terça-feira, janeiro 18, 2011

do you speak english?

Sabe aquela história de que quando a gente come muito à noite, acaba sonhando loucura? Pois então. É verdade.

Comi tanta pizza ontem que mais tarde fui parar em Connecticut pra estudar inglês. É claro que eu não estava sozinha. Minha inseparável amiga Fabiana de sonhos nonsenses tava comigo.

Não sei dizer direito como chegamos lá, mas era uma escola bem rígida. Antes, demos uma passadinha no shopping e Fabiana comprou um milkshake do Bob’s que tava meio estranho. Tinha bolinhas de farinha de tapioca dentro e não combinou legal.

Sentamos numa mesa com alguns geeks e reclamamos da má qualidade de milkshakes daquele país.

Depois seguimos pra escola e ficamos esperando nos chamarem pra turma de iniciantes, cause we no speak americano very well.

The end.

sábado, janeiro 15, 2011

Pronto. Falei.

Só tenho duas convicções na vida:

1ª Que "né fácil não..."
2ª Mas que "vai dar certo. Sempre dá"

O suficiente pra ir levando até 2098.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Nada de tutz tutz

Existem pessoas que nasceram para brilhar e aquelas que não nasceram pra andar de bicicleta ( sou eu). Existem as que não sabem nem nadar nem andar de bicicleta e, ainda, aquelas que simplesmente não nasceram para ter uma super Mobile Sound Box – vulgo ‘caixinha de som da Bolívia’(eu de novo). Sim, aquelas com um design ‘retrô’, um barulho infernal e luzes piscantes.

Aquelas que empestaram não só a Bolívia, mas os boxes do camelódromo e, principalmente, o Terminal Urbano.

Pois então, tenho duas. Vejam vocês que não tenho vocação para a galerosidade, porque eu fiz um alto investimento no negócio e quando ele chega nas minhas mãos, simplesmente para de funcionar.

Não vou aqui me justificar. Eu queria uma e comprei, oras. Queria mesmo. Não vou mentir.

Queria pra poder levar para os encontros de meninas e pra fazer a trilha sonora dos meus ensaios fotográficos no estúdio. E elas me pareceram a melhor solução: preço baixo e satisfação garantida.

Engano meu. A primeira que comprei (minha preferida, inclusive), durou um encontro de fuinhas só. Depois disso ela parou e nunca mais carregou.

Voltei à Bolívia. Já que era pra comprar um carregador, melhor mesmo era comprar outra. Fiz mais: comprei uma nova e um carregador – assim eu poderia atacar de DJ tanto em casa como no estúdio.

Nada também. Estão lá as duas paradas. Vai entender...

domingo, janeiro 02, 2011

Day 1

E lá se foi o primeiro dia do ano. E como esta é a época ideal para promessas, metas e afins, desejo escrever mais este ano.

Outra coisa que eu pensei em colocar aqui antes de findar o dia e que vai, no máximo, causar antipaia, é sobre um trecho do último discurso do ex-governador do Acre, Binho Marques, que eu ouvi enquanto estava indo pra casa nessa madrugada.
Ele dizia que sua equipe fez um governo baseado em sonhos...em realizar sonhos. Foram palavras bonitas e eu fiquei pensando naquilo antes de dormir...O único porém é que os sonhos deles são diferentes dos nossos.
O povo tem sonhos simples: rua asfaltada, saneamento básico, uma saúde não tão ruim...
Pontes e monumentos são complementos.
Quando alguém sacar essa fórmula, vai ser bem mais fácil administrar....
Boa sorte!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Vem, 2011, vem!

De repente a vibe do ‘adeus ano velho, feliz ano novo’ me pegou. E de uma forma até mítica/mística/organizadora/clichê.

Foi depois que eu li um daqueles textos óbvios de mudanças de vida, com coisas que todo mundo sabe que deve fazer, mas precisa ler para acordar.

Por isso, a palavra de ordem é ‘faxina’. Uma limpeza de corpo, mente e quarto sujo. Sem medo de rinite. Porque o momento pede. E porque eu comprei minha agenda nova, oras!

A foto é uma celebração à amizade e aos 365 dias que virão!

Saúde, paciência e dinheiro pra vocês.

terça-feira, dezembro 28, 2010

5 anos de Sugestível


Sugestível fez 5 anos ontem. Só lembrei agora.
Acho que ele não anda muito feliz com a idade. Se eu fosse um blog, também não estaria. Aliás, se eu fosse um blog como ele, escrito por uma dona que segue modinhas, estaria pra lá de insatisfeito.
Mas 'vâmo que vâmo'.
Vida longa...

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Reflexões


Fazendo um balanço anual de todas as coisas adquiridas este ano, diria que, fotograficamente falando, minha vida pode ser divida entre antes e depois da aquisição da minha super simpática lente 50mm 1.8 mesmo.

Pense numa lente deliciosa! Coisinha pequena mais eficiente...

Agora falando em mudança de vida e comportamento. Tipo um divisor de águas mesmo, aí eu diria que essa transformação aconteceu depois que eu comprei a minha raquete mata-mosquito. Sou praticamente a maior exterminadora de carapanãs do Acre, quiçá do Brasil.

E que venha 2011!

quinta-feira, novembro 25, 2010

Do que realmente importa

Coisas que me interessam enquanto estou na minha sessão de acupuntura:

Quanto tempo passarei com as aguhlinhas no meu corpo.
A temperatura do ar-condicionado.

Coisas que não me interessam enquanto estou na minha sessão de acupuntura:

O nome do compositor da música chinesa que toca.
Que o colega da cabine ao lado está solteiro, falando isso para moça ao celular e para todos da sala.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Da série "Eu moro difícil"

Hoje é mais um dia daqueles em que me irrito por morar no Acre. Se eu fosse contar quantos textos de #mimimi sobre o Acre tem esse blog, daria metade das publicações.
Mas isso só acontece porque eu sou teimosa. Porque se eu fosse conformada, eu viveria em paz. Passaria meus dias sabendo que as coisas são difíceis para chegar aqui e pronto.
O que eu não aceito é quando elas simplesmente não conseguem chegar aqui, entende?
Já estou acostumada a pagar fretes e tarifas exorbitantes, mas o fato de o produto simplesmente não chegar aqui me faz achar que toda aquela briga entre Brasil e Bolívia não valeu de nada. É retroceder além do que eu me permito.
Então eu resolvo levar em frente essa ideia de ser uma empresária/empreendedora de sucesso, mas eu vou falar uma coisa pra vocês, ô coisinha difícil.
Na minha última viagem conheci o trabalho de uma empresa que faz impressões em ótima qualidade. Era e-xa-ta-mente o que eu vinha procurando...
Preparei todo o material, baixei o software pelo site deles e na hora de enviar...“Erro ao calcular frete. Precificacao indisponivel para o trecho informado”.
Há três dias venho entrando em contato com a empresa, explicando que não consigo enviar o material. Ligo, mando e-mail para a central de atendimento, suplico no chat on-line e só recebo respostas vazias.
Eu só queria um pouco de verdade e boa vontade. “Minha filha, você mora num buraco, mas a gente vai tentar de ajudar”.
E não um "O problema está no site dos Correios".
Minha gente, por mais preconceituoso que esse país seja e que os Correios tentem de tudo para nos boicotar, eles nunca nos privam do cálculo do frete. É justamente aí onde eles conseguem nos colocar em nosso lugar.
A empresa é de Santa Catarina e posso apostar meus dentes da frente que nem imaginam onde fica o Acre, por isso mesmo não se preocuparam em incluir o CEP da Floresta em seu software. E é por isso que eu continuo tentando igual uma idiota oferecer um produto melhor para os meus clientes, mas sem sucesso.

A luta continua.

terça-feira, novembro 09, 2010

Da série “Os loucos em minha vida”

Vinha eu nesta terça-feira calorenta, ao som de Celebration da Madonna, quando me para o senhor. Tiro os fones do ouvido e:

- Nem deu hoje...

-Oi?

- É, não deu hoje...

-Er...Tudo bem então (tentando sair)

*Ele continua segurando a minha mão

- Não é a Paulinha não, né?

-É não...

- Mas parece ó!

- Mas nem é ó... Tchau, senhor!

quarta-feira, outubro 27, 2010

Das histórias de doido

Existe o para-raio e o para-doido (no caso, eu) .
Certa vez um amigo me disse que eu atraía os tipos mais malucos. E é verdade
Hoje, voltando para o trabalho e caminhando pela caçada afora, me chama um senhor:
“Ei, psiu!”
Ainda tentei desviar e seguir meu caminho, mas sabe quando a pessoa praticamente pula na sua frente e você não consegue fugir? Então, foi assim.
“Oi...”
“Aquela mulher (que eu não sei qual era) veio me perguntar se eu sabia onde ela podia comprar livros de espiritismo e desse tal de Allan Kardec. Eu disse pra ela ir ali (na polícia) e ela vai ser é presa!”
“O.o”
“Porque nós somos de Deus, né?”
Dei aquele ‘joinha’ e segui meu rumo, rindo e comprovando a lei da atração.

domingo, outubro 24, 2010

2º Concurso de Fotografia do Procon-AC

E eu fiquei em 2º lugar na categoria 'máquina digital'. Segue comprovação fotográfica.



Todo meu grau de desespero pendurado em um só varal. on Twitpic

Todo meu grau de desespero pendurado em um só varal. on Twitpic

Eu esqueço, elas esquecem, nós esquecemos!

