domingo, dezembro 22, 2013

Entre morrer e perder a vida



"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia"


Esse Will sabe mesmo das coisas. Isso, ele mesmo, o Shakespeare. Ele que, de novo, me inspirou a escrever outro texto.
Esse mais cheio de dúvidas que qualquer outra coisa, mas como estou naquela de trabalhar a aceitação do outro, deixo minhas perguntas no pensamento. Mais seguro.
Minha vã filosofia da vez é aceitar que as pessoas realmente se importam com publicações de nota de pesar. Sim, há quem dê mais valor a elas que à própria perda.
Há quem se magoe, se doa, se decepcione, se revolte e me diga umas verdades por uma nota não publicada.
E há pessoas como eu, que, no fim das contas, só tentariam se recuperar da tristeza que é ver quem você ama partir.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Um dia você aprende...



"Aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam..."


E depois de muito tempo conhecendo esse texto, hei de admitir que o velho Will Shakespeare estava certo e que é hora de entender isso de uma vez por todas.

Um desafio para o ano que vem chegando e que eu já comecei a tentar desde agora. Não me importar tanto com coisas pequenas e com pessoas que simplesmente não dão o mesmo valor a coisas que julgo importantes.
É claro que encontrar seres humanos que priorizem as mesmas coisas e tenham os mesmos valores que eu seria muito ingênuo da minha parte.
Mas hoje me dei conta que cansei. E, a partir de agora, vou deixar a vida correr e, os que permanecerem ao meu lado, é porque quiseram ficar.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Lombinho - o retorno

Minha mãe diz:
-Estou gorda. Preciso emagrecer urgentemente!

Lombinho, hoje com 22 anos, e com toda a sua coerência de vida, abarca:
-É mesmo, tem que fazer uma dieta...Você quer um Milk Shake?

Ai ai...

Aquela sensação de pisar em ovos, medir as palavras, o tom, a força, o sentido e a provável má interpretação delas.
Sufocante ter que viver assim pra preservar a paz e a boa convivência de algo que já foi tão natural.
Difícil ter a constante preocupação de não falar mais que a boca e fingir interesse em coisas tão pequenas.
Mas não chega a ser saudade da intimidade de outrora. O momento passa e as pessoas mudam. É apenas um lamento e o incômodo constante de tentar evitar ruídos.


segunda-feira, outubro 14, 2013

Sem sensor

Meu marido sempre diz que meu sensor veio com defeito. Aquele que dá noção de espaço e faz a gente desviar dos obstáculos. Quando ele falha, é isso que acontece.


quinta-feira, outubro 10, 2013

Sem mistério



Sempre que possível tento me colocar no lugar outro pra tentar entender como a pessoa pensa e, quem sabe, poder aceitar certas atitudes. Algumas vezes consigo, outras nem tanto.
Acho que isso lembra um pouco a concepção de “alteridade”, conceito desconhecido por mim até poucos dias, mas que gerou tanta discussão em certa reunião que participei que não tive como esquecer.
Independente disso há algumas situações que julgo simplesmente impossíveis de me transformar no outro. Elas ultrapassam muito meus valores e conceitos aprendidos de longe.
São ações cotidianas, que pedem reações simples. Nada muito trabalhoso. Coisas do tipo: se peguei, devolvo, se abri, fecho, se comprei, pago.
Não tem mistério, mas me custa entender que algumas pessoas vêm sem esse aplicativo e me custa mais ainda sair da minha zona de conforto pra explicar pro outro como funciona a vida, o universo e tudo mais.
É chato e me irrita.
Um beijo.

terça-feira, setembro 24, 2013

Levando a vida a la "Grande Edgar"



