quarta-feira, agosto 29, 2007

quinta-feira, agosto 23, 2007

quarta-feira, agosto 22, 2007

Foi assim...

Eu tava indo lanchar naquele lugarzinho que vende uns bolos perfeitos, ali no Parque da Maternidade, mas ainda faltava um pouco pra chegar.
Íamos eu, Kennedy(do curso de cinema), a esposa dele e lombinho.
Kennedy me pediu R$ 1,00 emprestado, que era o que faltava pra "inteirar" os R$ 12,00 que ele geralmente gastava pra lanchar.
De repente, começa um tiroteiro. Bala vindo de várias direções, marginais, gente gritando, um garoto com um fuzil, se protegendo atrás do poste e a gente no meio de tudo isso.
Corremos para nos esconder e cada um se salvou como pôde. Fique escondida atrás de um morrinho de cimento, pintado de branco. O cal sujou minha roupa, inclusive.
Um deles me achou, apontou a arma para a minha cabeça, mas, não sei porque, desistiu de me matar.
Depois da troca de tiros com a polícia, alguns fugiram e as coisas se acalmaram.
No fim da confusão, namorado chega, me olha e nem me dá moral (ahhh, filho da mãe!).
Um celular começa a tocar perto de mim. Era igual o meu, mas o meu tava no bolso.
Quem ligava era uma jornalista daqui. Atendi.

- Alô

-Você tá encrencada. Aquela matéria que você fez tá dando rolo. O povo tá atrás de ti. Melhor se esconder.


A matéria a qual ela se referia foi uma pauta sugerida pela minha avó. Falar sobre as folhas de Arruda que eram vendidas no mercado.
Minutos depois, chega um torpedo.

*Você se meteu com a pessoa errada. Vai se arrepender!


Na verdade, a lojinha de ervas era só um disfarce. Nos fundos funcionava um laboratório de refinamento de cocaína e mais cedo ou mais tarde eu ia publicar isso. (eu sou jornalista, porra!)
Logo que li a mensagem, saí correndo pelos escuros corredores do mercado e eles me perseguindo. Correram atrás de mim atè 5:56, aí eu tive que acordar.
Afinal, hoje é quarta-feira e tem trabalho, né?

domingo, agosto 19, 2007

E, no fim, o que importa são as pessoas

Comecei meio descrente. E, pra falar a verdade, eu nem queria mesmo fazer...Mas já que passei, era uma questão de honra.
Nunca saí feliz de casa. Três meses não foram suficientes para acostumar a sair às 13:40. Às vezes um pouco mais, às vezes um pouco menos.
E ia de cara amarrada. Só queria ficar o tempo necessário e fazer o que tivesse que ser feito.
Só tinha a juju e quando ela faltava, eu ficava sozinha, comendo maçã.
Eu tô falando do curso de cinema. Da 7ª arte e das belas amizades.
Com o tempo, pude conhecer cada um.
Hoje somos poucos, dos 40, restaram 27 e desses, apenas 10 fazem um filme comigo.
Não foi o suficiente para eu me apaixonar completamente pelo cinema, mas eu bem fiquei "a fim" dele.
O que eu precisava era de uma ocupação. Conhecer gente. Conversar. Ter novos amigos.
Consegui!
Agora tenho mais um monte de gente pra guardar no coração e lutar para que o tempo e a falta de memória constante não me deixe esquecer seus nomes. Só os nomes.
Essa semana o filme nasce...

E, no fim, o que importa são as pessoas...


domingo, agosto 12, 2007

Esses vizinhos...


Em agosto, mês do desgosto, a gente não respira por aqui. A fumaça invade a cidade e se você respirar fundo é capaz de morrer sufocado. E sabe de quem é a culpa? Dos vizinhos!
Rondônia, Bolívia, Peru, Amazonas, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul...Há quem diga que vem fumaça até do Japão, mas do Acre, nunca!
Ninguém queima no Acre.
Nós amamos a natureza.

quinta-feira, agosto 09, 2007

foi-se

Eu perdi. Não sei mesmo onde coloquei. Já procurei embaixo da cama, na caixas da prateleira, na segunda gavetinha da mesa do computador e nada. Eu simplesmente perdi a paciência.
E o que segura as pontas é a tolerância.

terça-feira, agosto 07, 2007

deda no divã

Nunca pensei que uma consulta a um buco maxilar fosse tão reveladora quanto uma visita ao psicólogo.
Dois meses depois da última experiência horripilante com esse povo que olha a boca da gente, tive que ir ao buco. O problema tá no maxilar. Tá faltando óleo em algum lugar, sabe? Quando mastigo ele faz uns barulhos assustadores e resolvi cuidar disso antes que fique sério.
Na primeira consulta ele explicou todo o mecanismo da coisa e pediu uma documentação completa: raio-x, fotos de frente, perfil e moldes dos dentinhos.
Diagnóstico:

-Existem três coisas bem fáceis de fazer para diminuir o problema e que eu sempre indico: dançar, cantar e correr.

- O_o

- O problema é mais psicológico. Você precisa cuidar mais de você do que eu . Você é uma pessoa muito ansiosa. Olhaí, não pára de se mexer um minuto. É muito inquieta.

(tira a mão da boca, passa a mão no cabelo, encosta o braço na cadeira, descruza as pernas...)

- Você parece se preocupar muito com as coisas. Quando isso acontecer, tire dez minutos pra pensar só em você. Relaxe e vá anotando tudo o que precisa. Depois de uma hora, leia suas anotações. Você vai ver que nem precisava estar tão preocupada com problemas tão pequenos e que, aos poucos, você consegue resolver tudo.

- (...)

*Tá tão na cara assim que eu tenho problemas?
Isso é grave...

*Ah, ele também sugeriu outro tratamento: um aparelho móvel o olho da minha cara. Prefiro meditar e tentar ser menos doente.

quarta-feira, agosto 01, 2007

começou



Agora eu só preciso de, pelo menos, uns 4000 caracteres (com espaço) e mais umas 40 folhinhas dessas.
*Ainda um blog melancólico. Quer coisa mais triste que monografia?

terça-feira, julho 31, 2007

(in)sugestível

De repente o chão vai sumindo...E já não há muitas pedras imersas pra pisar, nem atalhos convenientes.
E eu, sinceramente, estou cansada de me sentir assim. Essa inconstância de estar sem fim.
De repente eu só quero ficar sozinha. Talvez não. Talvez eu e o Zeca (Baleiro). O novo amigo.
Mas sempre há o "bom dia", o "boa tarde" e o sorriso triste. Há de se cumprir o papel social. Estar no modo "tudo bem" o tempo inteiro.
O dia segue cheio. Cheio de problemas, soluções, trabalhos, filmes, fotografias. Como se fosse aquele biscoito que a gente come pra enganar o estômago, mas sabe que não é suficiente. É só uma ocupação para mente.
À noite, o travesseiro é o pior inimigo. E volta tudo, como peças de um quebra-cabeça, como cenas de um filme repleto de clichês e de uma espectadora desatenta. A tristeza chega como um refriado e se instala no corpo aos poucos, involuntariamente.
A verdade é que eu já nem sei mais.
E, até a segunda ordem, este é um blog melancólico. Nada sugestível.

domingo, julho 29, 2007

da implicância

A implicância começou por causa do porco. Um simples porco.
Eu decidi deixá-lo em frente à porta do meu quarto e pronto. Ali, paradinho, cuidando de tudo.
Mas sempre tem alguém pra falar..."E esse porco?"
É o meu porco, oras! Que mal poderia fazer um porco?
Quando as pessoas pararem de se preocupar com o porco das outras, tudo vai dar certo.


* A verdade é que ele está aí por um motivo. Existe uma hospéde não bem-vinda na minha residência, chamada catita e eu a vi entrando pela brecha da porta. Por isso o porco. Pra barrar visitas indesejadas.

tsc

O problema de ficar em casa no domingo à tarde é que passa uns filmes "besta que só" e eu ainda choro.

terça-feira, julho 24, 2007

dos direitos trabalhistas

* Trimmmmmmmm
*Trimmmm

-Menina, o telefone tá tocando. Tu não vai atender?

- Eu não! Não recebi esse mês...
(sentada no sofá e dando de ombros)

Thárcila Vitória, 6 anos, recebe R$ 5,00 por mês para atender o telefone da casa da minha avó.

domingo, julho 22, 2007

Dos meus velhinhos

Tive dois, como todo mundo. Edimilson e Benedito. Mãe e pai bem representados.
Do vô Edimilson veio a fotografia. Não sei como, mas veio dele. Tenho certeza!
Das lembranças, a casinha de ferramentas no canto direito do quintal. Eu sempre brincava lá, mesmo sabendo que ele ia brigar. Eu adorava esmagar as manguinhas para minha salada de frutas numa ferramenta que ele tinha.
"Marrapaz...Eu já não disse pra vocês não fazerem isso?"
E saia todo mundo correndo...
Depois eu sentava no braço do sofá que ficava ao lado da TV e passava a mão na careca dele. Aí tava tudo resolvido.
A gente dançava também. Dois pra cá e dois pra lá.
Tinha até uma música!