Se a Bia Falcão diz que pobreza pega, eu digo que esquecimento também é contagioso.
Sim, porque de uns tempos pra cá as pessoas que convivem comigo estão ficando iguais ou piores que eu.
Essa semana, por exemplo, combinei com as tchuras (facção de jornalistas da qual faço parte) de fazermos cachorro quente.
Fui ao supermercado com uma delas e compramos tudo (ou quase tudo) o que era necessário.
Cortei os temperinhos, a salsicha, fizemos o molho e pronto. Cadê o pão?
Esquecemos o pão. Compramos patê e torradas e esquecemos o pão.
Não tem problema, liga pra loira que ela traz o pão.
Chega a loira com uma caixa de chocolate e nada de pão.
“Cadê o pão?”
Procura-se no carro e só está a nota. O pão mesmo ficou no supermercado.
22h, tudo fechado, menos a lanchonete da esquina.
Vai-se à lanchonete, conta-se o drama e compra-se o pão deles.
Quatro estômagos felizes.
Fim

sábado, outubro 23, 2010

Fui e vortei

Voltei de Belo Horizonte. (mas já faz mais de duas semanas)
Se não avisei que fui, pelo menos digo que já voltei.
Fui participar de um congresso de fotografia, o Photoshow. Essa história de tirar fotinha por hobby é muito bonita, mas tem que estudar também, negada.
Foi bem rápido, uma semana.
Uma semana da viagem que eu chamaria de “A mais calma dos últimos tempos”.
Isso porque eu não perdi ou esqueci nada ou não me perdi e me esqueci em algum lugar. Dessa vez fui bem atenta. Afinal, estava sozinha. Se eu esquecesse alguma mala ou carteira na capital mineira, não teria nenhuma Sabrina ou Fabiana para me ajudar.
Na verdade, lá tive uma Giselle, uma Lunara, um André, um Gabriel, uma Carol, uma Eliane e uma moça que conheci no cinema.
Eu tenho essa necessidade de conhecer pessoas em outros lugares, porque estar em outra cidade com rostos nunca vistos me deixa um tanto assustada. Então preciso logo tornar alguns deles reconhecíveis pra poder me sentir melhor.
Por isso mesmo levei um monte de doces tropicais, incluindo bombons e cocadinhas de cupuaçu que são certeiros. Assim, eu compraria amigos.
Mas nem precisei. As pessoas foram legais comigo.
E a comida mineira? Ai, papai, me segura! Ô povinho da mão boa na cozinha.
Cidade agradável e povo genti.
Mas já tô de volta. E com novidades!
Vem tirar foto comigo, baby!

quinta-feira, outubro 21, 2010

Dos sonhos (de sempre)

De: Deda
Para: Fabiana

Sonhei contigo. Eu e vc estávamos em SP, acho, em um shopping
E o João trabalhava em uma joalheria lá. E vc era apaixonada por ele.
Mas ele era diferente...Mais gordo e tinha outro rosto. Na verdade, ela só tinha o nome do João e a história de vcs, mas no meu sonho era outra pessoa.

Eu também sonhei que fazia yoga em uma academia que ficava no meio da floresta e me encontrava com um gato maravilhoso. Desses de novela.

Beijos


De: Fabiana
Para: Deda

Querida Nattércia,

Você é maluca.

Bjs
Fabi

sexta-feira, outubro 15, 2010

domingo, setembro 26, 2010

Tem cara de cavalo, mas é uma querida

A mudança significativa do mês foi incluir visitas diárias ao Te Dou um Dado, blog de entretenimento do R7, na minha rotina. Não me divertia assim desde a extinta coluna Ooops, da Folha Online, escrita pelo Ricardo Feltrin. Esta me fazia companhia nos áureos tempos de estagiária do Departamento de História da Ufac. (Lembra, Íris?)
Fazer fofoca de qualidade não é pra todo mundo não, minha gente, mas o trio tem se saído bem. O bom é que o mundo das celebridades nunca decepciona.
Depois do Te Dou um Dado, até as fofocas com Renata, Geisy e Fabi ganharam um embasamento...er...teórico.

*Ah, sobre o título? É de um dos meus posts preferidos. Espia aqui

É tudo culpa dele, o calor

Hoje Fabiana me chamou de cara de pau. O fato é que eu me convidei mesmo para ir à casa dela amanhã.
O fato é que quando a gente tem 8 anos e tem uma amiga com piscina em casa, a gente tem que inventar uma brincadeira de Barbie pra não ficar muito na cara que a gente tá interessada na piscina da outra.
Mas quando a gente passa dos 20 anos e dos 39º C, o papo é reto.
“Eu tive um ideia incrível! Que tal eu ir pra tua casa no domingo tomar banho de piscina e depois te ajudar no TCC? Genial, não?”

terça-feira, setembro 14, 2010

E o improvável pode acontecer

Acontecimentos sugestíveis me acompanham nas horas mais insólitas.
Imaginem vocês que eu estava na Unimed curtindo um sorinho de leve, na companhia do namorado, quando uma senhora senta ao nosso lado e pergunta se nós iríamos fazer nebulização.
Respondi que não e expliquei que estava sentada naquela cadeira, porque quando cheguei os outros lugares estavam ocupados e não tinha onde eu tomar a bendita medicação.
Ela ficou por ali, caladinha, até o enfermeiro chegar.
Foi o homem chegando e ela se alterando.
"Será que dá pra você (enfermeiro) pedir para ele (namorado) sair daqui, porque eu preciso fazer minha nebulização!!!"
Namorado, que não esquenta com essas coisas, foi logo levantando pra evitar conflitos.
Ela continuou reclamando, dizendo que era paciente e que tinha direito e eu também soltei uns estresses rápidos, mas logo passou.
Virei de costas pra ela e continuei tomando meu soro.
Outra moça chegou e ela começou a chochichar:
"A outra aí tá com raiva de mim porque eu não deixei ela namorar. E ainda virou as costas pra mim!"
Agora me diz, eu posso? Não, eu posso?!
Como é que a criatura mal consegue respirar e ainda vem atrás de arrumar confusão em hospital, com pessoas também doentes e sem paciência?
Jesus, toma conta!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Da sinceridade infantil

-Tira isso da mão dele, senão ele vai quebrar - adverte a mãe.
-Ele não vai quebrar... Você não vai quebrar, né?
- Não, não. Eu vou 'distuir'.

*Ele, afilhado, 4 anos.

domingo, agosto 29, 2010

Enquanto isso, na grande Rio Branco...

Rio Branco é aquela cidade que não decepciona, sabe?
É o lugar das coisas improváveis e estranhos hábitos comerciais.
Fomos eu, o namorado e umas amigas tomar um sorvete, comer alguma coisa. Programa trivial de domingo.
O estabelecimento oferece uma diversidade de sabores de milk shakes, vendidos nos tamanhos P,M e G. Porém, para a nossa surpresa e infelicidade, o de açaí só é vendido no copo grande.
Insatisfeitas, perguntamos o porquê. Segue a explicação da garçonete:
“É que esse milk shake é feito do açaí meeeessmo e, antes, nós só fazíamos o açaí, mas agora a gente faz o milk mhake, mas só grande”.
Nessas horas eu faço logo uma cara de entendida e agradeço a atenção.

Passado o episódio do açaí, resolvemos pular pra outra lanchonete e comer algo com mais sustança.
Chegamos, sentamos, garçom trouxe o cardápio, escolhemos.
Garçom volta.
“E então, já decidiram?”
“Já sim. Nós vamos querer isso, isso e aquilo outro”
“Infelizmente não podemos atender esse tipo de pedido agora.”
“Por que?”
“Por que a nossa cozinha só começa a funcionar às 18h15.
(Eram 17h50).

Mas é isso mesmo. Pelo menos a gente vai aprendendo os truques do mercado. Futuramente, abrirei meu restaurante às 10h59, mas só começarei às 12h17. E só em grandes porções.

quarta-feira, agosto 25, 2010

"Jornalista ganha, mas não leva"

Essa foi a sugestão de título sugestível da Geisy, super editora do Jornal Gazeta, para nomear o fatídico fato de eu nunca ter ido ao Pakaas.
Isso mesmo, senhores, a sorte (aquela bandida) me sorriu um sorriso falso e até hoje não recebi nenhum dado do prêmio do post abaixo.
Como eu disse, a promoção era do estande de Rondônia, no I Salão de Turismo na Expoacre 2010, que acabou no dia 1º desse mês.
Desde então, venho ligando para Rondônia atrás dessa bendita passagem e da hospedagem.
Primeiro me prometeram passar os dados por e-mail. Esperei uma semana e nada. Liguei de novo. Ameaçaram outra vez. Esperei e nada.
Passei uns dias sem conseguir contato com a moça, então resolvi ligar pra Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do Estado do Acre (Setul) que foi uma das organizadoras do evento. Eles não souberam me informar outro contato e disseram que se conseguissem falar com alguém, me dariam retorno. Nunca ligaram.
Tentei falar com a moça de novo. Consegui. Ela me passou o telefone de uma empresa de Rondônia que ficou de repassar os dados.
Liguei, mas os responsáveis não estavam. Deixei meu contato. Não retornaram.
Dois dias depois, liguei de novo e o rapaz me iludiu dizendo que mandaria os dados até ontem.
Mais alguns telefonemas e minha conta telefônica paga uma passagem pra Porto Velho.

quarta-feira, agosto 04, 2010

E a sorte me sorriu...

