visão do autor sobre como temor, esperança, verdade e sabedoria estão interligados e devem ser bem administrados por cada um de nós, para que tenhamos contentamento e a tão almejada felicidade.
O livro foi presente da Juliana Machado, e posso dizer que ela ainda merece uma boa resenha sobre ele.

Ficam as dicas.
Boa leitura e um feliz 2009!!!

terça-feira, dezembro 30, 2008

Feliz 2000INOVE

Mesmo os fatores externos tentando sabotar minha passagem de ano, desejo a vocês um Feliz Ano Novo (grande mesmo).
Enquanto isso, tento me recuperar de uma virose sem vergonha que está a fim de me impedir de ver a cor do verão de 2009.

*Nos comentários, caprichem nos votos de saúde, porque o negócio tá embaçado pro meu lado.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Então é Natal [de novo]

O espírito natalino me pegou nos 45 do segundo tempo e resolvi fazer uma boa ação e deixar alguém feliz, já que faço parte daquele seleto grupo de pessoas que não gosta do Natal.

Adotei uma cartinha nos Correios e percebi que o Papai Noel tem um trabalhão. Foi pelo meu amigo Edvilson, de 6 anos, que eu me joguei no centro de Rio Branco à procura de um carro de controle remoto ou uma sandália do homem-aranha. “Vou comprar a sandália, que é muito mais fácil” pensei. O que eu não sabia é que o Spider-Man já lançou 317 coleções de sandálias e que uma criança de seis anos calçava 33/34.

Pra quem vai às compras no Natal, sabe que é uma verdadeira saga comprar uma agulha que seja. Você pega fila até no box 18 do Terminal Urbano. Todos os lugares estão lotados de pessoas desesperadas, com sacolas na mão e correndo da chuva, porque, como se já não bastasse todo o transtorno da época, chove para dificultar a vida do brasileiro.

Depois de duas chuvas e um pisão no pé, consegui encontrar o carro e a missão foi cumprida com sucesso. Só espero que o Edvilson tenha se comportado bem esse ano...

segunda-feira, dezembro 22, 2008

E o Maná?


A parte mais triste do aniversário da morte de Chico Mendes é que tudo não passou de boato: nada de Maná.
Desde o início do ano se ouviam os burburinhos na cidade de que o grupo mexicano viria fazer um show por estas plagas. Dava até pra pensar em acreditar, já que os caras compuseram uma canção em homenagem ao ativista.
Bom, chegou dia 22. Nada de Maná, nem um showzinho na Concha Acústica, só muita chuva. Afinal, "Cuando los ángeles lloran, lloverá"



domingo, dezembro 21, 2008

E dá-lhe photoshop

Não sei onde essa galera vai parar com tanto photoshop. Alteram tanto as fotos que a produção fotográfica perde a qualidade. Se a idéia é mesmo uma "Doll Domination", sai mais prático e barato montar um mini estúdio, vestir cinco barbies e clicar até dizer chega.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

I won, I won, I won

A novidade mais nova de todas as novidades novas do mundo inteiro é que minha foto ficou em terceiro lugar no 1º Concurso de Fotografia Digital do Procon, que tinha como tema: “Consumo Consciente: Ato de Cidadania”.

Foram 50 fotos inscritas. O 1º lugar levou R$ 1.000, o 2º R$ 800,00 e eu R$ 500,00. Usei como exemplo as sacolas retornáveis, uma espécie de revival daquelas sacolas antigas que nossos avôs levaram para o mercado aos domingos. A proposta é a mesma: ter sua própria sacola e reduzir o uso de sacolas plásticas.

A foto vencedora

Em alguns lugares as empresas privadas apostam na idéia e até distribuem as sacolas para tentar consolidar a prática. Assim, cada dona de casa teria a sua e utilizaria sempre que fosse fazer comprinhas pequenas do dia-a-dia.
A idéia foi sugerida pela minha chefe, Letícia Mamed, durante um deslocamento a Brasiléia City (porque a gente nunca assume que vai a Cobija fazer compras). Na verdade, nada disso teria acontecido se o Angelo não tivesse dito na sexta-feira à tarde “Vamos para Brasiléia amanhã?”

E, enquanto ele e Laura conversavam e conversam, eu e Letícia estávamos trocando idéias sobre práticas de um consumo consciente.
Devo salientar, ainda, que nada teria sido executado se a Laura não tivesse procurado a sacola e levado lá no trabalho pra mim.

