quarta-feira, agosto 19, 2009

domingo, agosto 16, 2009

Profissão fotógrafa - 'causos'

E já quase no fim da cobertura do evento, um homem me chama:

-Moça, é você que tava tirando as fotos ali?
- Isso.
- Mas me explica uma coisa, essas fotos vão para onde?
- Para o site.
- Pro site? Pelamordedeus! Moça, é o seguinte: há umas seis fotos mais ou menos vc tirou uma em que eu apareço e eu não posso aparecer, entende?
- É que ele está aqui escondido da mulher dele. (explica o amigo).
- Ah, sim...Vejamos (passando as fotos)
-É essa aqui! Você pode apagar?
- Feito.
- Muuuuito obrigado.
- De nada.

*É cada coisa que me aparece...

segunda-feira, agosto 10, 2009

Das dúvidas cruéis

Nesta segunda-feira de manhã apenas três questionamentos me perturbam:
1º Por que depois que o cantor falar alguma coisa, qualquer coisa, a plateia sempre grita “uhuuuu” logo em seguida?
2º Por que quando a gente junta a turma pra tirar foto, logo depois do clique da câmera a gente fala “aêêê”
E a mais pertinente de todas:
3º Por que nenhum radialista fala “programação” e sim “progamação”?

sexta-feira, agosto 07, 2009

Hey, hey, I wanna be a Rockstar!

Pensando nas infinitas possibilidades de alcançar sucesso com o mínimo esforço e fazendo alguma coisa que eu goste, cheguei a uma atividade promissora: promoverei um concurso de bandas imaginárias de rock.

A ideia surgiu em uma conversa despretensiosa sobre o cajón que o André Kajarana pretendia comprar e minha predileção por baterias imaginárias. Foi então que ele me apresentou o “Air Guitar Competition”, um concurso de guitarras imaginárias que eu achei o bicho da goiaba.

É um negócio sério, bem organizado e criteriosamente avaliado. Os competidores têm que tocar durante um minuto, dividido entre dois rounds. No primeiro eles tocam uma música de sua escolha, mas no segundo a música é escolhida pelos juízes e eles têm que se virar nos 30. Puro improviso e talento (imaginário, claro).

No começo eu tô pensando em montar uma banda de garagem mesmo. Afinal, só precisarei de uma garagem e mais três ou quatro integrantes que tenham as tardes de sábado livres e referências musicais interessantes.

A partir daí é correr atrás de patrocínio e botar o negócio pra funcionar. Todo mundo vai querer ser um Rockstar Imaginário.


Metalinguagem dos Sonhos

Isso mesmo, eu e o Mayer de novo.
Tava sentada na escada do Mira Shopping e lá vem ele todo todo.
Eu levanto e digo "Oi, José Mayer, tudo bem? Eu sonhei contigo ó".
Ele sorri simpaticamente e continua subindo as escadas. Acho que ia aos Correios ou a Colcci. Não sei bem.

terça-feira, agosto 04, 2009

affair

Quando estava começando a levar meus sonhos a sério e a achar que eles poderiam significar alguma coisa importante, sonho que vivia um grande romance com José Mayer. Só não me pergunte por que o José Mayer. Não temos nenhuma ligação. Ele deu mole no sonho e eu peguei mermu. Famoso e tal...

Uau, hein?

segunda-feira, agosto 03, 2009

Profissão: fotógrafa

Com a queda do diploma de jornalista, resolvi me dedicar a atividades mais sérias, como fotografar aniversários de crianças, batizados e casamentos.
Eu só não imaginava que os bastidores de aniversários de um ano fossem tão interessantes. São detalhes imperceptíveis aos olhos de quem está só se empanturrando com a fartura típica dessas festinhas, mas que não passam à toa aos olhos do fotógrafo.
O aniversariante é quase sempre a pessoa mais por fora da programação. O de ontem, por exemplo, não gostava de fotos. Sempre que eu apontava a câmera ele me olhava com a cara de quem tá pensando "Lá vem essa chata de novo". Peguei uns dois ou três sorrisinhos contidos.
Os convidados mirins só estão interessados em correr, correr e correr. Sem rumo mesmo. Só correr e dar aquela canseira aos pais.
Enquanto os adultos se alimentam, as crianças se divertem, o aniversariante tira um cochilo e o CD toca pela sétima vez, entra um jovem casal. Retomo meu posto inicial (a porta) e vejo a moça deixando o presente na caixa e entrando na festa meio insegura, cochichando para o namorado: "Será que a gente tá na festa certa?"
Me viro um segundo e lá vai o casal saindo de fininho. Discretamente vou lá fora e vejo ao moça ao celular com aquela cara de "Putz, entrei na festa errada!".
Digo o nome do aniversariante só pra confirmar a gafe e, como profissional da fotografia, resgato o presente da caixa e devolvo pra moça, que vai atrás da festa certa.
O restante do 'trabalho' é tentar fazer com que as crianças não quebrem todo o cenário antes do "Parabéns" e tentar não pisar em nenhuma delas até o final da festa, claro.

segunda-feira, julho 27, 2009

Rotina de horário nobre



Coisa que sabemos há tempos é que os modismos e chavões de novelas são passageiros, e em certos casos, prevalecem apenas para uma pequena parcela da população. Mas parece que essa pequena parcela está toda concentrada na Instituição em que trabalho.

Não bastasse receber um “Bom dia! Tudo mais ou menos?” de alguém da sala em frente, tenho que ouvir a telefonista, que trabalha praticamente colada à minha mesa (apenas uma parede de vidro separa a Assessoria de Comunicação da Recepção), exclamando “Arebaba!” ao telefone.

Caminho das Índias está fazendo um estrago no léxico das secretárias. A conversa é mais ou menos assim:

-- Vou no Mercado Velho com ele hoje, tchik...
-- Atcha, atcha, atcha!

Sobre o descanso tão sonhado:

-- O que vai fazer nessas férias?
-- Nada. Vou ficar arrastando meu sári pelo mercado...

E eu escrevendo meu release, tentando não escutar a telefonista:

-- Eliane, bom dia! Arebaguandir!!! Isso não é auspicioso! Kkkkkkkk

Definitivamente Glória Perez não é minha autora preferida no momento. Mas o pior aconteceu outro dia, quando minha chefa, notando meu mau humor, sentou ao meu lado para conversar um pouco:

-- Fabiana, o que você tem querida? Está aborrecida?! Fica assim não, vamos orar para deus acender as lamparinas do seu juízo...


Legenda da foto:
Sempre há um tempinho para espiar o próximo capítulo


...
PS: Pessoal, estou me despedindo do Sugestível para postar no meu próprio blog: Estude o Simples. Eu sei, eu sei... o nome é primário e o tema piegas-pseudo-ex-deprimente, mas é a minha casa própria, oras. Agradeço imensamente a hospitalidade da Deda e paciência dos leitores emprestados. Já são bem vindos por lá! Beijos
Fabiana

quarta-feira, julho 22, 2009

Das cenas de um casamento

Crédito da foto: "Separação", de Eleuza de Morais.

Resolvi que não postaria mais enquanto não tivesse um blog só meu, para não abusar da hospitalidade sugestiva da amiga Nattércia, nem de sua paciência. Mas a idéia de um bom nome para minha própria página não veio ao passo em que o tempo também se esvaiu. No entanto, depois de ler o texto Cenas de um Casamento, escrito por Domingos Oliveira para sua apresentação na Flip e disponibilizado no blog do evento, não pude conter a vontade de comentá-lo.