Ela, que estava sumida há algum tempo, chegou e disse: “toma, vai dar uma volta”.Presenteou-me com uma passagem para Porto Velho – RO, pela Trip, e uma hospedagem no Hotel Pakaas, que fica em Guajará Mirim – RO.

Foi bem simples. Fui ao I Salão de Turismo na Expoacre e visitei o estande de Rondônia, que estava com essa promoção. Participei da pesquisa e voilà! Pakaas, aí vou eu!

segunda-feira, julho 26, 2010

Futebolando

Rio Branco x Fortaleza, primeiro tempo de jogo, goleiro do Fortaleza contundido, diálogo entre pai e filha:

- O que aconteceu?
- O goleiro se machucou. Vão ter que substituir.
- Vixeeee! E será que eles têm outro goleiro?
- Minha filha, não deixe ninguém ouvir isso, tá?

O pai é o pai. O meu mesmo. A filha é Lombinho, figura que nunca decepciona o Sugestível.

terça-feira, julho 20, 2010

Ah, eu tocaria...

Eu tocaria cuíca pela introdução de América do Norte, do Seu Jorge. E algo me diz que eu me daria muito bem com esse instrumento.
E dançaria dois pra cá, dois pra lá na introdução de “É, morena, tá tudo bem, sereno é quem tem” do Los Hermanos.
Aprenderia a tocar violão pra tocar, antes de tudo, a introdução de Por onde andei do Nando Reis.
Depois eu partiria pra Hotel California, acompanhada por aquela galera boa do Eagles.
Aprenderia tango só pra dançar ao som de Gotan Project, com Santa Maria Del Buen Ayre. De preferência com Richard Gere, numa sala de dança pouco iluminada.
Aprenderia piano pra tocar La Valse d’Amelie.
Depois aprenderia a tocar sanfona pra tocar La Valse d’Amelie de novo. Não sem antes tocar Asa Branca de Luiz Gonzaga.
No violoncelo, Prelude de Bach.
No violino, algo de Mozart.
Então partiria pro saxofone e arremataria com Forever in Love do Kenny G, tocando em casamentos e batizados.
A guitarra eu não aprenderia. Contentaria-me em ser uma grande rockstar do Air Guitar.

segunda-feira, julho 19, 2010

O estrategista

Rios do Saber

Transformando cenários difíceis em uma boa leitura

O Programa Justiça Comunitária vai realizar em agosto, o Projeto Rios do Saber. A iniciativa tem como objetivo a promoção de ações educativas voltadas à justiça, saúde, meio ambiente, lazer e cultura, visando com isso, a prevenção das vulnerabilidades sociais e ambientais das comunidades ribeirinhas, com foco especial aos estudantes do ensino fundamental.


O Projeto nasceu após uma visita realizada pelo Programa Justiça Comunitária - Núcleo Capixaba - à comunidade Remanso, localizada a 55 quilômetros da zona urbana de Capixaba, às margens do Rio Acre.


Panorama dos estudantes ribeirinhos

Estudar na zona rural requer muito sacrifício. Os estudantes da comunidade, muitos de pés descalços, enfrentam o frio da madrugada, sol ou chuva para terem acesso às aulas. De segunda a sexta, sete da manhã, os barcos (duas horas de viagem subindo e uma descendo) chegam com as crianças e adolescentes de diversos varadouros. Disposição para querer aprender e alcançar um lugar ao sol não falta para esses ribeirinhos. Mas, a vida estudantil naquela região se configura um nado contra as correntezas do rio. Há grande carência de materiais didáticos e literários, falta de incentivo à leitura, ao lazer, à cultura. Não bastando, para maioria dos alunos, segundo a professora Clemilda, "o estudo é interrompido no ensino fundamental, uma vez que a insuficiência de transporte escolar para os alunos continuarem seus estudos nas escolas da zona urbana é enorme". E assim, o mundo caminha assistindo há décadas a devastação dos sonhos desses ribeirinhos.


Meio ambiente
Outro problema comum nas regiões ribeirinhas do Acre é a degradação ambiental. Tanto os sanitários das casas dos cidadãos quanto os das escolas despacham as dejeções humanas diretamente para o rio. Decerto, políticas públicas para saneamento básico na zona rural existem, mas, basta termos disposição para visitar esses territórios, para percebermos que são raramente praticadas.


Igualmente, boa parte dos cidadãos joga todo lixo gerado nas margens dos rios. Daí estampa-se a carência do incentivo à prevenção de doenças e da conscientização ambiental desses ribeirinhos.


Saúde bucal
A saúde bucal das crianças é mais um dilema. Grande parte precisa de atendimento odontológico. É até óbvio dizer que o índice se dá pela falta de material de higienização e orientação sobre a escovação.


Transformando sonhos
Em meio a todos os problemas enfrentados, lembramos que o Rios do Saber nasce para alimentar os sonhos dessas comunidades, levando justiça, saúde, lazer, cultura, sobretudo ações voltadas à educação, como doação de livros didáticos e literários, palestras educativas sobre doenças sexualmente transmissíveis, pedofilia, violência doméstica, Lei Maria da Penha, saúde bucal, cuidados com o corpo e saúde ambiental.


Em primeiro lugar: a educação

É bem verdade que as grandes mazelas da humanidade disseminaram-se porque a prevenção dos problemas veio se tornar prática, um pouco mais presente nas administrações públicas, muito recentemente. O fato é que o investimento nessa área ainda é pouco, principal-mente na zona rural.


Ressalta-se que o Justiça Comunitária tem como objetivo a solução rápida e amistosa de pequenos conflitos, por meio da mediação e conciliação. No entanto, os serviços oferecidos à comunidade vão muito além disso. O programa destaca-se também na promoção da cidadania através de atividades educativas e recreativas, como forma de prevenir, reitera-se, as mais diversas vulnerabilidades sociais e ambientais. Desse modo, educação como peça chave do Projeto Rios do Saber porque, sem dúvida, ela é a ponte para evitar tais vulnerabilidades.


Primeira edição do Rios do Saber
A primeira edição do Rios do Saber está marcada para o dia 27 de agosto de 2010, envolvendo três escolas da região: Escola São Francisco, Escola Cinco de Maio e Galpão da Subaia, onde funciona o Ensino de Jovens e Adultos (EJA). As atividades começarão às 8h vão até às 17h.


Atividades programadas
O evento promoverá palestras sobre saúde bucal e prática de escovação com as crianças; cuidados com o meio ambiente e violência doméstica; Apresentações de peças teatrais produzidas pela comunidade local e por parceiros do Projeto com temáticas relacionadas ao meio ambiente e à saúde. Cantinho Rios do Saber (Oficina de leitura e concurso cultural); Cantinho ambiental; Cantinho Rios da Beleza (Corte de cabelo, cuidados com a pele); Torneios esportivos; Entrega dos materiais arrecadados; Atendimento clínico geral à comunidade; Encerramento com recital de poesias produzidas pelas crianças no Cantinho Rios do Saber.


Parcerias
Para realização das atividades, o Rios do Saber pretende arrecadar livros didáticos e literários, brinquedos, alimentos, materiais de higiene bucal, calçados e roupas.


Parcerias realizadas
Atualmente, o Projeto já conta com a parceria da Prefeitura e Câmara de Capixaba, secretarias municipais em Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, Boi Ouro Agropecuária, Web Informática, Jornal Capixaba, Belezoca Fashion, Livrarias Betel e Paim, Viveiro Santa Fé, Escola Mundo Encantado, Incra, Projeto Resgatando Vidas, professoras Rozangela Costa e Rozangela Tessinari, acadêmicos da Ufac Neivo Souza e Helena Fernandes, Bazar Vidal, Panificadora Stillu’s, empresário Liberato Filho, Lanche Altas Horas e Hoje Cosmetics.


Transforme cenários difíceis em uma boa leitura. Temos mais de 50 cartinhas com pedidos das crianças. Adote uma! (68)3226-3281/8422-1284/8416-5931. (Eu já adotei a minha!)


Programa Justiça Comunitária - Idealizado e coordenado pela Desembargadora Eva Evangelista, e executado pela Juíza de Direito, Mirla Cutrim, o Programa Justiça Comunitária é desenvolvido pelo Tribunal de Justiça Acreano desde 2002, inicialmente em convênio com o Ministério da Justiça. Desde 2006 o Programa vem sendo executado em parceria com a Prefeitura de Rio Branco e recentemente foi fortalecido por conta dos convênios nº 034/2008, do TJAC com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci, do Ministério da Justiça, e nº 700546/2008, com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Esta última parceria tornou-se possível pelas emendas parlamentares apresentadas pelos deputados federais Nilson Mourão, Ilderlei Cordeiro, Sérgio Petecão e Flaviano Melo. Em Rio Branco, o Programa é desenvolvido em 35 bairros carentes, divididos em seis regionais. No ano de 2009, pela primeira vez, o mesmo trabalho realizado com sucesso na Capital começou a ser colocado em prática em outros dois municípios do Estado - Capixaba e Epitaciolândia -, onde também vem realizando bons resultados na solução rápida e amistosa de pequenos conflitos, por meio da mediação e conciliação. Além disso, o programa atua nas comunidades promovendo a cidadania através de palestras educativas, mutirões de atendimentos e dias de lazer.

terça-feira, julho 06, 2010

Yo no creeo

A probabilidade do que me aconteceu ontem se repetir é a mesma do cometa Halley passar hoje à noitinha pelo planeta.
Imaginem vocês que fui ao Banco do Brasil numa segunda-feira e consegui resolver meu problema em menos de 10 minutos.
Difícil de acreditar, né?
Eu mesma fiquei meio desconfiada na hora, achando que era alguma pegadinha, mas a história foi verídica.
Ta certo que não era um big problem, mas banco na segunda-feira é banco na segunda-feira, minha gente. O mundo inteiro resolve as coisas nesse dia e comigo não poderia ser diferente.