"Nattércia, catibiribécia
Cheira matutina,
Firififécia"

Nem sei o que ele queria dizer com aquilo. Era a minha música e acabou.
E os pêssegos? Ele adorava. Sempre depois do almoço e cortados com garfo e faca. Quando terminava, ficava batendo os talheres no prato, num batuque sonoro.
"Podem viajar tranquilos", disse o médico.
No meio da viagem ele se foi. Eu nunca entreguei o desenho que tinha feito.
Do vô Bené a lembrança: da porta da casa já dava pra sentir o barulho da panela e o cheiro de cará frito. Do cozinha, via-se ele na cabeceira da mesa, com um prato cheio de arroz, o peixe frito e despejando farinha em cima. Tudo era muito bom.
Dele também vem o "r" foRte. Aquele "r" da velhice. Do "rermei". Do cabelo "rermei", parecendo uma guariba. Ele sempre falava isso. Tinha implicância com cabelos.
Não fui vê-lo no hospital. Achei que era só um resfriado. Nada sério.
"Amanhã eu vou", disse eu.
Nem deu tempo...Ele se foi naquele amanhã.

sexta-feira, julho 20, 2007

Dos sentimentos, o pior. Decepção.
Dos males, o melhor. O menos pior.
Fingimento.
Verdade rara.
Necessidade. Aparência.
Passividade.
E começa tudo outra vez...

quinta-feira, julho 19, 2007

3054

Morte no avião
Acordo para a morte.
Barbeio-me, visto-me, calço-me.
É meu último dia:
um dia cortado de nenhum pressentimento.
Tudo funciona como sempre.
Saio para a rua. Vou morrer.
Não morrerei agora.
Um dia inteiro se desata à minha frente.
Um dia como é longo.
Quantos passos na rua, que atravesso.
E quantas coisas no tempo, acumuladas.
Sem reparar, sigo meu caminho.
Muitas faces comprimem-se no caderno de notas.
Visito o banco.
Para que esse dinheiro azul se algumas horas mais, vem a polícia retirá-lodo que foi meu peito e está aberto?
Mas não me vejo cortado e ensangüentado.
Estou limpo, claro, nítido, estival.
Não obstante caminho para a morte.
Passo nos escritórios. Nos espelhos, nas mãos que apertam, nos olhos míopes, nas bocas que sorriem ou simplesmente falam eu desfilo.
Não me despeço, de nada sei, não temo: a morte dissimula seu bafo e sua tática.
(...)
A morte dispôs poltronas para o conforto da espera.
Aqui se encontram os que vão morrer e não sabem.
Jornais, café, chicletes, algodão para o ouvido,
pequenos serviços cercam de delicadeza,
nossos corpos amarrados.
Vamos morrer,
já não é apenas meu fim particular e limitado,
somos vinte a ser destruídos,
morreremos vinte, vinte nos espatifaremos, é agora.
Ou quase. Primeiro a morte particular,
restrita, silenciosa, do indivíduo.
Morro secretamente e sem dor,
para viver apenas como pedaço de vinte,
e me incorporo todos os pedaços
dos que igualmente vão parecendo calados.
Somos um em vinte, ramalhete
dos sopros robustos prestes a desfazer-se.
(...)
Ó brancura, serenidade sob a violência
da morte sem aviso prévio,
cautelosa, não obstante irreprimível aproximação de um perigo atmosférico
golpe vibrado no ar, lâmina de vento no pescoço,
raio choque estrondofulguração
rolamos pulverizados
caio verticalmente e me transformo em notícia.
(Carlos Drummond Andrade)

quarta-feira, julho 18, 2007

so far away

Eu adoro morar no Acre. Gosto mesmo.
O lugar, as pessoas, o sol de rachar, a água barrenta do rio, as árvores...Mas será que não dava pra esse pedacinho de terra ser no meio do Brasil?
Não sou a primeira a reclamar disso, mas onde a distância mais atrapalha é no bolso (além de outras coisas, claro).
O deslocamento é caro, nem tudo chega a tempo e o pior, o frete dos produtos é um absurdo.
Eu só tô reclamando assim porque, além de ser reclamona, eu quero comprar um livro pra monografia e a única livraria que encontrei fica em Florianópolis e o valor do frete é bem superior ao preço do livro.
Ô drogas!
Algum leitor simpático da ilha que queira me mandar por encomenda normal ou, quem sabe, fazer uma visitinha ao Acre e trazer a encomenda? :D

segunda-feira, julho 16, 2007

das manias

*Sempre que eu chego da rua, a primeira coisa que eu faço é lavar as mãos. Parece que todo o calor e cansaço estão nelas. Dá um alívio depois...

*Eu sento com o pé em cima da cadeira. Sempre. É tanto que até a deixo no cantinho, pra não atrapalhar ninguém. Até porque, eu já atrapalho o suficiente sendo canhota.

*Eu tenho um copo de alumínio perfeito. Não é um copo de alumínio qualquer, é "O copo de alumínio". Minha mãe até comprou um novo, mas eu expliquei pra ela que eu só gosto do meu velhinho.

*Eu sempre vou ao banheiro depois da faculdade. Às vezes eu preciso. Às vezes não. É mania mesmo.

* No banho, eu sempre lavo a barriga primeiro. Barrigas são coisas que sujam muito.

*O médico descobriu que eu tenho mania de ficar mordendo nada quando estou nervosa. Resultado: não posso mais mascar chiclete e preciso de terapia.

* Toda vez que eu faço isso [:*] , eu faço [:*] de verdade.

* Eu só como chocolate com refrigerante. De preferência Fanta Laranja.

*Eu esqueci as outras manias. Fica pra próxima.

quinta-feira, julho 12, 2007

Título legal, que eu não lembro mais

Ando com esquecimento crônico. Esqueço tudo. Tudo.
Antes sofria do mal da Dori, "Perda de Memória Recente". Agora eu a perdi de vez e não sei onde a deixei.
Esqueço de trazer meu lanchinho saudável pro trabalho, de levar a câmera pra aula, esqueço o caderno dentro do carro, de mandar fotos que estou devendo a meio mundo de amigos, de deixar dinheiro na bolsa e muitas outras que, claro, eu não lembro agora.
A solução seria usar uma agenda. Eu até tenho, mas, pasmem, esqueço de usar.
Então acho que a saída seria formatar a máquina...Comprar uma memória maior...
Pena que não funciona assim.

quarta-feira, julho 11, 2007

Se há dores tudo fica mais fácil - Parte II

Descobri que a melhor forma de não lembrar é mudar o foco. Então agora eu leio mais, como mais, estudo mais, conversmo mais no msn e me preocupo menos com o que realmente incomoda.
Ocupar a mente é o melhor a fazer nesse momento.

domingo, julho 08, 2007

"Se há dores tudo fica mais fácil..."

Eu cresci. Não passei do meu 1,60, mas cresci. E crescimento geralmente está ligado a sofrimento. A gente não aprende com as coisas boas. Esquece logo.
Bom seria se não precisasse de comprovação. Poderia haver algum dispositivo que, em algum momento, avisasse: "Você aprendeu. Pule para outra etapa". Não é assim. Você passa pela mesma situação para saber como reage, agora que você cresceu.
Na hora dói um pouco. Só um pouco. Como um beliscão no coração, sabe? (E eu odeio beliscão. Prefiro até que mordam).
Depois vai passando...E música sempre ajuda.
Porém não está resolvido. O começo do fim. O fim do começo. E começa tudo outra vez.
Apesar de ser maior, eu ainda choro.

quarta-feira, julho 04, 2007

coisas de mãe

Minha mãe tem umas histórias de ir embora. "Eu vou embora dessa casa!". Ela sempre vai alugar um apartamento e morar sozinha, vai pra Manaus morar com a prima ou vai pra Goiânia e nunca mais volta.
Mas pra onde ela sempre vai mesmo é pra casa da minha avó. Passa um tempo lá, espera a raiva passar e volta pra casa.
:D

domingo, julho 01, 2007

das descobertas

Fui ao show do Engenheiros do Hawaii só pra descobrir que não gosto deles.

* A única música marcante é a de um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones...
Lembro que eu cantava essa música com meus vizinhos, ali na varanda da Beta, em frente de casa.
* A única canção que eu apreciava ganhou uma reinterpretação fresca. O "tá tá tá" másculo da metralhadora virou "tchá tchá tchá tchátchátchá". Ridículo.

terça-feira, junho 26, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

título saudável

Desde o dia em que eu resolvi me tornar uma pessoa saudável, a vida tem dado tanto trabalho...
Passada a maratona de arrancar os dentes, a gastrite se pronunciou veemente. Era de se esperar, já que eu tomei umas três caixas de comprimidos pra aliviar a dor causada pelos sisinhos.
Então um belo dia eu decidi: vou ter uma alimentação melhor. Eu tinha consciência de que seria difícil, mas comer bem, além de dar trabalho, custa caro. Senão vejamos: você chega numa lanchonete com fome, pouco dinheiro e boa intenção de ingerir algo legal e saboroso. De um lado, uma vitrine cheia de salgadinhos quentinhos com queijo, presunto, óleo e que custam, no máximo, R$1,25. Do outro, lá no cantinho, solitário, um sanduíche natural, mirradinho, embrulhado em um papel filme, custando entre R$ 2,00 e R$ 2,50.
Ok, a diferença não é assim tão gritante. Aí vem o acompanhante: um refrigegante geladinho por R$ 1,00 ou um suco de fruta, no capricho, por R$2,00 (sem leite)? No final temos: lanche gostoso, gordurento e barato - R$2,25 ou R$ 2,50, lanche gostoso, saudável e caro - R$ 4,00 ou R$ 4,50. Isso sendo otimista, porque os preços "vareiam" conforme o lugar que você vai.
Tudo bem, tudo bem, vale a pena o sacrifício ($) pra ter uma vida melhor...Mas vá contabilizar isso no fim do mês e com um salário de estagiária. Pior, de estagiária consumista. Impossível.
Ainda bem que existem outras soluções para (quase) tudo nessa vida. Tem a opção da fruta (que eu aderi). Uma maçãzinha hoje, uma pêrinha amanhã e assim vou levando... Frutas são gostosas, mas seu poder persuação em enganar o estômago é fraco. Uma hora depois a gente fica morrendo de fome, enquanto três Bonos de chocolate resolveriam o problema facilmente e, se duvidar, ainda tirariam a fome do almoço. Sem contar que elas não duram muito e você tem que ter uma certa experiência na hora da compra...
Outra solução é comer em casa. Você não gasta e ainda tem a maior probabilidade de comer uma coisa que preste. Uma vitamina, um suco, pão com café com leite, sei lá...
Ennnfimmm, estou sóbria de salgadinhos há quase um mês e me sinto feliz. O refrigerante eu não largo. Não tem jeito. Gosto e não abro mão.
Também não vou radicalizar, né?
Preciso viver.