Uma coisa é certa: “se algo está ruim, sempre pode piorar”. Eu deveria me lembrar mais disso quando me meto em enrascadas causadas pela minha falta de memória.
Antes ela não me falhava com tanta freqüência, mas hoje não é nada confiável.
Acontece que depois de um tempo, conhecendo e atendendo pessoas diferentes, o tico e o teco já não se entendem muito bem.
É nessa hora que a pessoa chega toda sorridente, me cumprimenta e eu retribuo da mesma maneira, mesmo não lembrando sempre de onde a conheço ou qual nossa relação.
E hoje pelo telefone não foi diferente. Com esse tal WhatsApp da vida as pessoas adicionam a gente sem, necessariamente, nos conhecer...
Nessa, a cliente começou a tratar comigo, marcando um encontro no estúdio. Respondi de pronto, mas só tinha comigo um número desconhecido, uma foto pouco visível e minha simpatia empreendedora.
Não queria dizer que não lembrava da pessoa, pois pelo tom da conversa nós já havíamos tido um contato prévio.
Fechei o compromisso sem ter certeza de quem era, mas já com suspeitas. O problema foi quando eu chequei na agenda e o número da pessoa que eu achava que estava falando era outro.
E agora, quem era?
Nesse momento você apela para as amigas, porque elas também têm que compartilhar os perrengues.
Peço pra uma amiga adicionar o contato no WhatsApp e tentar descobrir o nome da pessoa para que eu pudesse, assim, dormir sossegada.
E quando achávamos que o plano seria perfeito, eis que ela responde
“Oi, querida, que saudade!”
Aí desabou tudo.
O contato agora confundira minha amiga e arrematara com
“Hoje mesmo pensei em você”
Agora éramos duas perdidas e uma identidade desconhecida.
Ríamos sem parar e eu só conseguia lembrar do “Grande Edgar” – uma das minhas crônicas preferidas do Luis Fernando Verissimo.
No fim das contas confirmei minha suspeita e minha amiga, que havia sido confundida com a dentista da moça, desfez o mal entendido.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. E eu ainda espero fechar o ensaio.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Dos estralos

No carro, com ela, de 6 anos...

- A senhora tá estralando os dedos é?
- É, mas nem posso...
- Por que?
- O médico disse que se eu continuar fazendo isso, quando ficar velhinha meus ossos vão doer...
-Marrébom, né?
- POIS É!

quinta-feira, setembro 05, 2013

Das reflexões após as 23h



Tenho certa facilidade pra ser besta, sabe? Pra ser mais exata, eu tenho uma leve impressão de ter a palavra “trouxa” escrita na minha testa e por isso a coisa toda.

É aquilo de “fazer o bem sem olhar a quem”, sem esperar nada em troca...E o que acontece? Sim, me fodo.

Sou a prejudicada, a que leva sem ter culpa, que leva por não ter dito “êne-á-ótil, NÃO”.

E não digo que sou boazinha não, eu sou bisonha mesmo. A sorte é que vez ou outra eu ligo meu botão de “se toca, besta”, enxergo as coisas claramente e corrijo alguns erros.

Como limpar da minha vida gente que não tá tão aí assim pra mim. E não é recalque, é só a necessidade de manter o ambiente enxuto, porque a vida é muito curta e corrida pra gente ficar acumulando pessoas quem não têm a mesma consideração pela gente.

domingo, agosto 25, 2013

Da prática diária



“Minha mente gira como um ventilador” diz a banda Titãs em Nem 5 minutos Guardados (música que gosto bastante, a propósito). E é assim mesmo que me sinto.

Penso muito e pouco faço. Penso demais e escrevo de menos. Já deveria ter voltado aqui antes, mas meus textos e reclamações constantes ficam presos à mente e à preguiça que me impede de chegar ao destino final.

E entre tantas coisas que se passam por essa mente inquieta, escolhi falar das palavras, ou melhor, do significado delas e o que hoje representam pra mim.
Aquelas que deixam o papel e passam a fazer parte do seu dia a dia, numa luta constante de praticá-las corretamente.
Tolerância é a da vez.  A tolerância, do latim tolerare (sustentar, suportar), conceituada pelo nosso amigo Wikipédia como “um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física. Do ponto de vista da sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Numa concepção moderna é também a atitude pessoal e comunitária de aceitar valores diferentes daqueles adotados pelo grupo de pertença original”

Já parou pra pensar na dificuldade de praticar isso diariamente? De se controlar para não desligar seu filtro quando vê alguém próximo sendo intolerante e, muitas vezes, hipócrita?