O lance foi que eu esqueci minha senha de letras (pasmem) quando fui sacar e acabei bloqueando a parada. É claro que isso só poderia acontecer comigo na sexta-feira à tarde, pra eu passar o fim de semana lisa e começar a semana mal humorada.
Mas não é que a solução veio rápido?

Peguei a senha com o rapaz das senhas, passei pela porta de vidro (que só bloqueou minha bolsa uma vez), subi as escadas, procurei pela mesa 15, olhei para o painel de senhas e pronto: minha vez e minha mesa. Sentei por 4 minutos e meio, redigitei a senha e fui ser feliz de novo.
Paguei minhas contas, fiz grandes transações bancárias, depósitos, aplicações milionárias...Tudo o que uma pessoa comum faz.

Quanto à perda de memória, não se preocupem. Isso já faz parte de mim, da minha história. Segundo um especialista de uma matéria que vi dia desses na tevê, esquecer senhas, números, pessoas e chaves é normal. Ele disse que a coisa só se tornará um problema quando eu estiver com a chave na mão, não souber o que é aquilo e nem pra que serve.

domingo, maio 16, 2010

Ecoou pela mata afora...


O pouco de dignidade virtual que eu tenho me fez vir aqui dar uma justificativa para a falta de atualização do blog.
Não que não aconteçam coisas sugestíves. Acontecem até demais, porque eu faço parte daquele grupo de pessoas da comunidade “Essas coisas só acontecem comigo” e isso é só para os escolhidos.
Mas o que acontece de verdade é que agora eu sou uma blogueira empreendedora. Sim, caríssimos, entrei para o mundo dos negócios e pretendo ficar rica com isso até 2027.
Ultimamente tenho dedicado as horas que me sobram a um novo projeto: o Eco Estúdio Fotográfico - uma parceria com a amiga jornalista Sabrina Soares que me permite fazer o que gosto (fotografar) e ainda tentar lucrar com isso.
Enquanto as ideias se acomodam, vou ficando mais que aqui.
Não me abandonem, gorgeous!

domingo, maio 09, 2010

Das palavras chatas - Parte II

Novamente, temos as finalistas da acirrada disputa a Palavras Antipáticas do Mês. São elas:

Clube da Luluzinha(assim mesmo, como na coluna social mais próxima de você).

Multifacetado (assim mesmo, como er...de novo ela...).

No ranking de Expressões Saudosistas e de Origem Desconhecida temos:

"De primeiro", (como na frase a seguir: "De primeiro eu não gostava de bife")

domingo, abril 18, 2010

Pra casar

Ao casarem, por gentileza, optem por som mecânico.
Fui a um casamento ontem, desses com toda pompa, protocolo e música ao vivo.
Tudo correu como deveria, mas o que me pareceu foi que os noivos não participaram da escolha do repertório da banda, então ela se encarregou de dar o seu melhor.
Preparou uma playlist super animada e coerente:

“Eu queria ser bem maaaiiis, que amantesss”

“Festa na roça é pra lá de bom [...] mulher casada troca de marido. O engraçadinho apaga o lampião e o 'amassa mamão' fica mais divertido”

“Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores...”

“Vem minha safada
Vem minha bandida
Minha descarada
Quero um beijo gostoso
Dessa boca molhada”

segunda-feira, março 29, 2010

And so it is...


Eu havia decidido dar uma segunda chance a ele. Afinal, ninguém termina um relacionamento de anos sem antes dar oportunidade de mudança, não é mesmo?
Foi então que eu decidi ir ao Cine João Paulo no sábado à noite, mesmo depois da última decepção (Avatar Dublado).
Para minha surpresa estava em cartaz um filme que tô bem a fim de ver. Um olhar do Paraíso. Tava lá marcado para às 21h. Eram 19h48.
Tentei comprar ingresso, mas a moça explicou que ainda não estava à venda e que só exibiriam o filme para no mínimo cinco pessoas. Entendi.

Fui pra casa. Revi o comecinho d’O Curioso Caso de Benjamin Button e voltei às 20h48.
“Ah, não vamos exibir esse filme hoje. A máquina deu um problema e... ”
“Então tá!”

Não satisfeita, achei que jantar seria a solução para todos os problemas, principalmente de sessões de cinema canceladas. Fui comer um espetim de gato ali no Segundo Distrito.
Quando acho que a noite já não tinha espaço para mais desastres, chega o cantor. Ele senta e convida outro, vestindo bermuda e chinelo.
O garoto da praia senta, se acomoda e puxa um “Quando o inverno chegarrrrr”.
Fiquei mais um pouco. O suficiente para saber que o rapaz não cantava. Minha deixa foi quando de uma mesa próxima, amigos dele puxavam, em coro, um backing vocal de “É primavééééra, te âmu!”.
Eles pareciam estar em uma festinha particular, um pub londrino ou em Rio Branco mesmo, uma pequena comunidade de muitos amigos.

Cidade sem cinema que preste e com um bando de cantores sem noção é dê-más pra um só fim de semana.

quarta-feira, março 24, 2010

Pilhas, pra que te quero...

Enquanto não caso com um magnata da indústria de pilhas, que banque meu consumo pelo resto da vida, resolverei meu problema com as usadas desta forma:

Difusora faz campanha para recolhimento de pilhas e baterias

Escrito por Golby Pullig
22-Mar-2010


Programa Espaço do Povo, de Nilda Dantas, troca material por cupons para sorteio de brindes


Nilda Dantas faz campanha de recolhimento de pilhas e baterias trocando o produto por cupom que dá direito a prêmios (Foto: Luciano Pontes/Secom) O consumo de pilhas na casa de dona Francisca Carvalho, moradora do Km 9 da AC-40, é de três unidades ao mês, quantidade suficiente para manter em funcionamento, durante quase o dia inteiro, o único rádio da família. Ouvindo o programa Espaço do Povo apresentado por Nilda Dantas nas manhãs da rádio Difusora, ela descobriu que poderia trocar as pilhas usadas por cupons para concorrer a prêmios e ao mesmo tempo parar de jogar este resíduo altamente tóxico no quintal de casa. É a promoção Diga não à contaminação lançada no dia 8 de março e que termina em 7 de maio com o sorteio de diversos brindes aos ouvintes que trocarem 5 pilhas ou baterias por um cupom.
Acostumada a realizar promoções de educação ambiental Nilda Dantas conta que, ao visitar colônias da região, observou um número grande de pilhas jogadas perto da vegetação. "Um dia esperando na fila de um banco notei que havia um sistema de coleta de pilhas e decidi expandir essa ação para que não ficasse restrita a apenas algumas pessoas", explica a locutora que recebeu apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e de pequenas empresas da capital com a doação de brindes que vão de CD, utensílios domésticos, confecções e até o banho, tosa e imunização para animal.

O secretário de Meio Ambiente do município, Arthur Leite, diz que ainda não há estatística sobre o volume de consumo ou descarte de pilhas e baterias na capital. O órgão faz um levantamento preliminar junto à Secretaria de Fazenda do Estado para acompanhar a entrada desse produto na intenção de fazer um cruzamento com o que é recolhido. Arthur Leite lembra que é dos fabricantes a responsabilidade sobre a coleta das pilhas e baterias usadas.

Em Rio Branco há atualmente quatro pontos de coleta de pilhas e baterias: um no Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em duas unidades dos Supermercados Araújo e agora, um na rádio Difusora. Os recipientes indicados para acondicionar o material são tambores azuis com tampas. Depois de cheios e lacrados, um protocolo é feito e o produto é encaminhado para uma associação de revendedores de pilha localizada no sudeste do país.