A foto foi tirada em um mercadinho aqui perto de casa e teve a generosa e paciente participação de Marilza, proprietária do estabelecimento, e Minha Mãe Modelo, que posou para foto e não cobrou nada por isso.

Laura, Letícia eu e o grande prêmio

*Definitivamente o ponto alto da premiação foi receber aquele checão. Eu sempre quis ter um cheque grande daqueles pra mim, gente!

Ainda no concurso...

Angelo emplacou (com a minha ajuda, claro) uma foto que ficou entre as 20 selecionadas para uma exposição.




Quem quiser saber mais sobre sacolas retornáveis clique aqui.

Quem quiser saber mais sobre o concurso clique aqui.

E quem quiser saber o que eu vou fazer com o dinheiro não tem onde clicar.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Então é isso...


*O estilista Walério Araújo ao fim de seu desfile para o Inverno 2009, no último dia da Casa de Criadores, em São Paulo (10/12)Alexandre Schneider/UOL

terça-feira, dezembro 09, 2008

Graças a pesquisadores dedicados, Nattércia Damasceno poderá ter boa memória

A amiga Nattércia pegou o mal da Dori do filme “Procurando Nemo”. Esqueceu que já tinha almoçado comigo e com a Fabi no Afa; esqueceu que eu tinha comentado sobre um projeto ousado num piscar de olhos; esqueceu de convidar a gente para acompanhá-la em suas viagens ao departamento de Pando... esqueceu, esqueceu, esqueceu... acho que até de você, não?
Tudo bem! Procuramos entendê-la. Embora os avanços da medicina para que o homem viva mais e melhor, às vezes, o cérebro não acompanha, falha, sofre mesmo... sabe? Vi isso no Globo Repórter! E foi no GR que percebi que eu poderia ajudar a pobrezinha.


A poção que vem do soro do leite. A poção milagrosa!
"O soro é a parte líquida do leite. As pessoas podem perguntar: 'Como, se o leite todo é líquido?'. Sim, ele é líquido, mas é a emulsão de várias substâncias dentro de um líquido. Separando a parte branca, fica a água do leite", esclarece a nutricionista Denize Ziegler, da Unisinos.
Ah, leite de caixinha e em pó não funcionam. De acordo com os cientistas, o processo industrial acaba com os preciosos ingredientes que agem no cérebro. A pesquisadora recomenda o leite em saquinho, tipo A ou B.


Então, Natt, anote aí a receita do soro:
- Para cada litro de leite, misture o suco de um limão inteiro.

- Deixe descansar de quatro a doze horas até coagular.
- Depois, separe a parte sólida da líquida com uma peneira bem fina. O que sobra é o soro da memória.

"Ele é insípido, não tem gosto. Um gole não faz grande feito. O importante dos alimentos que servem como coadjuvantes da saúde é que eles sejam consumidos com o tempo. Estudos mostram que em três meses nota-se uma diferença na memória e no sono. Tomando meio copo antes de dormir durante três meses, há uma diferença interessante. Você vai conseguir descansar melhor, deixar o cérebro mais tranqüilo. Em conseqüência disso, vai ter um melhor aprendizado das tarefas que você realiza", diz a nutricionista.
Dura de três a cinco dias na geladeira. Também pode ser congelado.


Amiga, o que está esperando, tome já esse suquinho!
Fonte: GR.

Dica

Mostra de Cinema Italiano a partir de hoje (9), na Filmoteca da Biblioteca Pública.

Confira a lista:

Terça – 09/12
19h às 21h – Roma Cidade Aberta (97 min - 1945) - Roberto RosseliniEntre 1943 e 44, Roma, sob ocupação nazista, é declarada "cidade aberta", para evitar bombardeios aéreos. Nas ruas, comunistas e católicos deixam suas diferenças de lado para combater os alemães e as tropas fascistas.

Quarta – 10/12
19h às 21h - Rocco e Seus Irmãos (175 min - 1960) – Luchino Visconti O filme é mais uma pérola do neo-realismo italiano. O filme narra a trajetória de uma família pobre que deixa sua cidade natal, no sul da Itália, e parte em direção à rica e industrial Milão, na esperança de uma vida melhor.