abre parênteses Tava pensando em um título e me veio à cabeça..."Por que a gente só deseja saúde com espirro?" Um espirro é só um prenúncio de resfriado, gripe, no máximo uma pneumonia (que nem é assim tão mortal). Vou ser mais criteriosa com isso...fechaparênteses

terça-feira, junho 19, 2007

[sem título]

Sabe quando você faz uma besteira beeem grande no trabalho, se sente o pior lixo de todos os piores lixos do mundo inteiro e tem vontade de se jogar da ponte?
Pois é...Tô indo lá.

segunda-feira, junho 18, 2007

domingo, junho 17, 2007

Ê domingão

Televisão no domingo é uma tristeza.
Eu não sei quem convencionou que o domingo tem que ser o dia mais chato da semana. Já não basta toda a melancolia, o clima entediante que antecede a segundona cheia de problemas e ainda fazem uma programação que dá vontade de morrer.
Não, eu não estou falando de Faustão, Gugu ou Eliana. Eu tô falando da SKY. Um céu de opções.
Acordei relativamente cedo para os padrões dominicais e liguei a TV à procura de algo agradável.
Não tava passando nenhum filme legal. Nenhum filme repetido legal...Fui passando, passando e acabei ficando ali pelo Multishow mesmo. Tava passando TVZOKÊ e, já que eu estava sozinha em casa, poderia mostrar toda a intimidade com a língua inglesa, além dos meus dotes artísticos, sem passar por constrangimentos.
Cantei, quer dizer, ouvi umas quatro músicas e acabou o programa. O controle tava longe, a preguiça perto e acabei ficando. Começa o "Circo do Edgard".
Beleza, vamos ver qual é.
Cenário bacana, platéia estilo "Altas Horas", mas um ar de "Faustão", pois as moças mais arrumadas estavam na primeira fileira.
Começa a tocar uma bandinha e a galera vibra. Até então eu não tinha visto a banda, mas a introdução tava legalzinha.
A banda aparece. O cara começa a "cantar".
Pelamordedeus, o que era aquilo?
Uma visão deprimente. Uma mistura de Green Day com CPM22, no estilo mais emo que pode existir. Uma voz chata, com sotaque paulista e som nasal.
As moças sabiam a música inteira e eu nunca tinha ouvido na vida.
Entra o dono do circo, cumprimentando os telespectadores, platéia e a banda
"No programa de hoje temos a participação da banda que é maior revelação do Brasil, a NX Zero"
Pela primeira vez eu fiquei feliz em morar no Acre e saber que eles fizeram questão de esquecer que fazemos parte do Brasil. Eu sabia que isso ainda ia servir de alguma coisa.
Quando eu penso que acabou, ei que chegam mais convidados: Giovane, ex-jogador de vôlei da seleção, e sua esposa. Edgard começa a fazer umas perguntas românticas, a la Dia do Namorados e de repente Giovane levanta, sobe ao palco e começa a cantar Più Bella Cosa, do Eros Ramazzotti...
* A história acabou porque eu fui ao banheiro vomitar.

quarta-feira, junho 13, 2007

é hoje


Hoje é dia do Antônio (e o MEU também)

* E pensar que eu poderia me chamar Antônia...

terça-feira, junho 12, 2007

tempo, mano velho


Alguém poderia, por gentileza, ligar o ar-condicionado pra esses relógios pararem de derreter?
O tempo anda assim...Escorregando entre os dedos...E eu tenho que dar conta de tudo.


* Tá, eu sei que essa pintura tá meio manjada. Na verdade, acho que "A persistência da memória" para Dali, equivale a "Ana Júlia" para Los Hermanos. E sabe onde eu a vi pela primeira vez? No Castelo Rá-Tim-Bum :D

Lembra daquele quadro que mostrava as telas de pintores famosos e contava um pouco sobre a vida deles? Pois é...Foi ali.

domingo, junho 10, 2007

na moda


"Os bonés Von Ducht viraram mania internacional depois que Madonna, Leonardo DiCaprio, Justin Timberlake e Britney Spears não tiravam da cabeça. Chegou ao Brasil e virou febre para Gisele Bünchen, Ivete Sangalo e a VJ Sarah Oliveira. Sucesso entre astros e estrelas, a marca californiana parecia um sonho inacessível para muitos brasileiros - em badaladas lojas de São Paulo, por exemplo, este adereço pode custar entre R$ 260,00 e R$ 500,00. Porém, entre os internautas, a realidade é outra. Um dos maiores sites de comércio eletrônico e único parceiro do eBay no País, o MercadoLivre.com conta ofertas de bonés Von Dutch, novos e em variados modelos, com preços a partir de R$ 130,00. Os fãs da cultuada marca californiana - dispostos a investir um pouco mais - também encontram no www.mercadolivre.com outros produtos, entre eles, camisetas por R$ 179,00, tênis por R$ 330,00, calças femininas por R$ 480,00 e até jaqueta Von Dutch por R$ 650,00".

* O velhinho do Mercado do 6 de Agosto já garantiu o seu. Tá esperando o quê?

sábado, junho 09, 2007

Do you speak English?

Fazia tempo que eu não sentia tanta vontade de desaparecer de um lugar...Tá, eu sei, todo mundo já sentiu isso...Mas hoje foi demais!
As aulas de inglês já não me estimulam, sabe? Principalmente pelo horário: todo sábado, às 14:30h.
E hoje eu fui com a falta de coragem de sempre e um pouco mais cansada, esperando que a aula fosse, pelo menos, do mesmo jeito, já que melhorar é meio impossível.
Aí chega um aluno novo.
Aí começa a aula.
Aí ele começa a falar.
Aí, pronto, eu quis morrer.
Imaginem aquele ritmo de voz de CD de escola de inglês...
Agora imaginem aquele sotaque britânico insuportável...
Já?
Agora mesclem tudo isso com a dupla Sandy & Júnior cantando em inglês...
Sentiu o drama?
Pois é...
Deu vontade de correr?
Eu também tive.
A situação era tão insuportável que eu comecei a rir da minha desgraçada. Ficava rindo baixinho, como se fosse a melhor piada do dia, quando o que eu queria era fugir dali.
Suplicava
"God, me tira daqui, please!"
E nada...Ele era insaciável. Além da formular as frases dele, queria fazer as nossas também. Ou seja, falou mais que todo mundo.
Se eu sou impaciente?
Sou não, gente...
Sou praticamente uma discípula de Jó, quando se trata de relacionamento com pessoas sem noção.
Eu sempre considero como uma provação de Deus. Um castigo muiito grande. E esse foi dos bons...
Perdoa, Lord!

sexta-feira, junho 08, 2007

um post grande

Cheguei a brilhante conclusão de que esses "processos seletivos" que aplicam por aí são a maior furada.
Senão vejamos: fui aprovada em um processo seletivo para um curso de cinema e vídeo. Antes da prova, disseram que eram apenas questões de conhecimentos gerais. Mentiram. Uma prova com 25 questões subjetivas, a maioria da área. Muitas foram atés respondidas pelos próprios professores essa semana, porque ninguém sabia se tinha acertado. E, detalhe, eu não respondi todas.
Passei.
Agora lá estou eu, das 14h às 18h, todos os dias, sentada em uma cadeira de madeira, com estofado vermelho, numa sala com paredes encarpetadas, ar-condicionado no talo, uma tela desproporcional ao espaço e um monte de gente cult.
Mas peraí, eu também sou cult, né?
É mentira também.
Sempre que a professora pergunta se alguém viu tal filme, eu nunca vi. Sempre que ela pergunta sobre os filmes de tal diretor, eu nunca sei quem é.
Eu não vejo filmes inteligentes e não conheço pessoas importantes desse mundo.
Sou só uma criatura comum, que passou a infância vendo Sessão da Tarde e hoje se contenta com os canais do Tele Cine e da HBO.
Eu não tenho sensibilidade suficiente para achar tudo lindo e encontrar um sentido para cada meia dúzia de cenas em preto e branco que o Godard resolveu filmar. Aliás, nós acabamos de ser apresentados!
A aula de hoje só foi salva porque apareceu um conhecido, Jean Cartier-Bresson. Desse eu gosto. Dá até prazer falar dele...Me senti mais perto de casa.
Fora isso, tudo é estranho.
Aí eu fico me perguntando...A quem estou enganando?
Acho que Cannes não vai rolar...


Pausa para os comerciais...

Vai chegando o Aniversário da Deda e as lojas vão ficando abertas até tarde. É impressionante as manifestações de carinho, estampadas em lindos e rechonchudos corações vermelhos. Eu sempre gostei de corações e eles sabem disso. É gratificante ver todo o comércio se empenhando em não me deixar sem presente nessa data tão especial. Valeu, galera!

Falando nisso...