* Não é possível que com esse tantão de pilha eu não consiga ganhar pelo menos um banho pro Rick, né?

quarta-feira, março 17, 2010

Papo de índio

Antes de qualquer coisa, confesso que tenho essa mania feia de prestar atenção na conversa alheia. Mas também, quem manda esse povo falar alto?
Se fala alto é porque quer compartilhar o assunto, oras.
Então eu estava almoçando em um restaurante que sempre vou e na mesa ao lado tinha uma galera da floresta. O rapaz explicava empolgadamente aquilo que, de longe, me parecia a programação de algum festival indígena.
Hora para o almoço, contação de histórias indígenas, danças típicas e uma sessão de filme.
“Aí, txai, às 16h vai ter uma sessão de filme. Avatar. Já viu? Txai, esse filme vai mudar a cabeça dos índios!”
É nesses recortes inusitados do cotidiano que a minha mente afetada logo imagina uma tribo indígena tingindo o corpo de azul e querendo fazer sexo pelo rabo.

segunda-feira, março 15, 2010

Dos projetos de vida - Parte II


Neste momento ando me dedicando inteiramente a uma pesquisa que deve mudar o destino de todas as mulheres do mundo inteiro. Ainda não é a cura da TPM, mas algo de igual importância.
Tenho me mantido longe do blog, porque ando procurando a fórmula perfeita para desenvolver um anestésico momentâneo de virilha. Isso mesmo.
Há dias ando trancafiada em meu laboratório buscando desenvolver aquilo que dará cabo às torturantes sessões de depilação.
Não consigo aceitar que em um mundo onde o Twitter consegue mudar a vida das pessoas, a cera quente ainda consiga ser inimiga.
Se tudo sair como planejado, o anestésico será vendido em todas as farmácias, lojas de conveniência e bancas de bombom. Deverá ser comercializado em spray ou gel, para aquelas que não querem agredir o Meio Ambiente. Aí, é só passar o bicho (no bicho), esperar a dormência deliciosa e deixar a cera quente fazer o serviço.
Inovador, não?
Enquanto não consigo executar esse meu projeto de vida, deixo o blog na responsabilidade das traças.
Avante, companheiras!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Das palavras chatas

A disputa foi dura, mas eis as finalistas a Palavras Antipáticas do Mês:

#adoro (assim mesmo, com esse jogo da velha do Twitter).
Fueda (assim mesmo, como o @helderjr fala)
Intrépido (assim mesmo, como em todas as colunas sociais).

No ranking de Expressões Odiosas para a Vida Inteira entraram duas da mesma categoria:

“Open Bar” e “Na faixa”.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Aventura ventológica

No dia em que alguém, que também pode ser um médico, disser que você precisa fazer um exame no nariz, por favor, corra.
Eu, ao contrário, não corri.
Fui super macho e encarei a cadeira da tortura.
Quem me conhece e quem também não me conhece deve saber do meu problema de rinite. É um negócio chato e antigo.
Como eu moro na Amazônia chuvosa, os primeiros meses do ano são os mais dolorosos para a vida nasal. Dias úmidos e cheios de espirros.
Nesse 2010 de meu Deus vi que a coisa tava ficando séria e decidi consultar um médico, pra ver se dava uma melhorada. E melhorei. Ele me receitou remédios que me transformaram em uma nova mulher com rinite controlada.
Infelizmente, ele também passou um exame que foi ontem. É que eu corajosamente fiz.
Ao chegar ao consultório ele prontamente me explicou o procedimento. “O negócio é o seguinte: eu vou enfiar esse algodão cheio de anestésico na sua venta”. “Vai doer?”. “Vai arder um pouco”.
Ele assim o fez.
Enfiou a tripinha de algodão umedecido até praticamente a altura da íris do meu olho e mandou eu passar 15 minutos assistindo desenho.
Aliás, é ele um otorrinolaringologista super bacana, também denominado por seu anestesista como ‘ventólogo’ (nome mais do que apropriado para quem cuida de venta, não?)
Passado o recreio, volto para dar seguimento à tortura. Ele retira os algodões e eu já to com o nariz dormentinho. Então ele introduz um fio preto fininho, com uma câmera na ponta e que reproduz a imagem na TV de 20” que estava ao meu lado. Devo dizer que me senti o próprio ar entrando e percorrendo todos aqueles corredores sebosos e apertados. Vi até minha garganta!
O exame foi revelador. Descobri que tenho um nariz mais torto que o homenzinho torto. Meu septo esquerdo é torto e empata a passagem de ar, por isso não respiro bem. Do lado direito tem uma pelezinha filha da mãe que resolveu crescer mais do que deveria e sempre inflama, provocando aquelas minhas crises infernais.
Tudo isso pode ser amezinado com o medicamento. É só eu continuar tomando aquele remédio da nova mulher com rinite controlada que a vida fluirá sem muitos atropelos.
A consulta acabou e meu nariz continuou dormente.
“Sim, doutor, e esse efeito, quando passa?”
“Ah, daqui uns 20 minutos ta passando”.
Pois bem. Fui pra casa e fiquei ‘di bôua’ esperando o tal efeito de dormência vazar.
Os minutos foram passando, o nariz foi ardendo, a garganta trancando, a náusea chegando e eu aperriada.
Parecia que tinham passado pimenta em todo o meu interior ‘ventário’. Os olhos lacrimejavam de ardência e de manha (eu sou uma menininha e meu direito de chorar está mais do que justificado).
Deitei, fechei os olhos e fiquei esperando o pesadelo passar. Acabei pegando no sono. E que sono, meus amigos. Aquele sono com pegada, sabe?
Acordei algumas horas depois, comi alguma coisa e me aventurei para o trabalho.
O restante do dia for marcado por raciocínio lento e leseira anestésica.
Exame de venta? Never more!

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Ê laiá

Tenho uma amiga que fala que nosso karma começa pelo lugar em que nascemos. Não estou falando que acho ruim ter nascido no Acre, mas se eu tivesse nascido da Suíça, mesmo em condições financeiras desfavoráreis para os padrões do pais, tenho pra mim que as chances das coisas serem mais fáceis eram grandes. Se não fossem, pelo menos soaria mais chique, não?
Ultimamente tenho deixado as desvantagens de morar do meio da floresta amazônica prevalecerem.
Não, não é falta de acreanidade nem excesso de complexo de inferiodade que tanto nos acompanha. Isso já foi muito bem resolvido no início do governo do PT. O que ta pegando é dificuldade de interagir com o Brasil afora, entende?
Mesmo essa maravilha toda que chamam de internet ajudando, o Brasil ser grande demais atrapalha um bocado.
Se a minha cidadania fosse a da floresta e eu não precisasse mais que um pedaço de terra, um punhado de mata e um vara de pescar, talvez isso não importasse.
Acontece que eu moro em um lugar com status de capital e minhas necessidades são cada vez mais urbanas.

Então quando eu preciso comprar uns puffs que custam R$119 na internet, eu tenho que pagar mais R$129 para eles entregarem na minha casa.
E se eu quero comprar uma coisa chamada biombo, que geralmente é feita de madeira, eu tenho que explicar pro marceneiro o que é e pagar R$350 por isso.
Quando o que eu gostaria mesmo era pagar os R$200 que me cobram na internet. Infelizmente vem a transportadora de novo e me cobra um valor maior que o produto pra deixar aqui, ai a casa cai.
Se não dá pra comprar na internet, então a gente inventa um jeito de dar certo. Tudo bem. Mas até pra viver na base da gambiarra, do make yourself e das soluções inteligentes é difícil por aqui. Se a gente copia, ou melhor, ‘reaproveita’ uma ideia e tenta executar, empaca na falta de material ou no alto custo dele.
Esse meu Acre ainda tem muito o que crescer para se tornar o melhor lugar para se viver na Amazônia Legal.
Espero pelo menos meus filhos (quando eu os tiver) possam vivenciar isso.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

#ficadica


Após anos de incessante procura, creio que minha pesquisa chegou ao fim. Finalmente descobri um lugar em Rio Branco que vende açaí cremoso bom e barato.
É claro que como boa acreana eu ainda aprecio um autêntico açaí com farinha, mas como os modismos conquistam a gente, também me rendi à deliciosa parceria do açaí com o leite condensado e o creme de leite.
O lugar é a Pizzaria e Sorveteria Boneco de Neve. Fica na Av. Nações Unidas, no Bosque, próxima à Real Central de Convênios.
Lá, essa tigela maceta aí da foto custa R$5 e cada adicional, como sucrilhos, aveia, granola e o que mais você quiser inventar, custa 0,75.
Eu não ganho nada com isso, mas #ficadica.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Nota


Hoje, às 20h, no Restaurante Pecado de Gula, tem o jantar para ajudar os amigos fotógrafos Talita Oliveira e Diego Gurgel a irem prestigiar a exposição fotográfica “Dieci Fotografi Brasiliani”, em Napoli, na Itália. O jantar custa R$70 (por pessoa).

domingo, janeiro 31, 2010

2º Festival do Júri Popular


Esta semana acontece o 2º Festival do Júri Popular. Não sabe o que é? Explico. Ou melhor, o realase explica:


Curtas-metragens de vários lugares do Brasil serão avaliados pelo público em mostra competitiva

Já pensou em ser o jurado de festival de cinema? Pois se você respondeu que não, vá se preparando por que isso é possível no 2º Festival do Júri Popular, onde quem analisa e julga as produções audiovisuais é a própria platéia. Entre os dias 01 e 07 de fevereiro, às 19h, a Filmoteca Acreana, localizada em anexo com a Biblioteca Pública, recebe filmes de diversas partes do Brasil através de Mostras Competitiva e Hors-Concours de curtas-metragens. A entrada é franca.
Com mais de 40 filmes concorrendo, além dos participantes "hors-concours", o evento será realizado simultaneamente em 21 cidades espalhadas pelo país. Esta edição do Festival marca a primeira participação de Rio Branco entre as sedes da mostra. Entre as demais sedes estão as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Goiânia, Aracaju, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Teresina, Maceió, Belém, entre outras.

É a platéia que avalia os filmes

Durante as sessões, o público ganhará cédulas com todas as categorias de todos os filmes exibidos. Ao término da exibição, o espectador depositará seu voto com sua avaliação, que pode variar entre ruim, regular, bom ou ótimo, para as produções apresentadas. A apuração dos votos acontece na sede do Festival do Júri Popular, no Rio de Janeiro. O anúncio será feito com o prazo máximo de 30 dias após a última sessão no site do festival.

