terça-feira, junho 12, 2018

Eu, o Fábio, uma sandália e o Neymar


O gatilho certamente foi a foto que vi ontem, no grupo de Whatsapp dos Escarnetoopers, mas é mesmo curiosa a forma como como as coisas se embaralham na nossa mente e se transformam em sonhos.
Aconteceu que eu fui a uma loja de sapatos, no shopping, pra comprar uma sandália que eu queria muito. Chegando lá, já estranhei, porque minha vendedora de costume não estava  e todos os vendedores eram homens.
Não que homens não saibam vender sapatos. Qualquer pessoa pode vender sapatos. Mas eles estavam realmente perdidos.
Sentei em um cantinho pra esperar as coisas se acalmarem e eu ser atendida e adivinha quem vem lá? Ele mesmo, Fábio Assunção.
Veio nessa versão atual, de ex-galã baqueado, alvo de memes, mas era o FÁBIO ASSUNÇAO, né, então eu não me contive.
Sentou ao meu lado e eu estendi a mão, toda emocionada
 “Oi, tudo bem?”
Fiquei no vácuo.
E fiquei puta da cara por ter quebrado a promessa que me fizera anos atrás, de nunca mais cumprimentar nem tietar nenhum artista, depois da Christiane Tornoli ter sido antipática e grossa comigo no aeroporto de Brasília, em setembro de 2016.
Passei vergonha, voltei com a mão e fiquei calada. Fui para o celular e comecei a rir alto. E falei “Sabe do que estou rindo?”
E aí mostrei todos esses memes que estão fazendo com ele, incluindo o último, que certamente foi o gatilho para este sonho. Ele e o Neymar juntos em uma balada.
Ele ficou bala.
Eu me senti vingada.
O vendedor não encontrou a sandália do meu número.
Eu fiquei chateada de novo.
“Já vou! Tchau, Fabio”
-       Acho que seria bom você responder, Fábio – aconselha a produtora dele que estava chegando na hora.
“Acho que ele não vai responder não...”
Fui até ele. Olhei bem no fundo daqueles olhos do Marcelo em Por Amor e disse “Fica com Deus e seja muito feliz”
Nos perdoamos.
Vida que segue.

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Se eu pudesse e meu dinheiro desse...

Seu eu tivesse dinheiro, muito dinheiro, tipo ganhasse em uma Mega-Sena, por exemplo, eu daria um presente super especial para os meus familiares e amigos mais próximos: um vale terapia.
Não, não tô chamando ninguém de doido não, mas já pensou todo mundo tratando da saúde mental, que beleza?
“Pega aqui esse vale e vai ali dar uma conversada com um(a) bom(a) profissional, resolver umas questões, tratar uns traumas e ser feliz!”.
Acho que todo mundo precisa. Eu mesma gostaria muito.
Tenho consciência de algumas coisas que me atrapalham, mas que se eu tratasse direitinho, saberia lidar bem melhor.
E aí muita coisa ia melhorar, sabe?
Uma brigas por nada,  as picuinhas, as indiretas nas redes sociais. Isso poderia ser evitado. Acho que todo mundo ia saber trabalhar melhor com as frustrações e a vida seguiria mais leve.
Fica aí minha promessa de rica. Anotem e me cobrem em momento oportuno.

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quinta-feira, dezembro 14, 2017

Vem pra cá, 2018!

Apareci hoje aqui para revelar que o ano está acabando e fazer aquele balanço geral do que foi esse 2017.
Foi ano em que a licença maternidade acabou e eu voltei ao trabalho. Esse período foi bem difícil, porque Marina foi pra creche e, desde então, passa o dia todo fora e só a vejo no fim da tarde. Difícil também, porque ser “mãe de creche” requer muito mais paciência para lidar com comentários indesejados e completamente sem noção, que, infelizmente, parecem acompanhar a maternidade para o resto da vida. Mas...Sigamos!
Foi o ano  tambémmm que Marina completou seu primeiro aninho. Então veio toda aquela avaliação dos 365 dias enquanto mãe, dos desafios, os perrengues, o padecer no paraíso e tudo mais.
Para comemorar esse momento especial, decidimos fazer uma viagem à praia. E, acreditem, saiu tudo do jeito que planejamos. E até mais. Vivemos um sonho de descanso, orgia gastronômica e ostentação que a gente lembra até hoje.  Foi maravilhoso!
Foi o ano em que eu cortei o meu cabelo mais curto. Que tive festa de aniversário surpresa em ritmo de arraial, que engordei um pouquinho, que fiz apresentações no tecido acrobático, que participei das lutas em defesa do serviço público e da educação gratuita em um país em crise.
O ano em que passei de zero tatuagens para três tatuagens (porque eu quero ser gata de bairro). Ano em que dei um tempo no pilates e fui pra dança dar umas reboladas.
Ano de amizade, brodeiragem e muito companheirismo!
E 2018?
Olha, pra 2018 eu tenho poucas e simples resoluções. Entre elas: atualizar a playlist do pendrive do carro, porque não aguento mais as mesmas músicas da Galinha Pintadinha;
Ser ryca pra comprar mais filmes pra minha Polaroid Instax;
Alimentar-me melhor, porque essa parte realmente dá errado sempre quando eu piso fora da faixa;
Usar mais a expressão “pera lá”, que eu acho de um charme gramatical inigualável.

Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!

Até mais!



segunda-feira, agosto 28, 2017

Não para não para nao para, não!



Entre os arrependimentos diários, elejo o campeão: ter parado de estudar.
Sim, ter deixado isso pra lá, largado de mão, cansado de tudo. Ter só trabalho e estudado o que era do trabalho, não mais que isso.
Aí você tem um filho e as perspectivas mudam. O que, até então, era impensado, passa a ser uma nova meta de vida e ai, meus amigos, haja corrida pra recuperar o tempo perdido.
Um desafio doloroso, que precisa de muita garra pra dar certo. E pode nem dar agora, mas uma hora vai.
Simbora!

quarta-feira, maio 24, 2017

Mas quem foi que disse que a vida é fácil?



Numa escala de "Pessoas Realmente Difíceis de Conviver" existem dois tipos que eu, particularmente, tenho maior dificuldade de engolir. As características até se complementam, mas se manifestam de formas diferentes
A primeira criatura é aquela que faz o trabalho mais importante do universo todo. O mundo gira em torno desse serviço, logo, todo o restante deve parar o que está fazendo para venerar esta contribuição essencial.  Volta e meia a gente topa com gente assim e é bem desgastante ter que colocar cada um no seu lugar.
A outra também tem mania de grandeza, mas manifesta sempre querendo diminuir o outro. "Mas você só faz isso, né?". E olhar para o próprio umbigo ninguém quer, né?
Manter o equilíbrio é um desafio cada vez mais difícil. E olha que eu até tatuei essa palavra no meu próprio corpo pra ajudar...Não tem adiantado.