Pobre é uma coisa, né? Tudo acontece com pobre. Pior. Tudo acontece com pobre em uma sexta-feira à noite.
O celular sem câmera, sem bluetooth, sem mp3, sem visor colorido cai, quebra e já saiu de linha.
E o mais triste é quando se está em uma "catigoria" inferior ao pobre, como naquela cadeia de importância que o Sykes (dono do lava-jato) faz no filme Espanta Tubarões e deixa o Oscar abaixo dos plânctons.
Porque pobre sempre tem os melhores celulares, já perceberam?
E eu não quero ($) e nem vou comprar um aparelho novo. Eu gosto do meu rosinha e ele vai ter que sobreviver com curativos (durex).

domingo, junho 03, 2007

sexta-feira, junho 01, 2007

pauta que pariu

Sexta-feira à noite, saindo cedo da aula, sem preocupações, com a sensação de dever cumprido...
Ela passa e diz:

- Só aceito a pauta até hoje!

Eu esqueci da pauta. Esqueci mesmo. Aliás, eu nem tinha uma pauta direito. Ela tava quase despencando...
Entro no carro preocupada e começamos a conversar sobre o meu provável assunto: esporte comunitário.
- Então, eu tô querendo falar de um projeto de uma escolinha de futebol em um bairro periférico, mas hoje liguei pro meu contato, a ligação caiu pouco depois e nunca mais consegui falar com ele.
- Qual o nome dele? (Helder)
- Jorge (mentira. Não posso revelar a fonte)
- Ele é gay?
- Se é, conseguiu me enganar...Não se entregou com a voz...
- Geralmente esses técnicos de times infantis são gays.
- Sério???
- Sério...
Daí surgiram várias histórias, nomes e tudo mudou.
- E agora, como vou fazer a entrevista? Não vou conseguir olhar pra esse homem (?) da mesma forma...
- Por isso eu nunca fui titular do time...

* Todos os créditos do títuto reservados a Helder Júnior, o gordinho mais querido de jornalismo.

quarta-feira, maio 30, 2007

ai, como dói

Eu devo estar passando por uma espécie de inferno astral. Tenho certeza que se eu olhar meu horóscopo agora, vai tá lá dizendo pra eu tomar cuidado com a minha saúde, que esse é um momento delicado...
Ou é isso que está acontecendo ou eu fiz alguma coisa muito grave e estou sendo punida diariamente.
Já não basta ter arrancado quatro dentes (o último praticamente um filho de tão grande) e agora me vem a gastrite encher o saco.
Eu já nem sei mais ó...
*sem contar que sou chorona pra caramba.

Então é isso...Ou a dor passa ou eu me jogo da passarela Joaquim Macedo, na altura da 35ª lâmpada neon azul, de preferência acesa, e que eu caia pro lado do primeiro distrito.

terça-feira, maio 29, 2007

dos asteriscos

Hoje tô afim de um post bem coluna social, pra falar da minha vida e da vida dos outros, claro.

*O curso de cinema é o seguinte: você aguenta as duas primeiras horas tranquilamente, depois vai dando um sono desesperador, aí vem o intervalo, disperta-se, volta-se pra aula e às 18h a sensação liberdade toma conta do meu ser. Mas é isso aí...Cannes que me aguarde...

*E tem horas que dá uma estalo na gente, né? Ontem percebi o quannnnnto eu vou sentir falta da minha turma. Mesmo assim, não deixarei o Helder cheirar meu sovaco. Até porque...Sovaco? Que palavra feia. A partir de agora é a minha segunda palavra mais odiosa da vida inteira.

* Conhecemos o Celso Furtado. A cara da Renata.

*Adquiri uma experiência que será útil pelo resto da vida: mastigar de um lado só, com a cabeça inclinada para esse mesmo lado. Sensacional!

* Você não pode perder o show "Paula Amanda canta como antigamente" (mesmo faltando a reunião de pauta do jornal). Vai ser hoje (29/05), às 19h, no Theatro Hélio Melo. Ouvi dizer que a moça canta até bem, mas a que fará uma participação especial nos bastidores tem um voz que é um arraaaaaso.

*Alguém, além do coelhinho, ficou pra aula de ontem?

*Às vezes a vida até parece perfeita, quando a pessoa vem trabalhar de carro e sabe que em cinco minutos estará em casa. Depois ela vai pro curso, dirigindo confortavelmente, mesmo que ela não goste de dirgir, e aí ela chega em casa feliz e satisfeita. (Bendita greve no trabalho do sr. dono do carro)

*(kinko)

segunda-feira, maio 28, 2007

N

Quero agradecer ao querido amigo Nando Reis pela belíssima canção que fez em minha homenagem, N.
Tá na cara que é pra mim! N de Natt, ora bolas.
E ele foi super discreto...Um amor!
Valeu, Nandinho!

ass: Natt Piovani

sexta-feira, maio 25, 2007

Sempre um (bom) papo


*Durante a aula de Análise...Análise de alguma coisa.
*E é claro que eu escrevo tudo errado. Senão não seria eu, né?

terça-feira, maio 22, 2007

tsc

Às vezes eu acho que está estampado na minha testa, em Arial Black, tamanho 48:

"Peça-me um favor!"

sexta-feira, maio 18, 2007

ê laiá

Esse negócio de olhar arquivos antigos às vezes assusta. Ontem fui procurar um documento antigo no word e acabei abrindo vários. A maioria eram trabalhos da faculdade...Mas sabe quando você não se reconhece no texto? Eu já nem sei se fui eu que escrevi aquilo...
Alguns estavam até muito bons, o que me deixou mais intrigada ainda, porque ando me achando incapaz de escrever daquela forma novamente.
E aí eu acabo aqui, contando piadinhas sem graça, nessa vidinha de palavras simples que eu levo...

* A tão esperada sexta-feira chegou (chuvosa). Drogas.

quinta-feira, maio 17, 2007

piadinhas

Tudo começou quando eu resolvi contar uma piada na hora do almoço. Mentira. Tudo começou mesmo depois que um amigo começou a mandar piadas diariamente para o meu e-mail. Então quando eu chego no trabalho, é sempre a terceira coisa que eu faço (primeiro eu leio os jornais, abro o e-mail da empresa e aí sim vem a diversão)
Então a Lombinho resolveu investir nessa área...Todo dia ela chega com uma.
E ela tem até técnicas: primeiro conta pra mim, depois para os meus pais, pra mim de novo e para os meus pais.

Mana é assim:

Ia ser o aniversário da vaquinha verde, então os amigos dela se reuniram pra pensar em um presente.
- Que tal comprarmos um carro pra vaquinha verde?
- Ah, não, a vaquinha verde já tem carro.
- Então vamos comprar uma bolsa.
- A vaquinha verde já tem bolsa.
- Ah, já sei! Vamos comprar uma passagem pra vaquinha verde. Ela nunca viajou...
- Isso mesmo.
Então eles compraram uma passagem e vaquinha verde viajou.

Pausa. Grande Pausa.

Ela vai embora. Conta para os meus pais. Volta.

Tenho outra.

A Maria e o João namoravam. Eles terminaram e ela começou a namorar o Pedro. Aí o Pedro sempre convidada ela pra sair:
- Maria, vamos ao cinema?
- Ah, não, Pedro, é que lá me lembra o João...
- Maria, vamos à pizzaria?
- É que eu sempre ia à pizzaria com o João, Pedro...
- E o que você não fez com o João?
- Nós nunca viajamos...
- Ah, então pronto, vamos viajar!

Quando eles chegaram no avião, adivinha quem encontraram lá?

- O João?

- A VAQUINHA VERDE! :D

* A mãe adivinhou e ela ficou arrasada.

terça-feira, maio 15, 2007

coisas de deda

Esses dias tava conversando com um amigo sobre os frequentes pensamentos negativos que eu tenho. Sou muito pessimista.
Quando tô descendo a escada do trabalho, eu sempre imagino: "Já pensou se eu topo, saio bolando escada abaixo e quebro minha perna em três partes?"
Ou então dirigindo..."Imagina se o carro avança o sinal e bate em cheio no lado que eu tô, bem na hora que o Bryan Adams estiver cantando meu trechinho preferido de 'Everything I do/ I do if for you' no som do carro?
Já pensou?

Outra neura que eu tenho, mas considero menos perigosa, é a do "Ctrl+z".
Tipo...tomando sorvete e caiu um pingo na blusa: Ctrl+z. Colou o jornal do lado errado.Ctrl+z.
Pena que nunca funciona.

sábado, maio 12, 2007

dormindo?

E a expressão "bêbada de sono" é a mais pura verdade...
Ontem, por volta das 23h, entrei no quarto da lombinho pra pegar uma coisa e ela acabou despertando.
- Ei, onde tá teu Puma preto?
- Por que tu não pega o grifador, mana?
- O_o
-Pega o grifador!
-Volta a dormir, vai...

quinta-feira, maio 10, 2007

quaaaase lá

Essa semana começou a última temporada de "Jornalismo Ufac". Assim como em toda série, os personagens já estão cansados de interpretar seus papéis. Alguns ainda nem apareceram na trama...
E as coisas sempre mudam. Eu já não uso mais pasta e o caderno é da temporada passada. Pra escrever, no máximo uma Bic azul sem tampa (quando lembro de jogar na bolsa).
Fora isso, tudo continua igual: os mesmos professores, a mesma metodologia e sempre um(a) filho(a) da mãe querendo ferrar a nossa vida.

segunda-feira, maio 07, 2007

what a messy - capítulo II

Destesto mudança. Detesto mesmo, seja ela qual for. Desde mudar o sabor do sorvete até mudar de casa.
De casa nunca aconteceu. No máximo de um cômodo para o outro, o que já foi um caos.
Agora a mudança é de guarda-roupa.
Minha mãe passou meses insistindo pra eu ir à loja com ela e finalmente cedi. Compramos.
E aí começou o inferno da minha vida. As roupas estão em caixas, que estão na sala, junto com todo resto, porque pra montar um mísero guarda-roupa foi preciso tirar tudo do meu quarto, inclusive eu.
Então não tem como começar a semana bem, né?
E provavelmente eu nunca mais encontrarei certas coisas que só eu sabia onde estavam. Agora tá tudo misturado.
Desespero!