E de se policiar constantemente pra não se pegar fazendo a mesma coisa com outra pessoa?

A tarefa é árdua, porém a mais indicada. Quando tento perder a esportiva, lembro do escritor Rubem Alves falando da escutatória. E deixo aqui um trecho desse texto, porque o cara sabe mesmo das coisas.

 Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular
Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor”

terça-feira, agosto 13, 2013

Vida a dois

Eu: achei uns videos ensinando a fazer varios cartões de aniversário, daqueles de scrap

11:35
Ele: lá vai eu ter que limpar o piso da cola seca

segunda-feira, junho 17, 2013

Coisas da idade...

Além de um torcicolo, a idade nova trouxe consigo certa intolerância, com uma pitada de impaciência. E não foi bem isso que pedi quando apaguei as velinhas.

Pedi ‘mais amor, por favor’, que a partir daí a gente ia administrando a coisa, né mesmo? Mas devo dizer que essa beirada nos 30 deu mesmo uma mexida imediata em mim.

Deu uma preguiça de ter que conviver com pessoas sem bom senso, sem noção. E não estou aqui dizendo que eu seja o poço da razão, porque eu mesma pedi um novo refil de noção pra mim. Sem ela fica muito difícil viver nesse mundo sem incomodar nem ser incomodado.

Justamente porque o pacote “noção de convivência” inclui a opção “coloque-se no lugar do outro”, então você procura não fazer coisas que te aborreceriam caso estivesse do outro lado da história, entende?

Isso inclui práticas triviais do dia a dia, também conhecidas como práticas de ótarios, tais como não furar fila, não estacionar em vaga prioritária, não passar horas em um caixa eletrônico quando existem milhares de pessoas esperando pra utilizar o serviço, não estacionar um carro e um caminhão paralelamente em uma rua estreita e impedir o tráfego, não utilizar o alerta do carro, atrapalhando o trânsito, só para ir à loteria fazer uma fezinha, não fazer as pessoas perderem mais que o tempo necessário...ENFIM!

Eu só não sei onde diabos eu errei nos cálculos que aconteceu justamente o oposto. E agora tô eu aqui, quase uma balzaquiana, cercada por pessoas sem um pingo de preocupação com o alheio e me torrando o saco day by day.


Te contar ó...

segunda-feira, junho 03, 2013

Eu tenho uma Caixa Postal

É com prazer a satisfação que anuncio: agora tenho uma Caixa Postal nos Correios. Isso pode não significar nada pra vocês, mas pra mim é sinônimo de paz e resolução de problemas.
Tenho problemas com endereço e correspondências desde que passei a usar esse serviço. Aqui mesmo no blog existem vários textos e situações sobre isso, como esse, esse aqui ou ainda esse.
Isso tudo acontecia quando eu morava na casa da minha mãe. Casei, mudei de endereço, mas levei o karma comigo. Na minha nova casa também não chega nada. O problema é maior que eu.
Mas agora, com minha super Caixa Postal da época do Xou da Xuxa, tudo vai dar certo! Oremos!


quarta-feira, maio 22, 2013

O acaso certeiro



Vejam vocês como o acaso encontra a gente...
Esses dias, caminhando nos corredores do novo trabalho,deparo-me com este envelope no chão.
Poderia ser só mais um envelope com "Acessórios p/ pasta suspensa", mas não, era "o envelope" escrito por mim, há mais ou menos dez anos, que estava ali, naquele chão, naquele dia e naquele momento, só esperando eu passar.
Não havia mais nenhum documento próximo, a não ser uns móveis encostados.
Achei curioso revê-lo. Trabalhei naquele setor aos 18 anos, e, agora, voltando à casa, tive o reencontro.