Domingos começa com um brevíssimo relato sobre seus cinco casamentos e as consequentes cinco separações que lhe renderam um farto material para escrever o roteiro da comédia romântica, lançada em 2003 pela Caradecão Filmes / Raccord Produções. Ele conta que, a despeito da idade e do tempo em que viveu ao lado de suas mulheres, perdeu a estrutura com o fim dos casamentos vivendo períodos penosos no álcool, boemia, aflição, psicanálise e, acredite, tendo momentos altamente produtivos.

Tenho que concordar que a perda do amor faz aumentar a criatividade, mas isso só funciona para aqueles que conseguem sufocar a saudade com o trabalho. Eu prefiro os antidepressivos e livros didáticos, um me ajuda a relaxar e o outro a direcionar o pensamento para fins mais importantes. A ressaca de cão que costumo ter fez com que eu desistisse de beber nesses períodos...

Dentro desse contexto – voltando ao assunto do texto, separação/sofrimento – Domingos faz vários questionamentos que ele mesmo diz ter resumido em apenas três: Por que o amor (a paixão) acaba? Porque dói tanto quando o amor acaba? O que se perde quando é perdido o amor?

Quem me conhece, sabe que este é meu tema predileto. Vejo amor até em abelha e flor e não há nada que me dilacere mais do que a perda da proximidade. Mas há os que sofrem por outros motivos quando se deparam com a solidão. O esquecimento de si mesmo, redescobrir a sua utilidade, onde e por que dói, quem será seu referencial a partir de então; as dúvidas são incontáveis. Por isso não acredito que uma resposta para cada pergunta resolva. Apenas ajudam a encontrar o norte dos nossos próprios “por quês”. Foi o que Domingos fez, recomendo o texto.

Quando a mim prefiro me ater a uma de suas frases iniciais, que prenuncia a conclusão do assunto: “Há coisas assim, quanto mais se vive ou mais se pensa, mais obscuras ficam".

quarta-feira, julho 15, 2009

São Paulo sem frescura


O negócio por aqui é sem frescura.
* E Sabrina (que não é a loira do anúncio) estava ligando pro Acre.

quarta-feira, julho 08, 2009

E a trilogia se completa!


- Que barulho é esse?
-É o vento, falando com a gente...
- E o que ele tá dizendo?
- Não sei, eu não falo ventanês!


*Diálogo do filme


Vi domingo. A Era do Gelo 3 não supera o primeiro, mas traz novos personagens, uma história inesperada, diálogos engraçados e as famosas aventuras do Scrat.

domingo, julho 05, 2009

"Eu quero me trepar num pé de coco"


Fabiana diz que tenho mania de racionalizar tudo. Ela tem razão.
Chegando ao Arraial Cultural eu só conseguia me perguntar quem foram os responsáveis por cortar, pregar e pendurar as 317 mil bandeirinhas coloridas. Ficou lindo demais, mas deve ter dado um trabalho desgraçado.
Ainda pensando em números, também queria saber quem foi o sortudo que ganhou a licitação da chita e do TNT, porque haja pano, meu amigo.


Esse ano o Arraial trouxe um ‘velho’ conhecido: Moraes Moreira. Fui ao show pagar uma dívida adquirida nas férias do ano passado, que gerou um ‘quase mico’ no shopping de Recife. Entretanto, só eu parecia ter compromisso com o Moraes. “Pense num público desanimado...”. O homem tentou de tudo quanto foi jeito, mas no fundo ele deveria estar pensando “Esse é o público mais broxante que já vi na vida”.

Não fosse a galerinha do governo dar uma animada lá na frente e ensaiar uns passos de quadrilha, eu diria que o show foi um fracasso em termos de ‘resposta de público’, mas isso certamente não estará nos jornais de terça-feira. São só impressões infundadas de uma pseudo-jornalista, falsa aliada e zaz zaz zaz.

quinta-feira, julho 02, 2009

Enquanto isso, no celular da fiRma...

-Alô (eu)
-Oi, eu queria falar com o José?
- Foi engano, senhora. Esse celular não é do José.

Minutos depois...

-Fia, chama o José aí pra mim só um instantinho, pufavor!
-FIA, ESSE CELULAR NÃO É DO JOSÉ!
-E como ele me deu esse número?
- Deu errado, ora bolas.

Meia hora depois...

-Maninha, chama o José, pufavor. Eu não sou nada dele não, é meu tio que quer falar com ele.
Eu, incrédula:
- Moça, esse celular é do trabalho. Eu não conheço nenhum José!
- E o José é INDIOTA por acaso, pra me dar o número errado?
-É!
-Tu é palhaça....
- Haha

Pensou que ia parar por aí, né? Eu também, mas brasileiro não desiste nunca. Toca o celular outra vez.

- Oi, eu queria falar com o José.
- Tu quer falar com ele? Vou chamar!

Passo o celular para o meu primo...

- Oi...
- NEGO VÉI, QUEM É ESSA MULHER?
- Nega véia, é minha gata!
- Que gata?
-Uma gata de fora aí que eu arrumei...
-E onde é que tu tá?
-Ah, não posso falar não, porque depois tu vem aqui e vai querer dar barraco...
- Hein, onde é que tu tá?
-Ó, vou ter que desligar...Depois eu te ligo, tá?
- Tá.
-Tchau

*Eu daria tudo pra ver o reencontro do José com essa mulher. Tenho pena dele!

Somewhere Over The Rainbow

O pote de ouro está por aquelas bandas

quarta-feira, julho 01, 2009

Da injustiças da vida


Viver em um mundo de destros é um desafio diário. É ter limitações na hora de fazer um brigadeiro de panela e não conseguir abrir a lata de leite condensado, porque o abridor de latas convencional não foi projetado para uma pessoa que utiliza a mão esquerda na maioria das atividades.

É ter que pedir uma carteira canhota sempre que entrar em uma sala de aula e ter que suportar imposições sociais constantes, como se submeter a colocar o copo no lado direito da mesinha do avião, porque eles marcam o lugar.

O consolo é que não estou sozinha neste lado das coisas. Imagino as dificuldades que Leonardo da Vinci, Michelangelo e Pablo Picasso tiveram que enfrentar numa época cheia de preconceitos, os malabarismos que Jimi Hendrix e Kurt Cobain fizeram para tocar direitinho e o quanto o mestre Marshall McLuhan teve que se impor para provar que “O meio é a mensagem”.

Em muitas línguas, ‘canhoto’ é sinônimo de desastrado e inábil. Com relação a desastres eu posso até confirmar a teoria, mas eu consigo fazer coisas bem úteis com a mão esquerda. Uma delas delas é usar os talheres como pede a boa etiqueta. Infelizmente a prática só é reconhecida pela Gloria Kalil e pela Fabiana.

Outro benefício que esta vida me proporciona é que minha mãe nunca deixa eu varrer a casa, porque não suporta ver minha total inabilidade com a vassoura.

Agora o que me tira do sério nisso tudo é quando alguém vai dar orientações de direção pra uma pessoa que nunca sabe distinguir o lado esquerdo do lado direito e diz: “Direita é a mão que tu escreve”, como se fosse uma lei universal de direcionamento e os canhotos que se tivessem que se adaptar.

É por isso que no dia 13 de agosto, Dia Internacional dos Canhotos, vou às ruas protestar. Quem tá comigo levanta a mão (esquerda)!


Foto: Caio Esteves/Folha Imagem


Texto legal sobre o assunto: Canhoto enfrenta o "ser gauche na vida"

domingo, junho 28, 2009

Tá contigo!