* E amanhã a outra metade do juízo vai embora. Tarde regada a sorvete e TV.

domingo, maio 06, 2007

quarta-feira, maio 02, 2007

Então...

Eu sou antipática. Eu sou antipática no trânsito.
Além da Síndrome do Pateta, eu sou super metida.
Desde aquela cantada no/do sinal, eu não olho mais pro carro ao lado, sabe.
Não olho mesmo. Pode cochichar, fazer psiu, que eu não tô nem aí...
E hoje aconteceu. E eu não olhei. E eu ainda aumentei o som e fiquei cantando, toda "antchipátchica". Só que era o vizinho. Era só o vizinho.
E ele tentou em mais de um semáforo.
Abel.
Era só ter buzinado.
Parece que não conhece a comunicação no trânsito...

segunda-feira, abril 30, 2007

sábado, abril 28, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

Ah, dá licença...

Fabiana fez uma observação interessante esses dias...
"Acreano fica irritado quando a gente pede licença"
E é mesmo!
Eu também já havia percebido isso...
Fabiana, já que é pra ficar com raiva, então chega logo "na tora":
"Ô, maninho, sai do mei aí, pu favor..."

domingo, abril 22, 2007

Use filtro solar

Sol? Imagina...
Crianças, não façam isso em casa! (nem no clube, na casa de uma amiguinha...)

:P

Chinha teve aqui ontem...Veio trazer a luz de volta. Fracassou. Tomou um choque por minha causa.
"Minha filha, isso é piada, né? Como é que a pessoa mora num quarto, acende a luz todo dia e não sabe qual o lado que tá ligado?
Mas a vida é assim mesmo...Nem todo mundo é inteligente..."

*Ahh amarelo pafrente!

quinta-feira, abril 19, 2007

A enfezadinha do oceano

[drama] Insuportável. É assim que estou esses últimos dias (pelo menos eu acho que só esses últimos dias. Só percebi agora). Estou naquele grau de isuportabilidade que nem a própria pessoa se suporta a si mesma em seu ser, entende?
É aquela sensação de fome não anunciada. De dor de cabeça que irrita. De mau humor depois do sono da tarde. E não passsa. E não é tpm.
Talvez seja algo incosciente. Talvez não.
Talvez sejam os fatores externos que atrapalham a vida de uma pessoa comum: meu quarto sem luz há cinco dias, dependendo de um filho de Deus pra juntar os fiozinhos e trocar o reator. Minha conta no banco bloqueada, me obrigando a ir à agência logo depois do almoço e a retirar meu dinheiro e guardar debaixo do colchão. Meus dentes doendo e eu esperando a radiografia ficar pronta pra fazer a cirurgia. A compra que fiz na internet pra uma amiga minha e que não chega de jeito nenhum, me obrigando a ficar horas ouvindo aquela música chata no telefone, pra ouvir a voz dócil do outro lado da linha mentindo pra mim e dizendo que o problema será resolvido.
Pode ser também a falta de diversão.
Mesmo eu sendo uma pessoa very cult, eu não me divirto mais. Já não saio com as amigas. Já não tenho amigas pra sair.
Tédio.
O ócio também tem sua parcela de culpa. Não consigo ler todos os livros que preciso. Não tenho ânimo pra escrever sobre as coisas que gosto. Não tenho mais vontade de estudar.
Aí eu me pergunto:
Que porra é essa?
Re: frescura, eu sei.
O que me resta é esperar passar, porque ninguém merece ler isso. [/drama]

* Tenho procurado andar longe de armas de fogo e não tenho ido à faculdade. Fiquem tranquilos!

A índia do dia

Eu sou índia. A partir de hoje assumo a identidade étnica. Ainda não decidi a tribo, mas tava mais do que na hora de assumir...
Acreano tem um problema com isso, sabe? É praticamente um insulto quando alguém do Brasil se refere a nós como índios.
"Ah, no Acre? Aquela terra que só tem índio?"
Aí é só esperar um palavrão do tamanho do mundo ou comentários bem elaborados, como os que eu sou obrigada a ler na comunidade que tomo conta.
Que bes-tei-ra!
Existem 14 tribos nessa terra de Galvez e o povo não consegue aceitar que isso tá no sangue. Tem gente que veste a camisa e usa a roupa da grife indígena só pra fazer uma média, já que elas são bem carinhas. Tem gente que menospreza e coloca a culpa da Funai. E tem gente que diz que eles deveriam voltar pro meio do mato, se no meio do mato já estamos nós. Olha em volta!
E não me venham com história de "civilização", que esse conceito é furado ( é nessa parte do texto que entraria uma bela argumentação com embasamento teórico, mas eu não lembro o nome do autor e tô com preguiça).
O negócio agora é gritar "Tu-iu-iu-iu-iu, sou curumim iêiê"

E eu só escrevi esse texto porque hoje é o Dia do Índio, claro!

Aliás, não sei como ainda não inventaram uma desculpa pra se trocar presentes nesse dia...Eu tô bem querendo um cocar novo.

sexta-feira, abril 13, 2007

A sexta-feira treze

Eu tomei todas as precauções. Nada de passar embaixo da escada ou cruzar com gato preto. Nada de quebrar espelhos ou sentar à mesa com doze pessoas, somando treze.
Parabenizei meu chefe e deixei scrap de feliz aniversário para as pessoas da minha lista no orkut. Trabalhei direitinho e fui uma boa menina. Adiantou? Claro que não!
Saí do trabalho e fui ao banco sacar one thousand reais para pagar as contas. Deu certo? Claro que não.
Vim pra casa respirando fundo e contando até 10 umas 10 vezes (ou 317 vezes).
Cheguei, liguei para o atendimento do banco e tava tudo normal. Dinheiro em conta e nada bloqueado.
Saí de casa às 13h, encarei três caixas eletrônicos e nada.
Entrei no banco, peguei fila, olhei pro caixa e disse:
- Negócio é o seguinte: eu quero tirar o caralho desse dinheiro, mas a merda do caixa diz que eu não tenho saldo!
*mentira
- Moço, eu queria sacar (quase chorando), mas o caixa eletrônico não deixa...
- Tu não conseguiu?
- Não.
- Senha, por favor...
- ******
Espera-se...
- E aí, gostou do novo extrato?
- Ham?
- O novo modelo do extrato...
- Ah...É, né...
- Tu nem reparou?
- Eu não tiro extrato. Gasto todo meu dinheiro de uma vez só (, cacete!)
-Aqui
-Obrigada.

E pra terminar a epopéia, voltei pra casa de mototáxi.
Puuuuura emoção!

E pra terminar/terminar, não consegui postar esse texto ontem.

quinta-feira, abril 12, 2007

Overmundo (de novo)

Foi, eu publiquei um texto lá.
Ah, vocês já sabem?
Ah, é...Eu obri...ou melhor, convenci todo mundo a votar, não é?
O texto saiu da fila de votação e agora tá lá na frente.
Valeu!
A propósito, o texto

domingo, abril 08, 2007

Das dúvidas - parte 317

Por que a Fanta Laranja, que agora tem 500ml, custa o mesmo valor dos outros refrigerantes de 600ml?

* Que safadinhos!

quinta-feira, abril 05, 2007

Diálogo Santo

- Brasil Telecom, bom dia!
- Ôllá
-Oi.
- Te liguei porque não tem nada pra fazer aqui...Quê tu tá fazendo?
- No trabalho, não necessariamente trabalhando.
- Tá, o negócio é o seguinte: meu pai quer ir comer peixe lá no Bujari e eu queria o peixe molhadinho, porque eu não gosto de peixe seco. Preciso do seu apoio nisso.
- Tudo bem, tudo bem...
- Beijo e vem logo pra casa!
- Beijo e tchau!

*É claro que é a Lombinho.

Das vontades

Toda vez que eu escuto Every Breath You Take - The Police, me dá uma vontade danada de desfilar...

* Será isso um miniconto?

sexta-feira, março 30, 2007

Clube da De...Mafalda



- Vamos, tome a sopa. Quem não toma sopa não cresce!

-Fica sempre criança. Nunca se torna gente grande!

- Como este mundo seria tranquilo se Marx não tivesse tomado sopa!

Fonte: Clube da Mafalda

* Hermington diz que pareço com ela.

quarta-feira, março 28, 2007

nome do usuário

Ando sentindo tanta vergonha do meu nome...Não do meu nome em si, mas da responsabilidade que ele carrega.
Ver as pessoas lendo o jornal da faculdade, com o meu nome estampado na matéria cheia de errinhos, me dá um medo danado. Tive vontade de tomar da mão de todo mundo e jogar tudo no lixo, como se fosse uma matéria escandalosa.
Não, não é perfeccionismo, mas se tivesse saído com menos erros eu agradeceria...
Agora já foi...É esperar o segundo filho.



Fabiana diz que meu blog é muito pessoal.
Verdade.
Só falta o cabeçalho "Meu querido diário".
Fabiana diz que eu preciso ler coisas sérias.
Mas eu bem gosto de comentar bobagem...E eu bem sei que ela gosta de ler...
Jux chegou ontem. Cabelos novos, sacolas barulhentas, presentinhos, mas a gueri gueri de sempre.

segunda-feira, março 26, 2007

Essas mulheres...