segunda-feira, abril 22, 2013

Das descobertas literárias

Quando as pessoas vão à livraria, geralmente são apresentadas a novos mundos, novas aventuras e histórias inimagináveis.
Minha última visita à Livraria Cultura, na Av. Paulista, revelou a seguinte obra extraordiária:

Os dois dentinhos de leite mais fofuras do Universo inteiro.
As histórias estão em inglês, mas têm pouquíssimas legendas. Até eu, com meu inglês tupiniquim, consegui entender.
Para conhecer um pouco da obra, vale a visita ao BLOG.







terça-feira, abril 09, 2013

Novos adultos


Sabe aqueles anões disfarçados de crianças? Encontrei uma essa semana no cabeleireiro, acompanhando a avó...Sete anos assustadores, sabe?

- E você tem irmãos? (pergunto)
- Não. E nem quero!
- Por que?
- Porque meus pais vão deixar de atenção pra mim para dar atenção pra ele.
-Ah...Então tá.

- Tá com sono? (pergunto)
- Tô
- Tira uma sonequinha aí...
- Não. Se eu dormir à tarde, não durmo à noite. Aí fico vendo desenho até meia noite, mas não quero isso.

sexta-feira, abril 05, 2013


Registrada como homem, jovem luta para provar que nasceu mulher

Com o nome de Rogério Ramos, jovem está grávida do terceiro filho.Mulher diz ter ouvido insinuações de que era transexual.




Matéria de Raissa Natany publicada ontem (4) no G1 Acre. Até agora, foi replicada no Twitter 284 vezes, recomendada no Facebook por mais de 3 mil pessoas e comentada por mais de 900.
E não há como não falar dos famosos comentaristas de matérias. Aquelas centenas de pessoas que passam o dia na internet fazendo comentários descontextualizados e derrubando a teoria de que ler melhora a escrita.
Numa análise bem no nível "passando o pano", posso afirmar que três ou quatro centenas se prestaram a comentar que o Acre não existe, no máximo cem se compadeceram com a história do Rogério e o restante ficou por conta dos acreanos recalcados que só querem saber de defender o Acre, mas pouco se importam com o que leram.
É isso.
Mereço um chocolate?

quinta-feira, abril 04, 2013

Joelhinho, cabeça, joelhinho, cabeça

"Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles" 
Filtro Solar - Pedro Bial 

É no que eu tenho pensado todos os dias...
Aliás, sentido.
Meus joelhos já não são os mesmos desde o dia...Desde o dia em que eles começaram a doer sem aviso prévio.
É aquela dorzinha esporádica. O suficiente pra me preocupar, mas não para me fazer ir ao médico.
Vamos acompanhar...

quarta-feira, abril 03, 2013

Do mal


Sobre sistemas só tenho uma coisa a dizer: são do mal!
Tem sistema pra tudo. Pra banco, para atendimento, pro capitalismo e, raramente, você (mortal e pobre) consegue se beneficiar usando algum deles.
Com relação a bancos, por exemplo, considero sempre causa perdida. Se você chega e não pega fila, é mal atendido. Se pega fila pequena, quando chega a sua vez o sistema (sempre ele) está fora do ar. É algo que foi feito simplesmente para testar sua paciência aqui na Terra.
Tipo um teste que você tem que passar pra ver se consegue uma estrelinha dourada e acumula pontos no livro da vida, sabe?
A única parte interessante sobre esse processo todo é a oportunidade que você tem de fazer amigos, já que perde, na melhor as hipóteses, duas horas do dia.

terça-feira, abril 02, 2013

Diálogos do amor romântico




-Amor, olha que legal, o mapa do Brasil emoldurado! (eu)
-Hum. E qual o sentido disso? (ele)
-Decoração, cacete! (eu, óbvio)


quarta-feira, março 20, 2013

Onde? Quando? Por que?