Voltei a minha vida de assessora de imprensa, dos releases, do (quase sempre) bom relacionamento com os colegas de profissão e, agora, do quebra galho.
Semana passada me vi numa daquelas situações em que alguém toca teu ombro, diz “tá contigo” e sai correndo.
E foi nessa mesma brincadeirinha sem graça que minutos depois me vi em frente a um púlpito, com microfone na mão, tremendo mais que vara verde e dizendo “Senhoras e senhores, bom dia!”
Ao contrário dos que muitos pensam, nem toda criatura que faz jornalismo tem vocação para Fátima Bernardes e eu, definitivamente, não me sinto à vontade nesse papel. Estava acompanhando o presidente da instituição que assessoro em uma assinatura de um convênio e o cerimonalista do evento faltou. Em momentos como estes, o que vale é a lei do “Só tem tu, vai tu mesmo”.
Tentei me portar da forma mais cerimonial possível, li tudo o que estava no roteiro, levantando a cabeça simpaticamente para público e consegui fazer (quase) tudo certo.
Nos intervalos das minhas falas, sacava a câmera fotográfica e tirava algumas fotos, porque, como era de se esperar, não havia ninguém para me substituir na função de assessora e eu ia acabar me atrapalhando.
As coisas deram certo até o momento em que a opoiei o microfone no púlpito pra tirar uma foto e ele saiu rolando até cair do chão e fazer um barulho tremendo. É claro que nessa hora todos os olhares se lançaram em minha direção, então eu ri amarelamente, todo mundo me acompanhou e a programação seguiu seu curso normal.

sexta-feira, junho 19, 2009

Dos documentos oficiais

Organização Pró Benefício das Jornalistas Diplomadas
Coordenadoria de Encontros de Futuras Tchuras Cozinheiras

OF.CIRC.Nº01/2009

Rio Branco, 19 de junho de 2009


Prezadas tchuras,

É com ansiedade e satisfação que venho documentar o nosso encontro nesta sexta-feira, 19 de junho de 2009, no Mercado Velho, às 17h30min. O evento foi organizado pela Renata e ratificado por nossa promotora de assuntos tchurísticos, Nattércia Damasceno, com o intuito de rever as amigas tão estimadas do tempo de faculdade, bem como colocar as fofocas e assuntos de cunho macarrônico em dia. É importante ressaltar que também estará em pauta tudo o que for possível em matéria de frivolidades.
Aproveito para reiterar-lhes votos de consideração e apreço,
Fabiana Mesquita Fonseca
Tchura mais séria e responsável de todas
ÀS TCHURAS JORNALISTAS E FUTURAS COZINHEIRAS, SEGUNDO O STF
GEISY, NATTÉRCIA, RENATA, PAULA AMANDA E JULIANA

quarta-feira, junho 17, 2009

Sobre o futuro incerto...

STF derruba exigência de diploma para exercício da profissão de jornalista

Do G1:

"Em seu voto, Gilmar Mendes sugeriu que os próprios meios de comunicação exerçam o mecanismo de controle de contratação de seus profissionais. Ele comparou ainda a profissão de jornalista com a de chefe de cozinha. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, comparou. "

Esse Gilmar conta cada piadinha sem graça. Só porque ele põe um bombom de cupuaçu na boca de uma vez só, acha que tem o direito de lascar a minha vida dessa forma. Fabuloso!

domingo, junho 07, 2009

I wish...

Já que a proposta dos grandes sites é facilitar a vida do consumidor nas datas importantes e dar dicas de presentes PARA ELE e PARA ELA, o Sugestível traz com exclusividade dicas de presentes PARA A DEDA (já que ela faz aniversário no sábado). Os mimos vão de R$ 4 a U$ 317.000

Upa, eu quero!


Ou qualquer outra caixa para eu guardar meus DVDs perfeitos

Daqui


Daqui

Da Via Marte, só pra eu poder dançar These Boots Are Made For Walkin'



Filmes


Livros

Pra não perder a hora

Flash SB-900 da Nikon

* Ou qualquer outra coisa

quinta-feira, junho 04, 2009

Convite

Lançamento do documentário O Mergulho, de Sílvio Margarido.

Hoje (4), às 19h, na praça da cabeceira da Passarela Joaquim Macedo, no Segundo Distrito.

Bora?


quinta-feira, maio 28, 2009

Planejamento estratégico

Semana passada apareceu um cara lá na casa da minha avó perguntando se ela não queria pintar as grades da área. Ele disse para minha tia que estava fazendo um serviço lá perto, e, como havia sobrado algumas tintas brancas, ele só cobraria R$ 50 pela mão de obra. Tia Maria do Carmo, toda animada, fechou negócio.

Aí o cara começou a lixar a grade devagarinho e disse: "Senhora, é que eu preciso comprar um restinho de material que tá faltando...Mais lixas e tal. A senhora não teria aí R$ 12 reais pra me adiantar? Já vai abater nos 50. Enquanto isso eu chamo meu ajudante e ele vai lixando aqui..."
Minha tia deu R$ 15 e ele foi comprar as coisas.
Umas duas horas depois minha prima sai pra trabalhar e vê aquele rapaz sentando lá na área, cabisbaixo... "Menino, mas teu pai tá é demorando, hein?", ela diz.
"Não, ele não é meu pai não, eu nem conheço ele...Eu tava passando e ele perguntou se eu não queria ganhar 20 conto pra lixar as grades e pediu minha biclicleta emprestada pra ir comprar o resto das coisas"

Ele nunca mais voltou.

Agora me digam vocês se o cara não tem estratégia? Gente, que visão! O ladrão de galinhas que roubou as penosas da minha avó na mesma semana deveria se envergonhar diante de tanta genialidade! Esse cara tá se perdendo no Acre...

Bienal da Floresta do Livro e da Leitura

Começa hoje a Bienal da Floresta do Livro e da Leitura. O evento, promovido pelo governo do Estado, terá abertura oficial às 10 horas, na Praça da Revolução Plácido de Castro, mas só será aberto para visitação às 19 horas.

Até o dia 7 de junho, a capital recebe escritores nacionais, realiza palestras, painéis, oficinas, mesas-redondas, conferências, exposições de livros, além de exibição de filmes e apresentações artísticas.

A estrutura montada na Praça da Revolução Plácido de Castro conta com 40 tendas que abrigarão editoras nacionais, como a Ática, Companhia das Letras, Contexto e Atlas, e as livrarias locais, Paim, Betel, Universitária, Cultural e Dom Oscar Romero. Outros três estandes foram reservados às sessões de autógrafos.

Palestras e outras atividades

Já na Praça da Biblioteca Pública, acontecem as palestras e os painéis na tenda-bolha instalada especialmente para o evento. As atividades iniciam-se no dia 1º e são abertas ao público.

As oficinas e as sessões de autógrafos, porém, já tiveram as inscrições encerradas. Foram disponibilizadas 40 vagas para cada uma das nove oficinas oferecidas e os interessados puderam se inscrever no período de 19 a 27 de maio.

Quem não realizou a inscrição ainda tem chance de bater um papo com seu autor preferido. É que estão agendadas conversas com 20 escritores que participarão da feira. Os encontros acontecerão no período da manhã e da tarde no auditório colégio estadual Barão do Rio Branco (CEBRB) e na filmoteca e sala de cinema do Sesc-Centro.

Entre os convidados estão os escritores Fernando Monteiro, Marcus Accioly, Luiz Galdino, Fábio Lucas, Jorge Tufic, Francisco Gergório, Ignácio de Loyola Brandão e outros nomes da literatura brasileira. A programação completa estará disponível na bienal.

domingo, maio 24, 2009

Basta!

Cheguei ao cume da minha impaciência e ao ápice da minha boa educação. Não é de hoje que sofro com a minha garagem, mas foi preciso deixar claro que é uma garagem para coisa funcionar.