Quinta – 11/12
19h às 21h - Ontem, Hoje e Amanhã (117 min - 1963) – Vittorio De SicaOs astros do cinema italiano, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, vivem encontros e desencontros em três divertidas histórias sobre três diferentes casais em três contextos sociais distintos.
Sexta – 12/12
19h às 21h – Oito e Meio (140 min. - 1963) - Federico Fellini Em crise existencial e pressionado por todos os lados, um diretor decide se internar em uma estação de águas para buscar inspiração.

Sábado 13/12
18h às 20h – Medeia – A Feiticeira do Amor (110 min - 1969) – Pier Paolo Pasolini Em seu único papel no cinema, a diva Maria Callas vive a feiticeira Medéia, que mata o próprio irmão para fugir com o amado, Jasão, que roubara o velocino de ouro.

Domingo 14/12
16h às 18h - Cinema Paradiso [Já falei dele aqui, lembra?] (155 min. - 1982) – Giuseppe TornatoreO filme conta a trajetória desde a infância difícil, passando pelos problemas da adolescência, até a maturidade de Salvatore di Vitto (também conhecido por todos como Toto).

Segunda 15/12
19h às 21h – Amacord (127 min. 1973) – Federico Fellini Amacord é uma palavra do dialeto Emilico-Romano que significa Me Recordo. Neste filme, o diretor retratou suas memórias autobiográficas de um período de sua adolescência através do olhar de um rapaz chamado Totti em Rimini.

Sexta 19/12 19h às 21h - Parente é Serpente ( 100 min. 1992) – Mario MonicelliUma família tipicamente italiana se reúne na casa da nonna para a ceia de Natal. Separados pela distância e estilos de vida bem diferentes, tudo transcorre em clima de festa, até que as verdadeiras personalidades de cada um dos irmãos vão sendo expostas.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Eu tive um sonho, vou te contar...

Eu não me atirava do 8º andar, mas acontecia algo bem mais improvável. Sonhei que a minha Tia Maria do Carmo - a melhor cozinheira ever - se casava. Isso pode não significar muita coisa para quem não conhece a Tia Maria do Carmo, mas pra quem conhece...Acontece que a Tia Maria do Carmo nunca se casou, entende? Ela é a irmã mais velha da minha mãe, mora na casa da minha avó até hoje, prepara uma rabada pra ninguém botar defeito e um cuscuz ao leite da castanha que te leva ao paraíso, mas nunca casou.

No sonho, isso aconteceu. Ela se apaixonou por um daqueles fazendeiros ricos que toda mulher depois dos 50 sonha em encontrar e resolveu viver feliz para sempre com ele. O problema foi que, no sonho, meu avô tinha acabado de falecer, então não tinha muito clima pra festa, né?
Mas como ela tava doidinha e não poderia perder essa grande chance, fez uma cerimônia simples na igreja. Quase ninguém da família foi e eu, como trabalhei até tarde, tomei banho em cima da hora e tive que ir com cabelo molhado para festa (o cúmulo da breguice).

Na igreja, encontrei um amigo blogueiro que adora ir a casamentos, mas até agora não sei explicar como ele foi para festa. Ele não conhece a Tia Maria do Carmo. Será parente do noivo?
Tia Maria do Carmo vestia branco, como esperado. Um modelo despojado, soltinho e inspirado nos anos 70. Uma coisa bem hippie chique com um ‘quê’ de casamento na praia, sabe? Ela estava feliz.

Porém, devo admitir que o ponto alto da festa foi a hora do jantar: baixaria pra todo mundo. Sim, aquele pratão de cuscuz com carne moída, tomate, cheiro verde e um ovo frito maceta servido à francesa ao agrado de todos.
Aí eu jantei, acordei e vim trabalhar com todo gás :D

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Enquanto isso, no site da Presidência...


"Ora, eu comecei falando de coisas que eu leio, de coisas que eu escuto, de coisas que eu vejo. Imaginem vocês, se um de vocês fosse médico e atendesse a um paciente doente, o que vocês falariam para ele? Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência avançou demais, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar. Ou você diria: meu, (inaudível). Vocês falariam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam"


*No site da Presidência da República ninguém 'sifu'. Isso que é assessoria...


quinta-feira, dezembro 04, 2008

Cadê?


