quinta-feira, maio 07, 2015

Perdão pelo vacilo

Já faz alguns meses que nos desentendemos e a culpa é toda minha, eu sei.
Por mais clichê que possa parecer, o problema era comigo e não contigo, mas acabei te envolvendo na história, achando que isso poderia ajudar.
Já estávamos há uns cinco anos em uma relação estável, de confiança mesmo, e eu coloquei tudo a perder em um ato impensado.
Nunca pensei que isso fosse mudar tudo entre a gente, que você fosse ficar tão diferente comigo. Agora a gente simplesmente não se entende.
É fato que estou tentando reparar o erro, correndo atrás do prejuízo, te bajulando, cuidando de você, mas acho que ainda existe muita mágoa, não é mesmo? Eu sinto.
Vou continuar com o mesmo apreço e consideração e, quem sabe um dia, a gente volte a ser feliz de novo.
Só queria te pedir mais uma vez...
“Cabelo, faz as pazes comigo?“


terça-feira, abril 07, 2015

Be polite

Se tem uma coisa que faz falta nesse mundo, essa coisa se chama educação. Não aquela que faz a gente se tornar mestre, doutor, PHD, mas a primária, que parte do “por favor“, “obrigado“ e “desculpe”.
É a partir dela que toda civilização se desenvolve. E quando isso dá errado, meu filho, vixe maria...
Partindo desse raciocínio, a falta de educação compromete todas as suas variantes: educação ambiental, no trânsito, dos direitos das minorias e deveres como cidadão, e por aí afora.
Fica muito difícil exigir que a pessoa que abre o vidro do carro pra jogar o pote de iogurte entenda a consequência daquele ato, porque consciência ambiental é um pacote que você entende melhor quando tem educação.
E fica mais difícil ainda fazer com que entre na cabeça das pessoas que se a luz do semáforo está vermelha, você deve parar.
No meu cérebro funciona de uma forma meio óbvia. É quase acionado por um botão (salvo algumas pequenas corrupções com a luz amarela , que ele às vezes interpreta como “ainda dá tempo”, quando deveria entender que já é pra parar).
Mas no entendimento da maioria das pessoas do bairro onde eu moro, luz vermelha é igual a “posso passar sim”. Até o motorista do ônibus pensa assim.
No shopping, supermercado, banco, com vaga para idoso ou deficiente, o raciocínio é o mesmo “vou parar aqui mesmo, porque é mais perto, porque eu quero, posso e dane-se o mundo“.
Essas são as questões diárias que me fazem desacreditar na capacidade humana de mudança de comportamento e perder a esperança na possibilidade de uma evolução da espécie.

Meu desafio de cada dia é tentar deixar que essas situações não me afetem tanto, que eu não mate ninguém nem morra por isso e que eu não xingue as pessoas ao me deparar com essas ações ignorantes, porque, afinal, coitados, “eles não sabem o que fazem”.

terça-feira, março 31, 2015

Eu < plâncton



Tem uma cena do filme “Espanta Tubarões“ em que o chefe do Oscar mostra em que posição ele está na cadeia alimentar e é justamente como eu me vejo agora em eventos sociais.
Fotografo festas há pouco mais de seis anos e transitar nesse ambiente permite que a gente conheça várias pessoas, principalmente os fornecedores de outros serviços: decoradoras, doceiras, garçons...
Nesse meio, todo mundo se ajuda e reconhece que cada um está ali para fazer bem o seu trabalho.
Eu só costumo comer nas festinhas quando o cliente me oferece, porque me vejo prestando apenas um serviço e procuro ser o mais discreta possível.
Mas, voltando ao filme, o sr.  Sykes explicava ao Oscar que existem os tubarões, as baleias, os peixes, os corais, os plânctons, o cocô da baleia e, por último, ele.
E, nessa escala social, tô eu lá embaixo junto com o Oscar, porque, de repente, os garçons de alguns eventos que fotografo decidiram que é este o lugar que me cabe e não têm coragem de me servir um copo d`água (que, como vocês bem sabem, não se nega a ninguém).
Não sei dizer como nem quando começou, se é algo pessoal ou postura do buffet, só sei dizer que não tá fácil, Brasil.
Para esses profissionais, passei a fazer parte da ala dos invisíveis e sabe lá quando eu vou sair de lá.



quinta-feira, março 26, 2015

Alô som

Na ida para o almoço, ao som de Relax 98, decido ligar para pedir uma música...
-Alô!
-Oi, pode anotar meu pedido?
-Oi?
-Não é da rádio?
-Não, é de material de construção.
Rimos muito. Paguei mico.

segunda-feira, março 23, 2015

Enquanto isso...

Na entrada do trabalho, a despedida do casal:

 (smack)

 - Você escovou os dentes?
- Que pergunta mais idiota, amor! (entra no carro puta da vida).

 E assim começou o dia... (dos outros).

sexta-feira, março 13, 2015

Obrigado, por enquanto.

Quer dizer, “Estou grato pelo que você fez por mim agora, não sei amanhã..." Quer dizer, “Enquanto tá do meu agrado, estou agradecido, mas tudo pode mudar...” Que jeitinho mais sem vergonha de agradecer! Não sei de onde tiraram essa ideia de que essa expressão é educada, mas, como bem comentou uma amiga, “ela beira a arrogância“.

terça-feira, março 10, 2015

O único presente que o Dia Internacional da Mulher me deu foi uma bela de uma TPM, que me lembrou muito bem o que meus hormônios são capazes de fazer comigo.
Em alguns dias tensos, de alguns meses tensos, eu quero apenas matar as pessoas, como qualquer mulher que sofre disso (sim, há algumas que passam por essa fase sem nenhum arranhão. Acho incrível, inclusive).
Em outros, porém, eu quero só chorar até amanhã, como foi o caso do sábado (véspera do tal dia da mulher).
Então, já que era pra chorar, o melhor era chorar com gosto. Mas não com peia de mãe, não, e sim com um filme bem choroninho.
Pensei em ir de As Pontes de Madison, mas era algo muito pesado e eu já comecei a chorar só de falar o nome, então optei por um filme que tava guardadinho na minha coleção de DVD`s (sim, eu tive essa fase de colecionar DVD`s), e decidi que era hora de tirar a poeira do coitado.
E, vou dizer pra vocês...Não à toa ele estava guardado há dois anos. Eu acho que ele foi visto no dia exato pra ser visto. E valeu bem a pena.
O nome? A Partida. Um filme japonês de 2008, vencedor do prêmio Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009 e com uma bonita história.
Tem humor e drama na medida certa e, sim, é japonês.
Eu sei que você vai torcer o nariz pra um filme japonês, porque, né, quem conhece a produção japonesa? Vai dizer também que eu quero ser a cult do filme estrangeiro, mas eu nem sou. Eu gosto de filme. Gosto de histórias, bom roteiro e pouco efeito especial. Meio que as coisas como ela são (ainda que sejam no Japão)
Então A Partida me atendeu muito bem.
Eu até achei o filme completinho no Youtube. Infelizmente é dublado, mas se você não tiver problemas com isso e tiver aí umas duas horinhas livre, dá o play!