Não sou boa motorista, mas também não ando mentindo por aí dizendo que sou. Tenho dificuldade com manobras, espaços, sou medrosa e dirijo um carro com uma traseira empinada que dificulta ainda mais esse meu problema. Posso não ser boa com essas coisas, mas sempre chego ao meu destino, nunca atropelei ninguém, não jogo lixo na rua e, principalmente, não estaciono em frente à garagem alheia. Coisa de gente com um pingo de sensatez, eu imagino.

Então essa semana eu mandei fazer a faixa explicativa: “SIM, É UMA GARAGEM!” justamente para aquelas pessoas que entram na minha estreita rua, olham meu portão maceta e se perguntam “Será que é uma garagem?”. Como não tinham resposta, colocavam o carro em frente ao meu portão e seguiam suas vidas tranquilamente.

Elas devem achar que mandei fazer um portão daquele tamanho pra passar com uma escada de 4,36 metros sem precisar incliná-la ou para ver quantas pessoas conseguem entrar de mãos dadas sem aperto, mas nunca pra eu entrar com um carro. Por isso, nada mais polido que esclarecer as coisas, não?
Infelizmente, a mensagem é interpretada por vários e é aí que eu viro assunto da rua. Ouvi os vizinhos sussurrando, se sentido humilhados, vitimizados e sensibilizados. Mas como bem dizia Sócrates: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco” e ninguém nunca reconhece o problema do outro.

A faixa definitivamente cumpriu seu papel. A convivência social precisa de conflitos de vez em quando para as pessoas reconhecerem que existe um problema e, se eu sou a única com coragem de falar, que falem de mim.

Um bjoenãomeliga

quinta-feira, maio 21, 2009

Do sonambulismo que dorme ao lado

De manhã, no quarto da Lombinho:

- Ei, tu não vai pra aula não? (pergunto)
- Eu só vou lavar meu cabelo seis e meia!
-O.o...Eu quero saber se tu tem aula hoje?
- EU NÃO JÁ DISSE QUE SÓ VOU LAVAR MEU CABELO SEIS E MEIA!
- Tá, mas são sete e dez e o pai tá te esperando lá na frente!
-Meu Deus do céu, mana, o despertador não tocou!

quarta-feira, maio 20, 2009

O (quase) assalto

Quem diz por aí que ‘a gente não está seguro em lugar nenhum’ não anda mentindo. Estávamos eu e Simone Chalub indo ao estacionamento,que fica ao lado da Secretaria Municipal de Saúde e perto do jornal, pra ver se eu tinha esquecido o cabo do mp4 no carro.
Abri a porta e ficamos conversando. Nesse meio tempo se aproxima um rapaz e ataca a Simone, pedindo o celular.

Eu, muy amiga medrosa, saí correndo, deixei porta de carro aberta, deixei a amiga, deixei tudo. (Minha falta de coragem pode ser justificada pelo meu histórico de assaltos e meu tipo físico nada ameaçador. Ou não. Eu sou covarde mesmo)

O que eu não sabia é que a Simone, além de jornalista, era ninja. A mulher desceu o cacete no cara e disse que não ia dar o celualr coisíssima nenhuma. Tá, eu sei que isso não é aconselhável, mas ele não estava armado, ou, se estava, não teve tempo de usar, porque ela partiu pra cima dele e deu altos socos até o cara se arrepender da graça e fugir.

Depois disso as duas ficaram tremendo igual vara verde e tentando digerir o que acotneceu.
Agora eu tô aqui pensando onde eu vou estacionar o bendito carro. Se a gente não tá livre nem ao meio dia de uma quarta-feira em um estacionamento movimentado, imagina no fim da tarde, a hora que eu saio.

Simone Chalub: ela é ninja


domingo, maio 17, 2009

O salto


O salto de José Gonçalves Neto que pulou da Passarela Joaquim Macedo na sexta-feira (15), por volta de 11h30. Segundo o site agazeta.net, a tentativa de suícidio foi motivada pelo abandono da família. Neto é de Manaus e vive aqui sozinho e sem emprego.

O acontecimento movimentou o centro da cidade. Pessoas por todos os lados e mensagens incentivadoras também, porque o povo adora ver a desgraça alheia. O motivo do pulo só foi revelado depois. Até então, o que corria a boca miúda era que ele havia assaltado um loja e, para não ser preso, ameçava se jogar.

Ameaça não mortal, eu diria, já que os meninos ali do Seis de Agosto fazem isso o tempo inteiro, mas como ele tinha epilepsia, a coisa poderia ficar feia. E ficou. Vi de pertinho (vide seta amarela da última foto) quando ele caiu na água e entrou em choque assim que o bombeiro o pegou. Tiveram bastante dificuldade pra colocá-lo dentro do barco e quando chegaram à margem, quase não conseguiram tirá-lo, porque o corpo tremia bastante. Não tive estômago pra olhar de perto. O que vi me valeu.

*Fotos: Débora Mangrich

quinta-feira, maio 14, 2009

Difícil é existir...

Entre os transtornos de morar no Acre, eu diria que aguentar o grupo dos ‘sem noção’ é sempre a tarefa mais difícil. Pior até que aturar os que acham que o Estado não existe, porque estes, pelo menos, a gente pode levar na esportiva, entrar na brincadeira e até rir de algumas teorias.

Agora aqueles que acham que o Acre é uma porção de terra cheia de mato e com um punhado de gente reunida no centro, esses sim me matam. Tá certo que há toda uma questão mítica, religiosa, interplanetária, quiçá história sobre a existência do Acre, mas se é pra acreditar que ele existe de qualquer jeito, melhor voltar para o grupo dos descrentes.

A impressão que eu tenho é que essas pessoas imaginam o Estado como uma coisa só, sem a necessidade das convencionais divisões geográficas que determinam cidades, bairros e ruas. Que todo mundo é vizinho, daqueles hospitaleiros, que dividem tortas com recheio de cupuaçu e realizam festas com aquela enorme mesa ao centro, onde todos podem sentar e compartilhar as amenidades cotidianas. E é por causa desse tipo de gente que eu tenho que aturar scraps como esses e em dias seguidos:

Jairo:
oi Nattércia,obrigado por te m aceitado na cumunidade. tenho uma cunhada q mora ai no acre,derepente vc pode até conhecer ela ou as filhas dela.(minha cunhada se chama nane e as filhas marcinha e kiko. me manda noticias


ou ainda este:

Dios es mi refug:
oi moça vc conhece a vanessa ela tbm e dai do rio branco

Minhas considerações:

Caro Jairo, ‘derepente’ eu não conheço a nane, muito menos a marcinha e ‘a’ kiko (?), simplesmente porque esta pronvícia, ainda que pequena, tem mais de 600 mil habitantes e eu não dou conta de conhecer todo mundo. Deixo claro também que, apesar de jornalista, não sou o arauto de tal localidade pra anunciar por aí o que a nane ou as filhas dela fazem da vida ou deixam de fazer. Passar bem.

Quanto ao amigo que habla español, eu conheço umas 317 Vanessas. Vá escrever um livro ou plantar uma árvore que eu também tenho minhas obrigações.