As categorias que serão premiadas no Festival do Júri Popular são: Grande Prêmio, Melhor Ficção, Melhor Animação, Melhor Documentário, Melhor Experimental, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Trilha Sonora.

A realização do 2º Festival do Júri Popular é de Sobre Tudo Produção e a produção local é de Samaúma Cinema e Vídeo. Para maiores informações, basta acessar o site www.festivaldojuripopular.com.br ou www.twitter.com/samaumacine


* E aí, bora?

terça-feira, janeiro 19, 2010

¡Hola! ¿Qué tal?

Para sobreviver, um escritor, mesmo que decadente, precisa de inspiração. É por isso que quando estou sem ideias para textos sugestíveis, falto o trabalho à tarde e durmo.
Não pensem vocês que é coisa de gente folgada e preguiçosa, é pura estratégia.
Meus melhores sonhos acontecem no bendito sono da tarde. Aqueles sonhos mais improváveis, com riquezas de detalhes e bizarrices a rodo.
Hoje, por exemplo, sonhei que meu vizinho e amigo de infância, Júnior, também conhecido como JotaÉrre, me ligava às 14h para irmos à Bolívia fazer umas compras.
Imaginem vocês que eu aceitava a proposta, mesmo correndo o risco do comércio já estar fechado quando chegássemos lá.
No sonho, a viagem durou menos que as 2 horas e meia habituais. Fomos num pulo.
Chegando lá, o cenário era outro. Não havia aquela ponte de Brasiléia ou aquela entrada por Epitaciolância.
De repente era inverno, e a entrada ficava em um morro absurdamente alto, que me lembrou umas boas ladeiras de Cruzeiro do Sul. O tempo também não era o mesmo. Havia neve e usávamos casacos chiqueterésimos.
Para entrar na cidade, a burocraria era parecida. Vocês sabem que quando os patrícios querem encrencar, eles conseguem. Mas nessa minha história, entrar era muito mais difícil.
Meu amigo desceu do carro, numa tremenda nevasca e deu nomes falsos pra gente. Não lembro exatamente quais, mas os nomes eram brasileiros, com sobrenomes russos e ele dizia à moça que éramos italianos, tudo isso falando português. Coerência pura.
Após muita conversa, a moça libera nossa entrada. A moça, a propósito, era Lidiane, vizinha da outra rua. Não sei mesmo porque ela dificultou tanto as coisas. Nos conhece desde crianças.
Depois que entramos na cidade, não lembro mais o que aconteceu. Aliás, eu nunca achei que seria tão difícil comprar muamba em Cobija.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Vai dar certo!

Parece que o pessimismo costumeiro deu lugar a uma sensação otimista de que as coisas vão dar certo, por mais redundante que isso seja.
O mérito não é meu, mas do mestre da Economia, que em suas sábias aulas dizia que tudo “Vai dar certo. Sempre dá”.
E foi assim que começou. Numa brincadeira despretensiosa de achar que tudo daria certo que elas pegaram gosto e resolveram atender meu pedido.
O poder das palavras.
Apostei as fichas em 2010 e acho que fiz o jogo certo. Coisas boas estão começando a acontecer e sinto que outras virão.
Na verdade, tudo se baseia na simples fórmula do “Vai dar certo. Sempre dá”. Você começa a repetir isso algumas vezes por dia, como um mantra indisciplinado e voilá, elas começam a caminhar para o lado certo.
O problema é o contágio. Depois de um tempo as pessoas que convivem contigo começam a repetir e vira uma zona (ou que os adolescentes chamariam de ‘vibe positiva’). Mas é bom. Né ruim não. É até engraçado.
E o bom também é que traz satisfação, alegria, realização e esperança. Aquele pacote de coisas banacas que foram desejadas no primeiro dia do ano e que estão aí, batendo à porta.

*Não poderia deixar de escrever esse ‘astigo’ e compartilhar a fase boa.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Pro dia nascer feliz!

Num dia de sol, de piscina, de amigas, de macarronada, de Seu Jorge, de 2010, um ensaio 'do brinca' com a xuxucona mais querida desse Brasil: Juliana Machado.
Tem mais aqui ó!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Agora vai!



Uma agenda 2010 e meus problemas 'se-acabaram-se'.
Eu sempre tive esse lance com agenda, mas esse ano resolvi assumir que é um caso de dependência crônica.
Preciso listar a atividades do dia, senão me perco no mundo.
Vamos ver até quando vai... (no começo do ano as coisas tendem a funcionar muito bem. Depois desandam).

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Então tá, 2009...


Não poderia encerrar o ano com um post mais original: uma retrospectiva deste ano. Não sei se lembram, mas eu já comecei 2009 esperando 2010 chegar. E desde então tem sido essa contagem regressiva pelo ano seguinte. Não que eu tenha maiores planos, mas iniciei 2009 com um baita pé esquerdo:doente e quase desempregada. Logo, tratei de apostar todas as fichas em 2010 e espero ter sorte no jogo desta vez.

Com o desemprego confirmado, começa a saga pela procura de uma ocupação. O primeiro semestre foi marcado por bicos, uma viagem cancelada e uma viagem feita. Aliás, no quesito viagem, não posso reclamar. Consegui viajar três vezes: uma pra João Pessoa e duas pra São Paulo (o que pode ser considerado um feito pra quem é pobre e mora no Acre).

No quesito trabalho, passei uma chuva rápida na redação do jornal a Tribuna, que, no fim das contas, me ensinou direitinho a saber onde pisar e me rendeu boas amizades.

O ano só foi começar mesmo depois do meu aniversário, em junho. Foi nessa época que consegui o trabalho na OAB-AC e que me permitiu fazer compras com mais de três parcelas.

A fotografia também ganhou maior dedicação investimento. É algo que gosto, me faz bem e que pode render.

2009 tá acabando e o que vem chegando pode ser muito bom. Depende de nós (ou não).

segunda-feira, dezembro 07, 2009

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Das agruras profissionais


Existem pelo menos três verdades pouco questionáveis para o profissional que atua na área de Assessoria de Imprensa. Se houver uma crise na empresa em que você trabalha ou até mesmo no setor público, a primeira que ‘dança’ é a assessoria. As pessoas nunca entenderão o seu trabalho. Sempre acharão que você não faz nada e que ganha muito para ‘fazer isso’. Você nunca será contratado para ser somente um assessor (a não ser, é claro, que entre para fazer parte de uma equipe. Caso o contrário, você será a EUquipe – créditos ao #2).

Compreendidos estes preceitos, o desafio agora será aceitá-los. Por mais que você esteja ciente disso, é difícil topar com certas situações na prática. É duro lidar com pessoas que acham que, porque você se formou em ComunicaçãoSocialbarraJornalismo, tem predisposição para Fátima Bernardes, sabe elaborar convites, fotografar, diagramar, vender, negociar, desenrolar, articular e mais uma série de verbos no infinitivo.

Não me refiro aqui ao que alguns chamam de ‘jornalista multimídia’. Este eu reconheço o esforço e a necessidade no mercado de trabalho. Profissionais que dominam diversas áreas devem sim se destacar e serem recompensados por isso, mas as chances de serem explorados também aumentam.

É comum ver um profissional executar todo o produto e não receber nada além do que já é combinado. Ao invés disso, poderia ter dividido o serviço com outros, que certamente seriam pagos por fora, e poupado o trabalho gratuito.

Nem por isso ele deve se privar de aprender coisas novas, mas deve ter a malícia de só usar se for reconhecido por isso. E quando falo em reconhecimento, me refiro ao dinheiro que cai na conta no fim do mês. Trabalho reconhecido é trabalho bem pago, porque ninguém contrata um encanador, eletricista, marceneiro e dá um tapinha nas costas e um ‘parabéns’ no final do serviço. Tudo isso é trabalho e deve ser remunerado.

Acredito que o próprio desconhecimento da atividade contribui para esse comportamento. Mesmo quem contrata os serviços de uma assessoria, raramente sabe quais a reais competências do setor e sempre encara a atividade como um serviço muito simples de ser feito. É tudo muito fácil. Tirar uma fotinha ali, escrever um textinho aqui. Qualquer um pode fazer, por isso mesmo não há mais obrigatoriedade do diploma. E com isso os ‘mimimi’ vão aumentando e a gente vai empurrando com a barriga a falta de noção alheia.

terça-feira, novembro 24, 2009

Inventando nus


Este foi o tema da última palestra do Estúdio Brasil 2009 - um congresso de fotografia que reúne alguns dos bons fotógrafos que existem por aí. O evento aconteceu nos dias 10, 11 e 12 de novembro e foi o principal motivo de eu ter ido a São Paulo.

Invertar nus. É isso que o Klaus Mitteldorf faz. Pra fugir da mesmice do nu artístico, ele pendura as mulheres e sai clicando pra ver no que dá.

De longe, parecia que a modelo era contorcionista e tinha intimidade com a coisa, mas depois ele falou que ela tinha feito apenas um teste no equipamento, antes do ensaio.

O resultado é magnífico. Movimento, formas, composição e arte.