É nesse "mês das mulheres" que eu fico pensando o quanto a categoria ainda me envergonha...
O que mais se lê nos jornais é sobre a ascensão das mulheres no mercado de trabalho, ocupando cargos que antes eram exclusivos dos homens e zaz zaz zaz
Tanto orgulho pra nada.
O que me incomoda é essa necessidade de aparecer.
Ontem, por exemplo, tava indo à sorveteria e ia uma moça na minha frente, com mais ou menos a minha idade, e meu porte físico. A menina com uma bolsa Puma maceta e a chave do carro na mão. Agora me digam, pra quê isso? Parece que precisa gritar ao mundo "Ei, eu sou mulher, mas dirijo!"
Ela comprou a ficha com a chave na mão, tomou o sorvete com a chave na mão e saiu toda orgulhosa de si.
Que vergonha, companheiras!
Em consultório médico é a mesma coisa.
Antes era chave do carro na mão e celular na outra, mas como hoje em dia até seringueiro tem celular, só a chave faz "efeito".
Não sei onde pensam que vão chegar, se nem o complexo de inferiorade conseguem vencer...
Eu, hein!

terça-feira, março 20, 2007

Yes, nós temos cultura!

Fabiana e eu definitivamente somos cult. Frenquentamos todos os lugares que a galera alternativa está.
Não sei se isso acontece por aí, até porque, aqui a cidade é pequena, mas em certos tipos de eventos a gente sempre encontra as mesmas caras. É batata!
Um showzinho hoje, uma mostra de vídeo amanhã, uma exposição no fim de semana e lá estão eles. Se eu os conheço? Não. Só sei quem são. Fico pensando se eles sabem que eu sou a Deda ou sou apenas menina magricela que de vez em sempre aparece...

quarta-feira, março 14, 2007

aiai...

Eu tenho um problema (além de outros 317 mil problemas).
Sofro por antecipação.
Fico nevosa, as mãos geladas, o coração rápido, os olhos cheio d'água e o problema ainda nem existe (de fato). Mas eu já criei, encenei as falas, as frustações, decepções e tudo que pode acontecer.
Com sorte, não passará disso.

terça-feira, março 13, 2007

puxando...(90% concluído)

Sabe o que me intriga? (além de outras 317 mil coisas)
Quando aquelas pessoas que não têm noção de internet falam "Tu pode puxar isso na internet pra mim?"
Não entendo que relação é essa entre puxar e internet. Fica parecendo um trabalho braçal, que requer um esforço monstro, quando é só clicar "enter".
Dia desses...(mentira, faz um tempo) eu tava em uma lan house e chega uma senhora com cara de quem sabia o que estava dizendo.
Aí ela começou a falar que tava muito feliz porque esse negócio abriu perto da casa dela, que ia ser muito útil pro filho dela, e a perguntar preços...Até o moço da lan explicar que aquilo não era um curso de informática. Ela fez cara de quem entendeu e depois soltou "Ah, então aqui dá pra você puxar o meu processo não sei de onde ?"

Inclusão digital é um serviço puxado...

quarta-feira, março 07, 2007

LUTO


*Querida Tutti nos deixou ontem. Ela já tava velhinha...14 anos na cara.
Pra quem não lembra, eis a História de Tutti

quinta-feira, março 01, 2007

Overmundo

Finalmente a Fabiana publicou a matéria sobre o horário de verão no Overmundo...
O diferencial da matéria é a belíssima foto que eu tirei (hohoho)
Minha família sentada no sofá da casa da Dona Alzira, assistindo ao Jornal Nacional (que voltou ao horário normal e o boa noite faz sentido).
Vai lá dar uma olhadinha:
Fusão horário de verão coloca o Acre lá no Japão

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Do gosto musical

Meu pai tem um carro. Um carro branco que eu também dirijo. Um carro com som de carro, porque minha mãe comprou, já que ele (o sr. pai) não gosta de som.
Então tava tudo bem...Enquanto ele dirigia, ficava sintonizado na rádio ou colocavámos um CD ao nosso eclético gosto musical.
O ambiente harmônico acabou desde que um filho de Deus, amigo do meu pai, gravou uma série de cd's, com mais ou menos 386.000 mil(exagero, claro) mp3 só de músicas antigas.
Eu gosto de músicas antigas. Sempre gostei. Cresci ouvindo ABBA, clássicos internacionais dos anos 80, Renato e seus Blue Caps, Fevers...Mas sempre existe exceção, né?
Acredito que gravar um CD pra outra pessoa, que vai tocar no carro dela, exige muita responsabilidade, sabe?
Eu sempre lembro do John Cusack falando algo assim no filme Alta Fidelidade (eu sei que o filme é baseado no livro com o mesmo nome, do Nick Hornby- que eu tenho- mas eu quero referenciar o filme, oras ). Na verdade, eu acho que no filme deu certo porque ele gravava uma fita e como tem pouco espaço, a seleção é mais rígida.
No CD não, o cara pode jogar umas 200 mp3 sem o mínimo critério nem piedade e tá bom. Um CD pra você ouvir o dia todinho...
Foi aí que ele pecou.
Começou bem...
Gravou as melhores do Demis Roussos, que até traz lembranças recentes, pois suas músicas tocaram bastante nas últimas Olímpiadas, já que o cara é grego.
De repente, não mais que de repente, ele deu uma quebrada brusca e passou para os maiores sucessos do Roberto Carlos. Tá, eu sei, o cara é "O Rei". Não tiro os créditos. De jeito nenhum. Mas convenhamos, não é o som mais aprazível para se ouvir durante nove quilômetros a caminho da universidade.
Então ele veio com o pior, o som mais temido: Jerry Adriani.
Me dá náuseas. Sério.
Eu peguei um abuso da voz daquele homem, que não sei o que teria feito se tivesse vivido naquela época. Que voz mais asquerosa! Aquela voz que quer fazer tipo, sabe?
Não aguento. Não aguento mesmo.
É nessa hora que viro a cara e me teletransporto para um lugar melhor, ao som de qualquer outra coisa menos ruim que aquilo.
Até que o alívio chega...
Saio do carro e vou pra aula.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Ela de novo

Às vezes eu acho que a minha irmã faz as coisas só pra me irritar (na verdade, prefiro pensar assim).

- Mana, assim ó: os déspostas se...
- Ham?
- Os déspostas...
- Os déspotas?
- Como é?
- Déspotas
- Déspostas.
- Não, menina, dés-po-tas!
- Mas e o acento?
- O acento continua no mesmo lugar, oras...O problema é esse "s" que tu enfiou depois do "o". Ele não existe.
- Ah, ta...E como é mesmo?
- Déspota.
- Ah, tá...Então assim ó, eu queria dizer que os dés-po-tas concordavam com as características do Iluminismo, menos uma. Como eu digo isso sem usar "menos"?
- Exceto?
- Ahhh, é! E como escreve isso?
- Não, tu quer me matar, né? Diz logo...

sábado, fevereiro 17, 2007

Sobre rinite...ou não

Eu tenho rinite, sabe?
Há mais ou menos um ano eu acordo espirrando todos os dias, passo a manhã com a voz de gripe e fico horrível.
Já fui ao médico, tomei o que ele receitou e nada...Agora resolvi apelar para homeopatia.
Hj todo mundo aqui em casa acordou bem cedo. Destino: loja do *Dr. Raiz
Chegamos e ele nos atendeu super bem...Minha mãe pediu lá o que ela queria e chegou minha vez.
- Tem alguma coisa pra rinite?
- Tem sim, moça...Qual o seu nome?
- Nattércia
- Meu Deus, que nome feio! Uma moça tão bonita com um nome tão feio!
e olhando pro meu pai disse:
-O sr. já viu um nome desses?
- Já. Fui eu mesmo que coloquei.
- Nunca ouvi falar...
- Se um dia o senhor tiver oportunidade de ler Camões vai descobrir.
- Ah, sim...como é que escreve, hein?
- [êni] [a] [tê] [tê]...
- Assim?
- Não, não...Deixa que eu escrevo!
- Ahhh sim. Bonito nome, hein?
- O_o
- Mas sim, Nattérchi, tem esse mel aqui pra rinite...
-O_o

Meu pai:
- Ô Nattérchi vê se escolhe logo o que tu vai levar... (com cara de gozação)

*Dr. Raiz é um senhor que tem uma loja de produtos naturais lá no Mercado Velho. Ficou super amigo da Cristiane Torloni e vai aparecer na última fase da minissérie Amazônia. Guardem bem aquele rosto... rs

domingo, fevereiro 11, 2007

Dúvidas que não me deixam dormir

Por que alguns pais chamam os filhos de "pai"?
Ex: Ô, pai, não faz isso... (quando o menino tá se danando por aí...)

E por que, conforme a idade vai passando, e nosso pais vão envelhecendo, voltamos a chamá-los de "mamãe" e "papai"?
Minha mãe sempre vai lá na casa da mamãe.
Será que daqui uns anos eu também irei visitar a mamãe e não a mãe?

O_o

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Apelo

Alguém poderia, por gentileza, dar um fim em Cesar Menotti e Fabiano?
Não, não precisa ser fatal, não...
Só um sumiço assim de três dias (tempo sufuciente pra mídia esquecer)
Ou então uma declaração oficial de que vão abandonar a carreira por motivos pessoais...
O que eu não aguento, meus leitores, é ouvir esse CD. Eu já não suporto mais, entendem?
Que eles cantem 10 músicas dos outros e uma ou duas deles, não me importa. Todo mundo faz isso mesmo.
Também não é o estilo que me incomoda (muito). Eu até ouço sem problemas...
O que não dá pra engolir é essa modinha (de viola) que apareceu da noite pro dia e agora todo mundo quer ser "o caipira".
O que me irrita é a playboyzada ouvindo o CD no último volume dos carros dos pais e tomando tereré em plena floresta amazônica. Não entra, sabe?
E o que me não me entra mais ainda é ter que aturar meus dois vizinhos ouvindo este bendito álbum o fim de semana inteiro, atrapalhando meu sossego.
Chega de anjo, leilão e esperar na janela. Chega!
Sem mais...

segunda-feira, janeiro 22, 2007

"É no pagode...É no pagode...lêlêlê"

Pois é, fui parar num pagode sexta à noite. E eu que pensei que seria um fim de semana comum, dormindo cedo, matando a aula de sábado por conta do cansaço...Não!