*Coincidência ou não, os ‘sem noção’ parecem não se importar muito com a questão gramatical.

domingo, maio 10, 2009

dos males sonoros

Ando com sérios problemas de Influência Musical Repentina. Aquela doença grave que pode ser comparada ao efeito de um bocejo alheio ou a um soluço inexplicável.
Aquela síndrome aterrorizante de alguém passar perto de você cantando uma música qualquer e você, sem explicação nem controle, fica com ela na cabeça até que uma próxima pessoa se aproxime e troque a música.
Isso não só interfere em seu gosto musical, como tem o poder de acabar com sua reputação. A doença também é capaz de criar uma playlist em seu cérebro e te fazer cantar "quando tu balança dá um nó na minha pança" sem nem ter ouvido o programa do Chico Vaqueiro pela manhã.
Sim, é grave.

quinta-feira, maio 07, 2009

Da série "Coisas que você deve saber antes de morrer"

Que em alguns lugares se toma tacacá com pipoca. Isso mesmo, popcorn, aquela do cinema.
Gente, isso pra mim não é cultura, é invenção. Picoca combina com guaraná, programa legal, só eu e você e sem piruá, não com tacacá!
Quem me revelou isso foi uma antiga amiga. Ela foi a Guajará Mirim (RO) visitar a família do marido e fez a descoberta inusitada. Numa bela tarde eles saíram pra passear e tomar um tacazinho - até então um programa mais que comum na região. Quando a moça serviu, veio uma colher. Ela pediu um garfo.

- Você é acreana, né? - perguntou a vendedora
- Sou, por que?
- Por que os acreanos que tomam tacacá com garfo.

OK, OK. A colher dificulta um pouco as coisas, mas nada é impossível para um bom apreciador da iguaria.

De repente, não mais que de repente, passa uma moça oferecendo pipoca. Ela não aceita. Afinal, tava tomando tacacá.
Quando menos percebe, o marido despeja o saco inteiro dentro da cuia.

- Menino, tu tá doido?
Ela chegou a pensar que era só mais uma invenção de marido, mas quando olhou em volta tava todo mundo fazendo o mesmo. Eu sinceramente não sei qual seria a minha reação na hora. Não vejo idéia mais absurda e combinação mais descombinante. É, no mínimo, uma afronta ao tucupi.

Ou você tem ou vc não tem

Tem gente que não tem mesmo visão de negócios. Essa semana fui comprar umas camisetas ali na Galeria Meta e o modelo que eu queria estava exposto na vitrine. Entrei na loja, apontei para a cor que queria muito e a vendedora disse que ia conferir no estoque.

-Dessa cor não tem ó...
- E aquela que tá na exposição?
- Aquela não posso vender...
- O.o
- ENTÃO VOCÊS NUNCA VÃO VENDER AQUELAS QUE ESTÃO EXPOSTAS? – disse a amiga que me acompanhava.
- É que ta sempre chegando...
- VAMOS, NATTÉRCIA, NÃO COMPRA NESSA LOJA NUNCA MAIS!

Nunca vi isso na minha vida.

domingo, maio 03, 2009

Dos conflitos da convivência social

Colocarei uma faixa no portão de casa explicando que, ao contrário do que possa parecer, ele não é só mais um portão de ferro comum de uma casa comum, numa rua estreitamente comum, e sim um importante portal Stargate.
Talvez assim as pessoas pensem duas vezes antes de atrapalhar uma viagem interestelar, porque se eu disser que é uma simples garagem ninguém leva a sério.

terça-feira, abril 28, 2009

Dos conflitos de relacionamentos

- Oi, amor.
- Oi, meu bem.
- Que tava fazendo? (pergunto)
- Vendo TV. Caminho das Índias. A Maya tá tendo bebê.
- ...
-Aí a mãe dela vai trocar o bebê, porque ele tem que ser prematuro pra acharem que é do marido.
- E de quem é?
- Do Bahuan.
- Hum.
- Já pensou, amor, uma mãe fazer uma coisa dessas?
- Não, eu não pensei, PORQUE ISSO É UMA NO-VE-LA!
- (risos)
- Cara, eu tô pra pagar tua Sky pra te tirar dessa vida ó.
- (risos)

segunda-feira, abril 27, 2009

Da série "Coisas que só acontecem comigo"

Semana passada fui ao posto calibrar os pneus do carro. (não, eu não sei fazer isso, eu pedi pro moço simpático do posto).
Enquanto ele fazia o serviço, se aproxima uma mulher loira e grande:

- Maninha, é que e carro pregou de gasolina. Tu podia me dar uma carona até ali?
-Ah, sim, tudo bem... (eu, como sempre, muito fina e educada)

Ela volta com sua garrafa pet cheia de gasolina comum e seguimos em frente. No curto caminho, deu-se o diálogo:

- Eu acho que te conheço de algum lugar... (ela diz)
- Ah, é...Não sei.
- Você já trabalhou em alguma secretaria?
- Sim, na Secretaria tal tal tal
- Deve ser de então...
-Poder ser.
-Eu trabalho no cartório.
- Ah, eu trabalhei no Tribunal de Justiça.
- Então é de lá mesmo!
- Ah...
-Qual teu nome?
- Nattércia.
- É ISSO MESMO!

Eu juro pela vida do Ciço, meu gato, que nunca tinha visto aquela mulher na minha vida. A conversa piorou:

- Ah, pode parar ali, meu carro tá ali.

Dei a seta, estacionei.

- MEU DEUS DO CÉU, CADÊ MEU CELTA PRETO? PELO AMOR DE DEUS, CADÊ MEU CARRO?
-...
- Ahhh, não, é mais ali na frente. Desculpa.
- OK.
- Mas, hein, tu é casada?
- Er...não, MAS TENHO NAMORADO (O.o)
- Vixe, ele deve ser ciumento, né? Mas a gente podia sair pra dar uma volta! Eu gosto de ir ali pro Tabernas.
- Ah, sei (O.o)

*acelerando

- Tá ali o carro.
-Ah, certo.
- Agora vou atrás de alguém que me ajude a colocar.
-Ah, sim, boa sorte. Tchau.

*As pessoas não conseguem mais identificar uma carona tradicional.

quinta-feira, abril 23, 2009

sexta-feira, abril 17, 2009

Confissões de um *foca


Quem trabalha no jornalismo sabe o quanto uma sigla ajuda na hora de economizar palavras. Porém, quando ela não é muito conhecida, é necessário escrever o significado antes e às vezes isso se torna mais complicado.

Nessas duas semanas de redação descobri a maior sigla do Universo inteiro:

Simdecaf - Sindicato dos trabalhadores em meio ambiente, ciência e tecnologia, extensão rural, armazenamento geral e entrepostos, desenvolvimento cultural, industrial, rodoviário, do bem-estar social e apoio à pequena e média empresa do Estado do Acre.


Básica, não?


*Jornalista iniciante, inexperiente.

terça-feira, abril 14, 2009

Dos encontros marcantes

Devo me lembrar deste dia como "O Dia Em Que Quase Perdi Minha Primeira Unha". Uma unha querida, diga-se de passagem.
Ou, ainda, como "O Dia Em Que Não Se Deve Reencontrar Amigas do Colegial Que Pisam No Seu Pé e Quebram Unhas Queridas".

Profissão repórter

Agora faço parte do submundo dos leads, das pautas e do 'jornalismo de verdade', como ouvi dizer por aí.
Estou fazendo uma experiência na redação de um jornal local para ver se me adapto.
Confesso que trocar meus releases pela correria das matérias jornalísticas não é tarefa fácil. O ritmo é outro, os assuntos diversos e a responsabilidade maior.
Ainda vou errar um bocaco até pegar a manha, mas nem adianta me justificar, porque quando a gente comete um deslize ninguém perdoa. Não dá pra andar com aquela plaquinha da auto escola: "Paciência. Estou aprendendo."
No mais, é aproveitar a oportunidade, os novos contatos e as piadas da redação, claro!

wish me luck!

segunda-feira, abril 13, 2009

conversinhas

- Mana, eu posso tirar tua sobrancelha?
- Não, obrigada.
- Então faz chocolate?

*Lombinho e sua extraordiánia coerência.