Porém, ele recomenda: "Crianças, não tentem fazer isso em casa".

domingo, novembro 22, 2009

De cara nova

Quer dizer...Não tão nova assim, porque o layout é meio retrô.
Já estava querendo mudar há algum tempo, mas me faltava coragem (já que a ideia não é nada original).
Sugestível trocou de roupa, mas a temática 'meu querido diário' continua.
Espero que gostem.
Bjunãomeliga.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Estou confusa...



Dia desses, lendo o blog do Xico Sá (que não é lá meu gênero, mas funciona como um bom manual para entender canalhas) vi um texto resmungão sobre as mulheres tomarem o papel dos homens no que diz respeito a desculpas esfarrapadas.
Ele reclama que a classe feminina se apropriou de algumas desculpas genuinamente deles, como a clássica “Você merece algo melhor” e a mais atual “Estou confusa”.
A argumentação é boa, como sempre, mas os plágios não são só nossos.
Eu mesma fico confusa em ver que hoje eles adotam as novas mídias para copiar nossas táticas mais conhecidas. E pior, com eles dá certo.
Aquela velha história de colocar um trecho significativo da música no MSN ou Twitter que seja, na esperança de que ele entenda que é sim recadinho disfarçado, eles já fazem.
A gente usa essa desde os 15 anos e, raramente dá certo, porque todo mundo percebe, menos ELE.
Já quando eles utilizam esse artifício, a coisa se transforma até em enquete feminina. “Olha só, amiga, no MSN dele tem essa frase...Você acha que é pra mim?”
Se esta foi a intenção, eles acertam em cheio. Se não foi, é claro que nos deixam confusas. Também pudera...

terça-feira, novembro 17, 2009

O improvável sempre acontece comigo - Parte II

Fechando minhas bisonhices em série, no último dia na cidade resolvi chegar ao aeroporto em cima da hora. Não de propósito. Na verdade, eu consegui errar o horário do voo nas 317 vezes que olhei a passagem. Jurava que era às 19, mas ele partia às 18 horas.
Então, às 17:55 eu fui pra fila do check-in, achando que estava abafando por chegar cedo e o check-in já tava era fechando.

Fui a última a embarcar.

De São Paulo ao Rio fui na poltrona do meio, ladeada por um carioca marombado, com um bafo de cachaça maior do mundo, e por um senhor que não sei a procedência, mas que usava pochete. Preferi me manter calada. Graças a Deus o voo durou seus 40 minutos.
Saí do avião à procura do portão para pegar outro avião direto da Brasília.Não tinha ninguém pra dar informação e eu fui seguindo aquele povo com cara de que sabia onde estava indo. Quando passei pelo detector de metais...”Senhora Nattércia Damasceno, última chamada para o voo...”

Saí correndo. Fui a última a embarcar (de novo).

Já acomodada (também na poltrona do meio), jurava que ia direto para Brasília. Engano meu. O voo fazia escala em Vitória e quase ninguém sabia. A Gol fez tudo caladinha.
Neste voo fui ladeada por Cristina e Dona Julia. Esta, uma senhora calma, sensata e super gentil. Aquela sofria algum distúrbio.

Assim que sentei ela logo me perguntou se eu tinha medo e avião. Respondi que não e ela já foi pedindo desculpas caso chorasse durante o voo, pois estava indo ao velório de uma tia.
Passados alguns minutinhos elas começam a puxar conversa. Cristina perguntou se estava correndo tudo bem no voo e segurou a minha mão. “Olha como eu to gelada”. Daí em diante perdi a mão. A mulher alugou a coitada e apertava a bichihna com toda força. Até entendi. Ela estava nervosa, abalada, mas eu tenho ums certa difuculdade pra lidar com esse tipo de situação. Não sei confortar as pessoas.

Durante a viagem ela contou que já viajou várias vezes, que tinha tomado um rivrotil, que fez medicina e que ganhou um carro blindado. Aliás, ela sempre falava nesse carro blindado que ganhou de presente da mãe. Disse que a irmã mora nos Estado Unidos e que o padastro ou sei lá quem da família é dono de 48 prédios no Rio de Janeiro. Logo, ela queria dizer que a família dela tinha dinheiro, muuuuito dinheiro.

Enquanto essa novela se desenrolava, Dona Júlia tentava confortá-la com revistas do Seicho-no-ie. Pegou até o endereço da moça pra mandar vááários números.
Quando eu já tinha esquecido da minha mão, Cristina diz “Olha, eu não sou sapatão não, viu?! É que hoje em dia todo mundo é outra coisa, né?”
Ri amareladamente.

Aa duas continuaram a conversa de doença, remédios e problemas espirituais e eu literalmente no meio daquilo tudo. De vez em quando uma delas lembrava de mim e dizia “Mas essa ainda tem muita coisa pela frente...”. Eu ria.

Finalmente chega a hora do lanchinho. Aí meu estômago se deu conta que já eram 19 horas e ele só tinha sido abastecido às 9 horas, com um chocolate gelado e um croissant da Paulista. A moça serve um copo de guaraná quente com duas pedras macetas de gelo e um cookie.

Quando olhava para aquele único cookie com as bordas queimadas só conseguia lembrar da cena de um filme típico de sessão da tarde: “Melhor amigo”. Não lembro o nome original, mas era a história de um garoto que se tornava super amigo de um labrador chamado Amarelo. Em um acidente no barco do pai, eles caem no mar e ficam perdidos em uam ilha e a única coisa que tinha para o menino comer eram uns cookies queimados feitos pela paquerinha dele. Mas, para sobreviver, ele tinha que comer. Pensando nisso, encarei a refeição da mesma forma.

Pra quebrar o clima doentio da conversa, contei toda a minha saga até chegar ao avião e falei que estava com fome. A partir daí Dona Júlia se sensibilizou de um jeito que não mediu esforços para me alimentar.

Na hora do outro lanche ela cedeu gentilmente suas quatro bolachas salgadas, recheadas com ervas finas para que eu matasse minha fome. Até as balinhas que a bichinha pegava e me dava.
O voo chegou à Vitória e Cristina desceu. Agradeceu muito nossa companhia e saiu com aquele jeito desconcertante.

Dona Júlia seguiu comigo até Brasília. Fomos conversando sobre a família dela e lamentando a situação da moça que deixara o avião. “Tadinha dessa moça”, dizia ela.

Chegamos à Brasília. Encontrei Sabrina e Fabiana que já estavam lá há séculos e contei toda a aventura.
Na vinda para Rio Branco estávamos em lugares separados. Como o voo estava vazio, conseguimos três poltronas livre e viemos fazendo um balanço da viagem, até que um flatulento filho da mãe soltou um gás destruidor e tirou nossa concentração.

O infeliz que fez isso estava oficialmente morto. Não tinha explicação pra tanto fedor...
Fizemos diversos xingamentos à altura do mau cheiro e continuamos a viagem. Ele ainda soltou outro antes de chegarmos.

Pra fechar, consegui soltar a base do meu aparelho, tentando mastigar uma balinha vagabunda de maçã verde. Com isso, o fio ficou solto o fim de semana inteiro, espetando minha bochecha esquerda até hoje de manhã, hora que consegui ir ao dentista pra consertar.

domingo, novembro 15, 2009

O improvável sempre acontece comigo...

Eu diria que esta foi a viagem mais atrapalhada da minha vida. Refletindo um pouco, concluí que tudo se deveu ao fato de eu ter teimado com meu chefe, que, a princípio, não tinha deixado eu ir, mas aperriei tanto o coitado que ele cedeu. Com isso, a coisa desandou.

Depois do fatídico episódio da mala, colecionei nesses seis dias em São Paulo várias situações improváveis para qualquer ser humano comum (menos para mim).

É ca-la-ro que a minha falta de atenção e esquecimento crônicos colaboraram, porque longe de casa parece que estes meus problemas se acentuam. Mas é tanta coisa maluca para uma só pessoa, que eu acho mesmo que o problema é pessoal.

No último dia do congresso de fotografia, eu e Sabrina resolvemos pegar um cineminha no shopping perto do hotel. Coisa leve, comédia romântica pra fechar a quinta-feira sem estresse.
Sabrina se realizou comprando um sacão de pipoca e eu nem comi nada, pois já tinha me acabado nos fast food da vida.

Com cinco minutos de filme, Sabrina faz um sinal me mostrando a pipoca e eu digo, “Não quero, tô cheia!”. Ela faz de novo o sinal e eu “Não gosto, mulher! Come...”. Depois de ver que não tinha jeito, ela disse no meu ouvido “Vamos sair daqui agora!”.

Eu, sem entender nada, perguntei porque. Aí ela aponta pro lado e eu vejo o cara meio deitado na cadeira ao lado dela, com o pinto para fora. Juro.

Levantei com tudo, tremendo mais que vara verde e saí puxando ela. Saímos do cinema super nervosas e assustadas, porque tínhamos visto o cara antes de entrarmos. Era um típico cinquentão com cara de que não freqüenta cinema. Avisamos ao lanterninha e à administração do cinema e fomos embora com medo dele nos reconhecer.
É claro que nós poderíamos ter gritado “Seu tarado filho da puta”, ter dado uma bolsada nele e feito um escândalo na sala, mas sabe lá se o cara tava armado de outro jeito!
Nessa cidade maluca, os doidos são mais doidos e não dá pra fazer barraco assim sem ter certeza do perigo.

No caminho de volta para o hotel veio a raiva e a revolta. Passar por uma dessas é de emputecer qualquer mulher. A classe feminina há de concordar comigo que ver um pinto sem o seu consentimento é uma violação, independente do tamanho, raça e cor deste membro. É um desrespeito e um filhadaputismo sem igual.

