domingo, agosto 23, 2015

Taca-le pau nesse carrinho, Marcos!



Eu sempre tive medo de generalizações. É perigoso demais colocar tudo num mesmo saco e dizer que é assim ou assado porque EU acho que é.
O que mais tenho visto na internet, nesses tempos de empoderamento de redes sociais, são pessoas avaliando serviços e profissionais por experiências mal sucedidas.
Esse lugar não presta (porque eu fui mal atendida), esse profissional é incompetente (porque não gostei da forma como ele me tratou).
Esquecem os julgadores de fazer uma análise mais ampla da situação. Nessas horas deveriam lembrar daquela frase de mãe: “Você não é todo mundo”.
Looogo, não pode falar por todo mundo. Não pode desmerecer um estabelecimento ou profissional porque VOCÊ, apenas VOCÊ, não se deu bem ali. Será mesmo que não tem mais ninguém nesse mundo que ache o lugar agradável ou que se sinta bem cuidada por aquela pessoa?
Até quem erra merece uma segunda chance, por isso é sempre bom ter cautela no falar. Sempre que vou a um lugar novo, tento pensar em tudo que está ali: um novo negócio, inexperiência, um pouco de atrapalho, angústia e muita vontade de dar certo. Nem todo mundo consegue acertar de primeira.
Às vezes é preciso um tempo para se ajustar ao mercado, ao público e, ser compreensível nesse momento também ajuda a impulsionar o comércio local. Não ir para o Facebook na primeira vez que o café atrasar.
Se não foi bom pra você, não conta tudo pra sua mãe. Conta para o dono do restaurante, para a garçonete, para o médico que te tratou mal, para a mensagem inbox da fan page da lanchonete. É esse feedback que os ajuda a perceber onde estão errando, não meter o pau na internet.

quarta-feira, agosto 05, 2015

Agora um poema

Mentira. É um tweet.



Eu poderia viver à la “don’t worry, be happy” ou,quem sabe, à la “hakuna matata”, mas nem sempre é so easy viver.

quinta-feira, julho 23, 2015

Divertidamente



Minha memória vive me pregando peças. Pegadinhas do Malandro mesmo. Sorte dela que ainda não me deixou em saia justa, mas tenho certeza que se diverte comigo.
Hoje, parada no carro, vejo um homem atravessando a rua, vindo na minha direção.
Penso comigo: “Conheço esse homem. De onde? Ele é um homem conhecido. Tem uma cara conhecida. Parece com fulano. Isso, deve ser da família tal, irmão do beltrano. Só pode ser, porque eles têm uma loja aqui por perto. É isso mesmo!”
(ele vai se aproximando)
-Oi, prima!
- Oi, tudo bem?
(É. Não era o cara. É meu primo.)

quarta-feira, julho 08, 2015

Por que, Alex?

Não há sequer um dia em que eu não entre no meu banheiro e não lembre do Alex.
Nem um dia em que eu não pense na vontade que tenho de encontrá-lo, olhar nos olhos dele e dizer “Cara, por que você fez aquilo no meu banheiro? Você teria feito no seu? ENTÃO!”
O Alex passou o rejunte igual a venta dele. Ou, se duvidar, pior.
E é nesse tipo de situação que sempre me pergunto “Por que tanta falta de zelo com as coisas alheias?”
Custava um pouco de cuidado, de carinho com o patrimônio do outro?
Além da preocupação comum de encontrar um profissional que consiga terminar o serviço, você tem ainda que tirar férias e sentar do lado do cabra pra ele não pisar fora da faixa.
É um trabalho cansativo, que seria facilmente dispensado se houvesse profissionalismo de verdade, se o prestador se colocasse no lugar do outro.
É como quando eu mandei pintar o estúdio em que trabalho, deixei lá um trabalhador da minha confiança e voltei dias depois só pra pagar e passar mais dois dias tirando respingo de tinta dos móveis, que ele não se deu o trabalho de cobrir.
E assim as coisas vão acontecendo. Você pagando pra construir/reformar aqui e de olho pra não quebrar ali.