- Mana, eu tava pensando..."E se tu morrer sem saber andar de bicicleta?"
- Acho que eu consigo viver sem isso...

domingo, abril 05, 2009

Aconteceu de novo

Mais um daqueles desafios diários, também chamados de ‘Testes Diivinos de Paciência’, com o objetivo de me tornar uma pessoa melhor, mais equilibrada e somar pontos no livro da vida.

Quem convive comigo sabe a impaciência que me acompanha. Sou aperriada mesmo e estouro fácil. Existem, porém, provações que me fazem respirar, contar até dez e passar por tudo caladinha. Afinal, é um teste e eu preciso vencer!

Agora a pouco, por exemplo, entrei na minha rua e tinha um carro estacionado bem no meio, impedindo a passagem. Dei aquele buzinão que me é peculiar e sai o vizinho.
“Ô, Gean, tu trancou a rua, cara!”
(Quando ele falou isso eu já saquei: 'é mais um teste, e dos difíceis!' Me concentrei e mantive a calma para passar para próxima fase)
O vizinho se aproxima da janela, sussurra um 'desculpa' e pede pra eu esperar um pouco.
(Sorrio simpaticamente)

O suposto Gean sai da casa, dá uma conferida, faz sinal de “peraí um pouquinho” e entra de novo.
(Movimento a cabeça positivamente e simpaticamente)
Enquanto eu morria de calor dentro do carro, Gean discutia com o vizinho quem iria acender o fogo do churrasco.
Eu quis muito dar outro buzinão e soltar uma série de seis palavrões mais adequados para o trânsito, mas resisti.

Alguns minutinhos depois sai o Gean com toda calma, liga o carro e eu finalmente consigo passar e entrar na minha aconchegante garagem.

Espero muito que isso me valha, pelo menos, dez estrelinhas douradas. Caso contrário, vou me arrenpender amargamente de não ter mandado o imbecil do Gean praquele lugar.

sexta-feira, abril 03, 2009

Relátorio final de bordo

Se eu tivesse levado a oficina de blogs a sério, teria consciência da minha falta de consideração com os fiéis leitores (eu gosto de pensar que eles existem). Se tivesse um pingo de vergonha na cara também chegaria a essa conclusão.

Já faz um mês que cheguei de viagem e ainda não terminei de contar como foi. Não que interesse, mas já que comecei, é bom terminar, né? (ou não)

Aí vai um resumão:



O mar de rico


Na quarta-feira, uma quarta–feira do mês passado, fomos a Porto de Galinhas – PE. Já tinha ido lá ano passado, mas fiz questão de voltar, porque o lugar é lindo demais, gente.
Sabe aquele mar de rico? Aquela coisa azul que parece uma piscina grande para poucos? Então, é lá.
Dessa vez tivemos sorte e fomos de van com outros dois casais: Lara e Michel, de Brasília, e Diana e Daniel de Manaus.

A van era dirigia por Vítor, um guia argentino que mora do Brasil há 13 anos e acha que sabe falar português. “Vocês sabem porque és Porto Galina?”
E assim ele ia contando a história dos lugares onde passávamos.
Vítor foi o melhor guia que já conheci. Cara discreto, prestativo e super bem humorado.
Chegou ao Brasil em 1994 e escolheu João Pessoa pra fixar morada. Já foi dono de restaurante, teve buggy e agora tem uma van.
Morou seis anos nos Estados Unidos, mas precisou voltar para o sossego da Paraíba.

Quando chegamos a Porto de Galinhas a maré estava baixa. Dava pra ir andando até os corais. Decidimos ir a pé, mas sem levar a câmera, porque não dava pra confiar na maré desse jeito. Sábia escolha. Na hora de voltar quem disse que tinha chão pra pisar?
Eu e meu pulmão de não-nadadora quase pedimos arrego ao salva-vidas, mas com esforço chegamos à praia.
Depois da graça, pagamos R$ 10 e fomos de jangada mesmo.

Porto de Galinhas tem um centro comercial de deixar qualquer mulher falida, mas como tínhamos que voltar cedo, só me deram 20 minutinhos para andar nas lojas e ainda me sobraram uns trocados.
Comprei umas camisetas com galinhas simpáticas estampadas, mais um chaveiros de galinhas e pronto.

Na quinta-feira fizemos o litoral sul de João Pessoa. Era pra irmos com um casal, mas eles desistiram de última hora e fomos só nós e o Vítor. A primeira parada foi na Barra de
Gramame. Um encontro do rio com o mar que dá um visual incrível. Nesse dia também teve sol e fomos felizes.


Barra do Gramame

Depois fomos à Praia de Coqueirinho, umas das mais gostosas. Pensa naquele conceito de sombra e água fresca! Era Coqueirinho. Ao contrário do ano passado, que me deixou com uma má impressão do lugar, esse ano Coqueirinho mostrou tudo o que tem de melhor.

Passamos três horas relaxando e depois fomos à famosa Praia de Tambaba, uma das primeiras praias naturistas do Brasil.
É claro que EU NÃO TIREI A ROUPA. Eu fingi que tirei.




O velho truque do jornal...

Tiramos mais algumas fotos e terminamos o dia no pôr-do-sol da Praia do Jacaré. É lá que o cara toca o Bolero de Ravel, todo fim de tarde, há pelo menos 317 anos. Lá também tem uma feirinha interessantíssima rs.

Na sexta fomos para o litoral norte da João Pessoa, também com o Vitor. Dessa vez quem nos acompanhou foi um trio de portugueses. Um casal aposentado e uma amiga.

Acho que conhecer pessoas é umas das melhores coisas das viagens. Por mais que a probabilidade de reencontrá-las seja remota, elas sempre deixam um pouco de si elevam algo da gente.

O sol realmente caprichou nesse dia e tivemos a oportunidade de voltar à Ilha da Areia Vemelha. Aí sim conseguimos nos divertir. Conversamos sobre as culturas dos países e aproveitei pra perguntar o que eles achavam do novo acordo ortográfico.

“Olha, minha filha, eu sinceramente já estou muito velho pra me preocupar com isso. Agora quem é professora ou trabalha escrevendo, vai ter que se preocupar”

“Pois então...”

No meio da conversa, quem me aparece? Quem? Ele mesmo: o guia mala. Chegou como quem não quer nada, sentou na mesa e não quis mais sair de jeito nenhum. Tinha levado outro casal pra passear, mas enquanto eles se divertiam, ele alugava a gente.
“Amor, vamos dar uma volta?” diz estrategicamente o namorado. “Bora”. E lá vem o mala também. Tirou umas fotos nossa e uma que tirei especialmente pra vocês:

Ele, "O Guia"

Depois fomos para outras praias que eu já não lembro o nome ( faz um mês, né? Paciência...) e o dia acabou feliz.

Um dia na companhia dos portugueses me rendeu duas novas palavras ao vocabulário, dessas que eles usam lá e a gente não faz idéia do que seja aqui. A primeira é ‘alforrelcas’, pronunciada com aquele ‘L’ que só eles sabem como faz e que significa água-viva. A segunda é ‘keka’, que equivale a ‘uma transa’. (apesar de descontextualizadas, garanto que surgiram em uma conversa informal e despretensiosa).

O sábado foi reservado para comprinhas de última hora e pra conhecer a Íris, amiga do #2 e jornalista também. Almoçamos ali pertinho do hotel, conversamos sobre a cidade, concursos, jornalismo, comidas típicas e outras dezenas de assuntos.

Domingo foi o dia de voltar pra casa. O melhor carnaval-sem-carnaval que já tivemos.

Até o próximo verão.

segunda-feira, março 30, 2009

Show (Meia) Boca de Mulher 2009


Pela primeira vez o Boca de Mulher me decepcionou. Claro que não acompanhei os 20 anos do espetáculo, mas já fui a alguns mais organizados e não pensei que justamente no aniversário eu ficaria com a má impressão.

