quinta-feira, outubro 12, 2006

Dia das Crianças

Há alguns anos esse seria um dos dias mais esperados da minha vida. Era dia de ir bem arrumadinha pra escola, pois ia rolar uma big festa. Cada turma tinha a sua e havia um espécie de competição pra ver quem tinha a festa mais organizada e com fartura. Eu sempre levava pudim. Não que a minha mãe soubesse fazer pudim, mas era uma encomenda anual pra minha tia.
Depois da escola era hora de ganhar o presente dos pais. Lembro de uma vez que ganhei uma boneca e não gostei. Foi o maior desgosto da minha vida. Era a mesma coisa que ganhar uma roupa. A boneca que eu queria era aquele “Meu Bebê”, um bonecão bem grande, que eu mal poderia segurar, mesmo assim eu queria. Ao invés disso, ganhei uma boneca pequenininha, que tinha até o vestido bonitinho, mas era de plástico e não de borracha como a que eu queria.
Passei o dia emburrada e ouvindo o sermão da minha mãe, dizendo que muitas crianças não tinham condições de ganhar nem uma boneca daquelas e eu estava fazendo pouco do presente. Eu fingi que compreendi, mas ela ficou largada por um bom tempo em cima do guarda-roupa.
Mas não é só de traumas o meu Dia das Crianças. Eu já ganhei o presente mais legal do mundo, aquele que eu realmente queria: um pogobol. Passei um bom tempo pulando aqui na área de casa e apesar da limitada função dele, é um brinquedo que não se enjoa tão fácil. Prova disso é que o tenho até hoje. Pasmem: