quinta-feira, setembro 11, 2014

Qual é a música?

Nesse emaranhado musical de tons e canções surgindo o tempo inteiro, você está certa de que sabe quais são aquelas que tocam sua vida, que te representam. Está certa até chegar o dia em que alguém te passa a seguinte tarefa:

#3
>> fazer uma mixtape: escolher de 5 a 8 músicas que você ama, que tenham a ver com você e com sua vida!
- levar as MP3 no primeiro dia do workshop e me passar. Levem num pendrive 
(tenham em mente que não precisa necessariamente ser a trilha sonora da sua vida! mas algumas músicas que te inspiram ou que vc tem escutado bastante ultimamente!”

De repente some tudo. Você não tem anotado em nenhum lugar. Não tem uma cola, um lembrete, um rascunho, cadêvocêsmúsicasdaminhavidaaa?
A solução é se acalmar, respirar fundo e começar a trabalhar, mas só vem à mente o livro/filme “Alta Fidelidade” em que o Rob faz listas de músicas para várias ocasiões da vida e você pensa porque não fez isso antes, já prevendo esse eventual desafio.
Eu ouço muita coisa, de muitos estilos, o tempo inteiro. Depende do dia e do estado de espírito.
E nessa crise musical, a primeira que me veio à cabeça foi Iris, do Goo Goo Dolls, porque é trilha de um filme que eu gosto bastante. Só faltam quatro.


quinta-feira, agosto 21, 2014

To be happy

Eu quero dar valor antes de perder, de levar um choque, um sacode.
Quero aproveitar cada momento lembrando que ele é único, sem que seja necessário uma doença, um acidente.
Acordar sentindo gratidão pelo dia e pautar todos eles no agradecimento.

Pode até parecer piegas, mas não é. Ajuda, concentra e retorna em forma de felicidade.

quinta-feira, junho 26, 2014

Oi, fala comigo!

Nesse chama que eu tenho para “pessoas excêntricas”, deixo a porta de casa aberta por alguns minutos, enquanto pego as últimas coisas para sair para trabalho, e pronto!
Clap, clap, clap
-Opa, diga...
*Um rapaz que fala depressa e um poodle branco que queria continuar o passeio
-Você sabe se essa casa aqui do lado tá pra alugar?
- Sei não, ó... (como boa acreana que fala ao contrário)
-E a do lado dela?
-Também não sei.
-Não sabe onde tem casa pra alugar?
-Aqui na rua acho que não tem...
-E no condomínio?
-Não sei...

GENTE! Estrelinha dourada pra mim, né?


terça-feira, junho 03, 2014

Abre parêntese



Eu não acreditava quando alguém chegava e dizia “Não tá fácil”. Claro que ta fácil, gente! Como não estaria fácil?
Até o dia que você estaciona na sorveteria e o rapaz que olha carro diz “Boa tarde, linda! Não vai sair do carro, princesa?”
(até aí, tudo bem. É tão difícil alguém feliz e bem humorado no domingo...)
 “Vou sim. Estou esperando uma amiga”...
Minutos depois, lá vem ele. “Tua amiga chegou. É uma loira, né? Pensa que eu não sei? Conheço vocês!”
Quer dizer, não ta fácil mesmo!

quarta-feira, abril 30, 2014

Diário de Bordo - Peru Trip



Finalmente consegui visitar o Peru. Depois de tanto planejar, de me sentir culpada por  morar “do ladinho” e não ter ido até então, e, principalmente, por até minha mãe já ter ido e eu nada. Logo, chegar lá era uma questão de honra.
Como tudo comigo é um pouco mais enrolado, o plano inicial não deu certo: ir de carro a Puerto Maldonado (PE) e de lá pegar um avião para Cusco. Tentei comprar a passagem pela internet por uns 3 dias. Dava problema na finalização da compra. Fui ao banco, tentei resolver, mas nada. Comprei as passagens de ônibus. Eu, marido e dois amigos. Íamos por terra!
Um dia antes da partida fomos informados que mineiros peruanos haviam bloqueado a estrada por insatisfação com o governo. Murchamos. Não havia certeza da chegada, mas já tínhamos a passagem, então partimos. Quarta-feira, 9h30, rodoviária de Rio Branco.
Depois de algumas horas de viagem soubemos que os mineiros haviam desbloqueado a passagem, já que era Semana Santa e Deus é pai! Seguimos.
O tempo total de percurso era de 20h, mas imprevistos sempre podem acontecer. O asfalto do Peru é perfeito, mas o relevo não é nada confiável.
Paramos na estrada a 1h da manhã. Um deslizamento, com pedras enormes, bloqueava o caminho. Foram 4h de trabalho e uns 20 homens para conseguir afastar um pouco as pedras.



