Entre as dúvidas que perturbam minha mente nesta manhã de quarta-feira, listo:
Por que o vizinho corta cerâmica todos os dias depois das 23h?
Como pode um ônibus cruzar duas pistas movimentadas pra fazer sua rota?
Quando vão terminar a obra de duplicação da rua que dá acesso a minha casa?
Qual é mesmo tamanho das casas da "Cidade do Povo"? (É que as publicidades do projeto mostram famílias felizes com 4 e 5 membros. Espero que caiba todo mundo)
Quando o vizinho vai acabar a obra dele?
quarta-feira, março 20, 2013
terça-feira, março 19, 2013
Meu nome não é Ana – Parte 317
Se eu fosse contar todas as histórias relacionadas ao meu ‘não
nome’ daria um livro. Acontece que ninguém ia comprar um livro de uma pessoa
não se chama Ana, então eu conto aqui mesmo, que é de graça, e lê quem quer.
A de hoje de manhã:
Chego no cursinho de informática que to fazendo (soou meio
colegial isso, né?). Na verdade é um curso de designer gráfico, com aulas uma
vez por semana.
Bom, chego lá e o instrutor me cumprimenta:
- E aí, tudo bem contigo?
- Tudo e contigo?
-Bem também...Como é mesmo o teu nome, hein? Pera, eu acho
que lembro...
-Acho que não, hein...
- É Ana!
-É, eu tava certa...
quinta-feira, março 14, 2013
Funciona assim...
Ou Isto ou Aquilo
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
quarta-feira, março 13, 2013
Jornalismo Crepúsculo
No jornalismo, diz-se que certo veículo ‘chupou’ uma matéria
do outro quando plagiou o texto alheio.
Pelo menos era assim que se falava no meu tempo (que não faz muito).
Mas aí, de repente, as pessoas começam a utilizar as
expressões a torto e a direito, sem analisar muito o contexto.
A cidade em que moro deve ter uns cinco sites de notícias
mais expressivos. Destes, dois ou três
se destacam nos quesitos imediatismo, instantaneidade e tal.
Aí acontece o fato. E todos escrevem sobre. E começa um zum
zum zum jornalístico, uma série de indiretas no Twitter falando que fulano
chupou matéria de fulano, que copiou fulano e zaz zaz zaz.
E aí o sentido de chupar matéria se perde e o que vale é o
“quem publicar primeiro ganha a exclusividade do assunto”.
Minha gente, se há um fato, uma fonte, uma história, então é
isso mesmo. Todo mundo fez a tarefa direitinho.
Agora se um ou outro veículo decidiu publicar a matéria
horas ou um dia depois do outro, com a matéria parecida, isso não se configura
necessariamente plágio.
Vâmo devagar que não é bem assim não.
sexta-feira, março 08, 2013
Sobre o nosso dia
Uma das poucas satisfações que a profissão de jornalista me
proporciona é sair do quadrado. Ter a oportunidade de ouvir histórias reais,
daquelas que te puxam pra Terra e te dão um pouco mais de noção nesse mundo de
loucos.
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, fui com a
equipe da OAB-AC fazer uma visita à Casa de Abrigo de Rio Branco. Um local que
recebe mulheres vítima de violência e com risco eminente de morte.
Lá, existe segurança e uma equipe preparada para receber
essas mulheres. Lá existem histórias que a gente nem imagina.
Existe a violência das estatísticas, aquela que pouco sai
nos jornais. Existe a fragilidade e a revolta da impunidade.
Mulheres que registraram vários ‘boletins de ocorrência’
contra seus parceiros e nada acontece.
E aí, para não morrerem, elas se abrigam na Casa. Apesar de
toda estrutura e atenção recebida, estar na Casa tem um preço: a liberdade.
Não é permitido sair de lá, há pouca comunicação com
parentes, tudo isso para que o agressor fique o mais longe possível da vítima.
Mesmo que se façam todas as homenagens merecidas neste dia.
Que mencionem nossa importância, nossa força e nosso crescente espaço no
mercado de trabalho, nada será suficiente enquanto mulheres forem agredidas
dentro de casa.
Entre flores e mimos, o que interessa hoje são políticas públicas
e leis devidamente aplicadas. Estas sim nos honram.
Feliz Dia Internacional da Mulher a todas.
sábado, março 02, 2013
Aproveitando o ensejo...