Procura-se uma publicitária/jornalista/jogadora de futsal/promoter de campeonatos de um esporte que só se pratica na terra dela e, por acaso, colaboradora deste blog.
Foi vista pela última vez lá pelas bandas de Capixaba City.
Quem tiver informações sobre o paradeiro desta moça, favor entrar em contato.

terça-feira, novembro 25, 2008

Houve um tempo em que...

Era preciso saber costurar para casar...

Um sabonete podia deixá-la com a cara da Ava Gardner

Não podia esquecer de dar corda...


O paninho ficou obsoleto...


e as crianças achavam lindo!!!


quarta-feira, novembro 19, 2008

das novas manias


Tô numa de comprar filmes. Desde que fui a São Paulo, em agosto, e vi coleção da minha amiga Camila, fiquei com invejinha e quis uma pra mim também.

Mensalmente compro (ou tento comprar) cinco filmes de áreas diversas a fim de montar minha dvdoteca pessoal e intransferível. O problema é que eu quero comprar todos os filmes do mundo inteiro de uma só vez e não é bem assim que as coisas funcionam.

Como meu interesse agora é quantidade - pra eu poder me exibir depois e dizer que eu tenho 317 DVD's- ando comprando os promocionais. Destes, tenho o desafio de fazer uma triagem e tentar comprar, pelo menos, um representante de cada classe: um nacional, um estilo sessão da tarde, um mais cult, um que eu gosto muito, já assisti mil vezes e quero ter na minha coleção e um que eu nunca vi, mas disseram ser bom.

Levando em consideração esse critério (ou não), já tenho: A Árvore do Sonhos, Os Goonies, O Virgem de 40 anos, Patch Adams – O amor é contagioso, Closer – Perto Demais, Casamento Grego, Frida, A Insustentável Leveza do Ser, Laranja Mecânica, O Advogado do Diabo, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, O Cheiro do Ralo e essa semana chegam Forrest Gump, Janela Indiscreta, O Auto da Compadecida e Abril Despedaçado.

Com o Natal chegando, espero ganhar alguns de presente, principalmente depois que vocês, fiéis leitores, descobrirem que na Thenny Vídeo Center eles vendem uns originais a R$10. Não é uma beleza?

terça-feira, novembro 18, 2008

Pra falar de amor


Dei agora para lembrar de alguns momentos importantes em flashes que surgem na minha cabeça a qualquer hora do dia. Nada é extraordinário nessas lembranças, mas compreendo que estão em mim apenas para provar que tudo vale a pena.

Estou ansiosa para saltar do carro. Chegamos em Angra dos Reis e meu pai tem que descarregar a barraca, a bagagem e minha mãe com a bebê. Eu não agüento esperar a mão dele, tenho que dar um pequeno pulo do banco do carro até o chão. Já salto na areia: “corre papai!” Ele se aproxima correndo, me pega no meio do caminho e paramos num monte de areia para contemplar o pôr-do-sol atrás do mar, no mais belo festival de cores que ainda trago na memória.

Brinco no campo de grama da casa dos meus avós quando minha irmã, muito pequena, começa a chorar porque não pode me acompanhar. “Você tem que cuidar dela, Fabiana. É sua irmã menor!”, diz minha mãe. Volto para pegar na sua mão e trazê-la bem devagar.

Escuto meu pai falando ao telefone com a médica que examinou a mancha removida da minha perna dias antes. Ele desliga e diz que a notícia não é muito boa, entra no quarto e fecha a porta. Fico parada por alguns segundos tentando entender a cena até que decido entrar no quarto. Abro a porta e o encontro ajoelhado orando profundamente.

Meu avô materno datilografava a lista de compras do mês e depois a cantava alto para que os netos dissessem o que faltava: “café, vovô!” “E eu achei que você diria iogurte, chocolate ou qualquer outro doce”. “Mas a lista é sua, oras!”

-- O que vai fazer pro jantar, filha?
-- Berinjela assada coberta com queijo.
-- Não vejo a hora de sua mãe voltar...

Minha mãe e o gato

- Cadê o gatinho da vovó! Olha, ele já sabe quando a vovó chega...Vem cá, meu gatinho...

5 minutos depois...