quinta-feira, maio 07, 2015

Perdão pelo vacilo

Já faz alguns meses que nos desentendemos e a culpa é toda minha, eu sei.
Por mais clichê que possa parecer, o problema era comigo e não contigo, mas acabei te envolvendo na história, achando que isso poderia ajudar.
Já estávamos há uns cinco anos em uma relação estável, de confiança mesmo, e eu coloquei tudo a perder em um ato impensado.
Nunca pensei que isso fosse mudar tudo entre a gente, que você fosse ficar tão diferente comigo. Agora a gente simplesmente não se entende.
É fato que estou tentando reparar o erro, correndo atrás do prejuízo, te bajulando, cuidando de você, mas acho que ainda existe muita mágoa, não é mesmo? Eu sinto.
Vou continuar com o mesmo apreço e consideração e, quem sabe um dia, a gente volte a ser feliz de novo.
Só queria te pedir mais uma vez...
“Cabelo, faz as pazes comigo?“


terça-feira, abril 07, 2015

Be polite

Se tem uma coisa que faz falta nesse mundo, essa coisa se chama educação. Não aquela que faz a gente se tornar mestre, doutor, PHD, mas a primária, que parte do “por favor“, “obrigado“ e “desculpe”.
É a partir dela que toda civilização se desenvolve. E quando isso dá errado, meu filho, vixe maria...
Partindo desse raciocínio, a falta de educação compromete todas as suas variantes: educação ambiental, no trânsito, dos direitos das minorias e deveres como cidadão, e por aí afora.
Fica muito difícil exigir que a pessoa que abre o vidro do carro pra jogar o pote de iogurte entenda a consequência daquele ato, porque consciência ambiental é um pacote que você entende melhor quando tem educação.
E fica mais difícil ainda fazer com que entre na cabeça das pessoas que se a luz do semáforo está vermelha, você deve parar.
No meu cérebro funciona de uma forma meio óbvia. É quase acionado por um botão (salvo algumas pequenas corrupções com a luz amarela , que ele às vezes interpreta como “ainda dá tempo”, quando deveria entender que já é pra parar).
Mas no entendimento da maioria das pessoas do bairro onde eu moro, luz vermelha é igual a “posso passar sim”. Até o motorista do ônibus pensa assim.
No shopping, supermercado, banco, com vaga para idoso ou deficiente, o raciocínio é o mesmo “vou parar aqui mesmo, porque é mais perto, porque eu quero, posso e dane-se o mundo“.
Essas são as questões diárias que me fazem desacreditar na capacidade humana de mudança de comportamento e perder a esperança na possibilidade de uma evolução da espécie.

Meu desafio de cada dia é tentar deixar que essas situações não me afetem tanto, que eu não mate ninguém nem morra por isso e que eu não xingue as pessoas ao me deparar com essas ações ignorantes, porque, afinal, coitados, “eles não sabem o que fazem”.

terça-feira, março 31, 2015

Eu < plâncton



Tem uma cena do filme “Espanta Tubarões“ em que o chefe do Oscar mostra em que posição ele está na cadeia alimentar e é justamente como eu me vejo agora em eventos sociais.
Fotografo festas há pouco mais de seis anos e transitar nesse ambiente permite que a gente conheça várias pessoas, principalmente os fornecedores de outros serviços: decoradoras, doceiras, garçons...
Nesse meio, todo mundo se ajuda e reconhece que cada um está ali para fazer bem o seu trabalho.
Eu só costumo comer nas festinhas quando o cliente me oferece, porque me vejo prestando apenas um serviço e procuro ser o mais discreta possível.
Mas, voltando ao filme, o sr.  Sykes explicava ao Oscar que existem os tubarões, as baleias, os peixes, os corais, os plânctons, o cocô da baleia e, por último, ele.
E, nessa escala social, tô eu lá embaixo junto com o Oscar, porque, de repente, os garçons de alguns eventos que fotografo decidiram que é este o lugar que me cabe e não têm coragem de me servir um copo d`água (que, como vocês bem sabem, não se nega a ninguém).
Não sei dizer como nem quando começou, se é algo pessoal ou postura do buffet, só sei dizer que não tá fácil, Brasil.
Para esses profissionais, passei a fazer parte da ala dos invisíveis e sabe lá quando eu vou sair de lá.