Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Dos tiros na macaca

Depois de séculos sem dar as caras, Manga apareceu aqui em casa. Veio consertar um problema no chuveiro e justificou sua ausência com a nova lotérica que abriu perto da casa dele e do lado oposto da minha, logo, não havia mesmo razão pra aparecer.
Aproveitou pra perguntar como estão as coisas, os cachorros, quantas faculdades tenho e se casei, claro.
Quando disse não, ele perguntou a minha idade.
- 24 (respondi)
- Vixe, já deu quatro tiros na macaca!

Segundo a expressão, “Dar um tiro na macaca” é o mesmo que “Ficar pra titia”. Pesquisando por aí, vi que o primeiro tiro pode ser aos 20 ou aos 25. Não há muita precisão quanto a isso, mas estudos revelam que o último é certamente aos 30. Em cidades mais generosas do Nordeste, a contagem é de cinco em cinco anos, mas por aqui parece que é anual. Ou seja, tenho mais seis anos para largar essa vida de caçadora.


Terça-feira, Novembro 03, 2009

finados


Fotografar o cemitério no Dia dos finados não era bem um programão para o feriado, mas já que eu ia ficar em casa sem fazer nada, decidi ir.
Fotografar o cemitério também não era tarefa fácil, já que pessoas estavam ali para lembrar da morte e a presença de uma câmera muda tudo.
No fim das contas, foi até engraçado.
A idéia inicial era uma saída fotográfica com um grupo e tal, mas na hora marcada só encontrei a Talita Oliveira. Diego Gurgel só encontramos pra contar histórias.
Entre os arranjos de flores, banners, tendas, coroas e litros da Verágua, os olhares curiosos e comentários inusitados.

- Olhaí, não tem nem tamanho...

*Alguém se referindo ao meu porte nada fotográfico. Se eu for esperar crescer pra poder ter uma câmera, estou lascada.

- Essa ai (câmera) é profissional mesmo! Olha o tamanho do bico da bicha!

- Vocês estão fazendo algum trabalho? Não são daqui não, né?

- Mas vocês não trabalham em nenhum lugar? É só porque gostam de fotografia mesmo?

Quanto às fotos, estão aqui e aqui.

Domingo, Outubro 25, 2009

Da série "Palavras que ninguém mais usa"

* Fulano é fominha de video-game.

* Lombinho foi azunhada pelo Wolverine

* Tinha outra, mas eu esqueci

arazãodetudo

O que acaba esse blog mais que tudo são os diálogos baratos aqui publicados. #prontofalei

Conversa de elevador

Quando a gente trabalha na cobertura do prédio mais alto da cidade, ouve cada coisa...

Eu, uma médica e uma mulher no elevador.

A médica pergunta pra moça:

_ Ah, é você que está querendo engravidar, né?
- É sim, doutora, mas já tô pensando nesse negócio de idade, né?
-Verdade...
- Se bem que hoje em dia, né, doutora...
- PERDE.

O elevador abre.

*Esse negócio de bater a cabeça é coisa séria, minha gente...

A vida com Lombinho - Parte II

Falta energia e ela grita:

-MANA, VEM AQUI AGORA!

No sábado de manhã, enquanto eu tomo banho:

- Olha aqui, mana, a Carol Jéssica acabou de chegar. Você vai colocar a toalha, ir recebê-la e dizer para ela ir embora, porque nós temos muitas coisas para resolver agora de manhã!

E a vida segue assim até às 14 horas do dia 28 de outubro. Mamãe chega!

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

"A vida com Lombinho"

- A que horas você vai dormir? (ela pergunta)
- Não sei. Mais tarde...
- Mas já são 22 horas...
-Tá, mamãe! Será que eu posso dormir mais tarde hoje?

*Ela tem 18, eu 24. Ela é Lombinho e eu sou a irmã mais velha sem moral. E essa situação vem se arrastando desde que minha mãe viajou e nos deixou sozinhas em casa.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

das pegadinhas

Apesar do estado de insugestibilidade, não poderia deixar passar uma que aconteceu comigo ontem, mesmo correndo o risco de levar uma surra depois.
Tô até agora tentando entender como esse lance de ser mãe ultrapassa o raciocínio lógico e como a minha mãe se tornou cliente em potencial do “Trote do Sequestro”.
Ontem ela me ligou de Fortaleza (CE) às 3 da manhã para se certificar de que eu não havia sido sequestrada.
Ela simplesmente levantou pra beber água no meio da noite, o telefone da casa onde ela está hospedada tocou e ela resolveu atender. Era aquela galera do mal com o mesmo papo de sempre, dizendo que sequestrou o filho da pessoa e coloca a voz de alguém chorando que, segundo a minha mãe, SEMPRE É IDÊNTICA A MINHA, aí ela se desespera e o caos se instala.
Já é a terceira vez que a bichinha cai nessa. Ela nem chegou a pensar: “Opa, eu tô na casa alheia, esse telefone não é pra mim” ou “Ah, eu sou visita, pera que vou chamar a dona da casa”. Em nenhum momento ela se tocou que estava no lugar errado e na hora errada.
Na primeira vez que isso aconteceu eu não atendia o celular e ela quase morre do coração. Movimentou toda a vizinha, fez confusão e não cogitou a possibilidade de ligar para o telefone do meu trabalho.
Na segunda, ela logo conseguiu falar comigo, mas, como minha irmã não atendia o telefone, suspeitou que fosse ela. Ficou dando pistas para os bandidos com aquelas respostas prontas “Então é a Rafaella?”, “É, é a Rafaella!”
Eu já expliquei centenas de milhares de vezes que desse jeito ela dá todas as informações que eles querem. Que era só perguntar se a Rafaella era uma loira com a pinta da Angélica pra pegá-los na mentira, mas ela insiste em desobedecer minhas regras.
Acho que os presidiários ficam entediados quando ninguém mais cai na deles e pensam “Ah, vamos ligar para aquela nossa amiga?” “Ela sempre acredita na gente...”.

O fato é que mãe é mãe e a minha é 10.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Err...

Ando insugestível...Mas passa.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Ownnn

Eu quero um filho assim:

http://ow.ly/rXVB


*Dica do eduarte on Twitter.

Festival Vararouro 2009

Tinha até escrito um texto com impressões um tanto 'antchipátchicas' sobre o Festival Varadouro 2009, mas acho que já passou o tempo de publicar isso aqui.

Que minhas fotos falem por mim:

http://www.flickr.com/photos/nattercia