Conforme o destino se aproximava, a altitude aumentada e os efeitos colaterais também. A estrada é cheia de curvas e meu estômago veio parar na minha garganta. Haja Dramin pra aguentar. Além disso, tudo começou a inflar, inclusive eu (se é que vocês me entendem).
Chegamos por volta das 11h da manhã. Cansados e acabados.  Ficamos hospedados em um hostal super charmosinho e de nome difícil, que fica atrás da Plaza de Armas. Paucartambo Wasichay.
Como tínhamos poucos dias, otimizamos o tempo. Nada de descanso. Um chá de coca na chegada, um banho, um agasalho e  #partiualmoço!
Saímos à procura de um restaurante bacana pra quem está com fome, ou seja, o segundo que encontramos.  Nesse momento senti a primeira dificuldade em não dominar a língua do país. O que eu tinha era um portunhol de quem mora na fronteira, aliado a um espanhol de mais ou menos oito anos, aprendido em duas disciplinas da faculdade. E foi isso que levei comigo.
Como tenho algumas (muitas) restrições alimentares, saber o que eu ia comer era deveras importante. Então a gente perguntava “de que és hecho?” e a moca explicava com os ingredientes que eu também não fazia idéia do que eram. Era preciso arriscar.
A alimentação deles é muito baseada em milho (maíz) , porque eles cultivam 39 tipos dele. Então tem suco, sopa, bebida alcoólica, molho...Tudo!
De entrada, Papa a la Huancaína (batata a um molho amarelo, que me lembrava algo preparado com óleo de dendê, mas era mais fraquinho), como prato principal, frango (pollo) com arroz, batatas frita e legumes.  Para beber, sucos de papaya e chicha morada (um tipo de maíz).
Tudo saboroso, mas cheguei à conclusão de que é bom dar uma pesquisada nos termos e ingredientes da culinária local antes de se aventurar em um país. A gente fica meio perdido, sem saber o que pedir.




 Continua...



quarta-feira, abril 23, 2014

Apenas repassando

Eu vou falar uma coisa pra vocês...Que mundo comunicativo difícil esse.
Um mundo inteiro de informações, de canais, de formas de compartilhar e as pessoas continuam caindo na besteira de espalhar notícias sem consultar fontes.
“Ah, porque lá no grupo tal estavam falando disso. Todos comentando..” MEU OVO.
CHEQUEM A INFORMAÇÃO! CHEQUEM A INFORMAÇÃO! CHEQUEM A INFORMAÇÃO!

Que tamanha irresponsabilidade a de quem faz isso sem reservas. Deveria ter dor de barriga como castigo!

sexta-feira, abril 11, 2014

Alô você!

Desde que ela falou que eu atendo o telefone de forma muito séria, tenho me policiado. Um treinamento intensivo de “como ser feliz ao telefone”.
Minha relação com ele não é boa.  É algo maior que eu. Algum trauma telefônico, talvez.
O fato é que não combino com telefone (seja ele fixo ou móvel).
 Não consigo passar muito tempo conversando, não consigo desenvolver um assunto por mais de 5 minutos e, o pior de tudo, não consigo disfarçar. Não sou feliz ao telefone. Meu alô é sombrio e xoxo.
E não pensem que é algo pessoal. Atendo a todos da mesma forma.  Do meio para o fim ainda relaxo e a despedida é mais calorosa “um beijo!”
É algo que precisa ser trabalho e superado.

Beijo me liga (mas não agora)