segunda-feira, agosto 28, 2017

Não para não para nao para, não!



Entre os arrependimentos diários, elejo o campeão: ter parado de estudar.
Sim, ter deixado isso pra lá, largado de mão, cansado de tudo. Ter só trabalho e estudado o que era do trabalho, não mais que isso.
Aí você tem um filho e as perspectivas mudam. O que, até então, era impensado, passa a ser uma nova meta de vida e ai, meus amigos, haja corrida pra recuperar o tempo perdido.
Um desafio doloroso, que precisa de muita garra pra dar certo. E pode nem dar agora, mas uma hora vai.
Simbora!

quarta-feira, maio 24, 2017

Mas quem foi que disse que a vida é fácil?



Numa escala de "Pessoas Realmente Difíceis de Conviver" existem dois tipos que eu, particularmente, tenho maior dificuldade de engolir. As características até se complementam, mas se manifestam de formas diferentes
A primeira criatura é aquela que faz o trabalho mais importante do universo todo. O mundo gira em torno desse serviço, logo, todo o restante deve parar o que está fazendo para venerar esta contribuição essencial.  Volta e meia a gente topa com gente assim e é bem desgastante ter que colocar cada um no seu lugar.
A outra também tem mania de grandeza, mas manifesta sempre querendo diminuir o outro. "Mas você só faz isso, né?". E olhar para o próprio umbigo ninguém quer, né?
Manter o equilíbrio é um desafio cada vez mais difícil. E olha que eu até tatuei essa palavra no meu próprio corpo pra ajudar...Não tem adiantado.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

I Love my Moleskine



Já contei pra você a história de como eu comprei meu Moleskine? Não, né?
Há uns dois anos eu fiz uma oficina de fotografia em São Paulo e vi que a fotógrafa usava um Moleskine pra escrever as ideias dela. Quando eu vi aquilo pensei "vixe, que coisa chique!". E, na minha cabeça,  ali tava o segredo de tudo. Eu precisava de um Moleskine. Pra mim, ter um Moleskine era cool, era cult e bastaria eu ter um que as ideias brotariam adoidado.
E, ai, na continuação dessa viagem (que fui pra fazer o workshop), comentei com meus amigos que precisaria comprar um e, que assim que a gente visse uma livraria Saraiva, eles me lembrassem de comprar.
Então, numa das idas ao shopping, já quase no fim de expediente da loja, nos demos conta de que estávamos em frente à livraria.
Entrei correndo, peguei o carderninho meio sem pensar (tipo, sem ver o valor, bem coisa de gente ryca mesmo) e corri pro caixa. Chegando lá. R$79.90. Engoli seco, meus irmãos.
Eu queria ser cult sendo lisa, sim senhores. Não imaginava, nem de longe, que aquele bicho poderia custar tão caro. E ai, o que se faz numa situação dessas? Fecha os olhos e passa o cartão, não é mesmo?
E até hoje tô aqui com meu Moleskine, quase emoldurado, porque eu morro de pena de usar. E, quando uso, escrevo a lápis, pois o planejamento é que ele dure, por baixo, uns 27 anos.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Das lições da vida marota