Comprei a mesa de R$ 60 com as amigas, esperando a mesma tranqüilidade dos shows anteriores, mas foi isso que vimos (foto). O erro não foi a idéia de fazer um baile dançante pra comemorar (até achei legal), mas de não saber executar.

Havia mesas e ingressos à venda. Quem trabalha com eventos em qualquer parte do mundo sabe que essa é uma combinação perigosa se não há pessoal suficiente para supervisionar o local, porque o que mais tem é neguinho querendo se dar bem e foi aí que entramos na história.


Como houve uma falha na entrada, pessoas roubaram as mesas de outras pessoas e estas, por conseguinte, se sentiram no direito de ficar em pé justamente em frente a nossa mesa. Pedimos licença como pede a boa educação e elas se justificaram com o roubo. As outras que permaneceram em pé eram só mal educadas mesmo.

O problema dos eventos em Rio Branco é que quando organizadores percebem que falharam, se escoram naquela de que “a cidade é pequena, todo mundo é amigo e no final tudo vira festa”. Não é assim. Existe um público que precisa ser respeitado (e eu nem conhedia toda aquela gente). Quem compra a bosta de uma mesa espera, pelo menos, comodidade no começo do espetáculo.

Depois disso, tudo desandou. Achei a produção fraca, o local inadequado e o som ruim. Em algumas músicas mal se ouvia a voz da cantora, mas pra muita gente daqui o que vale é a intenção.

Moçada, o negócio é feito há vin-tê-â-nos. É claro que não se espera um show impecável, mas já dava pra ter aprendido alguma coisa, não?
Já que a intenção era fazer um baile, que só tivessem vendido ingresso. Assim povo se esbaldava no salão e quem quisesse manter a pose de sentar em mesa, que ficasse em casa, oraporra.

A noite foi salva pelo sábio DJ que desenterrou os melhores sucessos, incluindo “Meu amor, vamos lá, vamos tomar sol, na Praia do Amapá” de Jorge Cardoso. Não há quem resista!
* O título foi sugerido pela Carol, no auge de sua ira.

quinta-feira, março 26, 2009

Das mudanças

Após as *oficinas de jornalimo cultural do Rumos Itaú Cultural que participei nos últimos dois dias, devo admitir que minha vida agora se divide em 'antes das descobertas que mudaram minha vida' e 'depois das descobertas que mudaram minha vida'.

São elas:

Crepe de chocolate da Tia do Crepe lá da *Praça dos
Tocos/Praça Antônio Júlio Maia de Queiroz/Praça da Catedral que me foi aprensentado nos áureos
tempos da Ascom do TJAC e mudou meu conceito de crepes doces e minha visão
de mundo.


Caneta ecologicamente correta da Unimed, presenteada
forçadamente pelo meu amigo André Cajarana. Ela tem um azul diferente das Bics
habituais e uma escrita macia que deixa a minha letra uma gracinha. Posso
dominar o mundo com essa caneta.


Óculos da Carol. A mudança mais significativa, eu diria. Foi através deles que eu descobri que estou ficando cega, mas como não assumo, ele só muda a minha vida por poucos segundos. Só quando encontro a Carol e consigo ler anúncios distantes.

* Foi durante as oficinas que tiva a idéia do post, mas eu aprendi coisas úteis lá. Juro.

* Descobrir que a praça tem três nomes foi interessante, mas nada que mudasse a minha vida. Na verdade, mudou a vida de uma moça que marcou um encontro na Praça da Catedral e o moço nunca chegou, porque pensou que aquela fosse a Praça dos Tocos.

terça-feira, março 24, 2009

das ocupações diversas


Elmar Weisser penteia a sua barba em formato de bicicleta em barbearia de Brigachtal, na Alemanha (Sasha Schuermann/AFP)
E eu achando que não tinha o que fazer da vida...

terça-feira, março 17, 2009

Diário de bordo - Parte III


Na terça-feira as coisas melhoraram. O céu azul e o sol brilhante recuperaram meu humor e fui à Praia do Bessa. Seguindo instruções da experiente família que já havia passado por lá, pegamos o ônibus e pedimos para o cobrador nos avisar quando chegássemos ao Bar do Golfinho, que era o point da praia. O que a minha família esqueceu de avisar é que havia dois “Golfinhos” e claro que nós descemos no primeiro que vimos. Bar sem movimento, tudo quieto, presumi que não era ali.
‘Vamos caminhando pela praia, deve estar perto’

Foi uma pernada de pelo menos 20 minutos até avistar aquele aglomerado de bares e pessoas na praia. Eu já tava tão cansada que não quis nem saber de golfinho. Sentei na primeira barraca que avistei.

O dia seguiu lindo e feliz. Água de coco, camarão, peixinho...Tudo como deveria ser. À tarde decidimos ir ao shopping. Eu até que não faço muita questão de ir ao shopping, mas quem mora no Acre sabe a diferença que uma Americanas ou um Bob’s faz na vida da pessoa. E faz justamente porque não temos, senão perderia logo a graça.

Ainda naquela minha sina de montar minha dvdoteca, cheguei a uma prateleira cheinha deles. Todos em promoção e doidinhos para pular na minha cestinha. Não resisti, trouxe 16 filhinhos pra casa.

Outra coisa que torna o shopping assaz atrativo é um bom cinema e lá também tinha. Por mim, teria ido todos os dias e assistido sessões seguidas, mas a vida não funciona do jeito que a gente quer. Mesmo assim, ainda consegui ver dois: Sim Senhor, com o Jim Carrey, que eu morri de rir para sempre, e Operação Valkiria, que eu fui mais pelo Tom, afinal o cara veio ao Brasil, trouxe a família e fez toda aquela campanha...Fiquei curiosa, né?

Aliás, ir ao shopping era uma das coisas mais prazerosas, porque nós sabíamos exatamente qual ônibus pegar, onde parar e como voltar, e em uma cidade desconhecida isso conta muitos pontos na vida do turista.

Da curiosidade que matou o gato

Voltaram as especulações sobre quando irei casar.
As pessoas já nem me cumprimentam mais, vão logo perguntando "E ai, menina, quando tu casa?"
Por um lado eu até entendo a preocupação desse pessoal. Afinal, eles irão me ajudar a comprar a casa, os móveis, pagar as contas...Precisam estar preparados para a decisão, né?
Ontem mesmo uma vizinha me contou que a outra contou pra ela (tá acompanhando, né?) que eu 'abri o jogo' e revelei que me caso ano que vem.
Na verdade, foi uma tática para me manter sossegada por mais um tempo, mas pelo visto ainda é pouco.
Da próxima vez digo que será em 2317 e que ela não será convidada!

domingo, março 15, 2009

Das festas

Semana passada participei de uma maratona de formaturas. Uma do meu vizinho e amigo de infância, Júnior, e outra da minha amiga Nayara.
Confesso que não sou muito chegada a esse tipo de festas. Na verdade, na minha atual condição de pessoa desempregada e deprimida, não estou para nenhum tipo de festa, mas em nome da boa e velha amizade, fui.
Dois dias de colação e dois dias de baile.
O sacrifício vale a pena quando você vê a felicidade estampada no rosto de quem se forma. Aquele alívio de finalmente ter superado os cinco ou seis incansáveis anos de academia. Não tive tudo isso. Minha colação foi na sala de reuniões do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia da Ufac, na companhia do secretário da Coordenação de Jornalismo, alguns professores (inclusive um que briguei em sala de aula) e mais três amigas. Não teve toda a pompa que imaginávamos no começo do curso, mas a sensação foi a mesma.
Acho que o saldo maior desses dias de festa foi ter ganhando um super cartão de 'disk-garçom' de um tiozinho que nos serviu durante a festa.
"Meninas, adorei vocês! Aqui está um 'disk-garçom' pra quando vocês precisarem...Obrigado, baby!"

quarta-feira, março 11, 2009

recortes (2)

- Menina, eu te vi na TV...
- Ah, foi? Quando?
- Naquele dia que mataram aquele cara...Te vi no meio da confusão.
- Não era eu...
- Era sim...
- Não era eu...
- Era sim, eu vi.
-Não-era-eu!
-Ah, nera não, era a Neide, menina! Confundi...