Imaginem vocês que esta semana abro o e-mail e me deparo com
uma situação do destino.
Chega na minha caixa de entrada um e-mail de um remetente
que eu não conhecia. Achei que era spam e ia apagar sem ler, mas resolvi abrir.
Adivinha de quem era? Do vice-governador do Rio Grande do
Norte, que, ao que parece, faz sua própria assessoria de imprensa.No e-mail, um release básico de assessoria que não me
serviria muito.
Mas antes de me despedir, não poderia deixar essa
oportunidade de ouro ir embora assim, né?
Segue a resposta:
Senhor Robinson, boa tarde.
Gostaria de pedir que retirasse meu e-mail de sua lista de contatos, pois sou jornalista sim, mas atuo no Estado do Acre.
Minha ligação com Rio Grande do Norte foi apenas a visita que fiz a esse Estado há duas semanas. Aproveitando o ensejo, como turista, peço que dêem uma atenção maior ao calçadão da Praia de Ponta Negra. O espaço é muito bonito, mas está deteriorado.
Atenciosamente,
Nattércia Damasceno
Gostaria de pedir que retirasse meu e-mail de sua lista de contatos, pois sou jornalista sim, mas atuo no Estado do Acre.
Minha ligação com Rio Grande do Norte foi apenas a visita que fiz a esse Estado há duas semanas. Aproveitando o ensejo, como turista, peço que dêem uma atenção maior ao calçadão da Praia de Ponta Negra. O espaço é muito bonito, mas está deteriorado.
Atenciosamente,
Nattércia Damasceno
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
Diário de Bordo - Parte II (do retorno)
A condição de ‘turista’ por si
própria já nos deixa em desvantagem. Tudo é gasto. Tudo é vendido.
Quem se propõe a viajar já vai
consciente disso. O que acontece é que às vezes cansa, entende? Cansa.
Então, em um city tour dado como
cortesia pela empresa de passeios, um rapaz se apresentou como repórter
fotográfico de uma revista de turismo da cidade e disse que naquela tarde nós
estávamos “como muita sorte” pois “justamente naquele dia” a revista ia fazer
uma matéria sobre os pontos turísticos da cidade.
Ele perguntou quem estaria
disposto a ceder a imagem para o material, tirou fotos nossas com placas identificatórias
para auxiliar o editor na hora de fechar a matéria e passou a tarde inteira nos
fotografando. No fim do passeio, perguntou quem ia ficar com o DVD com as
fotos, que custava R$50.
Eu já imaginava que isso custaria
alguma coisa e imagino também que essa estratégia deva funcionar bastante, mas
não é chato?
O que eu espero mesmo é que o
equipamento seja do veículo ou que o rapaz tenha noção da desvalorização da sua
câmera com esse click click desmedido.
Tirando essa parte, foi mesmo um
prazer conhecer a cidade. A visita ao Forte dos Reis Magos valeu a aula de
História in loco. É interessante ver onde tudo começou.
Depois passamos pelo centro da
cidade e terminamos a tarde vendo aquele pôr-do-sol laranja. Acho lindo o céu
tomado de laranja, mas penso que se unisse com o nosso lilás-fim-de-tarde-na-gameleira
ficaria mesmo uma belezura, hein?
| O hotel mais antigo de Natal |
| Meu prédio favorito |
| Peculiaridades |
| Ponte Newton Navarro |
| No Forte |
| Forte dos Reis Magos |
| Dimensões |
| Pôr-do-sol-alaranjado |
domingo, fevereiro 17, 2013
Diário de Bordo - O Retorno!
Depois dessas últimas férias,
resolvi retomar a série “Diário de bordo”, porque a viagem merece.
É certo que os posts não são mais
divertidos, porque, ao que parece, eu aprendi a viajar. Não esqueço mais mala
em aeroporto, pessoas malucas deixaram de cruzar o meu caminho e me tornei uma
adulta um tanto antipática.
O último destino foi Natal,
capital do Rio Grande do Norte (sim, o Nordeste de novo).
Gosto do Nordeste, não vou
mentir. A água é quentinha, o povo mais acolhedor e eu ainda não conheci tudo.
Quem me acompanhou nesta aventura
foi o marido. E a intenção era aproveitar uma intensa semana de praia, sol,
praia, shopping, cinema, compras, diversão e, se desse tempo, descanso.