- PELO AMOR DE DEUS, EU NÃO AGUENTO MAIS ESSE GATO! EU JÁ CRIEI MINHAS FILHAS E AGORA VEM ESSE GATO TIRAR O MEU SOSSEGO! TIRA ELE DE PERTO DE MIM AGORA!

terça-feira, novembro 11, 2008

Hoje tem...


O filme a ser apresentado nesta terça-feira, dia 11 de novembro, no Anfiteatro Garibaldi Brasil – Ufac às 19:00hs é Paradise Now, vencedor de prêmios como Festival de Berlim e Golden Globe Awards, dirigido por Hany Abu-Assad.
Uma produção que merece a atenção e reflexão por parte de todos aqueles que se interessam pela condição que diferentes regiões da terra tratam seus conflitos, assim a sessão contará com o professor Gerson Albuquerque para debate após o termino do filme.
Sinopse: Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Intercâmbio cultural e religioso

Mestre Luiz Mendes em diálogo com o Cacique Biraci Brasil
Biraci Brasil, Cacique da aldeia Yawanawá, distante cerca de dois dias de barco do município de Tarauacá, às margens do rio Gregório, visitou na manhã de domingo (09) o Centro Eclético Flor de Lótus Iluminado (CEFLI) – Comunidade Fortaleza - localizado na área rural de Capixaba, a 100 km de Rio Branco, às margens do Rio Xipamano na fronteira com a Bolívia.
Como o Cacique estava em Rio Branco participando da programação “Somos todos brasileiros”, surgiu o convite por parte de um dos membros da Doutrina do Santo Daime para que ele fizesse esse intercâmbio cultural e religioso.
Compreensível às diferenças, Buraci aceitou o desafio de estar pela primeira vez em um ambiente daimista. “Nessa minha vinda a Rio Branco eu esperava tudo, menos uma oportunidade como essa de estar aqui no Cefli. Em nome do meu povo estou muito grato”, declarou.
O diálogo com o mestre Luiz Mendes, líder do Cefli, foi longo. Lá, falaram dos encantos da natureza, sobre a exploração econômica dos bens naturais, de como o homem perde a essência por causa do capitalismo.
Fato interessante foi a discussão acerca da “espiritualidade das árvores e dos animais”.
“São poucas as árvores que têm espírito. Uma é a copaíba. Ela é viva, não na madeira, mas no espírito”, comentou o Cacique referindo-se a uma árvore de copaíba que o vento derrubou na reserva ambiental da Comunidade Fortaleza, mas que continua exuberante.
Entre os animais citaram a onça pintada. “A onça pintada é um grande ser”, afirmou Biraci. “Só não dá para se enganar com ela”, replicou Luiz Mendes, arrancando risadas do público.

domingo, novembro 09, 2008

da lombinho

Ela me mordeu e eu disse:

- Ai, cacete!
- "Ai, caxêti"
- Eu falo assim?
- Fala...Me empresta aí!
- Não dá, abel, foi feito pra minha boca.
- Ah, não mana, que droga, eu também queria um. Eu vou fingir que tenho um pra falar assim também, tá?

* Os diálogos aqui postados refletem minha falta de coragem para escrever textos menos piores(ou não).

sexta-feira, novembro 07, 2008

desabafo

Uau, hein?

Desde o dia em que um abençoado apareceu lá no meu trabalho e se despediu com um “tchau, princesa” que sou submetida a sessões diárias de tortura sonora. Sou obrigada a ouvir Princesa, de Amado Batista pelo menos uma vez ao dia.
Como não gosto de sofrer sozinha, compartilho a letra com vocês:

Ao te ver pela primeira vez
Eu tremi todo (tchu-tchu-tchu-tchu)
Uma coisa tomou conta
Do meu coração... (tchu-tchu-tchu-tchu)

Com esse olhar
Meigo de menina (tchu-tchu-tchu-tchu)
Me fez nascer no peito
Esta paixão...

E agora não durmo direito
Pensando em você (tchu-tchu-tchu-tchu)
Lembrando seus olhos bonitos
Perdidos nos meus...

Que vontade louca
Que eu tenho
De tê-la comigo (tchu-tchu-tchu-tchu)
Calar sua boca bonita
Com um beijo meu...