Não é o gênero em sim que não me atrai (quer dizer, também), mas o local era de dar medo. Meu primo de Manaus chegou aqui e fomos instruídos por nossas mães a dar uma volta com o garoto. A velha política da boa vizinhança...

Como não tinha nada na cidade além do famigerado pagode, foi lá mesmo. Entrei no lugar já certa de que era a primeira e última vez que a minha pessoa frequentaria o espaço. Primeira impressão: calor! Pelamodedeus, que calor! O teto é baixo e o ambiente não-climatizado.

Aí começou...só pagodão mesmo, daqueles que eu não fazia idéia de quem eram.
O povo começou a suar. Eu comecei a suar. As pessoas começaram a passar pela gente fazendo contato físico.Um doido segurou minha mão. Eu saí gritando. Uma mulher caiu perto de mim. Eu dancei com meu primo uma música do exxx-pagodeiro Belo.

Encontrei um ventilador! Salvação!

Passei o resto da noite encarando o ventilador. O pé da minha prima começou a doer por causa do salto. Ela se cansou. Fomos embora. 2 horas da manhã em casa, com cheiro de macaco e epiderme grudenta.

Nunca mais!

terça-feira, janeiro 16, 2007

revelação

Descobri algo muito importante sobre a minha rinite: tem dias que acordo ruim e tem dias que acordo pior.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Das palavras feias (parte II)

Depois do último post, eu descobri que não se deve divulgar palavras odiosas da vida inteira, porque os leitores fiéis usam-nas só para irritar a blogueira (especialmente o #2).
Porém, o post também serviu para descobrir a palavra mais odiada pela minha irmã: lombinho, que está sendo muito bem utilizada como objeto de tortura e chantagem.
É só eu falar "lombinho" e ela sai correndo pela casa com as mãos no ouvido.
Gratificante!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Das palavras feias

Certa vez li no Um apelido sobre o desconforto causado pelo sons de algumas palavras e até citei umas que me desagradam.
Esse últimos dias, pensando no assunto, descobri a palavra mais odiosa da vida inteira: mongolóide.
Não, vocês já pararam pra pensar?
A palavra é tão estúpida quanto seu próprio significado, que é um total desrespeito.
Ter que pronunciá-la é o próprio xingamento. Não por se tratar de uma forma ordinária de se referir a uma doença genética, mas pelos próprios fonemas, me entendem?
Não! Não vai...Não passa!
E se torna pior ainda quando abreviada
"Seu mongol"
Arghhhh

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Extra! Extra!

A meta era seguinte: começar o ano com um computador novo.
Um amigo (leia-se #2 leitor fiel) indicou um site que tava vendendo uma máquina bacaninha, com um preço bom e frete grátis.
Chego em casa, compro o bichinho em suadas 12 prestações sem juros no cartão e espero...Espero...
Ligam lá em casa e dizem que o cartão não tem crédito. A Bem (senhora minha mãe) gastou quase tudo com as compras de natal e não havia saldo suficiente. Bené (senhor meu pai) paga a fatura adiantado para a minha felicidade. Pronto! Resolvido!
Mentira...
Agora eu uso meu tempo ligando pra loja e decorando a simpática música deles:
"Um sorriso EXTRA, um encontro EXTRA, um presente EXTRA é bom demais. Um carinho EXTRA, um abraço EXTRA, nunca é demais! Seja com carinho, seja com amor, seja EXTRA, seja como for! Seja bem-vindo, entre nessa festa, mais barato, mais barato, mais barato EXTRA! "

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Pra comemorar

Bolo Prestígio, Fanta Laranja estupidamente gelada...1, 2, 3 e já!
Parabéns pra você, nessa data queridaaaa, muitas felicididadessss, muitos anos de vidaaaa.

1 ano de Sugestível.

* Aquele bolinho "só pra não passar em branco".

quarta-feira, dezembro 20, 2006

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Minha vida de (quase) repórter

Fazer entrevista por telefone é um barato, ou melhor, um caro quase se precisa fazer um 14 (vendendo meu peixe).
Legal mesmo é quando sua principal fonte de informação já tem um certa (boa) idade. Aí quando você pergunta pelo fulano de tal, ele começa a falar de Mensagem a Garcia, de Elbert Hubbard, sendo que o fulano se chamava Djalma.
Você agradece pela contribuição, tenta de todas as maneiras retomar o assunto, mas ele voltar a contar o que você já sabe.
Quando ele decide finalmente responder o que foi perguntado, troca a biografia de Djalma pela de João, que era senador e não médico.
Por fim, o Google resolve o problema.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Os tempos mudaram (rápido demais)

Que os metódos de ensino avançaram bastante desde que eu terminei o colegial, é fato. Porém, certas coisas me assustam.
Semana passada houve uma exposição de quadros na escola da minha prima. Até aí tudo estaria normal para um escolinha infantil. Tela, tinha guache e o Abaporu. Abaporu? Isso mesmo, meus caros. A exposição era de reproduções fidedignas das obras da Tarsila do Amaral.
Minha prima de 5 anos, que estuda o Pré II, sabia o nome de todas elas. "Operários" "O Pescador" "A Feira" "Chapéu Azul" e "O Ovo", que ela reproduziu.
Só falta agora ela querer conversar comigo sobre o Movimento Antropofágico e a Semana de Arte Moderna.
Aí eu desmaio...

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Ah, o Natal...

Essa atmosfera natalina, o tempo de reflexão, de amor ao próximo e de perdão. Perdão, meus amigos!
Ontem à noite em um programa de rádio:

Locutor: E você que tá afim de faturar duas caixinhas de cerveja é só ligar aqui e dizer o que o Natal significa pra você!
Ouvinte na linha. Alô! Quem fala?
Ouvinte: é a Francisca.
Locutor: Boa noite, Francisca! E aí, o que significa o Natal pra vc?
Francisca: Ah, o espríto de Natal é época das pessoa se contra...cronfa...Ai, não sei...
Locutor: Pode se expressar, Francisca!
Francisca: É a época das pessoa fazer as paz.
Locutor: É isso aí, Francisca...

* Tudo isso por causa dela, a cachaça.
Isso pede um sonoro "É por isso que eu bebo" (registrado por Helder Júnior)

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Da utilidade dos posts

Sabia que alguns desses posts iria me servir pra alguma coisa, ou , pelo menos, pra ajudar alguém.
Ontem fui ao Sempre um Papo assistir à palestra da jornalista Maria Dolores sobre o livro "Travessia: a vida de Milton Nascimento" e tive a sorte de ganhar um livro logo que cheguei. Porém a Caroline (minha amiga) ficou sem.
Durante o evento eles resolveram presentar alguns livros para as pessoas que acertassem as perguntas sobre a vida do "Bituca".
Dou um doce pra quem acerta o que perguntaram...
Isso mesmo!
Qual a música que foi feita em homenagem ao Ayrton Senna e que é muito conhecida?
A-haaa
- Canção da América, Carol!
- Canção da América!

"Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves..." (Carol que o diga.)

quarta-feira, novembro 29, 2006

Da banalização

Sinto falta do tempo em que poesias e mensagens bonitas eram pra poucos. Quase um privilégio. Era preciso cautela para usá-las, pra não degastar.
E um dia você aprende que não se deve repassar uma mensagem tão significativa de William Shakespeare numa corrente de e-mail, ao ponto dela virar legenda de foto no orkut.
Aprende que, apesar da líndíssima letra de "Canção da América", ela sempre lembra a morte do Senna.
Aprende que todas essas palavras perderam a originalidade e estão entregues ao mundo imoral da internet.
Triste isso.

quarta-feira, novembro 22, 2006

De manhã

Sabe quando a pessoa acorda e fala: Estocolmo?
Assim, sem mais nem menos. Só lembra e fala.

Bem que eu tava afim de ir pra Suécia...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Da série "Diálogos"

Ontem saímos pra almoçar em um desses self-services da vida...
Depois do almoço meu pai pegou um doce e o rapaz veio anotar em uma guia improvisada. Ele sai e meu pai fala:
- Não quero mais.
- Por que, pai?
Ele empurra o papel e eu leio "dosse"
- Tô me tremendo todo. Como é que pode o cara não saber escrever "doce"? Se ainda fosse uma palavra difícil, mas é "doce"! O rapaz é até bonitão, mas como é que vai arrumar uma namorada se não sabe nem escrever "doce"!

*Meu pai é professor de Português. E mesmo que não fosse, é doce, cara! Doce!