Entre as dúvidas que perturbam minha mente nesta manhã de quarta-feira, listo:

Por que o vizinho corta cerâmica todos os dias depois das 23h?
Como pode um ônibus cruzar duas pistas movimentadas pra fazer sua rota?
Quando vão  terminar a obra de duplicação da rua que dá acesso a minha casa?
Qual é mesmo tamanho das casas da "Cidade do Povo"? (É que as publicidades do projeto mostram famílias felizes com 4 e 5 membros. Espero que caiba todo mundo)
Quando o vizinho vai acabar a obra dele?

terça-feira, março 19, 2013

Meu nome não é Ana – Parte 317



Se eu fosse contar todas as histórias relacionadas ao meu ‘não nome’ daria um livro. Acontece que ninguém ia comprar um livro de uma pessoa não se chama Ana, então eu conto aqui mesmo, que é de graça, e lê quem quer.

A de hoje de manhã:

Chego no cursinho de informática que to fazendo (soou meio colegial isso, né?). Na verdade é um curso de designer gráfico, com aulas uma vez por semana.
Bom, chego lá e o instrutor me cumprimenta:


- E aí, tudo bem contigo?
- Tudo e contigo?
-Bem também...Como é mesmo o teu nome, hein? Pera, eu acho que lembro...
-Acho que não, hein...
- É Ana!
-É, eu tava certa...

quinta-feira, março 14, 2013

Funciona assim...

Ou Isto ou Aquilo

Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

quarta-feira, março 13, 2013

Jornalismo Crepúsculo



No jornalismo, diz-se que certo veículo ‘chupou’ uma matéria do outro quando plagiou o texto alheio. Pelo menos era assim que se falava no meu tempo (que não faz muito).
Mas aí, de repente, as pessoas começam a utilizar as expressões a torto e a direito, sem analisar muito o contexto.
A cidade em que moro deve ter uns cinco sites de notícias mais expressivos. Destes, dois ou três se destacam nos quesitos imediatismo, instantaneidade e tal.
Aí acontece o fato. E todos escrevem sobre. E começa um zum zum zum jornalístico, uma série de indiretas no Twitter falando que fulano chupou matéria de fulano, que copiou fulano e zaz zaz zaz.
E aí o sentido de chupar matéria se perde e o que vale é o “quem publicar primeiro ganha a exclusividade do assunto”.
Minha gente, se há um fato, uma fonte, uma história, então é isso mesmo. Todo mundo fez a tarefa direitinho.
Agora se um ou outro veículo decidiu publicar a matéria horas ou um dia depois do outro, com a matéria parecida, isso não se configura necessariamente plágio.
Vâmo devagar que não é bem assim não.

sexta-feira, março 08, 2013

Sobre o nosso dia


Uma das poucas satisfações que a profissão de jornalista me proporciona é sair do quadrado. Ter a oportunidade de ouvir histórias reais, daquelas que te puxam pra Terra e te dão um pouco mais de noção nesse mundo de loucos.
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, fui com a equipe da OAB-AC fazer uma visita à Casa de Abrigo de Rio Branco. Um local que recebe mulheres vítima de violência e com risco eminente de morte.
Lá, existe segurança e uma equipe preparada para receber essas mulheres. Lá existem histórias que a gente nem imagina.
Existe a violência das estatísticas, aquela que pouco sai nos jornais. Existe a fragilidade e a revolta da impunidade.
Mulheres que registraram vários ‘boletins de ocorrência’ contra seus parceiros e nada acontece.
E aí, para não morrerem, elas se abrigam na Casa. Apesar de toda estrutura e atenção recebida, estar na Casa tem um preço: a liberdade.
Não é permitido sair de lá, há pouca comunicação com parentes, tudo isso para que o agressor fique o mais longe possível da vítima.
Mesmo que se façam todas as homenagens merecidas neste dia. Que mencionem nossa importância, nossa força e nosso crescente espaço no mercado de trabalho, nada será suficiente enquanto mulheres forem agredidas dentro de casa.
Entre flores e mimos, o que interessa hoje são políticas públicas e leis devidamente aplicadas. Estas sim nos honram.

