Segunda-feira, Julho 27, 2009
Rotina de horário nobre
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Fabiana Mesquita
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Quarta-feira, Julho 22, 2009
Das cenas de um casamento
Crédito da foto: "Separação", de Eleuza de Morais.Domingos começa com um brevíssimo relato sobre seus cinco casamentos e as consequentes cinco separações que lhe renderam um farto material para escrever o roteiro da comédia romântica, lançada em 2003 pela Caradecão Filmes / Raccord Produções. Ele conta que, a despeito da idade e do tempo em que viveu ao lado de suas mulheres, perdeu a estrutura com o fim dos casamentos vivendo períodos penosos no álcool, boemia, aflição, psicanálise e, acredite, tendo momentos altamente produtivos.
Tenho que concordar que a perda do amor faz aumentar a criatividade, mas isso só funciona para aqueles que conseguem sufocar a saudade com o trabalho. Eu prefiro os antidepressivos e livros didáticos, um me ajuda a relaxar e o outro a direcionar o pensamento para fins mais importantes. A ressaca de cão que costumo ter fez com que eu desistisse de beber nesses períodos...
Dentro desse contexto – voltando ao assunto do texto, separação/sofrimento – Domingos faz vários questionamentos que ele mesmo diz ter resumido em apenas três: Por que o amor (a paixão) acaba? Porque dói tanto quando o amor acaba? O que se perde quando é perdido o amor?
Quem me conhece, sabe que este é meu tema predileto. Vejo amor até em abelha e flor e não há nada que me dilacere mais do que a perda da proximidade. Mas há os que sofrem por outros motivos quando se deparam com a solidão. O esquecimento de si mesmo, redescobrir a sua utilidade, onde e por que dói, quem será seu referencial a partir de então; as dúvidas são incontáveis. Por isso não acredito que uma resposta para cada pergunta resolva. Apenas ajudam a encontrar o norte dos nossos próprios “por quês”. Foi o que Domingos fez, recomendo o texto.
Quando a mim prefiro me ater a uma de suas frases iniciais, que prenuncia a conclusão do assunto: “Há coisas assim, quanto mais se vive ou mais se pensa, mais obscuras ficam".
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Fabiana Mesquita
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15:46
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Quarta-feira, Julho 15, 2009
São Paulo sem frescura
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Nattércia Damasceno
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Quarta-feira, Julho 08, 2009
E a trilogia se completa!
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Nattércia Damasceno
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12:17
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Domingo, Julho 05, 2009
"Eu quero me trepar num pé de coco"
Chegando ao Arraial Cultural eu só conseguia me perguntar quem foram os responsáveis por cortar, pregar e pendurar as 317 mil bandeirinhas coloridas. Ficou lindo demais, mas deve ter dado um trabalho desgraçado.
Ainda pensando em números, também queria saber quem foi o sortudo que ganhou a licitação da chita e do TNT, porque haja pano, meu amigo.
Esse ano o Arraial trouxe um ‘velho’ conhecido: Moraes Moreira. Fui ao show pagar uma dívida adquirida nas férias do ano passado, que gerou um ‘quase mico’ no shopping de Recife. Entretanto, só eu parecia ter compromisso com o Moraes. “Pense num público desanimado...”. O homem tentou de tudo quanto foi jeito, mas no fundo ele deveria estar pensando “Esse é o público mais broxante que já vi na vida”.
Não fosse a galerinha do governo dar uma animada lá na frente e ensaiar uns passos de quadrilha, eu diria que o show foi um fracasso em termos de ‘resposta de público’, mas isso certamente não estará nos jornais de terça-feira. São só impressões infundadas de uma pseudo-jornalista, falsa aliada e zaz zaz zaz.
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Nattércia Damasceno
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23:18
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
Enquanto isso, no celular da fiRma...
-Alô (eu)
-Oi, eu queria falar com o José?
- Foi engano, senhora. Esse celular não é do José.
Minutos depois...
-Fia, chama o José aí pra mim só um instantinho, pufavor!
-FIA, ESSE CELULAR NÃO É DO JOSÉ!
-E como ele me deu esse número?
- Deu errado, ora bolas.
Meia hora depois...
-Maninha, chama o José, pufavor. Eu não sou nada dele não, é meu tio que quer falar com ele.
Eu, incrédula:
- Moça, esse celular é do trabalho. Eu não conheço nenhum José!
- E o José é INDIOTA por acaso, pra me dar o número errado?
-É!
-Tu é palhaça....
- Haha
Pensou que ia parar por aí, né? Eu também, mas brasileiro não desiste nunca. Toca o celular outra vez.
- Oi, eu queria falar com o José.
- Tu quer falar com ele? Vou chamar!
Passo o celular para o meu primo...
- Oi...
- NEGO VÉI, QUEM É ESSA MULHER?
- Nega véia, é minha gata!
- Que gata?
-Uma gata de fora aí que eu arrumei...
-E onde é que tu tá?
-Ah, não posso falar não, porque depois tu vem aqui e vai querer dar barraco...
- Hein, onde é que tu tá?
-Ó, vou ter que desligar...Depois eu te ligo, tá?
- Tá.
-Tchau
*Eu daria tudo pra ver o reencontro do José com essa mulher. Tenho pena dele!
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Nattércia Damasceno
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Quarta-feira, Julho 01, 2009
Da injustiças da vida
É ter que pedir uma carteira canhota sempre que entrar em uma sala de aula e ter que suportar imposições sociais constantes, como se submeter a colocar o copo no lado direito da mesinha do avião, porque eles marcam o lugar.
O consolo é que não estou sozinha neste lado das coisas. Imagino as dificuldades que Leonardo da Vinci, Michelangelo e Pablo Picasso tiveram que enfrentar numa época cheia de preconceitos, os malabarismos que Jimi Hendrix e Kurt Cobain fizeram para tocar direitinho e o quanto o mestre Marshall McLuhan teve que se impor para provar que “O meio é a mensagem”.
Em muitas línguas, ‘canhoto’ é sinônimo de desastrado e inábil. Com relação a desastres eu posso até confirmar a teoria, mas eu consigo fazer coisas bem úteis com a mão esquerda. Uma delas delas é usar os talheres como pede a boa etiqueta. Infelizmente a prática só é reconhecida pela Gloria Kalil e pela Fabiana.
Outro benefício que esta vida me proporciona é que minha mãe nunca deixa eu varrer a casa, porque não suporta ver minha total inabilidade com a vassoura.
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Nattércia Damasceno
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11:09
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