Ficamos hospedados em um hotel na
Praia de Ponta Negra, que é 90% tomada pela rede hoteleira.
A praia é linda. O Morro do
Careca é lindo e só. O calçadão da praia, além de estar todo quebrado, não
oferece estrutura suficiente ao turista. Não encontrei uma farmácia decente (e
olha que eu só queria comprar uma loção pós-sol)
À noite o espaço também deixa a
desejar e não há como não compará-lo às cidades vizinhas. Fortaleza, Recife,
João Pessoa e até Porto Seguro, que é bem menor, oferecem um ambiente mais
completo. Então gastávamos mais e íamos jantar no shopping mais próximo.
No segundo dia de viagem fizemos
o famoso passeio de buggy pelo litoral Norte do Estado. Passamos por várias
praias e conhecemos algumas, mas, para nosso azar, aquele não era o dia do
buggueiro(nem sei se o termo existe, mas é assim que passarei a chamar o
motorista do buggy)
O passeio, que costuma ser feito
com dois casais, foi apenas conosco, porque o outro casal desistiu de última
hora. Não sei se esse era o motivo do mau humor do buggueiro, mas ele não se
esforçou muito para disfarçar. Fazia breves paradas nos pontos turísticos, não
explicava muito bem, nem se disponibilizava a tirar fotos nossas, já que
estávamos só nós. Quando o fez, não se deu nem ao trabalho de sair do veículo
(daí vocês imaginam a qualidade do clique).
Vi muitos outros profissionais
sendo super atenciosos com os clientes e senti inveja do buggueiro deles.
Depois desse dia a coisa
desandou. Parece que todos os potiguares decidiram descontar a raiva na nossa
frente.
Era buggueiro brigando com
buggueiro, taxista com taxista, a moça do balcão da lanchonete com a colega do
trabalho. Enfim, todo mundo muito insatisfeito porque estávamos de férias e
eles não.
Deu a impressão que o potiguar
carrega bem a herança do cabra arretado do sertão e conta com forte influência
do jeitinho brasileiro de ser.
Espero mesmo estar errada, mas
essa foi a impressão que ficou. Pessoas carrancudas, de cara fechada e que nem
bom dia respondiam.
*Continua...
domingo, janeiro 20, 2013
V for Vendetta
De repente meu pior inimigo é um sapo. Sim, um sapo desses
verdes que pulam.
Não é assim um ‘sapo
cururu da beira do rio’, mas também não é uma rãzinha qualquer, entende?
Então na semana passada eu abri a porta de casa pra ir
buscar algo lá fora e ele estava lá. Fiquei calada.
Saí e quando voltei ele tinha dado um pulo para dentro casa.
Falei:
“Sapo, eu não te convidei pra entrar. Pode ir dando o fora”.
Ele entendeu, deu um pulo de volta, eu fechei a porta e
seguimos a vida.
Daí semana passada estava eu assistindo a um filminho, no
escurinho do meu quarto, alone, quando vejo o cobertor se mexer.
Achei que meus óculos estavam sujos. Dei uma limpada, olhei de novo e jump, o cobertor se mexeu novamente.
Dei um pulo olímpico, abri a porta e fui chamar o marido,
que é quem resolve esse tipo de coisa aqui em casa.
Ele pegou o cabo de vassoura e quando levantamos a coberta,
quem era? Isso mesmo, o sapo vingador.
Não sei explicar como ele foi parar embaixo da minha coberta
e nem quero pensar em quanto tempo ele passou ali. Sei que marido pegou o sapo
e jogou no quintal.
Até aí achava que o problema estava resolvido. Estávamos
quites. Eu o magoei e ele me sacaneou. Beleza.
Entretanto, porém, todavia, a situação continua. Ontem,
chegando da festa, enquanto o marido abria o portão, o sapo pulou dando uma voadora
em mim. Como esperado, dei um grito desses de mulherzinha e falei alguns palavrões de macho.
Meu, duas da manhã, o sapo tava namorando perto do portão (vi
a sapinha lá esperando) e o cara para o que ta fazendo pra me atacar?
Dá licença, sapo!
Da próxima vez, cabeças de sapo rolarão. Já está avisado.
*E pelo nível do troll, espero que me siga nas redes, assim
já sabe o que te aguarda!
segunda-feira, dezembro 10, 2012
"São tempos difíceis para os sonhadores"
Contrariando as previsões astronômicas
que definem pessoas do meu signo como criaturas com forte dificuldade em
finalizar projetos e com personalidade instável, eu sigo.
Sigo na teimosia de quem acredita
que seja mais que um capricho. Que seja um sonho, desses de vida.
E mais uma vez, sendo a geminiana
que sou, ou melhor, que me disseram ser, vou avaliando o caminho e tentando
conciliar a inconstância de dormir querendo aprender a andar de bicicleta e
acordar querendo jogar vôlei. Não é fácil, mas possível.
'São tempos difíceis para os sonhadores' (Fabuloso Destino de Amélie Poulain) . Até pra reconhecer a
diferença entre sonho e insanidade. Entre fazer o possível de forma excelente e
dar passos maiores que as pernas. São decisões e escolhas que transformam esse sonho em realidade.
quarta-feira, dezembro 05, 2012
"Tempo, faço um acordo contigo"
"O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera - se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais."
Napoleão Bonaparte
A cada dia me dou conta disso. Depois da saúde, tempo anda sendo uma das coisas que mais prezo.
Valorizo cada segundo do sinal verde do semáforo e morro anos quando perco horas esperando para ser atendida em uma fila de banco.
quarta-feira, outubro 17, 2012
Os doidos da minha rua
Atraio malucos desde 1957. Para ser mais exata, desde que
publiquei um texto chamado “História de Doido".
Isso deve ter ativado uma espécie de para-raio, só que de maluco e,
de alguma forma, eles se identificam comigo.
Na rua do novo estúdio, por exemplo, tenho dois amigos. Dão
uma passada lá, pedem água, contam as mesmas histórias e vão embora.
Ontem um me pediu uma moeda de um real, ‘daquela redondinha’,
pra ele escutar Alexandre (Pires, suponho), na máquina de música do boteco da
esquina.
Eu não tinha.
“Vê aí, mulher, só um real!”
“Poxa, to sem moeda aqui...”
“Tá, eu vou ali conseguir”
“Tá bom...”
15 minutos depois passa ele lá na frente me mostrando a
moeda, todo feliz.
Dei um ‘joinha’ e seguimos a vida. Ele com Alexandre e eu
com o Marco, Miro (pedreiro) e a reforma do estúdio.
sábado, outubro 13, 2012
Como estragar um sábado de manhã
Meu cartão não está fazendo compras no débito. Não consta
problema no sistema do BB. Peço outro cartão. Peço pra entregarem no meu
endereço novo. Pedem pra eu refazer a ligação e, na opção 6, alterar endereço.
Pedem uma senha de 4 dígitos. Não tenho essa senha. Pedem para que eu vá a um
caixa eletrônico mais próximo fazer essa senha. Não quero ir. Ligo de novo. Peço para entregarem
na agência. Uma fila de banco não pode ser pior que essa maratona. Peço para
irem à...(mentira. mas eles bem merecem)
sábado, setembro 08, 2012
Enganação cinematográfica
Fazia tempo que eu não caía em uma dessas ciladas cinematográficas,
mas era uma manhã de sábado e eu estava com pouca coragem, então, por que não?
Vi a sinopse, o ano, as atores... “É, acho que dá pra
assistir”, pensei. Ryan Reynolds não é lá meu ator preferido, mas apareceu sem
camisa nos primeiros dez minutos de filme. Vamos dar uma chance então...
Número 9 é um filme de 2007, cuja sinopse, segundo o
Telecine Action, era a seguinte:
“Três personagens distintos tem suas vidas alteradas por
enigmáticos fatos. Um ator problemático, uma apresentadora de um programa de
entrevistas e uma consagrada criadora de videogames têm suas vidas cruzadas de
uma maneira misteriosa pelo número 9”.
Não parece tão ruim, não é mesmo? MAS É!
Que me perdoem os amantes do cinema ou aqueles que têm um
grau intelectual maior, mas perdi 99 minutos da minha vida.
Tempo este que poderia ter sido gasto em coisas mais úteis,
como limpar meu banheiro ou organizar meu escritório.
No último segundo do filme, quando você percebe que não tem
mais jeito mesmo, que não dá mais tempo do negócio fazer sentido, você só tem
vontade de saber quem é o trombadinha responsável por isso. E o nome dele é
Jonh August, que eu não quero mais nem saber o que produziu ou irá produxir para o resto da vida.
Passar bem!
Just married
Enquanto isso, no lar doce lar...
Tarde de sábado, a esposa arrumando a casa e o marido vendo filme. Deu-se o diálogo:
- Sabia que os macacos não sabem nadar?
- Sério? E eles sabem arrumar a casa?
-Calmaí, amorrrrr!
:)
Tarde de sábado, a esposa arrumando a casa e o marido vendo filme. Deu-se o diálogo:
- Sabia que os macacos não sabem nadar?
- Sério? E eles sabem arrumar a casa?
-Calmaí, amorrrrr!
:)
terça-feira, agosto 28, 2012
Sobre sonhos
Nunca gostei de frases feitas. Sempre achei pobre se apropriar do pensamento alheio pra seguir a vida.
Hoje penso diferente. Cheguei a uma fase da vida que é preciso um empurrão do outro pra que eu possa continuar
E aí veio o Pinterest, que é outra nova onda social para compartilhar imagens.
E, como eu sou chique, coleciono frases em inglês, só pra achar que my english is not too bad.
E fiz da frase do Lowell Lundstrom (que eu não faço a mínima idéia de quem seja), meu mantra pra vida.
Hoje penso diferente. Cheguei a uma fase da vida que é preciso um empurrão do outro pra que eu possa continuar
E aí veio o Pinterest, que é outra nova onda social para compartilhar imagens.
E, como eu sou chique, coleciono frases em inglês, só pra achar que my english is not too bad.
E fiz da frase do Lowell Lundstrom (que eu não faço a mínima idéia de quem seja), meu mantra pra vida.
segunda-feira, agosto 27, 2012
Pensa
Eu nasci pensa. Sabe como é? É quando você pende pra um lado. É torta, desequilibrada.
A esse desequilíbrio soma-se a desatenção e surge eu. Eu bonita, morena e cheia de hematomas roxos nas canelas.
A esse desequilíbrio soma-se a desatenção e surge eu. Eu bonita, morena e cheia de hematomas roxos nas canelas.
quarta-feira, abril 18, 2012
Este blog não morreu!
Apesar dos boatos, da desatualização, dos comentários pornográficos. Apesar das redes, das novidades tecnológicas e de tudo mais. Ele ainda vive. Vive na intenção de ser alimentado e respira com a ajuda de aparelhos.
Intenção é algo que não me falta. Eu sempre tenho vontade de escrever, mesmo que não agrade.
O que falta é exercitação, porque escrever exige tanta disciplina quanto malhar e, para essas duas atividades, sou uma à toa na vida.
Vou, mas volto.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Pagando de DJ
E só quando a gente entra no carro que lembra “Putz, não gravamos um novo CD”. Porque o carro é movido a gasolina, que é movido por mim, que sou movida por música (não necessariamente boa).
A ressalva é que sofro de uma espécie de Surto de Incoerência Musical e volta e meia faço umas misturas sem sentido.
Ainda não estabeleci um critério para a gravação dos meus CDs do carro e isso irrita muito a Lombinho.
É claro que existem os clássicos “Músicas para ouvir indo para Capixaba - 2009” ou “O melhor de setembro de 2008”, mas eles nunca mantêm um padrão musical.
Então de repente você está aqui ouvindo Gun’s e pula para Victor & Léo, que volta para Shakira, seguindo uma linearidade que não segue nada.
Mas daí hoje, numa sexta-feira 13, quando o céu amanheceu cinza, mas o dia acordou feliz, achei uma pasta em um desses CDs que me fez pensar que eu ainda tenho jeito.
Uma playlist recheada de Boas Canções Para se Ouvir Indo Para o Trabalho numa Sexta-feira que nem eu acreditei que tinha feito.
Um excelente repertório com a presença de Elvis Presley, Rolling Stones, Eagles, Creedence, A-HA e muito twist. Deu até orgulho de mim.
terça-feira, janeiro 10, 2012
O problema é...
Esses dias descobri porque o mundo anda assim, maluco. Foi preciso muita reflexão, falta do que fazer e balanço de rede, mas descobri. O problema é (lá vai): não se colocar no lugar do outro. Isso mesmo. Só isso. O problema é bem simples.
A gente não se coloca no lugar do outro, por isso a dificuldade em resolver as coisas.
Por isso as pessoas estacionam nas vagas prioritárias, dirigem bêbadas, furam filas e atrapalham a vida alheia.
E é por isso também que o vizinho quebra a nossa a telha e não se importa muito com isso, porque não foi a telha dele que quebrou e não é o sofá dele que molha quando chove.
Ele só entenderia se eu fosse à casa dele e jogasse um balde de água no sofá, mas isso eu não posso fazer, né? Não posso ajudar as pessoas a entenderam coisas simples. Porque, afinal, não é o sofá dele que tá molhando.
Depois da descoberta, ando tentando exercitar, sabe? Não atrapalhar tanto a vida dos outros, mesmo que eles tornem a minha um inferno.
É um exercício diário de paciência, amor ao próximo...Porra, custa arrumar a telha?
terça-feira, novembro 22, 2011
É comigo?
Já não basta o mundo ser empestado de pessoas sem noção. Não, elas também têm que ser melindrosas.
Aquelas com melindre, sabe? A tal “facilidade em se ofender”. E, nesse caso, o ditado popular “Se a carapuça serve” é regra. Pra esse tipo de gente, ela sempre serve.
Estão sempre falando com ela, dela, pra ela. Digam-me vocês se isso não é um problema?
É uma síndrome que afeta o sistema racional do cidadão e ele se torna incapaz de interpretar coisas simples, do dia-a-dia.
E não é coisa de pobre não. É de todo mundo. Do analfabeto ao mais instruído (o que é pior).
Aí você respira, conta até 10 e volta, porque não tem outro mundo pra viver mesmo...
terça-feira, novembro 01, 2011
Eu desejo...
Dizem que se a gente conta o pedido, ele não acontece. Mas e quando ele não acontece mesmo a gente mantendo segredo?
Há pelos menos 17 aniversários peço para ser menos desastrada. É sério, eu peço.
Desastres nunca são bons. Atrapalham o ciclo natural das coisas, tiram nossa paz, sujam nossa roupa e nosso carro.
Hoje eu estava incumbida de trazer o Nescau do café da manhã (sim, Nescau mesmo. Não ganho nada da Nestlé, mas não uso outro achocolatado, uso Nescau, ora bolas).
Deste Nescau, 56% derramou no carro, 30% na sacola do supermercado, 4% no elevador do trabalho e 10% em nossos três copos.
Logo, não adianta apertar os olhos em frente às velas e pedir menos desastre. O negócio é não trazer mais Nescau para o trabalho.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Eu e o telefone
-Alô.
-Oi, Natécinha?
- Oi.
- A mãe vai demorar...
- Tá bom, mãe. Beijo.
- A mãe ta aqui na vó.
- Tá bom, mãe. Beijo.
- Tá a fulana, a sicrana, a...
- Tá bom, mãe. Beijo.
- Tá ouvindo?
- Tô, mãe. Já entendi. Um beijo.
domingo, setembro 18, 2011
mudar = transtornar
Transtorno
s.m. Ato ou efeito de transtornar.
Contrariedade; contratempo.
Desarranjo.
Perturbação mental.
Transtorno também pode ser conhecido quando seu vizinho resolve construir uma nova casa próxima ao seu muro e precisa mudar a sua antena da Sky de lugar.
Mudar
v.t. Remover, pôr em outro lugar, deslocar.
Alterar, modificar, transformar, converter.
Trocar, substituir.
V.i.. e v.pr. Transferir a residência, trocar de domicílio.
Alterar, modificar, transformar, converter.
Trocar, substituir.
V.i.. e v.pr. Transferir a residência, trocar de domicílio.
O que acontece é que quando se trata de coisas feitas na minha casa, “mudar e transtornar” se tornam intimamente ligados.
Mudar a antena de lugar é praticamente invocar a Teoria do Caos.
“Uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto.”
Fonte: Mundo Estranho
Logo, o que era pra ser uma troca de antena, uma reprogramação do sinal e ponto final, se transformou em cinco dias seguidos de ligação para Sky, cinco números de protocolo, cinco dias sem sinal, quatro agendamentos de reinstalação, uma solicitação de reinstalação particular, desembolso de um serviço que deveria ter sido realizado gratuitamente, horas de irritação, dias de cão e um futuro processo.
Viu?
Não é só trocar a antena de lugar. É O CAOS!
Aos dias
O domingo é da impaciência. Dela que traz consigo a angústia, a falta de esperança, o ‘não vai dar certo’.
Segunda, pode chegar.
E venha sem pena.
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