sexta-feira, abril 11, 2014

Alô você!

Desde que ela falou que eu atendo o telefone de forma muito séria, tenho me policiado. Um treinamento intensivo de “como ser feliz ao telefone”.
Minha relação com ele não é boa.  É algo maior que eu. Algum trauma telefônico, talvez.
O fato é que não combino com telefone (seja ele fixo ou móvel).
 Não consigo passar muito tempo conversando, não consigo desenvolver um assunto por mais de 5 minutos e, o pior de tudo, não consigo disfarçar. Não sou feliz ao telefone. Meu alô é sombrio e xoxo.
E não pensem que é algo pessoal. Atendo a todos da mesma forma.  Do meio para o fim ainda relaxo e a despedida é mais calorosa “um beijo!”
É algo que precisa ser trabalho e superado.

Beijo me liga (mas não agora)

domingo, março 16, 2014

Fino trato



Preguiça eu tenho é de lidar com gente amarga. Gente do time do “nada tá bom”, do “tudo que é barato não presta”, do “não freqüento aquele lugar porque é uma porcaria”.

Valei-me, que preguiça! Preguiça no trato mesmo. Dá vontade de ficar calada e só ouvir, para ver se uma hora a pessoa reconhece que está falando sem pensar. Ou oferecer um bombom de banana pra adoçar a vida, sei lá.

Sorte eu tenho é de conhecer poucas dessas. E, mais ainda, de encontrá-las raramente.

terça-feira, março 11, 2014

Das teorias

Entre as teorias que constarão no meu futuro livro de sucesso, está aquela triste de que “se você não aprendeu a diferença entre 'mais' e 'mas' no ensino fundamental, carregará este fardo pelo resto da vida". Isto também serve para erros de grafia, acentuação e pontuação de palavras.
É uma espécie de estigma da vida escolar, muito difícil de romper. Salvo raras exceções, infelizmente isso  irá te acompanhar em diversos textos, cartas, bilhetes românticos e mensagens no Whatsapp.
É uma deficiência sem cura. E cai por terra aquela outra teoria (bem difundida, inclusive) de que “quem lê muito, escreve melhor”.
É como se você tivesse perdido um encontro marcado com o futuro da sua escrita. Como se tivesse ficado doente bem no dia “daquela aula”. E aí, pronto, só resta lamentar.
E não se iluda. Fazer faculdade de letras ou jornalismo para aprender a escrever não vai adiantar. Ou você já chega lá com essa bagagem pronta, ou passa pela graduação só com a roupa do corpo mesmo.
A língua é perversa e rancorosa. Não aceita decoreba. Tem que colar no cérebro de uma vez, para nunca mais sair.

Não digo aqui que o ser humano é incapaz de aprender. Claro que não. Estamos em constante evolução. Mas nesse caso aí, especificamente, tá quase sem jeito, irmão!

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Crônicas da vida moderna

Eu tinha impressão que essa coisa de superexposição tinha aumentado com as redes sociais, mas parece que agora todo mundo pode saber de tudo, a qualquer hora e em qualquer lugar.
Hoje, na hora do almoço, as meninas da limpeza aqui da firma estavam conversando sobre a vida amorosa de uma delas. Mas não aquela coisa no cantinho, resguardada.
Uma no andar de cima, varrendo o corredor,e a outra embaixo, limpando o hall de entrada:
- Mas olha como tu fica. Tu não atende mais ele, mas tu sofre, porque fica imaginando como seria se atendesse.
-É, eu sei...Eu já disse pra ele não ligar mais pro  meu celular, para me deixar em paz.


Depois reclamam...

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Do fotografar

 “saber muita coisa também é uma prisão”. Não fui eu quem disse isso, mas quem disse tá muito certo (eu só não lembro o nome).
Passo o dia vendo e lendo fotografia. Vejo ensaios, trabalho de profissionais que admiro, vejo filmes, arte, percebo detalhes, colho informações e sugestões. No final, sou só mais uma confusa nesse mundo de desenhar com a luz.
Procuro inspiração, meu olhar, meu jeito. Procuro-me.
Trabalhar com algo artístico tem esse lado. Chega um momento em que você questiona a qualidade do seu trabalho, do seu olhar. Será isso mesmo?
E o desequilíbrio é seu pior inimigo. Ao contrário dos poetas, que produziam verdadeiras epopeias na fossa, o fotografo deve, pelo menos, estar em paz. Não digo nem feliz o tempo todo, porque isso ninguém é. Apenas de coração aberto e com olhar atento pra contar a história do outro.



terça-feira, fevereiro 04, 2014

É logo ali

Envio um e-mail perguntando quando será um workshop de fotografia q tenho interesse. Explico que preciso saber o local com certa antecedência, porque moro no Acre.

A resposta:
Estamos montando a agenda de workshops para este ano! Temos em vista uma edição lá em Recife, acho que fica mais perto pra você.

#SQN

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Help

Caí numa cilada, Bino. Dessas de palavras bonitas, encorajadoras, piegas e comuns. Dessas que te seduzem, te pegam pela fala e te iludem com dias melhores.
Castigo pra quem nunca gostou de leitura de autoajuda, mas de uns tempos pra cá tem precisado delas mais do que nunca.
Não é preconceito. É que meu tipo de leitura é outro.
Pelo menos consumo aos poucos, em pílulas facebookianas. Nada de comprar o livro todo.