______ * * * * ______


- Boa tarde, linda, vamos tomar uma Kaiser comigo?


*Não é todo dia que se é convidada pra tomar uma Kaiser, né gente? Mas não, não fui...Eu não curto Kaisers nem convites de tiozinhos desconhecidos.

Do zodíaco


Dos signos do zodíaco, este é um dos mais sensíveis a atual onda astral
turbulenta. Por isso, é bom que você se mantenha saudavelmente otimista,
confiante no futuro e disposto a encarar cada desafio com flexibilidade.
Pode
ser que ainda não seja possível se realizar o quanto gostaria.

Ahhh, meu ovo!

terça-feira, março 10, 2009

Diário de bordo - Parte II

Vâmo embora que vai chover, rapaziada


Quando chegamos ao hotel resolvi definir a programação com o guia e, mesmo sentindo que eu não seria feliz ao lado dele, acertei ir à Ilha da Areia Vermelha no dia seguinte.

A segunda-feira amanheceu nublada e eu não quis aceitar que o sol estava se escondendo de mim. Fomos assim mesmo. Chegando lá começa a chuva. A Praia da Areia Vermelha é um banco de areia que fica a uns 800m da praia. Pra chegar até lá tem que pegar uma espécie de balsa, chamada catamarã e curtir a viagem de 15 minutos até o montinho com areia avermelhada.

Após uma longa pressão, aceitamos ir. Assim que subi no catamarã me vem o guia mala com dois celulares, uma carteira e já enfiando na minha bolsa diz: “Guarda aí pra mim”. Ótimo, agora eu teria que comprar uma bolsa para guardar as nossas coisas e a do guia.

Tentei manter um semblante de turista satisfeita, mas o tempo não ajudava. Andamos pela areia molhada e sem graça, tiramos umas fotos com péssima luz, tomamos um refrigerante e chegou a hora de voltar. E foi justamente nesse momento que caiu o maior pau d´água do mundo inteiro. Eu de biquíni e tremendo de frio. Era inônico demais para o primeiro dia de viagem...


Mesmo com o mau tempo o guia sugeriu que fôssemos a outra praia e que era só R$ 10 a mais. Estrategicamente minha rinite entrou em ação e eu não parava de espirrar.
“Ihhh, será que vai gripar?”, perguntou ele.
“Pois então...Essa chuva é fogo. Melhor eu voltar pro hotel e tomar alguma coisa logo!”
“É verdade...”
E foi o caminho inteiro me ensinando receitas caseiras inéditas para curar o suposto resfriado.

No hotel, acertamos o passeio e me despedi sem muitas esperanças de vê-lo novamente. Infelizmente ele não tinha a mesma intenção. Sempre que chegávamos ao hotel havia um recado que eu propositalmente esquecia de retornar.
to be continued...

sábado, março 07, 2009

Da crise

Essa semana um mês que estou desempregada. Tenho a impressão de que faz mais tempo, assim como também me parece que trabalhei lá a vida toda, quando só foram sete meses.
Além da falta do salário, sinto falta das pessoas. Éramos dez em uma sala com ritmo acelerado todos os dias. Muito trabalho, mas muita alugação e lanchinhos à tarde.
Nossa despedida foi sem despedida, só um tchau como quem diz ‘até logo’.

Fora isso, o restante está superado. Durante a viagem pude pensar em muitas coisas e várias possibilidades de emprego:

* Dar aulas de fotografia para os guias turísticos do Nordeste e viver bronzeada.
* Tirar fotos de turistas fazendo passeios de jangada em Porto de Galinhas e cobrar R$ 9,99 por foto.
* Virar lambe-lambe e tirar fotos dos casamentos que acontecem todas as sextas no Fórum Barão do Rio Branco
* Ser a gostosinha do shortinho que irá lavar carros no futuro posto que meus primos irão abrir (por enquanto é a opção mais atraente).

Enquanto isso estou no chamado ‘trabalho de março’. Um freelancer que consegui na Coordenadoria Municipal da Mulher e irá pagar minhas contas do fim do mês (pelo menos desse mês).

quarta-feira, março 04, 2009

I love my pet

A novidade mais nova do mundo inteiro é que eu e o Rick Martin ganhamos a promoção "Eu amo meu pet" do site de camisetas Nonsense.


Ó só...
* A foto foi tirada na festinha de aniversário de 10 anos do Rick.

* O que eu ganho? Um blusa "Eu amo meu pet", ora bolas!

segunda-feira, março 02, 2009

A senhora aceita balas ou Diário de bordo

Sair do Acre não é nada fácil, a começar pelo preço das passagens. Se você pretende ir um pouco além da metade do país, tem que esperar no mínimo três horas por outro avião. E, assim o aeroporto de Brasília se torna o primeiro ponto turístico.

Depois de cansáveis horas de voo, chegamos a João Pessoa. Não sei o que aconteceu, mas desconfio que levei uma dose de chuva do Norte, porque tava o maior toró quando chegamos.

“Deve ser apenas uma grande nuvem”, pensei. Ledo engano. Os dias seguiram chuvosos, mas deram uma folga pra eu dar uma douradinha na pele. Não deu pra voltar da cor do pecado, como bem sugeriu a tchura Geisy, mas até que fez diferença.

Como minha família esteve na cidade recentemente, se encarregou de pegar todos os contatos e principais pontos turísticos que eu deveria visitar, ou seja: praia, shopping, praia e praia.

No aeroporto, um guia indicado por minha prima ficou de nos apanhar. Desembarcamos, nos apresentamos e seguimos para o hotel. Durante o trajeto ele foi me explicando que havia feito um roteiro ‘massa’ e que era bem a minha cara. A programação incluía praias, uma visita ao centro histórico, a uma aldeia indígena, ao centro de criação de peixes-boi e uma série de programas que, segundo ele, eram justamente o que eu estava procurando para este carnaval.

Apesar de ter 14 tribos indígenas morando aqui e não demonstrar nenhum interesse inicial por peixes-boi, eu não me importaria em fazer esses programas, mas isso se eu fosse passar pelo menos uns 20 dias na cidade.

Depois de apresentar todo o roteiro que ele fez pensando em mim, cheguei a um daqueles momentos cruciais da vida em que questionamentos sobre a existência humana e sobre o universo são inevitáveis, como “Afinal, que imagem eu passo?” e o mais importante de todos “Por que eu sempre atraio guias turísticos malas?”

Eu não sei o que diabos minhas primas falaram para aquele homem, mas ele já havia traçado um perfil de super-jornalista-fotógrafa-cult-e-podre-de-rica que eu não conseguiria derrubar por nada nesse mundo. Todos os programas que ele sugeria era bem ‘o que eu gosto’ e, talvez, se eu tivesse tentado provar o contrário, ele tentaria me convencer de que eu gosto mesmo do que ele havia sugerido. Ia criar um conflito de personalidade.

Em sete minutos e meio de conversa eu já percebi que não seria feliz no Carnaval se tivesse aquele guia por perto, então fui bolando uns planos para despistá-lo, mas essas são cenas do próximo capítulo, porque amanhã eu acordo cedo para ir ao meu ‘trabalho de março’.