Se tem uma coisa que deixa a gente meio pra baixo é coisa relacionada ao trânsito,  né?
Não sei explicar, mas é algo que afeta diretamente nosso humor. Desde uma batida - que já estraga um dia inteiro ou até dias, dependendo do tamanho do prejuízo - até um xingamento corriqueiro em um cruzamento da vida.
É difícil abstrair...A gente tenta pensar em outras coisas, mas volta e meia tá com aquilo na cabeça.
Já fazia tempo que eu não passava por nenhum aborrecimento no trânsito, mas hoje quebrei o jejum e tô pensativa até agora.
O que aconteceu foi o seguinte: vinha eu em um rua de bairro, ligeiramente tranquila, porém, em determinado trecho, havia dois carros estacionados nos lados da pista, deixando um apenas um corredor pra passagem (lembrando que a rua tinha duplo sentido). Dava pra passar tranquilo, mas eu devo ter me distraído com alguma coisa e acabei jogando o carro mais pro lado esquerdo e encostei meu retrovisor em algum desses carros. Como ele vira com facilidade, eu só tomei um susto, mas segui. Erro meu: deveria ter dado mais atenção a isso. Ter parado e visto se não tinha acontecido nada, mas pelo barulho leve, achei que só que tinha encostado no outro retrovisor e, pelo pouco espaço, ele dobrou o meu.
Porém, entretanto, todavia, não foi somente isso que aconteceu. A parte ruim é que fui descobrir de uma forma meio escrota.
Saí da rua tranquila, contando que tinha sido um leve toque, sem prejuízo pra ninguém. Vem um cara de moto e me fecha. Assusto.
- Senhor, eu bati em você? (foi logo o que me ocorreu)
- Você quebrou o retrovisor da minha amiga!
- Nossa, eu não vi. Vou voltar lá!
Enquanto eu manobrava pra voltar, o cara ficou ali na moto, meio que me vigiando pra eu não fugir, até que baixei o vidro e disse:
- Não precisa me escoltar, que não sou bandida não! Eu vou voltar.
Chegando lá percebi que realmente tinha sido mais sério do que eu imaginava. Desencaixou uma parte do retrovisor do carro. Tava até no chão. Apanhei e encaixei novamente.
O rapaz, mais do que depressa, chama no interfone a dona do carro em tom de urgência.
Ela vem acompanhada do esposo, explico o que aconteceu. Ela verifica o retrovisor. Não houve dano.
De toda forma, me coloco à disposição para qualquer avaliação que ela queira fazer e deixo meus contatos.
De toda essa história tiro as seguintes lições:
  Puta merda, tenho que ter mais atenção no trânsito!;
  Sempre parar e avaliar a situação e nunca achar que "não foi nada";
3ª Ser mulher e andar sozinha é foda! Deixa a gente vulnerável pra qualquer ignorante achar que pode abordar a gente dessa forma intimidadora. Se eu estivesse acompanhar ou o marido tivesse feito isso, duvido que teria me/nos parado da mesma forma.
No fim do dia a gente fica ali remoendo a situação e imaginado o que poderia ter falado (típico).
Fica a lição! Essa eu não passo mais!

terça-feira, agosto 23, 2016

Humaniza mais que tá pouco



Não é de hoje que tenho batido nessa tecla aqui e nem me orgulho de tal constatação, mas vamos combinar  DE NOVO que o que falta nesse mundo é só uma coisa: “colocar-se no lugar do outro”.
Falta humanidade.
E se tem uma que eu não consigo lidar direito até hoje é ser maltratada, sabe? Não aceito bem. É uma coisa minha mesmo, que preciso superar.
Acontece que nessa caminhada chamada vida, volta e meia a gente cruza com gente que não faz questão nenhuma de ser gentil. Gente que presta serviço, que lida com gente o tempo inteiro e que precisaria ter, no mínimo, um pouco de empatia pelo outro. Mas não tem.
Nos quase quinze dias nesse mundo de mãe, além de todos os sintomas típicos do puerpério, pude experimentar aquela sensação de impotência quando você não é tratado da forma que espera, mas fica sem ação quando sua cria está envolvida.
Precisei levar a filha a um posto de saúde para passar uma medicação que a pediatra havia receitado. Como era um composto delicado, ela sugeriu que fosse uma enfermeira que medicasse. E assim o fiz.
A profissional que nos atendeu deu aquela olhada básica na neném e começou a fazer perguntas comuns do período...Tipo de parto, de amamentação e passou a me orientar sobre algumas coisas, mas de forma tão indócil que eu achei que havia cometido um crime. Aquela abordagem dura, sem trato, com ar repreensivo, como se eu fosse uma mãe ruim e desleixada e não como se fosse alguém que estivesse chegando agora nesse trem e precisasse de um pouco de compreensão e ajuda.
Eu já havia experimentado esse tipo de tratamento há algumas semanas na maternidade estadual, mas quando é com você a coisa parece mais ser fácil de lidar. Basta aumentar o tom de voz e se igualar ao interlocutor que rapidinho as coisas se resolvem.
Não considero isso um problema exclusivo do sistema público de saúde (apesar da má imagem preceder) mas do setor público de uma forma geral. No campo privado ele até existe, porque a  mão e obra é a mesma. A diferença é que esse tipo de comportamento parece não se sustentar muito tempo por lá, já que há concorrência, treinamento e avaliações constantes.
Na ala pública a coisa fica por ela mesma. Você pode até tentar fazer um “auê”, reclamar, mas, no fim, tudo permanece como está. É uma espécie de vício de um lado e conformismo coletivo do outro. E assim a coisa vai se arrastando ano a ano.
O governo federal até reconheceu que existe um problema e mantém desde 2003 um projeto chamado “Humaniza SUS”. O que eu tenho a dizer sobre isso, após  13 anos de execução? HUMANIZA MAIS QUE  TÁ POUCO!