Princesa!
A deusa da minha poesia
Ternura da minha alegria
Nos meus sonhos quero te ver
Princesa!
A musa dos meus pensamentos
Enfrento a chuva o mau tempo
Prá poder um pouco te ver...

quarta-feira, novembro 05, 2008

Vamos brincar de índio, mas sem mocinho

Ontem Fabi e eu fomos ao espetáculo Somos Todos Brasileiros, no ginásio do Sesi. O evento foi idealizado e apresentado pelo ator Marcos Frota( sim, ele ainda anda por estas plagas), em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A programação contou a participação com artistas da Universidade do Livre do Circo, além de alunos de instituições locais, como APAE, Colégio Dom Bosco e um show de encerramento com a banda Paralamas do Sucesso.

O evento era destinado a um público específico (que não me incluía) , mas a Fada dos Ingressos de Shows Exclusivos deixou três deles embaixo do meu colchão e eu fui, né?

Marcos Frota esbanjava a simpatia peculiar de quem já achou o Acre uma bosta, mas se conscientizou de que precisava dar uma de bom moço para garantir a grana que lhe foi oferecida. O homem já chorou em palestra, pediu desculpa pra Deus e o mundo e apelou até pra pajelança da tribo Yawanawá. Soube que ele andou nesses últimos eventos indígenas e agora é o melhor amigo da tribo. Ganhou até um cocar da liderança indígena.

A intenção, organização, as participações e o show foram bonitos de se ver. Paralamas fizeram um show de verdade, só com as melhores do extenso repertório e eu acabei vendo a apresentação dos artistas do Marcos Frota Circo Show sem desembolsar 30 pilas.

Duro foi ver o público aplaudindo a belíssima apresentação da tribo Yawanawá como se fosse a pura manifestação de admiração, quando todo mundo sabe que acreano não tem apreço à raça indígena. Convivemos com 14 tribos em um mesmo pedaço de terra, mas o povo não consegue aceitar isso. Basta fazer uma rápida enquete de rua pra perceber que o acreano (o povo mesmo, aquele que anda no centro) não admite ser comparado aos índios. Mas na hora de ver um show de graça, tudo é lindo e somos todos brasileiros. Quanta hipocrisia...

Outra de matar foi ver Marcos Frota pagando pau pro Acre. Era a personificação da típica frase “O que a gente não faz por dinheiro...”.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Just smile!


Estou usando aparelho há três meses. Não é um daqueles aparelhos convencionais, cheio de fios e liguinhas coloridas como a gente conhece. É uma placa, pejorativamente chamada de chapa, que custa mais caro e incomoda mais.

Precisei usá-la porque, segundo o dentista, eu tenho uma porrada de problemas no maxilar que ocasionam uma dor de cabeça chata, além de deixar minha mastigação assaz barulhenta. A decisão de colocar foi minha, mesmo assim não consigo me acostumar com esse corpo estranho na boca. Ele mudou radicalmente meu modo de vida.

O dentista disse que eu logo me adaptaria. Mentiu Até hoje não consigo falar 333 e, quando falo, a mensagem não chega ao receptor. Há um ruído na comunicação, entende? Quando atendo o telefone ninguém reconhece minha voz e compreende o que eu falo.

Com o meu jeito aperriado, as palavras saem atropeladas e com aquele som fofo, como se eu estivesse com uma bala na boca 24h do dia. Um colega do trabalho já falou que se eu não reaprender a falar, vou acabar sozinha no mundo e ninguém mais vai querer ser meu amigo. Já não bastasse todo o transtorno causado, agora ele está modificando a estrutura dos dentes e me deixando esteticamente depressiva.

O sorriso já não é o mesmo e eu passo a noite vendo fotos antigas e me perguntando "Por que diabos eu fui mexer no que tava quieto?". Tá certo que eu não sinto mais dores de cabeça, mas o que é uma dorzinha de cabeça comparada a toda uma vida social? A cada dia eu me vejo mais parecida com a Amy Winehouse (sem o topete nem o lápis borrado, sem as drogas, o álcool, o dinheiro, a puta voz, mas com aquela dentição invejável).

A solução é ensaiar um novo sorriso. Estou tentando desenvolver um "sorriso simpático para eventos sociais e futuras fotos do orkut " que não mostre os dentes. Passo horas treinando, mas não consigo sair do velho sorriso amarelo. É difícil treinar uma nova feição depois de tanto tempo...

Meu medo é fazer todo esse investimento e me tranformar em uma dentuça solitária. Aí é brincadeira!