Acabou

Depois do feri- ado (quarta e sexta) bateu uma preguiiiça...Principalmente quando hoje também poderia ser feriado. Eu tenho uma consciência negra, mas ninguém respeita isso.
Esse fim de semana tive umas tarefinhas difíceis da faculdade. Antes eu reclamava das resenhas, seminários e textos, mas esse foi muito pior: pensar.
Pensar em coisas úteis é difícil pra caramba. Ter idéias para uma programa de rádio, um programa de TV, um formato para o jornal.
Pensar, pensar, pensar.
E pensar em tudo, porque não adianta ter "aquela" idéia sem ter condições de executar.
Por isso mesmo não saiu nada :D

Coluna (Social)

* Hoje é aniversário da Fabiana. Parabéns!
* Renata Ingrata irá escrever um ótima matéria para o jornal laboratório "Memórias Póstumas de Cantores Acreanos".
* Hermington detesta esperar na fila.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Da indignação

Agora estão com uma história de criar um curso de Jornalismo no Vale do Juruá. Um cursinho modular, sem laboratório mesmo, só pra atender a demanda. Aí reúnem-se a vice-reitora da Ufac, o presidente do Sindicato dos Jornalistas e um deputado do Juruá pra brincar de formar jornalista.
Não é bairrismo não, é apenas racionalidade. Afinal, alguém tem que pensar nessa história. Vejamos: eu estudo na sede. Estou no 7º período de Comunicação Social, prestes a me formar. Não tenho laboratório adequado e o quadro de professores ta melhorando agora. Já estivemos pior, admito, mas como criar uma “filial” se nem a matriz tem estrutura? Não faz sentido.
Suponhamos que essa idéia absurda se concretize. Quem serão os professores? Os meus!
Os professores que ministram cerca de três disciplinas por semestre, para atender quatro períodos, ficarão fora por no mínimo 15 dias pra dar uma disciplina em outro município.
Eu provavelmente ficarei sem aula esses dias e quando eles voltarem, retomarão a disciplina como se nada tivesse acontecido. Passarão trabalhos, atropelarão conteúdos, até que outra viagem chegue. Aí ficaremos eu e o Juruá sem qualidade de ensino.
A coordenação nos deve três disciplinas que não foram dadas até hoje por falta de professores.
O ensino superior tem que ser levado a sério pelo menos uma vez na vida. Os estudantes também não deveriam se contentar com uma formaçãozinha “barrela”, como se diz por essas bandas. Comunicação Social/Jornalismo não é aprender a tirar uma fotinha ali, filmar uma coisinha aqui e escrever um textinho para publicar no jornal. Não é pegar emprestado o laboratório de rádio e TV da emissora local, pra suprir a necessidade das aulas práticas. É coisa séria, rapá!
Não tiro crédito de quem aprendeu na prática. Existem bons jornalistas que não são formados. Agora o que não pode é criar um cursinho com cara de técnico, mas com ar superior e sair vendendo diploma por aí, só porque o mercado e legislação estão mais exigentes. Isso é desrespeito! Desrespeito a quem vai passar quatro anos na universidade pra obter o mesmo diploma. É injusto!
Eu só espero que bom senso prevaleça. Caso não, eles vão conhecer uma baixinha muito brava!

segunda-feira, novembro 13, 2006

Dos sentidos às sensações

Certos perfumes, gostos e músicas funcionam como máquina do tempo pra mim. Geralmente eles estão ligados a viagens, quando estas (que não são muitas, porque eu moro longe pra caramba) faziam algum sentido pra mim.
Marro, por exemplo...Marro é Fortaleza! Lembro que meu pai usava esse perfume quando viajamos pra lá em 1994. É só eu sentir o cheiro que volto automaticamente para a Pousada dos Turistas, próxima a Praia de Iracema.
Outra coisa que me faz voltar ao Ceará é Catedral, da Zélia Duncan. Nessa época a música estourou nas rádios e eu me vejo sentada na barraca América do Sol, comendo carne de sol com baião de dois, ao som de Catedral e contemplando a maravilhosa Praia do Futuro.
De perfumes e viagens, o próximo da lista é Ops!, d’ O Boticário. Ganhei um estojo com a miniatura dos três, no natal de 1997 e levei pra Florianópolis no verão de 1998. Florianópolis com certeza lembra Ops! Mas também lembra Gabriel O Pensador. É só ouvir Cachimbo da Paz que eu tô lá na Barra da Lagoa, tomando café da manhã em uma birosquinha que tinha em frente da casa que alugamos e que vendia o nescau mais quente que eu já tomei na vida.
E Claudinho e Buchecha? "Quero te encontrar, quero te amarr". Nessa hora eu tava no ônibus, vindo do Beto Carreiro World, pegando no sono depois de um dia perfeito, mas foi só ouvir a música na rádio que eu e meu primo despertamos. Era um sucesso!
Depois disso veio Guarapari. Praia do Morro, verão de 2001, eu e o Bruno, do Biquini Cavadão, cantando "Vento, Ventania, me leve sem destinoooo"
Infelizmente a qualidade de lembranças musicais foi baixando o nível, pois Guarapari também me lembra "Morto Muito Louco", mais um desses funks que invadiram o verão e que eu fiz questão de aprender a coreografia durante um agradável dia em um parque aquático de Guarapari.
Nesse mesmo verão segui viagem rumo ao Sul. Fui rever a paradisíaca Florianópolis, porém, depois da última desilusão musical, não quis nenhuma lembrança.
Aí veio Manaus, mas só o que eu consigo lembrar é o forró que tocava no carro da minha prima "Você não vale nada, mas eu gosto de você", vez ou outra trocado pelas músicas da Jovem Pan.
De Brasília, a música que eu mais lembro é a da abertura da novela Cobras&Lagartos, que eu vivia cantarolando não sei porquê diabos, já que música é nojentinha. Outra música que virou quase um hino foi "We are the Champions", do Queen. Era lembrava toda vez que a eu a Rafaela conseguíamos pegar o ônibus certo pra ir pra casa da tia dela.
Das viagens, acaba aqui, mas sobrou o gosto. Essa é a lembrança mais forte e a que vai mais longe. Sprite! (ispraite mesmo, não isplaite). Basta um gole do Sprite de garrafa que eu volto lá pra Escola Abelhinha, da Tia Toinha, onde fui alfabetizada. Volto na melhor hora: a hora do recreio. Lá tô eu, possivelmente com um daqueles modelitos vergonhosos dos anos 80, tomando Sprite e comendo bolo de milho que nunca encontrei igual. Por isso, resta apenas o Sprite.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Eu definitivamente não me dou bem com sistemas. Nenhum deles.
Saí do trabalho apressada pra ir à Marisa trocar uma roupa. Depois de hooooras procurando outra coisa, minuuuutos esperando na fila...
"Desculpe, mas os sistema está fora do ar"
Espera-se o tal sistema voltar e nada. Pego a peça inútil de volta e agora só segunda-feira.
Bom, pelo menos vou pegar minhas fotos...
"Ah, moça, a rede tava fora e as fotos só ficam prontas amanhã. Me desculpe!"

"Ahhh, meu ovo!" (eu só pensei)

E pra completar a sexta-feira maravilhosa, meu sistema imunológico também tava fora e a rinite atacou pesada.
Pior que isso, só se fosse segunda...

*Se alguém já me falou alguma dessas frases, sinta-se totalmente creditado.

dúvida


Só eu acho engraçada essa tirinha auto-explicativa?

quinta-feira, novembro 09, 2006

fuc fuc

Ontem e hoje dei uma passada no anfiteatro pra conferir o Festival Universitário da Canção (FUC). Da saída do estanionamento do nosso bloco até o anfiteatro, já entramos no clima do Festival. Isso porque a rádio livre Filha da Muda (105,7 FM) tá transmitindo o evento ao vivo. Chegamos e não tinha mais nenhum lugar vago. Anfiteatro Garibaldi Brasil lotado de estudantes, parentes e amigos. Os amigos são muito importante nessas horas.
Começa a primeira das 15 canções da noite. Uma música meio tropicália, que me lembrou logo Morena Tropicana, do Alceu Valença.
A noite foi seguindo...Vários estilos, performances e exageros. Algumas canções meio forçadas, com cara de dissertação com um arranjo mais ou menos e uma rima pobre. Aquelas com letras óbvias, falando das desigualdades sociais, lamentações do mundo moderno e indignação.
A maioria do compositores executavam sua obra e quem quisesse podia cantar junto, pois em cada cadeira estava a programação e a letra de todas as músicas concorrentes.
Foi aí que eu comecei a prestar a atenção no público. Há aqueles que lêem a letra como poesia mesmo, interpretando, dando uma boa analisada. Há os que acompanham o som com a cabeça, fazendo um ar de aprovação ou reprovação a cada estrofe, e existem aqueles, a maioria, que aplaudem tudo. Tudo mesmo.
O público universitário é o público - desculpe a expressão - mais sacana que eu já vi. Ele empolga e ilude o cantor, aplaude com fervor, mesmo estando na cara que é só chacota. E não é falta de senso musical ou uma aceitação mútua, é apenas solidariedade. Afinal, não é qualquer um que tem coragem de subir em um palco, soltar a voz e se expor dessa maneira à comunidade acadêmica.
Uma salva de palmas para eles.

Totalmente inoperante

Pode até ser mais um post melancólico de blog de adolescente, mas não dá pra ser. Primeiro porque eu não sou mais adolescente...er...sou jovem? Uma jovem com problemas de jovem, ora bolas.
Tô parada. Sedentária em todos os sentidos. Não produzo mais nada. Não leio coisas que gosto e preciso, não escrevo, não inovo, não experimento, não meto a cara.
Não quero mudar o mundo, só o meu mundo. Esse contidianozinho de meia tigela que que eu tenho. Essa rotina de trabalho/casa/universidade. Não quero sair pra balada, nem me embriagar por ai. Quero me divertir trabalhando!
...
...
...

* Bom, meu amigos, eu gostaria de terminar esse desabafo, mas minha irmã acabou de colocar o DVD "É o tchan - 10 anos" e não há cristão que consiga concluir um raciocínio.
Eu vou é dançar!

sexta-feira, novembro 03, 2006

Eu quero mudar!

Hoje acordei com o mantra "Não esqueça de tomar o remédio, não esqueceça de tomar o remédio, não esqueça de tomar o remédio".
Esqueci, claro!
E só lembrei quando a dor começou.

* Preciso mudar meus hábitos alimentares antes que eu morra pela boca (inédita essa).
Preciso parar de tomar refrigerante, café, suco de frutas cítricas, comer pizza, sanduíche, salgadinho...
É, vai ser difícil continuar vivendo.