Feliz Dia Internacional da Mulher a todas.

sábado, março 02, 2013

Aproveitando o ensejo...



Imaginem vocês que esta semana abro o e-mail e me deparo com uma situação do destino.
Chega na minha caixa de entrada um e-mail de um remetente que eu não conhecia. Achei que era spam e ia apagar sem ler, mas resolvi abrir.
Adivinha de quem era? Do vice-governador do Rio Grande do Norte, que, ao que parece, faz sua própria assessoria de imprensa.No e-mail, um release básico de assessoria que não me serviria muito.
Mas antes de me despedir, não poderia deixar essa oportunidade de ouro ir embora assim, né?
Segue a resposta:

Senhor Robinson, boa tarde.
Gostaria de pedir que retirasse meu e-mail de sua lista de contatos, pois sou jornalista sim, mas atuo no Estado do Acre.
Minha ligação com Rio Grande do Norte foi apenas a visita que fiz a esse Estado há duas semanas. Aproveitando o ensejo, como turista, peço que dêem uma atenção maior ao calçadão da Praia de Ponta Negra. O espaço é muito bonito, mas está deteriorado.

Atenciosamente,

Nattércia Damasceno

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Diário de Bordo - Parte II (do retorno)


A condição de ‘turista’ por si própria já nos deixa em desvantagem. Tudo é gasto. Tudo é vendido.
Quem se propõe a viajar já vai consciente disso. O que acontece é que às vezes cansa, entende? Cansa.
Então, em um city tour dado como cortesia pela empresa de passeios, um rapaz se apresentou como repórter fotográfico de uma revista de turismo da cidade e disse que naquela tarde nós estávamos “como muita sorte” pois “justamente naquele dia” a revista ia fazer uma matéria sobre os pontos turísticos da cidade.
Ele perguntou quem estaria disposto a ceder a imagem para o material, tirou fotos nossas com placas identificatórias para auxiliar o editor na hora de fechar a matéria e passou a tarde inteira nos fotografando. No fim do passeio, perguntou quem ia ficar com o DVD com as fotos, que custava R$50.
Eu já imaginava que isso custaria alguma coisa e imagino também que essa estratégia deva funcionar bastante, mas não é chato?

O que eu espero mesmo é que o equipamento seja do veículo ou que o rapaz tenha noção da desvalorização da sua câmera com esse click click desmedido.
Tirando essa parte, foi mesmo um prazer conhecer a cidade. A visita ao Forte dos Reis Magos valeu a aula de História in loco. É interessante ver onde tudo começou.
Depois passamos pelo centro da cidade e terminamos a tarde vendo aquele pôr-do-sol laranja. Acho lindo o céu tomado de laranja, mas penso que se unisse com o nosso lilás-fim-de-tarde-na-gameleira ficaria mesmo uma belezura, hein?


O hotel mais antigo de Natal
Meu prédio favorito

Peculiaridades

Ponte Newton Navarro


No Forte
Forte dos Reis Magos


Dimensões

Pôr-do-sol-alaranjado


domingo, fevereiro 17, 2013

Diário de Bordo - O Retorno!





