quarta-feira, outubro 01, 2008

Vamos falar de Varadouro II

Festival Varadouro é a oportunidade de ouvir o novo. Apesar de passar bastante tempo à toa na Internet, não tenho essa predisposição de procurar sites de bandas novas...Se não tiver ali, na minha frente, eu dificilmente vou ouvir.
Por isso mesmo, no Varadouro desse ano eu só conhecia as bandas daqui. Os outros sons foram inéditos, mas isso não quer dizer que eu tenha gostado de todos (lembrando que eu tô falando de gosto pessoal e não esboçando uma resenha crítica da cena musical independente no Acre)
O que venho reparando nos festivais de música e shows de rock que acontecem por aqui é que esse tipo de evento tem um público certo. Por mais que haja boa divulgação, a galera do forró, do pagode e do axé não vai aparecer por lá, simplesmente porque não é estilo de música que esse povo curte.
Estruturalmente falando, o Festival desse ano veio mais ‘encorpado’(apesar de ter ouvido alguns comentarem que ano passado tinha mais cerveja e refri no backstage). A praça de alimentação tava bacana, local para coletiva de imprensa e uma galera empenhada na organização. O problema de tudo isso é a impressão de muito espaço pra pouca gente. Imagino que daria pra fazer algo menor, com mesmo charme e qualidade.
Assim como ano passado, fui fantasiada de fotógrafa. Fiz boas fotos, mas a maioria reflete minha inexperiência e falta de intimidade com o equipamento (é o novo que ainda não me roubaram).
Apesar dessa falta de prática, devo confessar que um dos palcos tinha uma iluminação desfavorável. E, pra quem fotografa, luz é essencial. Pensei que só eu tinha reparado isso ou que era uma desculpa pra justificar as fotos ruins, mas uma amiga também comentou e eu até me senti menos incompetente.
Depois da ladainha, vamos aos (meus) destaques do Festival Varadouro:
Um maismais para a banda Boddah Di Ciro, do Tocantins, que foi a segunda do primeiro dia de Festival. Quando cheguei eles já tinham começado, mas gostei do som.
Outro destaque para La Pupuña, do Pará, que trouxe um som bem regional.
Show do Yaconawás levou o hip hop para o Varadouro e eu fiquei super orgulhosa, porque fiz a fotografia do primeiro clipe deles que você pode conferir AQUI.
Os caras da Ecos Falsos (SP) eram os bonitinhos do Varadouro. Tocaram sem camisa, fizeram umas piadinhas, mas não me ganharam tão fácil. Gostei, mas não a ponto de pedir autógrafo.
Los Porongas surpreenderam com duas músicas novas. Gostei muito.
Bareto do Peru me pegou cansada, já no segundo dia de Festival, mas animou tocando “Llorando se fué quem um dia só me fez llorar” (minha versão em portunhol).
E o Cordel do Fogo Encantando, com aquele sotaque simpático de Pernambuco, não só fez uma belíssima apresentação, como me rendeu as melhores fotos do Festival. Iluminação perfeita.
Até o ano que vem!

Quem quiser ver algumas fotos, dá uma passada em www.flickr.com/nattercia

2 comentários:

Talita Oliveira disse...

me sinto realizada lendo esse post. o palco tinha luz ruim mesmo, e aquele outro comentário que você ouvi também é muito coerente, haha.

Talita Oliveira disse...

*ouviu