Não entro nem na causa desse tipo de tara, porque homens como estes existem em todos os lugares, mas o desgraçado tinha que sentar justamente do nosso lado?
Ô zica, viu...


quarta-feira, novembro 11, 2009

Tudo é uma questão de caldo


Eu definitivamente consigo ser a pessoa mais esquecida de todas as pessoas esquecidas do mundo inteiro. É uma questão de se superar a cada dia, sabe? Principalmente em terras alheias (a da garoa, especificamente).
Fora o fato de eu ter perdido o prazo pra comprar a passagem para São Paulo, com destino ao aeroporto de Congonhas, e ter seguido para Garulhos, eu consegui mais!
Desembarquei às 10:45, saí correndinho para pegar o ônibus das 11 e perdi. Cheguei quando o último passageiro entrou. O próximo ônibus só às 12:30 e eu fiquei lá esperando...Na hora de embarcar, um quarteto de mineiros fez uma confusão sem tamanho e impediu a entrada da galera que tinha ingresso, o que me incluída.
Passado o barraco, resolvida a confusão, sai o ônibus às 13h, com todos famintos.
Mais de uma hora depois, chega-se à Congonhas. O que a doida faz? Sai do ônibus como se tivesse chegado ao ponto final do Tucumã e segue livrem leve e solta. A verdade e que eu tava super apertada e precisava mesmo fazer um xixi, então saí, fui ao banheiro, tomei um táxi, peguei a Fabiana no apartamento da amiga dela e seguimos para o hotel. Já na altura da Av, Paulista... “Putz, esqueci minha mala!”
Juro que só dei falta da mala tamanho família já chegando no hotel. Há quatro meses estive aqui e brinquei de esquecer a carteira com todos os meus documentos dentro. Ainda bem que esqueci na Escola de Fotografia e isso só me rendeu uma noite em claro, até que eu tivesse certeza do esquecimento. Mas dessa vez eu confesso que caprichei e paguei caro por isso.
Liguei pro aeroporto e pela misericórdia divina a mala já estava lá esperando para ser resgata.
Contei com a solidariedade das amigas Fabiana e Sabrina, que racharam o táxi e o aperreio comigo. Foi nessa situação que topamos com Márcio, o taxista mais maluco que já conhecemos e que nos explicou esse lance do ‘caldo’.
Primeiro ele lançou um desafio tentador: se a Sabrina acertasse a idade dele, a corrida sairia de graça.
Ela não acertou.
Depois contei que estava indo resgatar a mala no aeroporto e fui chamada de ‘mala’ a viagem inteira, que teve direito a trilha sonora de Hugo Pena e Gabriel e dicas de relacionamento...
*Foto que a Fabiana tirou quando o moço gentil da Gol me entregou a mala.


Fabiana: É aqui que entra a minha descrição do que foi o dia da chegada da Deda à terra da garoa. O combinado era sair de Táxi de Congonhas, me pegar em Moema e seguir direto para o hotel na Consolação. Plano simples que até deu certo, até chegarmos à Paulista. Ai, não! Nããããooo, nããããooo! O que foi?!! Fabiiii, esqueci minha mala! E foi aí que compreendi que minha viagem de férias definitivamente será tranqüila.


To be continued...

quarta-feira, novembro 04, 2009

Dos tiros na macaca

Depois de séculos sem dar as caras, Manga apareceu aqui em casa. Veio consertar um problema no chuveiro e justificou sua ausência com a nova lotérica que abriu perto da casa dele e do lado oposto da minha, logo, não havia mesmo razão pra aparecer.
Aproveitou pra perguntar como estão as coisas, os cachorros, quantas faculdades tenho e se casei, claro.
Quando disse não, ele perguntou a minha idade.
- 24 (respondi)
- Vixe, já deu quatro tiros na macaca!

Segundo a expressão, “Dar um tiro na macaca” é o mesmo que “Ficar pra titia”. Pesquisando por aí, vi que o primeiro tiro pode ser aos 20 ou aos 25. Não há muita precisão quanto a isso, mas estudos revelam que o último é certamente aos 30. Em cidades mais generosas do Nordeste, a contagem é de cinco em cinco anos, mas por aqui parece que é anual. Ou seja, tenho mais seis anos para largar essa vida de caçadora.


terça-feira, novembro 03, 2009

finados


Fotografar o cemitério no Dia dos finados não era bem um programão para o feriado, mas já que eu ia ficar em casa sem fazer nada, decidi ir.
Fotografar o cemitério também não era tarefa fácil, já que pessoas estavam ali para lembrar da morte e a presença de uma câmera muda tudo.
No fim das contas, foi até engraçado.
A idéia inicial era uma saída fotográfica com um grupo e tal, mas na hora marcada só encontrei a Talita Oliveira. Diego Gurgel só encontramos pra contar histórias.
Entre os arranjos de flores, banners, tendas, coroas e litros da Verágua, os olhares curiosos e comentários inusitados.

- Olhaí, não tem nem tamanho...

*Alguém se referindo ao meu porte nada fotográfico. Se eu for esperar crescer pra poder ter uma câmera, estou lascada.

- Essa ai (câmera) é profissional mesmo! Olha o tamanho do bico da bicha!

- Vocês estão fazendo algum trabalho? Não são daqui não, né?

- Mas vocês não trabalham em nenhum lugar? É só porque gostam de fotografia mesmo?

Quanto às fotos, estão aqui e aqui.

domingo, outubro 25, 2009

Da série "Palavras que ninguém mais usa"

* Fulano é fominha de video-game.

* Lombinho foi azunhada pelo Wolverine

* Tinha outra, mas eu esqueci

arazãodetudo

O que acaba esse blog mais que tudo são os diálogos baratos aqui publicados. #prontofalei

Conversa de elevador

Quando a gente trabalha na cobertura do prédio mais alto da cidade, ouve cada coisa...

Eu, uma médica e uma mulher no elevador.

A médica pergunta pra moça:

_ Ah, é você que está querendo engravidar, né?
- É sim, doutora, mas já tô pensando nesse negócio de idade, né?
-Verdade...
- Se bem que hoje em dia, né, doutora...
- PERDE.

O elevador abre.

*Esse negócio de bater a cabeça é coisa séria, minha gente...

A vida com Lombinho - Parte II

Falta energia e ela grita:

-MANA, VEM AQUI AGORA!

No sábado de manhã, enquanto eu tomo banho:

- Olha aqui, mana, a Carol Jéssica acabou de chegar. Você vai colocar a toalha, ir recebê-la e dizer para ela ir embora, porque nós temos muitas coisas para resolver agora de manhã!

E a vida segue assim até às 14 horas do dia 28 de outubro. Mamãe chega!

sexta-feira, outubro 16, 2009

"A vida com Lombinho"

- A que horas você vai dormir? (ela pergunta)
- Não sei. Mais tarde...
- Mas já são 22 horas...
-Tá, mamãe! Será que eu posso dormir mais tarde hoje?

*Ela tem 18, eu 24. Ela é Lombinho e eu sou a irmã mais velha sem moral. E essa situação vem se arrastando desde que minha mãe viajou e nos deixou sozinhas em casa.

quinta-feira, outubro 08, 2009

das pegadinhas

Apesar do estado de insugestibilidade, não poderia deixar passar uma que aconteceu comigo ontem, mesmo correndo o risco de levar uma surra depois.
Tô até agora tentando entender como esse lance de ser mãe ultrapassa o raciocínio lógico e como a minha mãe se tornou cliente em potencial do “Trote do Sequestro”.
Ontem ela me ligou de Fortaleza (CE) às 3 da manhã para se certificar de que eu não havia sido sequestrada.
Ela simplesmente levantou pra beber água no meio da noite, o telefone da casa onde ela está hospedada tocou e ela resolveu atender. Era aquela galera do mal com o mesmo papo de sempre, dizendo que sequestrou o filho da pessoa e coloca a voz de alguém chorando que, segundo a minha mãe, SEMPRE É IDÊNTICA A MINHA, aí ela se desespera e o caos se instala.
Já é a terceira vez que a bichinha cai nessa. Ela nem chegou a pensar: “Opa, eu tô na casa alheia, esse telefone não é pra mim” ou “Ah, eu sou visita, pera que vou chamar a dona da casa”. Em nenhum momento ela se tocou que estava no lugar errado e na hora errada.
Na primeira vez que isso aconteceu eu não atendia o celular e ela quase morre do coração. Movimentou toda a vizinha, fez confusão e não cogitou a possibilidade de ligar para o telefone do meu trabalho.
Na segunda, ela logo conseguiu falar comigo, mas, como minha irmã não atendia o telefone, suspeitou que fosse ela. Ficou dando pistas para os bandidos com aquelas respostas prontas “Então é a Rafaella?”, “É, é a Rafaella!”
Eu já expliquei centenas de milhares de vezes que desse jeito ela dá todas as informações que eles querem. Que era só perguntar se a Rafaella era uma loira com a pinta da Angélica pra pegá-los na mentira, mas ela insiste em desobedecer minhas regras.
Acho que os presidiários ficam entediados quando ninguém mais cai na deles e pensam “Ah, vamos ligar para aquela nossa amiga?” “Ela sempre acredita na gente...”.

O fato é que mãe é mãe e a minha é 10.