Depois dessas últimas férias, resolvi retomar a série “Diário de bordo”, porque a viagem merece.
É certo que os posts não são mais divertidos, porque, ao que parece, eu aprendi a viajar. Não esqueço mais mala em aeroporto, pessoas malucas deixaram de cruzar o meu caminho e me tornei uma adulta um tanto antipática.
O último destino foi Natal, capital do Rio Grande do Norte (sim, o Nordeste de novo).
Gosto do Nordeste, não vou mentir. A água é quentinha, o povo mais acolhedor e eu ainda não conheci tudo.
Quem me acompanhou nesta aventura foi o marido. E a intenção era aproveitar uma intensa semana de praia, sol, praia, shopping, cinema, compras, diversão e, se desse tempo, descanso.
Ficamos hospedados em um hotel na Praia de Ponta Negra, que é 90% tomada pela rede hoteleira.
A praia é linda. O Morro do Careca é lindo e só. O calçadão da praia, além de estar todo quebrado, não oferece estrutura suficiente ao turista. Não encontrei uma farmácia decente (e olha que eu só queria comprar uma loção pós-sol)
À noite o espaço também deixa a desejar e não há como não compará-lo às cidades vizinhas. Fortaleza, Recife, João Pessoa e até Porto Seguro, que é bem menor, oferecem um ambiente mais completo. Então gastávamos mais e íamos jantar no shopping mais próximo.
No segundo dia de viagem fizemos o famoso passeio de buggy pelo litoral Norte do Estado. Passamos por várias praias e conhecemos algumas, mas, para nosso azar, aquele não era o dia do buggueiro(nem sei se o termo existe, mas é assim que passarei a chamar o motorista do buggy)
O passeio, que costuma ser feito com dois casais, foi apenas conosco, porque o outro casal desistiu de última hora. Não sei se esse era o motivo do mau humor do buggueiro, mas ele não se esforçou muito para disfarçar. Fazia breves paradas nos pontos turísticos, não explicava muito bem, nem se disponibilizava a tirar fotos nossas, já que estávamos só nós. Quando o fez, não se deu nem ao trabalho de sair do veículo (daí vocês imaginam a qualidade do clique).
Vi muitos outros profissionais sendo super atenciosos com os clientes e senti inveja do buggueiro deles.
Depois desse dia a coisa desandou. Parece que todos os potiguares decidiram descontar a raiva na nossa frente.
Era buggueiro brigando com buggueiro, taxista com taxista, a moça do balcão da lanchonete com a colega do trabalho. Enfim, todo mundo muito insatisfeito porque estávamos de férias e eles não.
Deu a impressão que o potiguar carrega bem a herança do cabra arretado do sertão e conta com forte influência do jeitinho brasileiro de ser.
Espero mesmo estar errada, mas essa foi a impressão que ficou. Pessoas carrancudas, de cara fechada e que nem bom dia respondiam.

*Continua...

domingo, janeiro 20, 2013

V for Vendetta


De repente meu pior inimigo é um sapo. Sim, um sapo desses verdes que pulam.
Não é  assim um ‘sapo cururu da beira do rio’, mas também não é uma rãzinha qualquer, entende?

Então na semana passada eu abri a porta de casa pra ir buscar algo lá fora e ele estava lá. Fiquei calada.
Saí e quando voltei ele tinha dado um pulo para dentro casa.
Falei:
“Sapo, eu não te convidei pra entrar. Pode ir dando o fora”.
Ele entendeu, deu um pulo de volta, eu fechei a porta e seguimos a vida.

Daí semana passada estava eu assistindo a um filminho, no escurinho do meu quarto, alone, quando vejo o cobertor se mexer.
Achei que meus óculos estavam sujos. Dei uma limpada, olhei de novo e jump, o cobertor se mexeu novamente.
Dei um pulo olímpico, abri a porta e fui chamar o marido, que é quem resolve esse tipo de coisa aqui em casa.
Ele pegou o cabo de vassoura e quando levantamos a coberta, quem era? Isso mesmo, o sapo vingador.
Não sei explicar como ele foi parar embaixo da minha coberta e nem quero pensar em quanto tempo ele passou ali. Sei que marido pegou o sapo e jogou no quintal.

Até aí achava que o problema estava resolvido. Estávamos quites. Eu o magoei e ele me sacaneou. Beleza.

Entretanto, porém, todavia, a situação continua. Ontem, chegando da festa, enquanto o marido abria o portão, o sapo pulou dando uma voadora em mim. Como esperado, dei um grito desses de mulherzinha e falei alguns palavrões de macho.
Meu, duas da manhã, o sapo tava namorando perto do portão (vi a sapinha lá esperando) e o cara para o que ta fazendo pra me atacar?
Dá licença, sapo!
Da próxima vez, cabeças de sapo rolarão. Já está avisado.
*E pelo nível do troll, espero que me siga nas redes, assim já sabe o que te aguarda!